10set/18

Dialogando com nossas dores

A tendência é fugirmos pra longe de onde há sinais de contato com nossas dores

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Sai da última sessão psicoterápica com uma missão difícil (não impossível) proposta pela minha psicóloga: “converse com suas dores, incluindo aquelas mais profundas”. Pensei comigo: “deveria eu mexer com estas feridas agora? Será que vai doer muito? São tantas. Portanto, por onde começar?”

A tendência é fugirmos pra longe de onde há sinais de contato com nossas dores. É humano, natural. Diria que é quase um instinto de sobrevivência, diante de tantos percalços que atravessamos ao longo de nossa jornada.

Neste movimento de olhar para dentro, me peguei observando minhas feridas, visíveis, trazidas desde a infância. A mais perceptível foi a marca de um corte no lado direito da minha testa, que remonta aos meus sete anos, quando brincava com minha gata Thalita, na sala de casa, onde ainda hoje meus pais vivem. Pude sentir o pulsar da dor e o sangue escorrendo, me fazendo cair em lágrimas, preocupado com o “estrago” que o arranhão faria na minha imagem. Aprendi que, embora amigos, os animas também têm seus limites.

Um pouco abaixo, na mão direita, “mora” outra cicatriz, também dos tempos de menino, quando na fazenda, cai do cavalo, quebrando o braço, rendendo-me meses de gesso e imobilização.

E, assim, fui visitando meus sinais e descortinando as histórias sobre as quais eles foram gerados e, sobretudo, as sensações que, ainda hoje, eles despertam em mim.

O rico de olhar para as nossas cicatrizes – sim, pode ser extremamente enriquecedor, a depender do nosso modo de enxergar – é poder reviver um pouco de algumas experiências que nos constituem no que somos. Nascemos “limpos”, em tese. E, aos poucos, vamos, naturalmente, nos reconstituindo a partir das experiências e escolhas que fazemos ao longo da vida.

Ao mergulhar nesta emocionalidade, descobri que a dor do abandono (do acolhimento que gostaria de ter tido em momentos cruciais da minha vida; dos amores “eternos” desfeitos; da minha sociedade empresarial rompida, entre tantas outras), por vezes, me retalha em pedaços, tornando mais íngreme a minha caminhada.

No meu processo psicoterápico, e nas reflexões com o meu travesseiro, fui entendendo que as sensações eram recortes da realidade. Não, necessariamente, os fatos reais, quando desmembrados das emoções. E, confesso, doeu ainda mais descobrir isso.

Olhar para as feridas, definitivamente, requer coragem, mas também abertura para o novo. Há algumas que se vão com o tempo. Outras exigem parcimônia para que aprendamos a conviver com elas pelo resto da vida.

O fato é que, para mim, o grande aprendizado tem sido me machucar, mas cuidar para não enrijecer o coração. Porque convenhamos: o que vale, de verdade, é andar reconhecendo e experimentando a beleza do caminho. E não, necessariamente, o destino final.

Flávio Resende – Jornalista, empresário e coach ontológico.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/dialogando-com-nossas-dores/119926/

07set/18

8 dicas para se organizar e estudar online

Saiba como aproveitar o melhor do ensino online para vencer no mercado e conseguir destaque entre os profissionais mais qualificados

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A competitividade no mercado de trabalho está cada vez mais acirrada. Para obter sucesso na busca por melhores oportunidades é necessário se manter atualizado e sempre buscar novos conhecimentos para se tornar um profissional qualificado. Neste caso, os cursos online são uma tendência tentadora.

Segundo dados do MEC/Inep, em 2016 o número de novos alunos na modalidade mais tradicional de ensino caiu 3,7% em todo o Brasil. Já no aprendizado on-line, o aumento foi de 21,4%. Há dois anos, 694.559 universitários ingressaram nessa modalidade de ensino. Em 2016, a quantidade de novos estudantes subiu para 843.181.

“Os cursos online têm sido uma ferramenta muito utilizada pelos brasileiros por diversos fatores, como a facilidade de se estudar em qualquer lugar, a qualquer momento, com baixo custo de inscrição e mensalidades, além do fato de que estudar em casa permite evitar problemas como o trânsito nas grandes cidades”, afirma Sérgio Agudo, country manager brasileiro da Udemy, marketplace de aprendizado e ensino online.

O ensino à distância e online, pago ou gratuito, tornou-se um aliado de quem busca aprimoramento contínuo. Segundo Sérgio, ele permite complementar o aprendizado, seja para alcançar novos objetivos ou investir em uma nova carreira, além claro, de ampliar o horizonte de conhecimentos, porque é possível acessar vídeo-aulas do mundo inteiro, conhecer diversos professores e linhas de pensamento. “Contudo, ao escolher essa modalidade de ensino, é preciso se atentar a algumas dicas para manter o ritmo de estudos e aproveitar ao máximo os conhecimentos obtidos nas salas de aula virtuais, sob pena de comprometer o resultado final”, destaca o executivo.

Confira abaixo oito dicas do especialista para aproveitar ao máximo do ensino online:

1. Estabeleça um objetivo

O universo dos cursos online é muito vasto, há diversas opções, das complexas às mais fáceis, de curta e longa duração, o que torna bem provável que o estudante fique confuso e sinta-se perdido ao escolher o curso ideal. Por isso, o ideal é traçar um objetivo claro para o seu aprendizado.

Por exemplo, se o objetivo for se tornar um programador web, o recomendado é que o aluno crie uma trajetória para atingir a excelência. Comece com um curso básico nessa área, caso tenha pouco ou nenhum conhecimento sobre o assunto. Feito isso, passe para um curso mais focado, seja em linguagem de programação ou design.

2. Escolha o curso ideal

A escolha dos cursos é outra tarefa árdua para quem decide estudar online. As opções entre plataformas e conteúdos são diversas e isso pode complicar a construção da sua carreira. No entanto, lembre-se que da primeira dica: se um objetivo foi traçado, então as decisões seguintes devem suportar a ideia principal.

Leia com bastante atenção a matriz curricular de cada curso para que, ao escolher os próximos, você saiba exatamente como irá complementar a sua formação. Procure pesquisar sobre o instrutor para conhecer melhor a experiência dele e como isso pode ajudar na condução das aulas. Além disso, certifique-se que o instrutor do curso oferecerá materiais complementares, como lista de exercícios, livros, vídeos, palestras, entre outros, que podem ajudar bastante no processo de aprendizado.

3. Explore o mundo

Um grande diferencial do ensino online é a possibilidade de se conectar com diferentes professores, de várias nacionalidades. Desta forma você pode conhecer a forma de pensar de outras pessoas sobre um mesmo assunto ao redor do mundo. Por isso, a dica é: explore o mundo.

Em alguns casos, o idioma pode ser uma barreira, mas muitos vídeos já possuem recursos de legendas, o que facilita o entendimento. Outro benefício de se “explorar o mundo” é que isso pode lhe capacitar no sentido de conhecer técnicas pouco exploradas em seu mercado de atuação. Imagine aprender uma ferramenta de marketing digital com um instrutor da Alemanha, que poucos conheçam no Brasil. Isso pode se tornar um diferencial importante na busca por novas oportunidades de emprego.

4. Defina sua rotina de estudos

É evidente que, ao adotar o ensino online, além das vantagens já ditas, é possível escolher o horário mais adequado para estudar. Há pessoas que aprendem melhor à noite, enquanto outras preferem estudar pela manhã. E esse é o grande benefício dessa modalidade de ensino: estudar quando você quiser.

Neste sentido, a grande vantagem dos cursos online é que eles permitem que o estudante flexibilize a sua rotina, definindo horários e frequência das aulas, além de intensificar os estudos quando tiver dúvidas ou assistir várias vezes às aulas que precisar.

5. Escolha o melhor ambiente

Geralmente as pessoas estudam em casa, mas esquecem de adequar os ambientes para obter o melhor resultado com o ensino. Por isso, a dica é escolher um local na casa em que você se sinta mais à vontade. Pode ser no quarto, na cama ou em uma mesa, como também pode ser na varanda ou na sala de jantar.

Ao escolher o cômodo, certifique-se que a conexão à Internet está boa, para que não haja pausas durante as vídeo-aulas; veja se a iluminação está de acordo para assistir as aulas e não danificar a visão; atente-se à ergonomia, escolhendo uma cadeira adequada ou uma posição confortável para evitar problemas de saúde, como dores nas costas.

6. Concentre-se

Apesar de poder assistir às aulas a qualquer momento, os alunos devem sempre se concentrar. Por isso, a orientação é desligar todos os dispositivos eletrônicos e evitar as distrações – como a TV ligada ou as mensagens que não param de chegar no celular. Peça aos familiares e amigos que respeitem seus horários de estudos e dê o máximo de foco ao curso.

7. Não se acanhe, pergunte

Nessa modalidade, um problema bastante recorrente é o aluno se envergonhar de eventualmente procurar o professor para esclarecer as dúvidas sobre o conteúdo lecionado. Por isso, não se sinta mal e abuse do contato pelos canais oferecidos, como e-mails ou chats, para tirar todas as dúvidas e aproveitar ao máximo tudo que for ensinado nas vídeo-aulas.

8. Mas e o networking?

Um ponto muito debatido do ensino à distância é a ausência do networking, mas isso não é um problema quando se aprende online, 100% conectado à Internet. Enquanto o ensino presencial permite o relacionamento com outros estudantes da mesma instituição – com interações quase sempre em português, por exemplo, o ensino online quebra barreiras e proporciona a troca de experiência com profissionais do mundo inteiro.

Ao acessar aulas online, você entra em um universo muito maior e pode se conectar com diferentes linhas de raciocínio e conhecer diversas técnicas, tudo sem sair do seu quarto e com a possibilidade de ampliar, ainda mais, o conhecimento obtido nas salas de aula virtuais.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/8-dicas-para-se-organizar-e-estudar-online/121857/

03set/18

Saiba como mudar comportamentos nocivos em apenas seis passos

Todos nós adotamos certos padrões de comportamento para obtermos benefícios, algo que nos faça bem, que nos proteja, que nos dê prazer, força e poder

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Se você não é uma pessoa que se acha o último biscoito do pacote de tão perfeita, deve ter alguma coisa que queira mudar em sua aparência ou personalidade. Este texto não é indicado para quem quer modificar algum aspecto físico, como o formato do nariz, tamanho da orelha ou até cor dos olhos, mas para quem deseja mudar comportamentos nocivos que, apesar de proporcionarem resultados (sentimentos) esperados, são danosos em um contexto mais amplo. Desde o comer demais, fumar, beber, até algo relacionado a insegurança, fobias ou depressão.

Todos nós adotamos certos padrões de comportamento para obtermos benefícios, algo que nos faça bem, que nos proteja, que nos dê prazer, força e poder. Isso é uma regra básica. Uma análise bem superficial comprova tal afirmação.

O que leva alguém a comer além do necessário? Posso garantir que não é fome. Podemos enumerar uma série de possibilidades, que vai desde ao simples tédio até a ansiedade mais severa. A necessidade do alimento não tem origem na falta dele, mas de uma condição mental.

É impressionante quanta gente é condicionada a comer muito ou desnecessariamente. Experimente observar, na próxima vez que for ao cinema, que parte das pessoas sai da fila do ingresso e vai direto para a fila da pipoca (e congêneres). Seria por fome? Provavelmente não. Trata-se de uma tradição ir ao cinema e comer pipoca, como se fosse pré-requisito para assistir ao filme.

Assim como é tradicional os encontros familiares dominicais, festas natalinas, aniversários, etc. A comida é a estrela principal e deve ser consumida em excesso, apenas porque o evento assim exige.

Quase todos nós conhecemos alguém que precisa urgentemente perder peso, não pela estética, mas pela manutenção da saúde. Não é incomum ouvirmos argumentos relacionados a incapacidade de reduzir a quantidade de comida, especialmente em datas comemorativas. Com essa análise, é possível deduzir que não é a fome, mas o comportamento de comer muito, um dos principais vilões do excesso de peso.

Ganhando no grito

Um profissional de idade mediana, que exerce um posto de liderança em uma empresa, adota o método old school de administração – ou seja, eu grito e você obedece – com bons resultados durante a maior parte de sua carreira. Muito provavelmente, ele foi subordinado a um gestor que usava a mesma estratégia. Portanto, não precisou pensar duas vezes ao seguir um caminho seguro. Não se mexe em time que está vencendo, certo?

O que aconteceria com esse gestor se a empresa – visando melhorar a performance e fidelidade dos funcionários – resolve abolir os velhos métodos? Duas saídas possíveis: ou ele se adapta ou é descartado. Simples assim. Ele deixou de ser competente? A resposta é não. Mas o seu comportamento para obtenção dos bons indicadores empresariais não é mais eficiente naquele ambiente.

Um natural conflito mental vai martelar a mesma pergunta durante um tempo em sua cabeça: o que aconteceu? Antes, gritar e ameaçar eram eficazes, davam resultados. Diante de tal quadro, ele se vê obrigado a mudar a forma de agir, ou melhor, adequar o comportamento à nova realidade.

No aspecto familiar não é diferente. Pais rigorosos, que batem, castigam e ameaçam os filhos para conseguirem os resultados que desejam – quarto arrumado, boas notas, vegetais no almoço – são obrigados a mudar o comportamento quando os filhos crescem. O cenário mudou. Os velhos métodos não funcionam mais.

Eles vão rir de mim

Outro bom exemplo de comportamento ineficaz está relacionado com a introspeção, também conhecida como timidez. Imagine a agonia de alguém tímido ou inseguro para falar em público ou simplesmente conversar com uma pessoa na qual sinta atração?

O sujeito que adota o comportamento da timidez, também busca obter resultados, assim como o glutão, os pais ditadores e o chefe ogro dos exemplos anteriores. Neste caso, o resultado esperado é a segurança. É preferível não arriscar passos maiores que vão deixá-lo exposto e vulnerável. A timidez lhe protege do mundo onde todos são (supostamente) mais capazes e perfeitos do que ele.

Desesperado por ser mais extrovertido, o tímido resolve tomar umas boas canecas de cerveja na festa de confraternização da empresa e – finalmente – puxar conversa com a funcionária nova, que tira cópia todas as manhãs no RH. Se for bem-sucedido na empreitada, vai fortalecer o comportamento de beber em eventos sociais para obter a coragem que não tem. Não precisa ser gênio das probabilidades para imaginar o ciclo vicioso de tais decisões.

Conforme obtemos os resultados que esperamos, passamos a reforçar o comportamento que nos conduzem a eles. Uma criança que esperneia e chora para ganhar um doce e é recompensada pelos pais que só querem silêncio, percebe a eficácia da estratégia e passa a reforçar comportamento. Gritar dá certo!! Entretanto, no futuro, o pirralho pode se tornar um adolescente ou adulto despreparado, sem argumentos consistentes e relevantes para conseguir o seu “doce”.

O que desejo conseguir com o meu comportamento?

Creio que pelos exemplos apresentados até aqui, foi possível perceber que a maneira pelo qual nos comportamos, sempre tem uma finalidade, seja ela clara ou implícita. Além disso, é importante saber que os comportamentos nocivos que adotamos podem ser substituídos – se assim o desejarmos – por outro que traga os mesmos – ou até melhores – resultados.

A todo momento, estamos à procura de situações que nos proporcionem prazer e nos afaste da dor. É a premissa básica do funcionamento da mente. Ela quer nos proteger. No que diz respeito ao modo de agir, boa parte da humanidade não se importa com os meios, apenas com os resultados.

Para entender melhor: ao fumar um cigarro para relaxar, se concentrar ou clarear as ideias, não se pensa sobre o risco de ter câncer. O prazer que aquele montinho de tabaco enrolado proporciona, não tem preço. Bom, preço tem sim, mas quem pensa nisso enquanto se delicia com uma bela e profunda tragada?

Entretanto, seria possível substituir o cigarro por algo que traga os mesmos efeitos, como um chá de camomila, música suave, massagem, técnicas de respiração, exercícios físicos ou alongamentos? Sim, seria a resposta. São sugestões que proporcionam relaxamento, concentração e oxigenação no cérebro. Mas precisamos nos convencer de que mudar o comportamento é a melhor alternativa.

Esse processo de mudança se chama reestruturação, ou seja, substituir um comportamento por outro, mantendo ou maximizando os resultados. Segundo Anthony Robbins, há muito poucas coisas na vida que não possam ser reestruturadas em alguma coisa melhor. Isso quer dizer que se nós adotamos uma estratégia comportamental prejudicial que – paradoxalmente – nos concede bons resultados, temos o poder de substituí-la por outra mais construtiva, obtendo os mesmos ou até melhores retornos.

Como se muda um comportamento?

Os criadores da programação neurolinguística (PNL) – Richard Bandler e John Grinder – pesquisaram e organizaram uma poderosa programação de seis passos que pode mudar qualquer comportamento indesejável, mantendo os mesmos benefícios que se obtinha até então. Você vai precisar de um pouco de concentração, papel e caneta.

1 – Identifique o padrão de comportamento que quer mudar. É fundamental saber quem é o inimigo.

2 – Examine o seu inconsciente para descobrir o que gera tal comportamento. Trata-se de buscar a causa raiz. Pergunte a si mesmo por que você age desta forma. Observe a reação do seu corpo entanto responde.

Estou comendo muito porque ainda estou com fome ou porque estou chateado ou ansioso? Ou porque tem muita comida à disposição? Ou porque as pessoas que estão na mesa ainda não terminaram? Analise as possibilidades.

3 – Separe a intenção (resultados, objetivos) do comportamento. Anote apenas os benefícios que o comportamento que você deseja mudar trouxe no passado. Satisfação, segurança, relaxamento, poder, concentração, bem-estar, etc.

4 – Voltando ao inconsciente criativo, pergunte-se (e responda) que comportamentos alternativos poderiam ser adotados para conseguir os mesmos resultados. Anote três, pelo menos.

Quando estiver entediado, vou ouvir três músicas que eu gosto ou fazer um exercício de respiração profunda ou caminhar por vinte minutos.

5 – Agora sua imaginação precisa trabalhar. Assuma com seu inconsciente uma espécie de compromisso para que as novas estratégias sejam adotadas nas situações que exigiam o acionamento do antigo padrão. Trata-se de uma forma de treinar a mente.

Escuta aqui, ó mente! Toda vez que eu estiver chateado, não me leva para comer, está bem? Me leva para caminhar, ouvir música, respirar ou ler alguma coisa. Pode fazer essa gentileza ou vou ter que encher de porrada?

6 – Faça um teste drive. Tente visualizar cada uma das novas alternativas em situações práticas. Imagine episódios passados, nos quais você usou o antigo comportamento, e substitua-o pelos novos.

Na última vez que fui ao cinema, em vez de ter comido dois sacos gigantes de pipoca, eu poderia ter feito um lanche saudável antes de entrar na sala (no caso de estar realmente com fome) e concentrar minha atenção no filme, que não entendi quase nada porque estava ocupado comendo e pensando no refil.

Pode parecer um pouco complicado quando se lê, mas se torna simples quando se aplica.

Importante frisar que a mudança de comportamento inteligente e consciente, além de manter os resultados desejados pelo padrão anterior, proporciona novas possibilidades para a vida pessoal e profissional.

Lembre-se: comportamento é um hábito. Hábito nós adquirimos quando praticamos ou perdemos quando deixamos de executar. Então, está tudo em nossas mãos. Ou em nossas mentes.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/saiba-como-mudar-comportamentos-nocivos-em-apenas-seis-passos/103029/

02set/18

19 coisas que pessoas negativas sempre fazem

Se você trabalha usando pensamento positivo, vai conseguir ser alguém feliz

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Ninguém está sempre feliz e todos têm dias ruins. Mas, às vezes, a extrema negatividade pode ser evitada e, assim, melhorar seu humor. Em recente artigo para o Business Insider, Hillary White comenta sobre as atitudes que as pessoas infelizes costumam ter e que deveriam abolir imediatamente. “Se você trabalha usando pensamento positivo sobre si mesmo e os outros ao seu redor, vai conseguir ser alguém feliz”, diz ela.

Confira uma lista de 19 coisas negativas que você deveria parar de fazer:

1 – Preocupar-se com coisas que não podem ser mudadas

“Pessoas negativas têm tendência a pensar no que poderia ter acontecido na vida, mas é importante não se preocupar com coisas que não podemos mudar. Deveríamos aprender com nossos erros e tentar fazer melhor na próxima vez. Podemos até ficar felizes por termos cometido alguns erros”, diz Hillary.

2 – Desistir quando algo fica difícil

Pessoas negativas e infelizes sempre vão desistir no meio do caminho ao encontrarem um desafio. É fácil pular fora quando algo parece perdido, mas perseverar através das dificuldades quase sempre trará bons resultados. “Desistir vai fazer você se sentir derrotado. Não importa como acabe, enfrentar as dificuldades aumenta a confiança”, explica Hillary.

3 – Levar-se a sério demais

Ter a capacidade de relaxar e rir de si mesmo e do absurdo que pode ser a vida vai transformar o modo de olhar as coisas ao seu redor.

4 – Não se exercitar

Exercitar-se tem inúmeros benefícios mentais e físicos. Quanto mais exercícios você faz, melhor você vai se sentir consigo mesmo e provavelmente irá fazer você seguir um estilo de vida mais saudável. Levar uma vida sedentária trará efeitos negativos para o humor, saúde e felicidade.

5 – Focar-se em objetivos impossíveis

“Ter objetivos é importante, afinal, é a única forma de fazer algo. Porém, pode ser um problema quando os objetivos que damos a nós mesmo são impossíveis de serem realizados. Apesar de acharmos que tentar alcançar as estrelas é bom, pessoas que sempre buscam metas inalcançáveis sempre se sentirão desapontadas. A chave é montar diversos e pequenos objetivos para si mesmo, o que vai fazer você se sentir realizado ao alcançá-los e ultrapassá-los”, diz Hillary.

6 – Alimentar-se de comidas que não são saudáveis

Todos têm prazeres que trazem culpa e sempre faz bem sair vez ou outra do regime. Porém, pessoas infelizes deixam essas saídas virarem a regra. Comidas saudáveis melhoram o humor, dão mais energia e são benéficas para a saúde.

7 – Não dormir o suficiente

Dormir é essencial. O quanto você dorme está diretamente ligado à sua produtividade e felicidade no dia seguinte. “Você pode achar que aquela hora extra é uma boa ideia, mas uma boa noite de sono deve ser prioridade”, diz Hillary.

8 – Focar-se apenas em suas fraquezas

“Todos nós temos inseguranças”, afirma Hillary. A chave está em focar no que temos de bom e não nos defeitos. “Auto-aperfeiçoamento é importante, mas pessoas negativas focam demais nas suas fraquezas em vez de se preocuparem em ter uma imagem positiva. Reconhecer as fraquezas é diferente de deixar elas tomarem conta das nossas atitudes”, completa.

9 – Passar tempo demais nas redes sociais

“Esse é um dos maiores problemas! Hoje em dia as pessoas deixam toda sua vida online. Primeiro, isso nos faz passar tempo demais nos comparando aos outros. É uma boa ideia passar um tempo longe da tela do computador e ter novas perspectivas de atividades para o dia. Pessoas negativas se preocupam demais com a forma como elas aparecem na internet para as outras pessoas, o que trará um efeito negativo para como elas mesmas se enxergam”, comenta Hillary.

10 – Ficar em sua zona de conforto

É fácil querer ficar na zona de conforto, onde é mais seguro e não existem riscos. Mas passar tempo demais nessa zona faz com que grandes coisas não aconteçam. Tédio é um grande fator para a infelicidade, o que pode ser facilmente combatido com novas experiências. Não precisa largar tudo e ir saltar de paraquedas, mas só a ideia de provar uma nova comida, ou escutar uma música de uma banda que você não gosta já pode trazer um pouco do novo.

11 – Preocupar-se com o que outras pessoas pensam

“Pessoas negativas ligam demais para a opinião dos outros. No fim das contas, nada pode ser feito para agradar a todos, então faça apenas o que faz você feliz”, explica Hillary.

12 – Fofocar e sempre falar mal dos outros

De acordo com Hillary, se você não tem algo bom a dizer, simplesmente não diga. Pessoas negativas tentam trazer outras pessoas para baixo para que se sintam melhores e isso nunca funciona.

13 – Trabalhar em excesso

“Todos merecem um dia de descanso. Pessoas que trabalham demais geralmente negligenciam suas necessidades, e às vezes tudo o que precisamos para nos sentirmos melhores é um dia de folga”, diz Hillary.

14 – Isolar-se

Apesar de parecer mais fácil apenas se isolar das pessoas nos momentos difíceis, passar tempo com os amigos e a família é a melhor maneira de revigorar as energias.

15 – Nunca sair da rotina

Pessoas felizes sabem que é importante tirar férias, usar uma roupa diferente, tirar um dia só para relaxar. Atitudes negativas em excesso fazem você esquecer que tomar conta de si mesmo é tão importante quanto tomar conta dos outros.

16 – Acomodar-se

“Pessoas negativas ficam felizes em se acomodar”, comenta Hillary. “Seja um relacionamento que não as faz felizes ou um trabalho, manter-se assim nos faz pensar que nossas vidas estão estagnadas”, diz.

17 – Recusar-se a perdoar

Pessoas negativas tendem a ser vingativas e guardar mágoas, mas a liberdade e a paz que perdoar vai trazer é um benefício bem maior que qualquer tristeza que alguém possa fazer você sentir.

18 – Evitar planejamento e organização

“Desorganização pode confundir nossas vidas. Mesmo que seja algo simples, como limpar um quarto, restaurar a ordem pode ajudar a ganhar um senso de controle sobre as coisas. Pessoas negativas e que evitam organização e planejamento estão menos preparadas para as reviravoltas da vida”, diz Hillary.

19 – Focar apenas em si mesmo

Enquanto se preocupar com você é essencial, pessoas infelizes e negativas pensam apenas em si mesmas a todo o tempo. Tratar os outros mal ou sempre focar em si mesmo ou seus próprios problemas pode ser prejudicial para o bem-estar e felicidade.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/19-coisas-que-pessoas-negativas-sempre-fazem/87927/

01set/18

Qual será o seu legado?

Conhecer o legado pessoal significa medir nosso impacto além do dinheiro, emprego ou autoridade

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Ele era um executivo de alto nível em uma multinacional do ramo de alimentos, e sua coach fez um inquérito desafiador. Sua pergunta era: “qual será o seu legado?”.

É uma conversa que a Dra. Cherre Torok, uma coach executiva com clientela global, teve com todos os CEOs e presidentes com quem trabalha – “cerca de 90% do tempo”, disse-me.

Ela trabalha com executivos de alto nível, capazes de alterar o DNA de uma companhia. Mas qualquer um de nós, em qualquer nível, pode se fazer essa pergunta, não importa o tamanho da nossa esfera de influência.

Como me disse Dalai Lama quando eu estava escrevendo A force for good: the Dalai Lama’s vision for our world (sem edição em português), a ladainha das tragédias que escutamos com frequência todos os dias se resume a “ausência de ética”. E quando se trata de nosso legado pessoal, é o nosso senso de significado e propósito que forma não apenas nosso valor e como nos comportamos, mas também o que vamos deixar para trás.

Se uma criança de seis anos te perguntar o que você faz, sua resposta seria simples, porém autêntica. “Aquela ingenuidade é o que procuramos em qualquer nível”, diz Torok.

Para se manter em contato com seus princípios, ela sugere que você se pergunte uma série de questões. Você pode começar com uma resposta honesta para a seguinte pergunta: o que você diz corresponde ao que você acredita? Você age de acordo com seus valores?

Outra maneira de pensar sobre isso: o que você faz além da descrição do trabalho que demonstram esses valores? Conhecer o legado pessoal significa medir nosso impacto além do dinheiro, emprego ou autoridade.

Para um diálogo interno mais sistemático, considere as seguintes questões:

Por que? Qual é o senso de propósito, valores ou significado que te move?

O que? Dados o seu papel e recursos, como você poderia implementá-los?

Como? Você tem a inteligência emocional necessária para ser efetivo? Você está consciente de como suas palavras e sinais, como tom da voz, impactam as pessoas?

Quem? Quais interessados ou aliados você pode convencer ou mobilizar?

A última questão sempre ocorre com CEOs preocupados com seus próprios legados – e como mantê-lo depois que se forem. Quanto mais alto você subir na organização, maior a questão do legado. Isso por uma razão: seu rastro de influência é maior. Conforme descoberta de Torok, com CEOs, a discussão geralmente se torna apenas sobre a companhia, mas é essencial saber como podem contribuir com o mundo em geral.

Quanto ao executivo do ramo de alimentos, o inquérito acerca do legado fez com que a companhia passasse a investir mais em pesquisa e desenvolvimento para que os alimentos produzidos fossem mais saudáveis. E também outra contribuição para o DNA da companhia: a despeito do corte de custos, ele encontrou maneiras de cobrir o déficit sem demitir as pessoas.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/qual-sera-o-seu-legado/108521/

29ago/18

Gratidão no trabalho: como transformá-la em ferramenta poderosa para a produtividade

Um estudo da Stanford Business mostrou que gerentes que expressaram gratidão aos seus funcionários geraram uma produtividade 50% maior às suas equipes

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As prioridades são muitas: um número cada vez maior de compromissos surge na agenda e sempre tem aquela tarefa que insistimos em levar do trabalho para casa.

Mas, mesmo com o ritmo corriqueiro que o cotidiano nos impõe, você já tirou alguns minutos do seu dia para refletir sobre os fatores que te fazem ser grato no trabalho? Indo um pouco além, você já se perguntou como o agradecimento diário pode ter uma relação direta com sua produtividade profissional?

Frequentemente, com a ascensão das diversas redes sociais, nos comparamos e temos a – falsa – sensação de não estar vivendo tão plenamente.

Uma dica? A gratidão aumenta a saúde e a felicidade no trabalho. E digo isso com embasamento científico: pesquisas no campo da psicologia positiva oferecem fortes provas de que o sentimento e a expressão da gratidão influenciam positivamente nossas emoções e saúde, e podem inspirar estes resultados em outras pessoas.

Um estudo da Stanford Business mostrou que gerentes que expressaram gratidão aos seus funcionários geraram uma produtividade 50% maior às suas equipes.

Descobertas como essa podem motivar funcionários de uma empresa a afastar emoções negativas como a insegurança e o medo de serem criticados por um chefe ou por seu colega.

Tudo indica que realmente somos mais produtivos quando recebemos gratidão. Além disso, um colega de trabalho tem maior probabilidade de se sentir aberto positivamente e comunicar as preocupações e angústias.

Por isso, ressalto abaixo pontos importantes que mostram o poder e benefícios gerados pela gratidão e, ao final, dicas de como praticá-las ao menos em alguns dias de sua semana:

Definindo “gratidão”

Apesar de não haver uma definição psicológica única, os pesquisadores Robert Emmons e Cheryl Crumpler descrevem a gratidão como “uma resposta emocional para um presente. É aquilo que se sente após ter sido o beneficiário de um ato altruísta.”

Fontes de bondade

Ela nos conecta com outras pessoas, vidas e – dependendo das crenças nas quais a pessoa acredita -, um poder maior. Conseguimos senti-la quando a pessoa na nossa frente na fila paga pelo café de maneira espontânea, ou quando um amigo faz uma visita inesperada durante um momento difícil.

No ambiente de trabalho, alguém já pode ter vivenciado esta sensação depois de uma conquista e ao sermos reconhecidos pelo esforço de um projeto bem executado.

Em outras palavras, a gratidão é um processo de metabolizar o que já temos – saindo um pouco da bolha e caos diário em que vivemos.

Impacto da gratidão

Em um estudo, participantes foram colocados aleatoriamente em três grupos: um que escrevia sobre as preocupações da vida, outro sobre fatores que eles eram gratos e o terceiro sobre eventos neutros da vida. Eles escreviam semanalmente.

No segundo estudo, os participantes foram colocados nos mesmos grupos, mas foi pedido que escrevessem diariamente. No terceiro estudo, um grupo de participantes com doença neuromuscular era colocado aleatoriamente para que escrevessem sobre gratidão ou qualquer outra coisa.

Após 10 semanas, participantes que escreviam sobre o que eram gratos semanalmente relatavam estar 25% mais felizes do que aqueles que escreviam sobre as preocupações. Os participantes com doenças neuromusculares que escreveram sobre gratidão relataram ter uma visão mais otimista de suas vidas e, inclusive, um sono mais reparador. E já sabemos que mais felicidade e mais sono, consequentemente, ser mais focados e produtivos.

Pratique (e anote) a sua gratidão

– Comemore suas conquistas e celebre marcos importantes (por exemplo, uma promoção no trabalho). Mas não se esqueça dos pequenos gestos de bondade das pessoas que fazem o seu café ou esvaziam o seu lixo toda manhã. Elas estão em todo lugar – mas parece que nunca as percebemos;

– Treine sua mente para perceber coisas pelas quais é grato ao longo do dia. Separe alguns minutos ao final do dia e utilize esse tempo como um momento de recarga;

– Tire uma foto para você se lembrar pelo que é grato, anote no seu computador ou dispositivo móvel, e ao final de uma semana, reveja o que você escreveu;

– Encontre maneiras de discutir com o que você está grato com seus colegas. Pode parecer óbvio, mas comemorar com seus companheiros de equipe ao mesmo tempo os ergue e os inspira a continuar a fazer melhor. Você pode agradecer às pessoas publicamente em reuniões, enviar um e-mail, ou simplesmente mencionar em uma conversa o quão grato você está;

Lições aprendidas

Expressar gratidão cria um ciclo positivo independentemente do cargo. Gerentes, líderes, estagiários: mostrar gratidão faz bem a nós mesmos e para as pessoas que a aceita também.

A gratidão, reafirma que se juntarmos todas as coisas, a vida é boa e tem elementos que a fazem valer a pena ser vivida. A gratidão é reconhecer que a(s) fonte(s) desta bondade estão parcialmente fora de si e são direcionadas ao outros.

Esta é uma maneira significativa em que este sentimento difere de outras disposições emocionais.

Não foque apenas no que precisa ser atingido, se habitue a reconhecer o que já tem.

Joshua Zerkel — Diretor de Global Customer Education e Community na Evernote

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/gratidao-no-trabalho-como-transforma-la-em-ferramenta-poderosa-para-a-produtividade/121960/

24ago/18

O ótimo é inimigo do bom

Não gaste seus esforços para tentar convencer alguém a receber mais do que o solicitado

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Quantas vezes em nossas atividades não somos perfeccionistas em excesso? Vou dizer uma coisa que talvez pareça contraditório, mas a minha experiência diz que não é: esse tipo de atitude não necessariamente gera os resultados esperados. Muito pelo contrário! Pode até atrapalhar.

Vou dar um exemplo. Certa vez, em uma empresa onde eu trabalhava, o presidente pediu para um diretor um slide com uma análise dos preços médios de determinado período. O diretor quis fazer média e já encomendou ao supervisor um estudo completo dos preços médios, com análise de variações tributárias e várias outras informações adicionais. A bomba foi repassada aos analistas, que quase enlouqueceram levantando os dados às pressas para apresentá-los a tempo. O resultado? Ao receber o relatório, o presidente resmungou: “mas eu só queria os preços médios”.

Nessa história, houve uma gigantesca perda de tempo e muito estresse envolvendo vários funcionários para entregar uma coisa que sequer havia sido solicitada. Claro que precisamos nos empenhar para entregar sempre o nosso melhor, seja para um líder ou para um cliente. No entanto, é necessário ter muito cuidado para fornecer sempre o que foi pedido, sem excessos, os quais não necessariamente são relevantes. Se alguém solicita algo na qualidade “normal”, não há motivos de entregarmos um produto “premium”. Afinal, a pessoa não está disposta a pagar a mais por isso e você e sua empresa perderão tempo e dinheiro com essa solução.

Em muitos casos, você pode se enrolar tanto que sequer será capaz de entregar qualquer coisa. Tudo por ficar ainda pior. Sabe como? Gastando seus esforços para tentar convencer alguém a receber mais do que o solicitado. Na minha atividade como palestrante, por exemplo, se um cliente me deixa claro que deseja que uma palestra sobre negociação, eu jamais irei sugerir um conteúdo com horas e horas falando sobre precificação. Não faz sentido.

O cliente já tinha claro o que queria, por que eu deveria gastar tempo tentando convencê-lo do contrário? Por isso digo que o ótimo é inimigo do bom: pois, na tentativa de fazer o ótimo, pode acabar não fazendo nada, enquanto poderia simplesmente ter realizado o que foi solicitado. Ou seja, o bom.

Carlos Titton é palestrante, facilitador em treinamentos e professor nos cursos de MBA e Pós-Graduação da FAAP, Saint Paul e FIA/SP em disciplinas de vendas, estratégia e gestão de negócios.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/o-otimo-e-inimigo-do-bom/125014/

22ago/18

5 passos para profissionalizar seu bico

Especialista explica caminho para garantir o sucesso da fonte de renda extra

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O alto índice de desemprego, aliado à crise econômica duradoura, fez com que muita gente buscasse nos bicos uma maneira de complementar o orçamento. Para ter sucesso nessa empreitada, no entanto, é preciso encará-la com profissionalismo.

“O Bico não é um passatempo ou uma brincadeira, alguns cuidados são essenciais para que seja possível expandir a base de clientes e ter faturamento recorrente com o trabalho”, afirma Kleber Costa, CEO da plataforma Bicos, criada para facilitar o contato entre profissionais autônomos e quem deseja contratar serviços que vão desde reformas domésticas até aulas particulares.

Para garantir sucesso, o especialista destaca cinco passos para profissionalizar um bico:

1 – Delimite suas capacidades
Na ânsia de ampliar o campo de trabalho, muita gente se propõe a fazer um grande número de tarefas – o famoso “faz-tudo”. Independentemente da capacidade de desempenhar essas funções, a impressão é de que quem tudo faz, não faz nada muito bem. Nesse caso, o ideal é se limitar a, no máximo, três tipos de serviços, recomenda Costa. “Não adianta tentar ser um super-herói: é preciso focar em suas melhores habilidades”, diz o CEO do Bicos.

2 – Capriche na apresentação
Fotos bem enquadradas e com boa resolução, descrição sucinta do trabalho e dados atualizados de contato são essenciais ao cadastrar-se em uma plataforma on-line. “No Bicos, por exemplo, instruímos os prestadores a preencherem de forma correta e completa o seu perfil, o que ajuda a se destacar em meio às buscas”, conta Costa.

3 – Burocracias importantes
Orçamentos devem ser detalhados – com discriminação de custos entre mão de obra e material, por exemplo – e enviados em tempo hábil aos clientes interessados. Uma dica importante também é formalizar o bico como MEI (Microempreendedor Individual) ou emitir RPA (Recibo de Pagamento Autônomo). Da mesma forma, é essencial manter um controle financeiro de suas receitas e despesas.

4 – Respeito acima de tudo
Na hora de atender o cliente, é importante se apresentar de maneira adequada. Isso significa tratar os contratantes com polidez – por exemplo, usando “senhor”, “senhora” ou “senhorita” -, vestir-se com seriedade e evitar informalidades. “Para um homem que atenda uma mulher sozinha, essa dica vale em dobro: não faça nada que a coloque em uma situação desconfortável”, indica o especialista.

5 – Peça feedbacks
É importante entender quais são seus pontos fortes e fracos – até para otimizar o trabalho. Para tanto, é necessário pedir feedback aos clientes. “Sempre chamamos a atenção dos usuários da plataforma para a importância de avaliar os profissionais contratados. Isso ajuda a criar uma boa reputação e a ampliar a base de clientes”, diz Costa.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/5-passos-para-profissionalizar-seu-bico/119949/

16ago/18

Por onde começar quando se deseja mudar de carreira?

Pesquisa da ISMA Brasil constatou que 72% dos profissionais do Brasil manifestam algum tipo de descontentamento relacionado ao dia a dia nas empresas em que atuam

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Quero mudar de carreira, como escolho? Essa pergunta é mais comum do que imaginamos.

Eu mesmo já passei por isto mais de uma vez, seja por não estar satisfeito com uma carreira ou seu rumo, ou porque eu queria novos desafios, oportunidades, ser promovido, empregabilidade, sair de minha zona de conforto, maiores salários, crescimento profissional, entre outros tantos motivos. Sobram razões para sonhar com um novo projeto de vida.

O fato é que pesquisas relatam, de formas diferentes, a mesma questão sobre a insatisfação com o trabalho, independente o que isto signifique para cada um de nós. A ISMA (International Stress Management Association) Brasil constatou que 72% dos profissionais manifestam algum tipo de descontentamento relacionado ao dia a dia nas empresas em que atuam.

Conforme uma série de mudanças a cada dia mais rápidas, dentre elas disponibilidade de informações de forma fácil, ascensão de classe social, mais anos de estudo, as pessoas cada vez mais tornam-se reflexivas sobre o retorno que um trabalho, carreira, profissão deve dar a cada um, bem como, qual a sua contribuição à sociedade usando o seu talento como ferramenta, isto, ainda conectado com o seu propósito de vida, muitas vezes ainda não muito “claro”, torna o projeto “mudança” ainda mais desafiador .

Separei cinco passos para facilitar a decisão de mudar de carreira

1.Paixão – Reflita com muita calma sobre o que realmente te dá paixão profissional, aquilo que você se pega mesmo sem perceber pensando, sendo curioso, querendo aprender e fazer mais, agregar valor, isto fará uma grande diferença. Também exercite imaginar se daqui um tempo você se vê atuando com esta “paixão”, pois independe de qual for, a dedicação sempre será muito grande;

2. Valor – E importante identificar e validar sua paixão, mas, ela por si só é insuficiente para aumentar suas chances de sucesso neste projeto de mudança de carreira, é necessário que sua paixão gere valor ao mercado e, seja reconhecida por isto. Simplificando, estamos falando em viabilidade econômica, a sua paixão tem “apelo econômico”? Se sim, está de acordo com sua expectativa de ganhos? Sem esta avaliação, as chances da mudança de carreira não darem certo são maiores e, até o risco de retorno à “carreira insatisfatória” e frustração também são grandes.

3. Conhecimento – Se pergunte: ” Quanto você conhece desta nova carreira ou posição? Há necessidade de algum conhecimento formal (como certificados ou diplomas? Possui contato com alguém que já atua onde você quer ir? De que tipo de conhecimento precisa ter para iniciar nesta posição? Seria interessante fazer um plano para atingir tal conhecimento.

4. Comunicação – Interna e externa. — Primeiro a comunicação interna (com você), chegou a uma definição e se convenceu desta decisão? Se não, o que falta? O que te impede de ter a decisão? — Segundo a comunicação externa, como se posicionará no mercado de trabalho, desde curriculum, linkedin e entrevistas, o pode falar a seu favor para esta mudança e para que os outros “comprem” a sua ideia de mudança?

Lembrando que terá concorrentes muitas vezes tão ou mais experientes do que você para esta nova posição.

5. Procure ajuda – Há um ditado relevante que diz: “Se quer ir rápido, vá sozinho, se quer ir longe, vá acompanhado.” Recomendo sempre que possível pedir ajuda seja profissional ou de uma amigo ou conhecido que já trilhou este caminho e, pode com mais assertividade, segurança te apresentar as possíveis armadilhas e aumentar assim suas chances de sucesso no projeto “mudança de carreira”. Lembre-se: “pensando bem, você pode crescer!”.

Alexsandro Nascimento — Mestre em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, especializado em Administração Tecnologia da Informação (FGV-EBAPE), Master Coach pelo Instituto de Neurolinguística Empresarial (INEMP – BH); Master Coach de Carreira pelo Instituto de Coaching de Carreira (IMS – SP); Coach pelo Instituto de Neurolinguística Empresarial (INEMP – BH); Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC – SP); graduado em Ciência da Computação pela Universidade Santa Cecília (UNISANTA) é autor do e-book “Mude a sua Comunicação e cresça na carreira”.Além de palestras, treinamentos e sessões de coach, é idealizador do portal Carreiras e Alta – http://carreirasemalta.com.br, em que oferece mentoria.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/por-onde-comecar-quando-se-deseja-mudar-de-carreira/121797/

16ago/18

Crise prolongada provoca ansiedade e depressão em trabalhadores

Transtornos que já são comuns no ambiente de trabalho se agravam em um quadro anômico; saiba o que fazer se você é funcionário, líder ou empresário e lida com o problema

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O sociólogo francês Émile Durkheim, em um dos marcos teóricos mais célebres sobre o suicídio, apontou que os atentados contra a própria vida poderiam ter origem em três fatores, entre eles a anomia — condição social em que normas morais e sociais inexistem ou são pouco claras. Na busca pela satisfação da ordem anterior, a frustração e a ansiedade aumentam, acompanhadas pela desorientação.

Esse quadro se repetiu em vários momentos históricos, como a onda de suicídios que se seguiu à crise de 1929. Não é exagero afirmar que um problema parecido ocorre no Brasil atualmente. Os efeitos da crise política e econômica que se arrasta desde o final de 2014 incluem a ausência de confiança nas instituições e em valores morais. Em consequência, a ansiedade, que já era um problema nas organizações em tempos menos caóticos, se agrava.

Para o psiquiatra Marcello Finardi Peixoto, médico do departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), há estudos que apontam picos de casos de depressão, abuso de álcool e drogas, suicídios e piora da saúde em geral em cenários de crise aguda.

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“Chegou-se a achar aumento de 6,5% na taxa de suicídios na Europa na recessão de 2009. Notou-se também aumento de 25% na taxa de absenteísmo e de 40% nos episódios de estresse relacionados ao trabalho, atingindo um em cada quatro trabalhadores”, explica.

Para o psiquiatra, a população que vive e trabalha nas zonas urbanas — em especial nas grandes metrópoles — e convive com problemas típicos dessas regiões tende a sofrer mais.

“Essas taxas [de ansiedade] já são altas mesmo antes de um período de recessão e são piores em ambientes urbanos quando comparados a ambientes rurais”, diz Peixoto. “Fazendo essa comparação, conseguimos medir o papel que problemas urbanos como violência e trânsito, por exemplo, têm no desenvolvimento do estresse. Numa época de instabilidade econômica essas taxas tendem a aumentar mais”, afirma.

O psicólogo Bayard Galvão não aponta estudos específicos, mas alega que existe uma relação perceptível de causalidade. “Com a crise econômica, costumam vir outras crises embutidas, como aumento de pressão na família pela diminuição da condição financeira, levando a menos momentos de prazer; sensação de impotência por ter diminuído o ganho financeiro oú até ter perdido; intensificação do medo do futuro, dívidas e, além de tudo isso, ter que trabalhar mais ganhando menos”, relata.

Ele também lembra que o excesso de trabalho é tão prejudicial ao corpo quanto o excesso de ansiedade, “e ambos costumam caminhar juntos”. Segundo Galvão, a sobrecarga emocional pode levar a uma busca por paliativos, que vão desde ansiolíticos até o consumo abusivo de álcool, cigarro e drogas pesadas.

A diretora de RH da Attend Assessoria Consultoria e Auditoria S/S Dilma Rodrigues afirma que houve um aumento significativo das ausências nos postos de trabalho onde atua por motivos psicológicos. “Nos últimos 8 meses o aumento de ausências passou a ser mais significativo, especialmente para frequentar clínicas de psicologia e psiquiatria”, ressalta.

“Os relatos são semelhantes, de funcionários que se sentem ameaçados com os seus empregos diante de muita pressão e de um cenário político-econômico desfavorável, além de uma sensação de abandono de nosso governo em caso de desemprego e de necessitar abrir mão de sua atual rotina para reduzir gastos e passar a contar com o apoio público nas áreas de educação e saúde. Esses sentimentos têm ocasionado um aumento nos níveis de stress e ansiedade”, considera.

Precedentes

A relação umbilical entre crises econômicas e ansiedade é um fenômeno que tem paralelos bem próximos à realidade brasileira. Enquanto a percepção geral sugere que o país está no fundo do poço, em Portugal a situação não era diferente em 2013, quando o país experimentou altas taxas de desemprego e recessão econômica.

Um estudo realizado pela Universidade de Coimbra, com pesquisadores das áreas de Psicologia e Economia, apontou um aumento no desgaste das relações familiares como efeito direto da crise. Na época, temia-se que Portugal se tornasse uma nova Grécia, nação que sentiu o maior golpe e teve de implementar medidas de austeridade para continuar obtendo crédito.

Em 2001, a taxa de desemprego no país era de 4% e chegou a atingir uma média de 16,3% em 2013, valor mais alto desde a redemocratização. Já os desempregos de longa duração saíram de 40% para 62% do total. Em Portugal, até então o sistema de proteção social aos desempregados era precário, o que aumentava as tensões familiares pela falta de ocupação dos cônjuges, jornadas em empregos mal remunerados e problemas financeiros.

O estudo analisou os fatores endividamento, rendimento familiar, alteração às práticas cotidianas e solidariedade das redes sociais informais. Este último fator foi apontado como necessário para mitigar os impactos psicossociais das crises.

“Os resultados revelam uma dependência entre o impacto psicossocial negativo e a situação profissional dos cônjuges, sendo maior a proporção de respondentes que reportam impacto negativo entre as famílias com cônjuges desempregados. O impacto negativo é especialmente sentido quando ambos estão desempregados ou quando o desemprego é masculino”, revela a pesquisa.

Outra pesquisa — também realizada em Portugal — analisou a base de dados especializada Medline em um recorte que vai de 2000 a 2013 para verificar os estudos que faziam correlações entre crises econômicas e índices de mortalidade. A pesquisa apontou um aumento das taxas de mortalidade infantil e mortalidade relacionada a homicídios e suicídios, enquanto a mortalidade por acidentes rodoviários tende a diminuir. “Os grupos mais vulneráveis são particularmente afetados em épocas de crise económica”, aponta o estudo.

Não é recente o interesse pelo fenômeno. Em 2008, o professor da Universidade de Economia da Universidade de Nova Iorque (CUNY) Ryan Edwards analisou as taxas de mortalidade entre as décadas de 1980 e 1990 nos Estados Unidos. A conclusão indicada pelas evidências foi de que grupos sociais menos privilegiados estão mais expostos às mortalidades por conta de crises cíclicas.

Redes de relacionamento

A professora curitibana Íria de Marco precisou ser aposentada por invalidez após desenvolver burnout, pânico e depressão. Ela ensinava Artes para alinos do sexto ano e era regente de dois corais. A jornada de 40 aulas por semana, além do tempo necessário para preparar lições e corrigir provas, cobrou seu preço a certa altura. “Logo que começaram os sintomas, eu fazia de conta que não era comigo, e eles foram se somando até eu não poder mais nem sair de casa”, relata.

O tratamento só teve início após uma consulta à ginecologista, que identificou o problema como sendo de ordem psiquiátrica. A extensa jornada de trabalho se acumulava com problemas comuns a professores em todo o Brasil: ausência de interesse e despespeito dos alunos, brigas violentas e consumo de drogas em sala de aula, barulho, falta de reconhecimento profissional e exigências burocráticas desnecessárias — como a necessidade de preencher um livro de chamadas à mão.

Sem condições para voltar a trabalhar, Íria resolver abrir um grupo de discussões na rede social Facebook para reunir profissionais do ensino que sofriam de burnout e chegou a publicar um livro sobre o tema. “Todas estas formas de divulgação são muito importantes na minha vida, pois me fazem sentir que tudo que passei e passo teve um sentido, o de ajudar outras”, afirma.

A participação no grupo foi decisiva para que a paulistana Barbara Nascimento conseguisse lidar com as crises. Oito meses após ser contratada como analista junior por uma instituição financeira, ela sofreu assédio sexual e teve que trabalhar de frente para seu assediador durante um ano. Com o peso adicional do excesso de trabalho, da falta de reconhecimento e de um quadro pregresso de depressão, Barbara começou a apresentar sintomas de burnout.

“Diria que foi fundamental [participar do grupo no Facebook], principalmente em crises fortes. Fazemos elos fortes sem nunca ter nos visto. Muitas vezes de madrugada eu precisava falar com alguém, e achava. São muitos sintomas, muitas situações. Todo apoio é bem-vindo e ajuda muito”, conta Barbara.

A funcionária pública Helloá Regina sentiu a pressão da rotina de agente administrativa e passou a ter dores de cabeça, no corpo e a sentir apertos no peito semelhantes a um infarto. “Quando pensava em mudar de emprego, ouvia coisas como ‘cuidado com a crise’, ‘tem gente que queria estar no seu lugar’. Isso dificultou ainda mais”, conta.

Além de buscar ajuda em um grupo do qual se tornou administradora, Helloá sentiu a necessidade de disseminar informações para pessoas que sofrem os sintomas, mas não conhecem a doença. “Certa vez uma das minhas seguidoras falou que depois do consultório, nosso grupo foi o principal instrumento de recuperação. Isso não tem preço. Faz valer a pena”, diz.

Absenteísmo e queda na produtividade

Enquanto pessoas doentes permanecem sem tratamento, o desempenho tende a cair consideravelmente. Uma pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) realizada junto a profissionais de enfermagem mostrou que a queda na produtividade entre os que apresentaram sintomas de burnout foi de 31%.

O administrador de empresas e psicólogo Luiz Fernando Garcia alerta que o Brasil, dentro de uma crise prolongada, tem se tornado uma má referência quando o assunto são doenças psíquicas — em especial quando relacionadas ao trabalho. As mulheres, por suportarem cargas maiores de trabalho e terem menos reconhecimento, acabam sendo mais prejudicadas pela ansiedade.

“Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma pesquisa sobre depressão e distúrbios de ansiedade, e o Brasil ficou no topo da lista de nações com maior percentual de pessoas com algum tipo de transtorno de ansiedade: 9,3%. Outro fator alarmante é que mulheres sofrem mais com o problema, seguindo uma tendência mundial, assim como questões socioeconômicas também têm participação nesse cenário”, detalha.

Rosana Daniele Marques, Gerente de Gestão de Pessoas da Crowe Horwath, conhece a realidade de perto. “Já tive oportunidade de ouvir relatos de profissionais de diversas empresas e áreas que, com o alto nível de ansiedade que eles têm vivenciado com a crise econômica, ficam reféns de sentimentos de angústia, medo do futuro, medo de perder seu emprego, insônia e muitos apresentam queda em sua produtividade”, conta.

A situação pode ganhar contornos trágicos. A educadora especialista em inteligência emocional e liderança colaborativa Semadar Marques conta que já conheceu o caso de um profissional que cometeu suicídio depois de sofrer um corte salarial substancial. “Obviamente que uma pessoa não toma uma decisão dessas unicamente por isso, mas acabou sendo o estopim e foi algo extremamente traumático para toda a instituição”, conta.

O que fazer?

Marques defende que mesmo em um momento de crise, gestores e líderes devem ter sensibilidade para não só manter seus melhores colaboradores, mas garantr que eles deem o melhor de si — evitando exigências absurdas, como esperar que um ótimo funcionário trabalhe por cinco. “Muitas vezes, por conta da própria crise, empresários e gestores acabam perdendo o bom senso por conta da ansiedade por resultados. Bons resultados são fruto de objetivos traçados que possam envolver e engajar a todos”, destaca.

Em casos onde a demissão é inevitável, especialmente para conter gastos, Marques recomenda que a liderança seja transparente e valorize os pontos fortes dos funcionários. “Se tiver a oportunidade de auxiliar de alguma maneira a recolocação do profissional, certamente essa atitude irá retornar para a empresa em algum momento e ampliará o laço com aquele profissional, o que contará pontos para a imagem da empresa interna e externamente”, detalha.

O médico e psicólogo Roberto Debsky recomenda um ambiente organizacional saudável e que promova o reconhecimento. “Os colaboradores precisam se sentir bem em ir para o ambiente de trabalho pois passam ali a maior parte de seu dia e de suas vidas. Dinâmicas breves nas quais cada um seja visto e reconhecido em suas qualidades e importância dentro da empresa criam hábitos positivos entre os colaboradores e podem ser implantadas sem dificuldades pelo RH da empresa”, diz.

E os profissionais? Ricardo Resstel, especialista em liderança e gestão de equipes, lembra que a entrega de resultados deve ser uma constante. “Ter a clareza do que a empresa espera de você e se programar para entregar sempre além do esperado o colocará em uma zona de segurança, o que manterá a ansiedade sob controle”, afirma.

Luiz Fernando Garcia concorda. Para ele, há três atitudes que as empresas devem adotar: comunicar o posicionamento da companhia de forma periódica; entregar feedbacks constantes, tanto negativos quanto positivos e feedbacks autogerados, ou seja, indicadores automáticos que informam a performance ao funcionário e podem colaborar para reduzir a ansiedade.

Para Sergio Dias, consultor do Sebrae, os profissionais devem agir com serenidade e prudência para evitar que a ansiedade atrapalhe seu desempenho profissional. “O profissional deve acreditar em si, em seus valores e em sua competência e com a convicção de que essas crises e turbulências do quadro político-econômico terão um fim, como todas as outras crises. Nenhuma crise é eterna e apesar dos estragos que causam, as crises também oferecem janelas de oportunidades para novos desafios”, explica.

“Há as medidas individuais, direcionadas a cada pessoa, como tratamento médico psiquiátrico e/ou psicológico, atividades físicas, aperfeiçoamento de gerenciamento do tempo, entre outras. Essas podem ser implementadas pelo próprio funcionário que busca diretamente a modalidade que melhor se adapta ou podem ser oferecidas pela empresa num programa de redução de estresse”, recomenda o médico Marcello Finardi.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/crise-prolongada-provoca-ansiedade-e-depressao-em-trabalhadores/119895/