26abr/18

Qual será o seu legado?

Conhecer o legado pessoal significa medir nosso impacto além do dinheiro, emprego ou autoridade

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Ele era um executivo de alto nível em uma multinacional do ramo de alimentos, e sua coach fez um inquérito desafiador. Sua pergunta era: “qual será o seu legado?”.

É uma conversa que a Dra. Cherre Torok, uma coach executiva com clientela global, teve com todos os CEOs e presidentes com quem trabalha – “cerca de 90% do tempo”, disse-me.

Ela trabalha com executivos de alto nível, capazes de alterar o DNA de uma companhia. Mas qualquer um de nós, em qualquer nível, pode se fazer essa pergunta, não importa o tamanho da nossa esfera de influência.

Como me disse Dalai Lama quando eu estava escrevendo A force for good: the Dalai Lama’s vision for our world (sem edição em português), a ladainha das tragédias que escutamos com frequência todos os dias se resume a “ausência de ética”. E quando se trata de nosso legado pessoal, é o nosso senso de significado e propósito que forma não apenas nosso valor e como nos comportamos, mas também o que vamos deixar para trás.

Se uma criança de seis anos te perguntar o que você faz, sua resposta seria simples, porém autêntica. “Aquela ingenuidade é o que procuramos em qualquer nível”, diz Torok.

Para se manter em contato com seus princípios, ela sugere que você se pergunte uma série de questões. Você pode começar com uma resposta honesta para a seguinte pergunta: o que você diz corresponde ao que você acredita? Você age de acordo com seus valores?

Outra maneira de pensar sobre isso: o que você faz além da descrição do trabalho que demonstram esses valores? Conhecer o legado pessoal significa medir nosso impacto além do dinheiro, emprego ou autoridade.

Para um diálogo interno mais sistemático, considere as seguintes questões:

Por que? Qual é o senso de propósito, valores ou significado que te move?

O que? Dados o seu papel e recursos, como você poderia implementá-los?

Como? Você tem a inteligência emocional necessária para ser efetivo? Você está consciente de como suas palavras e sinais, como tom da voz, impactam as pessoas?

Quem? Quais interessados ou aliados você pode convencer ou mobilizar?

A última questão sempre ocorre com CEOs preocupados com seus próprios legados – e como mantê-lo depois que se forem. Quanto mais alto você subir na organização, maior a questão do legado. Isso por uma razão: seu rastro de influência é maior. Conforme descoberta de Torok, com CEOs, a discussão geralmente se torna apenas sobre a companhia, mas é essencial saber como podem contribuir com o mundo em geral.

Quanto ao executivo do ramo de alimentos, o inquérito acerca do legado fez com que a companhia passasse a investir mais em pesquisa e desenvolvimento para que os alimentos produzidos fossem mais saudáveis. E também outra contribuição para o DNA da companhia: a despeito do corte de custos, ele encontrou maneiras de cobrir o déficit sem demitir as pessoas.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/qual-sera-o-seu-legado/108521/

25abr/18

9 hábitos de pessoas com alta inteligência emocional

O quanto de impacto tem a inteligência emocional (IE) sobre seu sucesso profissional? A resposta rápida é: muito!

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Quando a inteligência emocional surgiu pela primeira vez para o público em geral, ela serviu como a conexão que faltava em uma descoberta peculiar: pessoas com QI mediano se desempenharam melhor do que aqueles com os maiores QI 70% das vezes. Essa anomalia deu um grande golpe no que muitas pessoas sempre presumiram ser a única fonte de sucesso – QI. Décadas de pesquisa agora apontam para a inteligência emocional como o fator crítico que distancia os melhores profissionais do resto do bando.

O quanto de impacto tem a inteligência emocional (IE) sobre seu sucesso profissional? A resposta rápida é: muito! É uma maneira poderosa de concentrar sua energia em uma direção com um resultado tremendo. De todas as pessoas que estudamos no trabalho, descobrimos que 90% dos melhores profissionais possuem alto IE. Você pode até ser um ótimo profissional sem inteligência emocional, mas as chances disso acontecer são pequenas.

Inteligência emocional é “algo” em cada um de nós que é um pouco intangível. Ela afeta a forma como administramos o comportamento, como navegamos complexidades sociais e como tomamos decisões pessoais que trazem resultados positivos. Inteligência emocional é composta de quatro habilidades centrais que se emparelham sob duas competências primárias: competência pessoal e competência social.

Competência pessoal contém suas habilidades de autoconhecimento e autogerenciamento, que focam mais em sua individualidade do que em suas interações com outras pessoas. Competência pessoal é sua habilidade de estar ciente de suas emoções e administrar seu comportamento e tendências.

Autoconhecimento é sua habilidade de compreender de forma precisa suas emoções e ter consciência delas enquanto elas agem.
Autogerenciamento é sua habilidade de utilizar a compreensão das suas emoções para se manter flexível e direcionar positivamente seu comportamento.

Competência social é composta por suas habilidades de conscientização social e de gestão de relacionamentos; competência social é sua habilidade de entender o temperamento de outras pessoas, seu comportamento e motivos, de maneira a respondê-los de forma efetiva e melhorar a qualidade de seus relacionamentos.

Conscientização social é sua habilidade de reconhecer de forma precisa as emoções em outras pessoas e compreender o que realmente está acontecendo.

Gestão de relacionamentos é sua habilidade de utilizar a compreensão de suas emoções e as emoções dos outros para administrar suas interações com sucesso.

Além da importância da inteligência emocional, sua natureza intangível faz com que seja muito difícil saber quais comportamentos você deve simular. Então eu analisei dados de mais de milhões de pessoas que a TalentSmart testou para identificar hábitos que distinguiam as pessoas com IE alto.

Elas são constantemente positivas. Fique olhando as notícias por qualquer período de tempo e você verá que é simplesmente um ciclo de guerra sem fim: ataques violentos, economias frágeis, empresas em falência e desastres ambientais. É fácil pensar que o mundo está indo ladeira abaixo rapidamente. E quem sabe? Talvez esteja. Mas as pessoas inteligentes emocionalmente não se preocupam com isso porque elas não se prendem a coisas que não conseguem controlar. Elas concentram sua energia em direcionar duas coisas que estão completamente sob seu poder – sua atenção e seu esforço. Vários estudos mostraram que otimistas são fisicamente e psicologicamente mais saudáveis que pessimistas. Eles também possuem desempenho melhor no trabalho. Lembre-se disso na próxima vez que um caminhão de pensamentos negativos prender sua mente.

Elas possuem um vocabulário emocional robusto. Todas as pessoas sentem emoções, mas é apenas uma pequena parcela que consegue identificá-las de forma precisa enquanto elas acontecem. Nossa pesquisa mostra que apenas 36% das pessoas conseguem fazer isso, o que é um problema, pois as emoções não rotuladas podem ser má interpretadas, o que leva a escolhas irracionais e ações prejudiciais. Pessoas com IE alto dominam suas emoções, porque elas as entendem, e porque elas utilizam um vocabulário extenso sobre sentimentos para fazer isso. Enquanto muitas pessoas dizem apenas que estão mal, pessoas com alta inteligência emocional conseguem apontar se estão “frustradas”, “deprimidas” ou “ansiosas”. Quanto mais específica for a palavra que você escolher, melhor o entendimento que você terá sobre o que exatamente está sentido, o que causou isso e o que você deveria fazer em relação a isso.

Elas são assertivas. Pessoas com alto IE possuem um equilíbrio entre boas maneiras, empatia e gentileza com a habilidade de se afirmarem e estabelecerem limites. Essa combinação tática é ideal para lidar com conflitos. Quando a maioria das pessoas são contrariadas, elas geralmente se comportam de forma passiva ou agressiva. Pessoas inteligentes emocionalmente permanecem equilibradas e assertivas ao se guiarem para fora das reações emocionais não filtradas. Isso permite que elas neutralizem pessoas difíceis e tóxicas sem criar inimigos.

Elas são curiosas sobre outras pessoas. Não importa se elas são introvertidas ou extrovertidas, pessoas inteligentes emocionalmente são curiosas sobre todos ao seu redor. Essa curiosidade é o produto da empatia, uma das passagens mais importantes para o IE alto. Quanto mais você se importa com outras pessoas e com o que elas estão passando, mais curiosidade você terá sobre elas.

Elas perdoam, mas elas não esquecem. Pessoas emocionalmente inteligentes vivem pelo dilema “Engane-me uma vez, o tolo é você; engane-me duas vezes, o tolo sou eu”. Elas perdoam para evitar guardar rancor, mas elas nunca esquecem. As emoções negativas que surgem ao guardar rancor são na verdade uma resposta de estresse. Segurar esse estresse pode ter consequências devastadoras para a saúde, e pessoas emocionalmente inteligentes sabem como evitar isso a todo custo. Entretanto, oferecer perdão não significa que elas darão uma segunda chance para quem cometeu o erro. Pessoas emocionalmente inteligentes se deixam derrubar por maus-tratos, então elas rapidamente se desprendem das coisas e são assertivas para se proteger de danos futuros.

Elas não deixam ninguém limitar sua alegria. Quando seu sentimento de prazer e satisfação se deriva de comparações com os outros, você não é mais o mestre de sua felicidade. Quando pessoas emocionalmente inteligentes se sentem bem com algo que fizeram, elas não deixam que a opinião ou conquista de ninguém tire esse sentimento delas. Enquanto é impossível desligar suas reações sobre o que as outras pessoas pensam de você, você não tem que se comparar com outros, você sempre pode escutar as opiniões das pessoas com ceticismo.

Elas tornam as coisas divertidas. Pessoas emocionalmente inteligentes sabem exatamente o que as fazem felizes, e elas trabalham constantemente para trazer essa felicidade para tudo que fazem. Elas transformam trabalhos monótonos em jogos, vão além do necessário para deixar as pessoas com quem se importam felizes, e fazem pausas para aproveitar as coisas que amam não importa o quanto estejam ocupadas. Elas sabem que injetar essa diversão em suas vidas combate o estresse e constrói uma resiliência duradoura.

Elas são difíceis de serem ofendidas. Se você tiver uma compreensão concreta de quem você é, é difícil que alguém diga ou faça algo que lhe provoque. Pessoas emocionalmente inteligentes são auto-confiantes e cabeça aberta, o que cria uma pele bem grossa.

Elas anulam reflexões negativas. Um grande passo em desenvolver inteligência emocional envolve parar de ter um diálogo consigo negativo durante o caminho. Quanto mais você medita sobre pensamentos negativos, mais poder você dá a eles. A maioria de nossos pensamentos negativos são apenas isso – pensamentos, não fatos. Você pode parar as coisas negativas e pessimistas que sua voz interior diz ao escrevê-las. Quando você tirar o momento para diminuir o ritmo de pensamentos negativos, você será mais racional e terá a mente mais clara para avaliar a veracidade. Você pode apostar que suas afirmações não são verdadeiras qualquer momento que você utilize palavras como “nunca”, “pior” e “sempre”. Se suas afirmações ainda aparentam ser fatos quando estão no papel, leve-as para um amigo e veja se ele concorda com você. Assim a verdade com certeza aparecerá.

Juntando todas as peças.
Ao contrário de seu QI, seu IE é altamente maleável. Enquanto você treina seu cérebro pela prática repetitiva de novos comportamentos emocionalmente inteligentes, seu cérebro constrói o caminho necessário para torná-los hábitos. Logo você irá começar a reagir ao seu redor com inteligência emocional sem mesmo pensar nisso. E enquanto seu cérebro reforça o uso de novos comportamentos, as conexões que davam suporte aos comportamentos velhos e destrutivos irão morrer.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/habitos-de-pessoas-com-alta-inteligencia-emocional/97379/8

23abr/18

Por que ainda vemos tão poucas mulheres no mercado de TI?

O mercado de trabalho, pouco a pouco, está se transformando para alcançar a igualdade de gênero. Há quem acredite que essa igualdade já acontece na maioria das áreas. Mas, a verdade, é que ainda precisamos trilhar um longo caminho em busca da diversidade dentro das empresas, em especial na área de tecnologia e digital, onde o número de mulheres é ainda menor do que vemos em outros setores.

A reduzida presença feminina nas áreas de tecnologia é difícil de ser explicada, uma vez que a diferença técnica e de capacidade não explica a falta de mulheres nesse mercado. Até porque a aptidão para a tecnologia também é uma característica feminina. Uma prova disso é que o primeiro algoritmo da história foi desenvolvido por uma mulher, chamada Ada Lovelace. O protocolo STP, um procedimento que auxilia na melhor performance da rede, é invenção de Radia Perlman. E a tecnologia usada nos telefones celulares e nas redes wi-fi tem como base o trabalho da inventora e atriz Hedy Lamarr, feito na época da Segunda Guerra Mundial.

O fato é que a diferenciação de gênero é uma questão social. Apesar de homens e mulheres serem diferentes, a capacidade técnica e as competências intelectuais não são. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade que diferencia tratamentos na criação de meninos e meninas, impondo condutas diferentes para cada gênero. Portanto, essa disparidade no segmento de tecnologia é um problema cultural que começa muito cedo em nossas vidas, ainda na primeira infância.

Quando o assunto é tecnologia, logo no início da vida, muitas vezes, não estimulamos o interesse das meninas pelo tema e limitamos o contato das mesmas com esse universo tecnológico. Elas acabam sendo muito mais incentivadas a brincar de boneca e a fazer comidinha, enquanto os meninos recebem as multitelas dos celulares, tablets e jogos de vídeo game Dessa maneira não só deixamos de incentiva-las e de introduzi-las a todos os benefícios que a tecnologia oferece em termos de aprendizado,, como simplesmente nem ofertamos essa possibilidade a elas.

Para as meninas que vencem essa barreira e conseguem conhecer e se interessar por TI, a sociedade impõem outros obstáculos que seguem pela adolescência e culminam por se acentuar na faculdade. É no banco das universidades que o preconceito de gênero e o isolamento social se encarrega de deixar claro que “esse lugar não é para mulheres”. De acordo com o INEP/MEC, as mulheres representam apenas 15%do corpo discente nos cursos relacionados à computação. Constantemente atacadas por colegas, e até mesmo por professores, as mulheres sofrem assédio moral e poucas alunas chegam a concluir o ensino superior na área. Outra pesquisa indica ainda que 79% das alunas dos cursos relacionados à TI desistem já no primeiro ano.

As que bravamente sobrevivem aos preconceitos precisam correr para conquistar uma oportunidade no mercado de trabalho. Construir uma carreira, ou mesmo abrir uma empresa, é o grande desafio feminino dentro do mercado de tecnologia. Nas principais empresas de tecnologia, em média, apenas 30% do quadro de funcionários é composto por mulheres. E ainda, um estudo feito pela Harvard Business School aponta que apenas 10% dos aportes financeiros são feitos em startups comandadas por mulheres.

Outro dado que acho extremamente relevante é que o último levantamento do IBGE indicou que no Brasil existem 6,3 milhões de mulheres a mais que homens. Não sei você, mas isso me faz pensar o quanto as empresas ainda desperdiçam talentos. O que quero dizer é que tenho certeza que boa parte dessas mulheres estão mais do que aptas a exercerem uma série de funções e cargos, não só na área de tecnologia, mas em muitas outras áreas, no entanto, por existir barreiras culturais e sociais elas ainda são duramente negligenciadas e excluídas do mercado de trabalho.

Para mim, não se trata de uma exclusão de gênero, mas um desperdício de talentos, independente do gênero.

Se essa realidade lhe parece cruel e parte de uma construção social desigual, será que podemos mudar esse cenário? A resposta é sim! E o primeiro passo deve acontece dentro de casa. É papel da família apresentar a tecnologia para as meninas, e incentivar o interesse delas nas carreiras de exatas. O empoderamento de lutarem por aquilo que desejam será o segundo passo – e o mais importante, visto que precisarão percorrer um longo caminho de resistência contra uma maré inteira as puxando para longe da área TI e as aproximando culturalmente das áreas de humanas.

O terceiro passo, felizmente, já começa a ser dado pelo mercado de tecnologia. Aqui na Yoctoo, consultoria boutique de recrutamento e seleção especializada em TI e digital, já notamos o interesse das empresas em equilibrar as equipes e trazer diversidade para o time. Se aumentarmos a oferta de mulheres participando dos processos seletivos, consequentemente aumentaremos também o número dessas profissionais nesses cargos.

Não é possível afirmar quando e se seremos capazes de chegar ao tão sonhado e falado 50/50 dentro das empresas. Mas, certamente, enquanto sociedade, devemos lutar para criar um ambiente menos agressivo para com as mulheres. Enquanto recrutadora para o mercado de TI, espero ver esse quadro mudando em um futuro próximo e desejo concluir muitos processos seletivos onde as mulheres sejam as escolhidas para muitas das vagas que passam por mim, não por serem mulheres, mas por serem, antes de tudo, excelentes profissionais.

Renata Ambrosini — Formada em Psicologia e tem mais de 9 anos de experiência para na área de seleção de profissionais em TI, Renata é consultora de recrutamento e seleção na Yoctoo.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/por-que-ainda-vemos-tao-poucas-mulheres-no-mercado-de-ti/122835/

17abr/18

Como Steve Jobs nos ensina a ser um bom comunicador

Steve Jobs além de ser um exemplo de liderança, é conhecido como um comunicador cativante, que vende as suas ideias com talento, capaz de converter prováveis compradores em clientes e clientes em entusiastas

WikiCommons/Joi

Comunicação é chave para convencer as pessoas, tanto clientes, funcionários e sócios, a acreditar num novo produto, num novo processo, no rumo da organização. Quando a comunicação é ineficaz, ela desfaz ideias, desafios e interrompe carreiras.

No processo de comunicação, as apresentações tornaram-se uma ferramenta essencial. Através dela é possível comunicar as qualidades de seu produto, serviço ou causa, fazendo com que as pessoas acreditem na ideia que a empresa está vendendo. As apresentações são a peça chave e qualquer erro pode representar prejuízo e levar ao fracasso.

Como, então, elaborar uma apresentação de sucesso? Como ter uma apresentação que possa cativar e convencer quem está assistindo a comprar o produto ou serviço?

Faça como Steve Jobs. Veja abaixo as 11 lições que ele ensina para fazer uma apresentação de sucesso, uma apresentação que seja a diferença, que atraia futuros consumidores e que faça com que os mesmos tornem-se clientes da empresa.

1) Crie uma história

Elabore um enredo para vender as suas ideias com convicção e carisma. Muitos comunicadores criam mensagens e títulos cativantes, fazem uma narrativa leve e fácil de ser acompanhada.

Comece com um esboço da historia, sem ajuda de computador ou Power Point, somente caneta e papel. O Microsoft Power Point é uma excelente ferramenta para as apresentações, permitindo diversos designs, animações, além de agilizar a tarefa. Porém, alguns recursos podem atrapalhar e tornar a apresentação tediosa.

Jobs se envolvia diretamente em cada detalhe da apresentação e seguia a forma como os principais designers de apresentação recomendam: começar no papel. Escrever no papel um esboço, pois ele proporciona mais clareza e resultados criativos e, após isso, apresentar as ideias de forma digital. A preparação de uma apresentação exige tempo para pensar, planejar, esboçar e escrever um roteiro.

É preciso lembrar que: é a história que mobilizará a imaginação e irá reter a atenção da plateia, não os slides.

2) Responda à pergunta mais importante

A plateia quer ser informada sobre o seu produto, ensinada sobre como ele funciona e entretida enquanto aprende sobre ele. As pessoas querem saber a resposta para a seguinte pergunta: “Por que eu devo me interessar?”.

No planejamento da apresentação, considere que ela não é para você, e sim para o público. Responder a pergunta de forma simples e direta chamará a atenção dos ouvintes.

3) Simplicidade

A simplicidade é um conceito muito importante para a Apple. Jobs tornava os produtos fáceis de usar, eliminando recursos. Da mesma forma o faz em suas apresentações. Enquanto muitos apresentadores preenchem os seus slides com bastante conteúdo, Jobs os retira.

Uma apresentação de Steve Jobs é muito simples, objetiva e visual. Ao remover informações irrelevantes dos produtos e apresentações, Steve consegue repassar com clareza todas as informações necessárias.

Os slides simples mantem o foco no que interessa: em você, o palestrante. Se os seus slidestiverem muitas palavras, e palavras que não correspondem ao que você diz, os ouvintes terão dificuldades para se concentrar em você e em seus slides.

O seu discurso também tem que ser simples. Jobs escolhe cuidadosamente as suas palavras para descrever um produto. Ele substitui frases longas por citações, as quais facilmente poderiam ser inseridas em um post do Twitter. Desta forma, as frases são simples e fáceis de serem lembradas.

4) Use imagens

Suas ideias terão maior probabilidade de ser lembradas se forem apresentadas por imagens, em vez de palavras. As imagens funcionam melhor que o texto porque o cérebro enxerga as palavras como inúmeras imagens em miniaturas.

Quando Steve Jobs apresentou o lançamento do Iphone 3G ele utilizou onze slides, sendo que somente um slide continha palavras.

Você precisa ter confiança para expor suas ideias utilizando imagens ao invés de palavras. Você deve, então, transmitir sua mensagem perfeitamente. Jobs transmite suas ideias de maneira simples, clara e confiante, e essa é a diferença entre Steve e milhões de comunicadores comuns.

 5) Use palavras empolgantes

Como foi possível ver até agora, Jobs fala de uma maneira simples, clara e direta, isenta de jargão e complexidade. Ele escolhe palavras que são divertidas, tangíveis e incomuns.

Se as suas apresentações forem lotadas de jargões, enroladas e confusas, você perderá uma oportunidade de empolgar e envolver as pessoas que estão lhe ouvindo. Você deve utilizar palavras que representam verdadeiramente seu produto, serviço ou marca. Não fique com receio de usar palavras simples e adjetivos descritivos. Se você considera o seu produto incrível, siga em frente e diga isso. Se você não ficar empolgado com o seu produto, como espera que os outros fiquem?

Jargão se refere a uma linguagem incompreensível. Evite-a, pois o uso de jargões cria dificuldades para compartilhar ideias. Eles deixarão você menos compreensível e, por consequência, menos persuasivo.

Outra maneira de acrescentar vida a sua linguagem é por meio de analogias, comparando uma ideia ou produto com um conceito ou produto conhecido pela plateia. Quando você encontrar uma analogia que funcione, persista nela. Quanto mais repeti-la, maiores serão as chances de seus clientes se lembrarem.

6) Compartilhe o palco

Nosso cérebro não presta atenção em coisas chatas, ele deseja variedade. Divida o palco com convidados, com pessoas capazes de explicar de forma mais eficaz sobre uma etapa do funcionamento de um produto. Isso somará credibilidade e entusiasmo à apresentação.

Os testemunhos e avais são persuasivos. O boca a boca é a principal influencia nas decisões de compras. Convidar um cliente para dividir o palco, tanto pessoalmente ou em vídeo, é uma importante estratégia. Demonstrar publicações que elogiam o produto também é uma tática que funciona. Essas ações influenciam os ouvintes, dando confiança de que comprando o produto, eles farão uma escolha sensata.

É importante, também, agradecer as pessoas que tornaram o produto possível, como, por exemplo, os funcionários. Isto revelará à plateia sinais de integridade e inspirará seus parceiros e colaboradores a trabalhar com você. Steve Jobs divide o palco com a sua plateia, seus clientes, na maioria das vezes, agradecendo-os. Deste modo, ele cria uma afinidade com os ouvintes, reconhecendo as pessoas que são importantes: as que compram e as que desenvolvem o produto.

 7) Em suas apresentações utilize objetos cênicos

Jobs utilizava objetos cênicos nas demonstrações dos seus produtos. Uma boa demonstração tem o poder de informar a plateia sobre o seu produto, comunicando os seus benefícios e inspirando os ouvintes a compra-lo.

Apesar disto, as demonstrações devem ser:

Curtas: uma demonstração não pode entediar a plateia.

Simples: deve ser compreensível e fácil de acompanhar. Informar somente o que é relevante, despertando nos ouvintes a vontade de adquiri-lo, porem sem desnorteá-los.

Gratificante: através de uma demonstração, apresente o diferencial de seu produto em comparação com o concorrente. Porém, você deve mostrar a funcionalidade real de seu produto.

Substancial: demonstrar claramente a forma como o seu produto oferece uma solução para um problema que seus ouvintes estão enfrentando.

Prazer: ao realizar a apresentação do seu produto, você deve demonstrar prazer com isso. As demonstrações devem ser divertidas, com entusiasmo e atingir todos os presentes. Jobs revelava prazer demonstrando seus novos produtos e, exatamente por isso, suas apresentações faziam sucesso.

Concentração: ao demonstrar um produto, apresente somente um dos muitos benefícios oferecidos por ele. Assim, você não sobrecarregará a plateia.

8) Surpreenda com um momento inesquecível

O primeiro passo para criar um momento inesquecível é identificar um único tema, uma única coisa, que você deseja que a sua plateia lembre depois de deixar o recinto. Os ouvintes esquecerão muitos detalhes da sua apresentação, dos seus slides, mas lembrarão do que sentiram. A apresentação deve ter o proposito de criar uma experiência e provocar uma conexão emocional com o ouvinte.

Quando Jobs apresentou o novo iPod, ele tinha uma única mensagem-chave: ele põe mil musicas em seu bolso.

9) Presença de palco

Steve Jobs possuía uma presença de palco impressionante. Sua voz, seus gestos e sua linguagem corporal comunicavam autoridade, confiança e energia. As palavras que ele empregava para descrever um produto são importantes de se observar, assim como a maneira como se expressava. Ele destacava as palavras-chaves em cada paragrafo, fazia gestos expansivos para complementar sua expressão vocal.

Três técnicas para melhorar a linguagem corporal:

Contato visual: os grandes comunicadores, como Steve Jobs, costumam apresentar contato visual com a plateia. Eles raramente fazem alguma leitura de slides ou de anotações. Jobs costumava dar uma olhada no slide e logo voltava sua atenção novamente para a plateia.

Jobs era capaz de estabelecer um contato visual firme com seus expectadores porque ensaiava suas apresentações. Assim, ele sabia exatamente o que havia em cada slide e o que dizer no momento em que ele aparecia. Quanto mais ensaiava, mais incorporava o conteúdo e, assim, mais fácil e firme ficava a sua conexão com os ouvintes. Outro detalhe para manter o contato visual com a plateia, é elaborar slides visuais, utilizando-se de imagens e poucas palavras. Slides com imagens e poucas palavras fazem o apresentador transmitir as informações oralmente para o público.

Postura aberta: evite estar de braços cruzados em uma apresentação bem como ficar atrás de um púlpito. Jobs, em suas demonstrações, se senta em paralelo ao computador, e assim, nada bloqueia sua visão da plateia e vice-versa. Ele realiza uma atividade no computador e volta-se para os ouvintes explicando o que acabara de fazer, e assim, raramente quebra o contato visual por muito tempo.

Gestos com as mãos: enfatize uma palavra ou frase com algum gesto que as complemente. Evite permanecer com os braços parados ao lado do corpo, pois, desta forma, você parecerá rígido, formal e, até mesmo, um pouco esquisito. Utilizar gestos com a mão enfatiza um pensamento, esclarecendo-o. Utilize gestos com as mãos para enfatizar suas ideias, porém tenha cuidado para que os gestos não pareçam robotizados. Seja espontâneo e autentico, evitando copiar gestos de outros comunicadores.

Expressão verbal: além da linguagem corporal é necessário haver uma boa expressão verbal. Slides incríveis podem significar pouco se você não possuir uma grande expressão verbal. Uma expressão verbal ruim pode arruinar uma historia incrível.

Com a expressão verbal o apresentador pode criar suspense, entusiasmo e emoção na plateia. Procure aplicar duas técnicas que Jobs utilizava para manter seus ouvintes envolvidos:

a) Inflexão:mude sua inflexão aumentando e diminuindo o tom de voz quando julgar necessário. Se todas as palavras forem expressas num mesmo tom, a apresentação e demonstração de um produto irão se tornar monótonos.

b) Pausas:utilize pausas para que não pareça que você está tentando despejar o conteúdo rapidamente na apresentação. Faça pausa para que a sua mensagem seja absorvida pela plateia.

10) Deixe de lado o roteiro

Faça uma apresentação sem recorrer a uma bloco de anotações. Ao invés disto, utilize nos slides uma ideia-chave como incitador. Como já escrito diversas vezes, evite textos longos. Tenha um único tema em cada slide.

11) Não se preocupe com as coisas pequenas

Independente do quanto você se preparar para a apresentação, algo pode ocorrer de forma não desejada, diferente do que havia sido programado. Não se deixe perturbar no palco, reconheça o problema e continue a apresentação. Nesses casos, mantenha a calma e tente resolver o problema com tranquilidade. Não deixe que um empecilho acabe com o seu entusiasmo, e ai sim, acabe com a sua apresentação.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/como-steve-jobs-nos-ensina-a-ser-um-bom-comunicador/92224/

10abr/18

O péssimo hábito da procrastinação

Quando é que você pretende se tornar mais organizado e mudar a sua vida para a melhor? Como se livrar do triste hábito da procrastinação? Mude seus hábitos e mude sua vida

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Durante muito tempo eu trabalhei com um colega que utilizava uma técnica interessante para selecionar projetos e se livrar dos problemas relacionados à sua área. Como se tratava do todo-poderoso da área comercial e tudo tinha que passar pelo seu crivo, ele formava sempre três pilhas de documentos devidamente organizadas sobre a mesa de trabalho.

A pilha do lado esquerdo dizia respeito aos documentos ou projetos recebidos durante a semana, ou seja, casos recentes e urgentes. A pilha do meio referia-se aos projetos que foram urgentes um dia, agora nem tanto, já que há mais de uma semana ninguém cobrava nada. Por fim, a pilha do lado direito, com o dobro de documentos contidos na pilha do meio, que estavam estacionados ali há mais de um mês, era sinal de que o nível de urgência havia sido rebaixado para irrelevante. Como ele sempre dizia, “se alguém reclamar, os projetos estão por aqui, caso contrário, não devem muito importantes”.

Eu ficava indignado com tal atitude e considerava aquilo um absurdo, mas o fato é que eu saí da empresa e o indivíduo continuou por lá utilizando a mesma técnica, com um pouco mais de velocidade, em razão da globalização e da competitividade, segundo me dizem os remanescentes da época, mas o fato é que ele resistiu bem mais do que eu praticando a arte de empurrar as coisas com a barriga.

Durante anos eu lutei contra um hábito extremamente nocivo para o desenvolvimento humano, em todos os sentidos: a procrastinação. Em poucas palavras, procrastinação é o hábito de se deixar para depois ou para o dia seguinte ou para algum dia, quando sobrar tempo, o que pode ser realizado imediatamente ou em prazo definido, se houver boa vontade e predisposição para o planejamento.

Tudo o que acontece na vida está diretamente relacionado com os seguintes pontos:

1) A sua capacidade de atrair coisas boas ou coisas ruins, dependendo do seu estado de espírito;

2) A sua capacidade de realizar a contento aquilo que lhe é atribuído em troca de um benefício ou de uma remuneração;

3) A sua capacidade para enfrentar as adversidades que surgem com frequência no seu caminho todas as vezes que você encontra-se devidamente bem instalado na sua zona de conforto pessoal e profissional;

4) A sua capacidade de realizar as coisas de maneira mais rápida e eficiente do que as pessoas ao seu redor.

Imagine que você contemple todas as competências mencionadas anteriormente e, ainda assim, sua vida exiba um verdadeiro cabedal de dificuldades, tais como: acúmulo de dívidas no cartão de crédito, limite inteiramente tomado no cheque especial, pressão familiar para redução da carga horária de trabalho, queda no volume de vendas e, por consequência, não atingimento das metas, e o que é pior, seu chefe vive perguntando quanto tempo falta para você se aposentar apesar de você ter entrado na empresa há pouco tempo.

Embora a maioria dos profissionais não acredite tanto na sua capacidade de realização, por razões de ordem familiar, histórica e cultural, o seu potencial de criatividade para solução de problemas é inesgotável. A dificuldade maior está na falta de disciplina, de organização, de planejamento, na baixa autoestima e, em boa parte dos casos, na sua triste e real capacidade de deixar para amanhã o que se pode fazer hoje.

Em geral, a sociedade recomenda que sejamos fortes, apresentáveis, sorridentes, bem-relacionados e, acima de tudo, bem-sucedidos. Isso nos impõe uma sobrecarga violenta de trabalho, além da emocional, praticamente incompatível com a nossa capacidade de resposta. Resultado: frustração, estresse, pressão alta, cara feia todas as manhãs, dívidas, doenças de todos os tipos, demissão ou afastamento.

A tentação de parecermos o que não somos sempre nos persegue e, no fundo, acabamos dando um jeito para tudo, porém o custo é elevado. Por conta da nossa eterna necessidade de querer ser e de ter sempre mais do que o necessário, sacrificamos a saúde, o relacionamento conjugal, o crescimento dos filhos, enfim, o convívio familiar, e não vivemos a vida plenamente.

O que você precisa para ter qualidade de vida? Por que assume tantos compromissos que não tem condições de cumprir? Quanto vale tomar um bom café da manhã ao lado da família ou fazer aquela viagem que há anos está sendo adiada por conta da pressão da sociedade?

Embora a sociedade imponha uma série de restrições e de obrigações, cabe a você, e mais ninguém, a decisão de aceitar aquilo que não condiz com a sua maneira de ser, pensar e agir. Portanto, ser seletivo não é uma questão de ser prepotente, mas uma questão de sobrevivência.

Por tudo isso, quero compartilhar minha experiência com vocês, pois aprendi, a duras penas, que a melhor forma de avançar mais rápido é estabelecer prioridades de acordo com a importância dos nossos objetivos e metas.

Tentar abraçar o mundo com as pernas e empurrar as coisas com a barriga é um defeito, por vezes irremediável, que não levará você a lugar algum, portanto, as questões a seguir são fundamentais para ajudá-lo a recuperar o foco e manter acesa a esperança de uma vida mais digna, consistente e equilibrada.

1. Uma coisa de cada vez: não existe frustração maior do que várias coisas iniciadas e nenhuma encerrada com sucesso. Vá por partes, mas faça bem feito.

2. Crie metas mensuráveis: o segredo é fracionar a meta principal em pequenas metas seguidas de ações concretas e prazos específicos para conquistá-las.

3. Estabeleça prioridades: acredite no todo, mas dedique-se ao mais importante de acordo com cada momento da sua existência. As coisas mais importantes não devem ficar à mercê das coisas menos importantes, dizia Goethe, escritor alemão.

4. Pare de procrastinar: deixar para amanhã o que se deve fazer hoje é uma excelente maneira de prorrogar os seus sonhos para um dia, talvez quando você nao tiver mais paciência, energia e motivação para nada.

5. Você é totalmente responsável por sua vida: você não pode mudar as circunstâncias nem os acontecimentos ao seu redor, mas pode mudar a si mesmo. Não basta ter competência, é necessário ter atitude.

De acordo com Mark Twain, escritor e conferencista norte-americano, o segredo de ir em frente está em começar e o segredo de começar está em repartir as tarefas complexas e esmagadoras em tarefas pequenas e administráveis e, então, começar pela primeira.

Pense nisso, mude seus hábitos e seja bem mais feliz!

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/o-pessimo-habito-da-procrastinacao/22285/

09abr/18

As 8 fraquezas das quais você precisa se libertar se quiser triunfar

Características e comportamentos são citados por Napoleon Hill no capítulo introdutório de A Lei do Triun

Reprodução
Jim Carrey na animação “Um conto de Natal”

Tenho algumas reservas com a abordagem de Napoleon Hill a respeito do sucesso, pois me parece até aqui tratá-lo unicamente sob a ótica da prosperidade financeira. Eu entendo que é um aspecto bem mais amplo e triunfar está muito mais relacionado com o sentimento de realização do que com a consequência monetária dele. Mas isso que acabei de dizer pode ser uma grande besteira, pelo simples fato de que nunca li de forma integral e contextualizada a obra desse autor diretamente, apenas tive contato com ela de forma fragmentada e através de outros autores. Foi por isso que decidi lê-la e compartilhar aqui com vocês minha própria análise do que está lá, esperando que minhas considerações contribuam para sua própria leitura desses livros futuramente.

Hill tem duas obras principais, pelas quais ficou conhecido: “Quem pensa enriquece” e “A lei do triunfo”. Essa última é fruto de vinte anos de observações e experiências e está organizada com um rigor que, até certo ponto, podemos tratar como científico. Foi por isso que decidi começar a leitura por ela. Nesse livro, Hill se propõe a apresentar 15 leis que, segundo ele, nortearam as vidas de 45 homens bem sucedidos dos EUA, entre os quais estão empresários, políticos, juízes e outras figuras influentes e famosas na história do país, como Henry Ford e Andrew Carnegie.

A lei do triunfo” é uma obra extensa, com mais de 700 páginas. Napoleon Hill levou mais de 20 anos para conclui-la. Portanto, não sou eu que vou tentar resumi-la em um simples artigo. Mas vou buscar conduzir aqui nesta coluna uma rotina de textos sobre o livro, ao passo que eu for progredindo na leitura. E é dessa forma que, nesta publicação de hoje, quero tratar de algo que o autor fala na sua primeira lição, cujo título é “O master mind”. Lá, antes de começar a falar do que se deve fazer para triunfar, ele abordar um aspecto que diz ser crucial: comportamentos dos quais precisamos nos livrar antes de começarmos a caminhada rumo ao destino que escolhermos (essa questão do objetivo é outro ponto importante, mas trataremos dele em outra postagem).

Vamos aos pontos:

Cupidez

O termo é estranho e confesso que fui pesquisar para compreendê-lo. Mas seu significado é bem conhecido e se refere a um tipo de ambição que Napoleon Hill considera desastrosa: a mera cobiça, que leva o indivíduo a abrir mão de qualquer valor moral em nome de alcançar um objetivo qualquer, para satisfação pessoal.

A violência

É outro aspecto que ressalta o compromisso moral de Napoleon Hill na construção de seu manual rumo ao sucesso. Ele entende que nada justifica recorrer à imposição da força – seja física ou de qualquer outra natureza – para impor sua vontade. Mais que indecente, ele considera esse recurso insustentável. Afinal, a verdadeira riqueza não se sustenta em pilares frágeis.

A inveja

Napoleon Hill considera que a inveja não só não ajuda na busca pelo sucesso, como contribui para levar indivíduos à miséria. Por isso, ele considera que esse é outro dos primeiros aspectos dos quais precisamos nos libertar. Querer a vida do outro, achar que o outro tem demais e você de menos, enfim, devotar sua vida em função da de um terceiro pode ser sua grande derrocada.

A desconfiança

Ninguém prospera sozinho – inclusive, Napoleon Hill dedica boas páginas do livro a falar sobre como é importante e de que maneira conseguir engajar outras pessoas em seu propósito e influenciá-las para um bom trabalho. Nesse âmbito, a confiança é fundamental. Se você desconfia até da sombra, dificilmente vai sair do lugar. O principal prejuízo desse comportamento nefasto é este: ele o mantém numa prisão imaginária. Você não vai a lugar nenhum, por não confiar em ninguém.

O espírito de vingança

Esse comportamento e seus prejuízos se aproximação da inveja e da violência. Por um lado, você se devota a provocar um dano a um terceiro. Por outro, coloca sua vida em função desse objetivo. E, como ressalta Napoleon Hill nos capítulos seguintes – inclusive, essa é uma das leis – é preciso ter foco em um objetivo central na vida. Ninguém constrói nada tendo que dividir as atenções com um projeto de vingança.

O egoísmo

Como dissemos, ninguém cresce sozinho. E para conseguir o apoio das outras pessoas você precisa aprender a compartilhar ganhos. Henry Ford muitas vezes é lembrado pelos métodos rígidos de sua linha de montagem, mas – na verdade – ele foi um dos pioneiros na melhoria das condições de trabalho dos operários. Lembre-se de que naquela época as jornadas de trabalho podiam chegar a até 18 horas, não havia férias e até crianças podiam trabalhar legalmente. Os funcionários de Ford recebiam o dobro que os das outras indústrias e trabalhavam apenas as 8 horas que trabalhamos hoje. O resultado foi que sua produção ficou maior e seu faturamento chegou a triplicar. Esse exemplo é a melhor lição para este tópico. Ninguém triunfa querendo tudo para si. Para conquistar é preciso compartilhar.

A tendência para colher onde não se semeou

O chamado “capitalismo de estado”, que conhecemos muito bem aqui no Brasil, pode servir de exemplo para esse ponto. Ninguém precisa de muito esforço, basta uma boa amizade no governo para conseguir faturar alto (quase sempre superfaturando) às custas do dinheiro público. Essa é a lógica dessa prática. Ultimamente, no entanto, temos visto muito adeptos dela na cadeia. Pense bem antes de querer colher onde não semeou. Temos esse exemplo, mas há vários outros. É só você prestar atenção.

O hábito de gastar mais do que se ganha

Hill finaliza esses tópicos introdutórios com esse outro aspecto. Nós brasileiros o conhecemos muito bem. Ganhamos pouco, gastamos muito e vivemos endividados. Gastar menos do que se ganhar, para poupar e prosperar é a lição mais básica, mas muita gente não consegue cumpri-la. Isso de Johnny Depp a você.

O que achei até aqui?

Essas considerações acima são um resumo das minhas primeiras páginas de “A lei do triunfo”. Ainda não li o suficiente para passar um atestado sobre a obra. Mas já tenho algumas primeiras impressões:

  • Napoleon Hill merece pelo menos um voto de confiança. Afinal, dedicou duas décadas a pesquisar pessoas de sucesso antes de publicar o livro.
  • De fato, sua obra tem foco no aspecto financeiro do sucesso. Até aqui, não vejo outros vieses. Portanto, se você busca outras interpretações, visões mais amplas sobre o que é o triunfo, sugiro buscar outras referências, embora – sabendo filtrar – você consiga extrair dessa obra boas lições também.
  • Se você quer ficar rico, esse é o livro que você deve ler. Ele não vai fazer brotar dinheiro na sua conta bancária. Afinal, como dizem por aí, “livros não mudam o mundo. Mas eles mudam pessoas. E pessoas mudam o mundo”. Se essa leitura o ajudar a mudar pelo menos seu próprio mundo, ela já terá sido bastante útil.

Nos encontramos no próximo artigo. Até lá!

P.S.: Para não perderem nenhum texto dessa série sobre “A lei do triunfo”, fique de olho nos canais do Administradores.com. Curta a fanpage do portal e, no botão “Seguindo”, escolha a opção “Ver primeiro”. Assim você dará prioridade às nossas publicações em seu feed. Outra coisa: logo mais abaixo ou lá em cima, perto do meu nome e minha foto, tem um botãozinho verde com o nome “seguir”. Ao clicar nele, você passa a receber uma notificação sempre que eu publicar um novo texto. Para isso, no entanto, você precisa se cadastrar (é rapidinho e gratuito) no Administradores. As notificações vão aparecer em sua área pessoal no portal (sempre que estiver logado) e serão enviadas por e-mail, se você preferir.

Agora sim: até logo!

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/as-8-fraquezas-das-quais-voce-precisa-se-libertar-se-quiser-triunfar/102474/

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26mar/18

7 atitudes que você deveria levar para uma reunião

Para otimizar uma reunião, é preciso estar ciente de que ela deve ter um resultado concreto no final

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As reuniões são um momento de colaboração importante. Segundo o site 3M Meeting Network, cerca de 50% do tempo das reuniões é desperdiçado. Para otimizar, é preciso estar ciente que a discussão é mais do que uma conversa, é trabalho e, portanto, precisa ter um resultado concreto no final. A palavra-chave é produtividade. Para aproveitar melhor o tempo, a Plantronics identificou 7 atitudes positivas que devem ser assumidas em qualquer tipo de reunião – seja de negócios, informal, escolar. Aprenda:

Seja Construtivo – No vocabulário das pessoas construtivas não existe a palavra “mas”, elas preferem usar “e”. “Ótima ideia! E se a gente agora pegasse isso e…”. Os construtores, como são chamados, examinam, pensam e compartilham o conhecimento sempre pensando em agregar novas soluções e não em apenas criticar sem oferecer alternativas. Com isso em mente, a reunião se transforma em um encontro muito mais produtivo e participativo.

Seja brilhante – Ao contrário do que se possa imaginar, as pessoas brilhantes não contam com uma dose extra de talento – elas se esforçam e fazem o trabalho necessário de preparação e, mais ainda, sempre trazem à mesa contribuições práticas. “Eu tenho uma ideia interessante que gostaria de compartilhar com o grupo”. Mesmo que nem todas as ideias sejam acatadas, esse tipo de comportamento inspira os outros participantes a contribuir também.

Seja engraçado – Uma dose de humor no momento certo e sem dominar a conversa ajuda a energizar a reunião, geralmente quando isso é necessário. O bom humor também pode ajudar a trazer a conversa para os trilhos novamente, quando acontece a dispersão dos participantes ou discussões infrutíferas.

Seja pontual – No geral, as reuniões tem hora para começar e terminar. É importante lembrar (de maneira agradável) aos participantes que o tempo disponível é limitado e que, por isso, é fundamental se ater à agenda. “Eu sei que a gente tem pouco tempo e muito a discutir…”.

Seja voluntário – Esta é a pessoa que sempre está disposta a tomar a dianteira e agir ou a se manifestar quando ninguém mais quer. Em muitas reuniões é necessário que alguém se posicione primeiro para que os outros se sintam a vontade para opinarem. “Pode deixar essa atividade comigo”.

Seja criativo – É necessário um talento especial para demonstrar o que está sendo dito de uma forma que todos possam entender. Esse tipo de personalidade, apelidada de “Da Vinci”, realiza esboços no quadro que podem ser inestimáveis para focalizar a discussão e levar o assunto adiante. Em reuniões virtuais, é
claro, eles precisam de suporte de vídeo. O principal é que contam com a criatividade para exemplificar e se fazerem entendidos por todos, nem que para isso seja preciso, efetivamente, desenhar.

Seja bom de bola – Esse perfil sabe como pegar a bola e correr com ela. Craques das equipes, têm um olhar apurado para o que está acontecendo na reunião, sabem exatamente quando contribuir e assim mantêm a conversa direcionada à meta. De fato, contam com um pensamento estratégico e em grupo, sabem identificar uma boa oportunidade e, principalmente, levá-la adiante. Muitas boas ideias são desperdiçadas porque nenhum participante arrisca a tomar à dianteira e colocá-la em prática.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/7-atitudes-que-voce-deveria-levar-para-uma-reuniao/121866/

26mar/18

6 passos simples para evitar a desmotivação na carreira

Você sente que já não está mais comprometido com os prazos e entregas das suas demandas? Está sem energia para levantar da cama e começar a sua jornada na empresa?

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Analise a seguinte situação: a pessoa começou em um emprego novo, tudo é motivo para comemorar! Novo ambiente de trabalho, novos colegas, novas demandas, novos assuntos na hora do cafezinho, trocas de experiências e muito gás para viver essa etapa. Com o tempo, tudo se estabiliza, as atividades começam a ficar repetitivas, os problemas de relacionamento com os colegas aumentam, as necessidades e objetivos profissionais não são atendidos e a pessoa se vê com o seguinte problema: desmotivação na carreira.

Agora eu proponho a você, uma reflexão sobre a sua vida profissional e sua rotina de trabalho. Você consegue se ver em uma situação semelhante? Sente que já não está mais comprometido com os prazos e entregas das suas demandas? Não participa ativamente das reuniões? Está sem energia para levantar da cama e começar a sua jornada na empresa? Participa de intrigas nos corredores da organização? Anda faltando muito e sem justificativa? A cada dia que passa, suas atividades estão mais acumuladas? Você já recebeu mais de uma avaliação negativa do seu gestor?

Acredite, essa é uma circunstância muito comum à diversos profissionais, mas pode sim ser modificada, evitando assim, consequências ainda mais sérias.

O primeiro passo é identificar de onde vem a sua desmotivação. Esse sentimento, além de não fazer nada bem ao seu corpo e a sua mente, também pode trazer consequências negativas, tanto para a sua vida profissional, como a perca de oportunidades de crescimento, como para a empresa em que você trabalha, pois, a desmotivação compromete a produtividade da mesma, suas entregas, faturamento e credibilidade no mercado.

Muitos atribuem tal sentimento a baixa remuneração, mas engana-se quem pensa que apenas esse fator pode intensificar a desmotivação na carreira de um profissional. Os motivos são os mais diversificados que se possa imaginar, conheça alguns deles: ausência de um plano de carreira; falta de reconhecimento por parte do líder; problemas de relacionamento interpessoal; falta de feedback; metas inalcançáveis; retrabalho; pouco investimento no desenvolvimento profissional por parte da empresa; acúmulo de atividades; atrasos no pagamento; cobranças em excesso; prazos curtos; favorecimento de colegas; infraestrutura inadequada; responsabilidades abaixo do potencial do colaborador; agressões verbais; pouca comunicação; pressão por resultados; não conseguir expor ideias e opiniões.

Dicas para você evitar a desmotivação na carreira

Existem algumas ações que, ao serem colocadas em prática, te auxiliam a evitar e desmotivação na carreira. Chegou a hora de mudar essa situação! A seguir, te apresento 6 passos simples para fugir desse sentimento:

1. Desenvolva o autoconhecimento

Quando você desenvolve o autoconhecimento, você é capaz de identificar suas qualidades e competências que o auxiliam a entregar um trabalho de excelência, bem como potencializá-las, saber quais são os seus pontos de melhoria, seus sonhos e expectativas profissionais, medos e anseios, suas realizações, crenças e valores, limitações, missão enquanto colaborador e comportamentos e pensamentos que podem afetar a sua motivação na carreira.

Ao fazer esse movimento, você ainda consegue determinar se a sua atual função na empresa é a correta para o seu perfil e maneira de trabalhar, além de proporcionar a identificação de novas oportunidades e um caminho para você alcançar os resultados profissionais que deseja através da administração correta das suas ações.

2. Desenvolva a sua inteligência emocional

Antes de falar sobre essa dica, reflita: você é um colaborador capaz de lidar de forma imediata com os acontecimentos da sua rotina de trabalho? Como você age ao receber um feedback do seu gestor? Tem dificuldade para receber ordens? A verdade é que de nada adianta, ao se sentir desmotivado na carreira, você se estressar e perder o controle da situação.

Para evitar esse sentimento, você precisa desenvolver a sua inteligência emocional, ou seja, você deve aprender a lidar com suas emoções, para então, controlar seu pensamento e comportamento. Você se torna capaz de gerir não apenas os seus sentimentos e ações, mas também dos outros profissionais a sua volta, desenvolver a resiliência, direcionar suas emoções em prol de objetivos capazes de lhe proporcionar motivação na carreira, como por exemplo, uma promoção, melhoria nos seus relacionamentos na empresa, se adaptar à mudanças, entre outras.

3. Desenvolva um plano de carreira

Muitas vezes, a desmotivação na carreira existe pelo fato da pessoa não saber suas expectativas enquanto profissional. Se esse é o seu caso, chegou a hora de desenvolver um plano de carreira e assim, evitar tal sentimento. Ele é capaz de oferecer a você, uma visão sistêmica da sua carreira, a partir daí, você conseguirá identificar suas expectativas na empresa, suas chances de crescimento, se deseja mudar de área, onde você quer estar daqui a 5, 10 anos, entre outras questões.

Com esses dados em mãos, você aumenta o seu foco, se sente parte fundamental dos processos da organização, melhora a sua produtividade e maximiza a sua motivação.

4. Desenvolva metas e desafios

Nada mais pertinente para driblar a desmotivação na carreira do que estabelecer metas e desafios na sua rotina de trabalho. Obviamente, eles devem ser atingíveis, pois o intuito dos mesmos não é o de provocar frustração, mas sim, engajamento. A ideia é te tirar da zona de conforto para que você execute suas tarefas de formas diferentes, enxergue novas maneiras de trabalhar e assim, aumente a sua confiança e se motive no dia-a-dia na empresa.

Aqui vale de tudo: dobrar o número de entregas da semana, interagir com pessoas de outros departamentos, até auxiliar um colega que esteja com dificuldade em determinado processo.

5. Busque por capacitação profissional

Muitas vezes, a desmotivação na carreira vem pelo fato da capacitação do profissional não ser condizente com algumas funções que ele exerce na empresa. Se esse é o seu caso, nada mais coerente do que buscar por tais qualificações em cursos online, palestras, pós-graduações, workshops, trabalhos voluntários, leitura de livros e revistas da área, cursos de idioma, aulas de informática, intercâmbios etc.

Tais atividades são valorizadas pelas organizações e muitas delas incentivam o colaborador a procurar por desenvolvimento profissional. Ao buscar por capacitação, você, além de aumentar a sua motivação, acompanha as tendências do seu mercado de atuação, minimiza seus erros nos processos que desempenha e se mantem preparado para as possíveis oportunidades na organização em que você trabalha.

6. Equilibre a sua vida pessoal e profissional

Engana-se quem pensa que para crescer na carreira, é necessário se abdicar inteiramente da vida pessoal, pelo contrário, isso só agrava a tão temida desmotivação. Portanto, se você quer evitar tal sentimento, saiba: é necessário equilibrar a sua vida pessoal e a sua vida profissional.

Isso significa que não adianta você focar a sua vida para bater metas na empresa, subir de cargo e trabalhar para conseguir um aumento, se você não tirar um tempo para realizar os seus hobbies, cuidar da sua saúde, passar um tempo com sua família e amigos. Se não houver esse equilíbrio, os bons resultados no seu trabalho vão diminuir gradativamente, sendo substituídos por altos níveis de estresse e desmotivação na carreira.

José Roberto Marques é presidente do Instituto Brasileiro de Coaching – IBC

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/6-passos-simples-para-evitar-a-desmotivacao-na-carreira/121872/

26mar/18

Estagiário após os 30: o que ele pode agregar à sua empresa?

Mercado de trabalho pode se beneficiar de profissionais que reiniciam carreira em busca de sonho ou após onda de demissões

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Em busca de realização, muitas pessoas têm largado carreiras consolidadas para investir em outros rumos. O recomeço com um novo curso faz necessária a volta à fase de estágios, o que traz benefícios às empresas. Daniela Misorelli, CEO da plataforma de recrutamento de estudantes Estagiários Online, aponta cinco razões para apostar no estagiário mais velho:

1. Muita experiência
A atuação anterior em outros trabalhos proporciona ao estagiário conhecimentos que podem ser reaplicados e até calhar de ser a peça que faltava no quebra-cabeça de uma companhia, com sua experiência e habilidades.

2. Motivação para dar e vender
Se o profissional abdicou de uma carreira para ir atrás de fazer o que gosta é sinal de que ele estará empolgado nessa missão. Ele realizará, então, as tarefas com muita satisfação e disposição.

3. Dedicação e vontade de crescer
Há ainda aqueles que só tiveram a oportunidade de começar uma formação superior mais tarde, e que estão determinados a fazer a diferença tanto na própria vida quanto na da família. “Não há idade para iniciar ou retomar os estudos, basta a vontade de adquirir novos conhecimentos e a dedicação”, comenta a CEO do Estagiários Online.

4. Aprendizados da maturidade
Com mais vivência, o estagiário mais velho já passou por situações em que aprendeu o peso das escolhas e das consequências de seus atos. Ele pondera mais antes de agir, não se envolve em conflitos à toa e é, ainda, uma boa influência para os colegas.

5. Benefícios da diversidade
A troca de experiências suscitada pelo convívio entre diferentes gerações soma à equipe e à empresa. O diálogo fica mais rico com a diversidade de opiniões e, assim, pode-se chegar a melhores soluções e resultados.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/estagiario-apos-os-30-o-que-ele-pode-agregar-a-sua-empresa/121886/

21mar/18

Você é muito qualificado para o cargo

Muitos profissionais veem a educação e as experiências extracurriculares como alternativa para manterem-se competitivos. Mas será que ter todo esse repertório ainda é um diferencial?

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Em um mercado global e cada vez mais competitivo, tem sido comum encontrar candidatos muito qualificados para os cargos oferecidos pelas empresas. Atualmente, profissionais com uma pós-graduação ou MBA, inglês avançado, que são voluntários, fizeram intercâmbio, e até que possuem formação em liderança, PNL ou coaching, são cada vez mais comuns. Nos últimos anos, os jovens, principalmente das gerações Y e Z, têm buscado se aprimorar constantemente. Além disso, com a crise no Brasil, muitos profissionais veem a educação e as experiências extracurriculares como alternativa para manterem-se competitivos. Mas será que ter todo esse repertório ainda é um diferencial? Depois de passar por tantas experiências e acumular aprendizados, como fazer valer todo esse esforço?

Esses questionamentos angustiam muita gente em busca de uma recolocação e, diante de uma oportunidade de trabalho, escutam frequentemente do recrutador que são qualificados demais para o cargo. Para esses profissionais, são esses os meus conselhos:

1. Invista no autoconhecimento: muitas pessoas se deixam levar pelas oportunidades que vão surgindo e as agarram sem saber exatamente o porquê. É preciso tomar cuidado para não ser influenciado pelos outros ou por seu próprio piloto automático. Ter clareza de quem você é, saber o que você faz bem e onde se quer chegar são os primeiros passos para reconhecer se você está no lugar certo ou se está buscando oportunidades nos lugares certos.

2. Alinhe expectativas com o mercado de trabalho: conforme vamos nos desenvolvendo e adquirindo novos conhecimentos é comum criarmos altas expectativas sobre nossa profissão e sobre oportunidades melhores. Porém, é importante saber a verdadeira realidade de sua área e do mercado em geral, para não se frustrar na busca por oportunidades e para não fazer investimentos que não tragam retornos no futuro. Por isso, procure conversar com profissionais que atuam há mais tempo na sua área e que você admira, e converse também com profissionais de Recursos Humanos.

3. Permaneça antenado sobre o futuro do seu trabalho: para qual direção a sua área está indo? Ter informações sobre as tendências e sobre o futuro de sua profissão pode ser uma excelente forma de avaliar quais decisões são melhores em sua carreira e se você está investindo no caminho certo. Com isso, você estará melhor preparado para recalcular a sua rota, se for preciso.

4. Demonstre resultados: citar ações concretas e exemplos que comprovem suas competências e habilidades nas entrevistas pode fazer toda a diferença. Por isso, resgate projetos e ações que você realizou nos locais em que passou e que trouxeram resultados significativos. Além disso, comente sobre outras experiências pessoais, por exemplo, relacionadas a estudo ou até dentro de uma prática espiritual ou religiosa, que podem apoiá-lo a mostrar que você quer fazer a diferença no local em que trabalhar.

5. Aplique os seus conhecimentos na prática: estudos comprovam que, quando saímos da universidade, aplicamos menos de 1/4 do conteúdo que aprendemos. Por isso, não adianta ter um currículo robusto se não conseguimos utilizar nossos aprendizados no ambiente de trabalho. Na hora da entrevista, traga ideias e soluções do que você faria nos desafios que o cargo propõe e demonstre exemplos de conhecimentos que você aplicou nas suas experiências anteriores.

6. Movimente-se: ficar parado não irá adiantar, por isso, acredite em si mesmo e em seu potencial, esforce-se para ampliar a sua rede de contatos, vá em busca de oportunidades em locais que você admira, fortaleça as relações que você já tem e converse com quem pode te ajudar a encontrar uma oportunidade de acordo com o seu perfil.

7. Reinvente-se! Com um repertório tão grande de experiências e conhecimentos adquiridos, por que não se arriscar em novas áreas ou em empresas diferentes? É comum focar no que já conhecemos e nos sentimos seguros em fazer, sem perceber que há um horizonte muito maior de possibilidades para a atuação profissional. Por isso, identifique suas potencialidades e crie novas formas de colocar suas competências à serviço das empresas e da sociedade.

8. Planeje-se: organize-se e transforme seus objetivos em pequenas ações. Comece aos poucos. Você irá perceber que, dessa forma, haverá maior consistência e facilidade em realizar o que você busca.

* Livia Antonelli é consultora de Recursos Humanos da Universidade Positivo (UP).

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/voce-e-muito-qualificado-para-o-cargo/121985/