29dez/18

Gratidão no trabalho: como transformá-la em ferramenta poderosa para a produtividade

Um estudo da Stanford Business mostrou que gerentes que expressaram gratidão aos seus funcionários geraram uma produtividade 50% maior às suas equipes

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As prioridades são muitas: um número cada vez maior de compromissos surge na agenda e sempre tem aquela tarefa que insistimos em levar do trabalho para casa.

Mas, mesmo com o ritmo corriqueiro que o cotidiano nos impõe, você já tirou alguns minutos do seu dia para refletir sobre os fatores que te fazem ser grato no trabalho? Indo um pouco além, você já se perguntou como o agradecimento diário pode ter uma relação direta com sua produtividade profissional?

Frequentemente, com a ascensão das diversas redes sociais, nos comparamos e temos a – falsa – sensação de não estar vivendo tão plenamente.

Uma dica? A gratidão aumenta a saúde e a felicidade no trabalho. E digo isso com embasamento científico: pesquisas no campo da psicologia positiva oferecem fortes provas de que o sentimento e a expressão da gratidão influenciam positivamente nossas emoções e saúde, e podem inspirar estes resultados em outras pessoas.

Um estudo da Stanford Business mostrou que gerentes que expressaram gratidão aos seus funcionários geraram uma produtividade 50% maior às suas equipes.

Descobertas como essa podem motivar funcionários de uma empresa a afastar emoções negativas como a insegurança e o medo de serem criticados por um chefe ou por seu colega.

Tudo indica que realmente somos mais produtivos quando recebemos gratidão. Além disso, um colega de trabalho tem maior probabilidade de se sentir aberto positivamente e comunicar as preocupações e angústias.

Por isso, ressalto abaixo pontos importantes que mostram o poder e benefícios gerados pela gratidão e, ao final, dicas de como praticá-las ao menos em alguns dias de sua semana:

Definindo “gratidão”

Apesar de não haver uma definição psicológica única, os pesquisadores Robert Emmons e Cheryl Crumpler descrevem a gratidão como “uma resposta emocional para um presente. É aquilo que se sente após ter sido o beneficiário de um ato altruísta.”

Fontes de bondade

Ela nos conecta com outras pessoas, vidas e – dependendo das crenças nas quais a pessoa acredita -, um poder maior. Conseguimos senti-la quando a pessoa na nossa frente na fila paga pelo café de maneira espontânea, ou quando um amigo faz uma visita inesperada durante um momento difícil.

No ambiente de trabalho, alguém já pode ter vivenciado esta sensação depois de uma conquista e ao sermos reconhecidos pelo esforço de um projeto bem executado.

Em outras palavras, a gratidão é um processo de metabolizar o que já temos – saindo um pouco da bolha e caos diário em que vivemos.

Impacto da gratidão

Em um estudo, participantes foram colocados aleatoriamente em três grupos: um que escrevia sobre as preocupações da vida, outro sobre fatores que eles eram gratos e o terceiro sobre eventos neutros da vida. Eles escreviam semanalmente.

No segundo estudo, os participantes foram colocados nos mesmos grupos, mas foi pedido que escrevessem diariamente. No terceiro estudo, um grupo de participantes com doença neuromuscular era colocado aleatoriamente para que escrevessem sobre gratidão ou qualquer outra coisa.

Após 10 semanas, participantes que escreviam sobre o que eram gratos semanalmente relatavam estar 25% mais felizes do que aqueles que escreviam sobre as preocupações. Os participantes com doenças neuromusculares que escreveram sobre gratidão relataram ter uma visão mais otimista de suas vidas e, inclusive, um sono mais reparador. E já sabemos que mais felicidade e mais sono, consequentemente, ser mais focados e produtivos.

Pratique (e anote) a sua gratidão

– Comemore suas conquistas e celebre marcos importantes (por exemplo, uma promoção no trabalho). Mas não se esqueça dos pequenos gestos de bondade das pessoas que fazem o seu café ou esvaziam o seu lixo toda manhã. Elas estão em todo lugar – mas parece que nunca as percebemos;

– Treine sua mente para perceber coisas pelas quais é grato ao longo do dia. Separe alguns minutos ao final do dia e utilize esse tempo como um momento de recarga;

– Tire uma foto para você se lembrar pelo que é grato, anote no seu computador ou dispositivo móvel, e ao final de uma semana, reveja o que você escreveu;

– Encontre maneiras de discutir com o que você está grato com seus colegas. Pode parecer óbvio, mas comemorar com seus companheiros de equipe ao mesmo tempo os ergue e os inspira a continuar a fazer melhor. Você pode agradecer às pessoas publicamente em reuniões, enviar um e-mail, ou simplesmente mencionar em uma conversa o quão grato você está;

Lições aprendidas

Expressar gratidão cria um ciclo positivo independentemente do cargo. Gerentes, líderes, estagiários: mostrar gratidão faz bem a nós mesmos e para as pessoas que a aceita também.

A gratidão, reafirma que se juntarmos todas as coisas, a vida é boa e tem elementos que a fazem valer a pena ser vivida. A gratidão é reconhecer que a(s) fonte(s) desta bondade estão parcialmente fora de si e são direcionadas ao outros.

Esta é uma maneira significativa em que este sentimento difere de outras disposições emocionais.

Não foque apenas no que precisa ser atingido, se habitue a reconhecer o que já tem.

Joshua Zerkel — Diretor de Global Customer Education e Community na Evernote

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/gratidao-no-trabalho-como-transforma-la-em-ferramenta-poderosa-para-a-produtividade/121960/

27dez/18

5 dicas para trabalhar bem em equipe

Ser paciente e buscar o diálogo contribuem para a leveza do clima no ambiente corporativo

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Assim como a vida pessoal, o dia a dia corporativo é feito tanto de momentos alegres como também de acontecimentos nem sempre agradáveis. Afinal, não é difícil conhecer alguém que já tenha discutido com um colega de trabalho, se desentendido com algum cliente por falhas na comunicação ou até mesmo ficado ressentido pela falta de comprometimento por parte de pessoas próximas no ambiente organizacional.

Mas, apesar de surgirem alguns obstáculos durante o percurso, nem tudo está perdido. De acordo com o escritor norte-americano Patrick Lencioni, autor do livro “Os 5 desafios das equipes”, o trabalho coletivo nada mais é do que o ato de praticar um pequeno conjunto de princípios durante um longo período de tempo. Mas, como lidar com as adversidades do cotidiano profissional e manter todos confiantes, unidos e focados nos mesmos objetivos?

“O sucesso do trabalho em grupo está diretamente ligado à capacidade humana de se relacionar. Qualquer pessoa pode cometer erros, mas, é justamente ao reconhecê-los que é possível superar os conflitos e caminhar para conquistar o que foi traçado previamente”, responde o diretor da Prepara Cursos, Guilherme Maynard.

Abaixo, o executivo dá cinco dicas para quem deseja trabalhar ainda melhor em conjunto e contribuir para o desenvolvimento individual e coletivo.

1 – Seja paciente e aceite as ideias dos companheiros

Nem sempre é fácil conciliar as opiniões de todas as pessoas que fazem parte de uma equipe e, para que não haja nenhum desentendimento, é preciso praticar a paciência, pensar bem antes de falar o que deseja, ouvir e respeitar o que os demais colegas têm a dizer mesmo que não esteja de acordo com os seus argumentos. Aceitar novas ideias – ou mesmo reconhecer que as dos outros colegas são melhores do que a sua – é uma atitude altruísta em prol do objetivo desejado.

2 – Não destrate os colegas e sempre procure dialogar

Como em qualquer nível de relação interpessoal, conflitos podem surgir devido a alguma divergência. Mas, é importante ter em mente de que, por menores que sejam, eles não devem interferir no resultado do trabalho. Uma coisa é não concordar com a ideia apresentada, outra é destratar quem a sugeriu. E se algo o deixou desconfortável, procure expor o seu ponto de vista sem ofender ninguém. Isso ajudará a buscar a melhor solução para resolver quaisquer problemas.

3 – Planejar e saber dividir não faz mal a ninguém

É natural que, ao trabalhar em grupo, algumas pessoas se dispersem mais do que outras. Por isso, é fundamental seguir um planejamento para que o objetivo seja alcançado de maneira eficaz. Lembre-se: o trabalho é coletivo e não individual. Partilhar responsabilidades e informações fará bem a todos os envolvidos.

4 – Ajude e, se precisar, peça ajuda

Não há problema nenhum em colaborar com os seus colegas de equipe e muito menos pedir auxílio caso seja necessário. Isso não diminuirá o resultado do seu esforço, nem fará com que a outra pessoa se sinta inferior por ser ajudada. O resultado final será sempre melhor do que o esperado!

5 – Procure manter a boa convivência

Trabalhar em equipe é uma boa oportunidade para conhecer melhor as pessoas. É uma grande possibilidade para crescer e se desenvolver e também para contribuir para que outros integrantes do grupo também tenham a mesma chance. Laços serão criados e as relações serão ainda mais solidificadas.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/5-dicas-para-trabalhar-bem-em-equipe/121983/5

18dez/18

6 passos simples para evitar a desmotivação na carreira

Você sente que já não está mais comprometido com os prazos e entregas das suas demandas? Está sem energia para levantar da cama e começar a sua jornada na empresa?

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Analise a seguinte situação: a pessoa começou em um emprego novo, tudo é motivo para comemorar! Novo ambiente de trabalho, novos colegas, novas demandas, novos assuntos na hora do cafezinho, trocas de experiências e muito gás para viver essa etapa. Com o tempo, tudo se estabiliza, as atividades começam a ficar repetitivas, os problemas de relacionamento com os colegas aumentam, as necessidades e objetivos profissionais não são atendidos e a pessoa se vê com o seguinte problema: desmotivação na carreira.

Agora eu proponho a você, uma reflexão sobre a sua vida profissional e sua rotina de trabalho. Você consegue se ver em uma situação semelhante? Sente que já não está mais comprometido com os prazos e entregas das suas demandas? Não participa ativamente das reuniões? Está sem energia para levantar da cama e começar a sua jornada na empresa? Participa de intrigas nos corredores da organização? Anda faltando muito e sem justificativa? A cada dia que passa, suas atividades estão mais acumuladas? Você já recebeu mais de uma avaliação negativa do seu gestor?

Acredite, essa é uma circunstância muito comum à diversos profissionais, mas pode sim ser modificada, evitando assim, consequências ainda mais sérias.

O primeiro passo é identificar de onde vem a sua desmotivação. Esse sentimento, além de não fazer nada bem ao seu corpo e a sua mente, também pode trazer consequências negativas, tanto para a sua vida profissional, como a perca de oportunidades de crescimento, como para a empresa em que você trabalha, pois, a desmotivação compromete a produtividade da mesma, suas entregas, faturamento e credibilidade no mercado.

Muitos atribuem tal sentimento a baixa remuneração, mas engana-se quem pensa que apenas esse fator pode intensificar a desmotivação na carreira de um profissional. Os motivos são os mais diversificados que se possa imaginar, conheça alguns deles: ausência de um plano de carreira; falta de reconhecimento por parte do líder; problemas de relacionamento interpessoal; falta de feedback; metas inalcançáveis; retrabalho; pouco investimento no desenvolvimento profissional por parte da empresa; acúmulo de atividades; atrasos no pagamento; cobranças em excesso; prazos curtos; favorecimento de colegas; infraestrutura inadequada; responsabilidades abaixo do potencial do colaborador; agressões verbais; pouca comunicação; pressão por resultados; não conseguir expor ideias e opiniões.

Dicas para você evitar a desmotivação na carreira

Existem algumas ações que, ao serem colocadas em prática, te auxiliam a evitar e desmotivação na carreira. Chegou a hora de mudar essa situação! A seguir, te apresento 6 passos simples para fugir desse sentimento:

1. Desenvolva o autoconhecimento

Quando você desenvolve o autoconhecimento, você é capaz de identificar suas qualidades e competências que o auxiliam a entregar um trabalho de excelência, bem como potencializá-las, saber quais são os seus pontos de melhoria, seus sonhos e expectativas profissionais, medos e anseios, suas realizações, crenças e valores, limitações, missão enquanto colaborador e comportamentos e pensamentos que podem afetar a sua motivação na carreira.

Ao fazer esse movimento, você ainda consegue determinar se a sua atual função na empresa é a correta para o seu perfil e maneira de trabalhar, além de proporcionar a identificação de novas oportunidades e um caminho para você alcançar os resultados profissionais que deseja através da administração correta das suas ações.

2. Desenvolva a sua inteligência emocional

Antes de falar sobre essa dica, reflita: você é um colaborador capaz de lidar de forma imediata com os acontecimentos da sua rotina de trabalho? Como você age ao receber um feedback do seu gestor? Tem dificuldade para receber ordens? A verdade é que de nada adianta, ao se sentir desmotivado na carreira, você se estressar e perder o controle da situação.

Para evitar esse sentimento, você precisa desenvolver a sua inteligência emocional, ou seja, você deve aprender a lidar com suas emoções, para então, controlar seu pensamento e comportamento. Você se torna capaz de gerir não apenas os seus sentimentos e ações, mas também dos outros profissionais a sua volta, desenvolver a resiliência, direcionar suas emoções em prol de objetivos capazes de lhe proporcionar motivação na carreira, como por exemplo, uma promoção, melhoria nos seus relacionamentos na empresa, se adaptar à mudanças, entre outras.

3. Desenvolva um plano de carreira

Muitas vezes, a desmotivação na carreira existe pelo fato da pessoa não saber suas expectativas enquanto profissional. Se esse é o seu caso, chegou a hora de desenvolver um plano de carreira e assim, evitar tal sentimento. Ele é capaz de oferecer a você, uma visão sistêmica da sua carreira, a partir daí, você conseguirá identificar suas expectativas na empresa, suas chances de crescimento, se deseja mudar de área, onde você quer estar daqui a 5, 10 anos, entre outras questões.

Com esses dados em mãos, você aumenta o seu foco, se sente parte fundamental dos processos da organização, melhora a sua produtividade e maximiza a sua motivação.

4. Desenvolva metas e desafios

Nada mais pertinente para driblar a desmotivação na carreira do que estabelecer metas e desafios na sua rotina de trabalho. Obviamente, eles devem ser atingíveis, pois o intuito dos mesmos não é o de provocar frustração, mas sim, engajamento. A ideia é te tirar da zona de conforto para que você execute suas tarefas de formas diferentes, enxergue novas maneiras de trabalhar e assim, aumente a sua confiança e se motive no dia-a-dia na empresa.

Aqui vale de tudo: dobrar o número de entregas da semana, interagir com pessoas de outros departamentos, até auxiliar um colega que esteja com dificuldade em determinado processo.

5. Busque por capacitação profissional

Muitas vezes, a desmotivação na carreira vem pelo fato da capacitação do profissional não ser condizente com algumas funções que ele exerce na empresa. Se esse é o seu caso, nada mais coerente do que buscar por tais qualificações em cursos online, palestras, pós-graduações, workshops, trabalhos voluntários, leitura de livros e revistas da área, cursos de idioma, aulas de informática, intercâmbios etc.

Tais atividades são valorizadas pelas organizações e muitas delas incentivam o colaborador a procurar por desenvolvimento profissional. Ao buscar por capacitação, você, além de aumentar a sua motivação, acompanha as tendências do seu mercado de atuação, minimiza seus erros nos processos que desempenha e se mantem preparado para as possíveis oportunidades na organização em que você trabalha.

6. Equilibre a sua vida pessoal e profissional

Engana-se quem pensa que para crescer na carreira, é necessário se abdicar inteiramente da vida pessoal, pelo contrário, isso só agrava a tão temida desmotivação. Portanto, se você quer evitar tal sentimento, saiba: é necessário equilibrar a sua vida pessoal e a sua vida profissional.

Isso significa que não adianta você focar a sua vida para bater metas na empresa, subir de cargo e trabalhar para conseguir um aumento, se você não tirar um tempo para realizar os seus hobbies, cuidar da sua saúde, passar um tempo com sua família e amigos. Se não houver esse equilíbrio, os bons resultados no seu trabalho vão diminuir gradativamente, sendo substituídos por altos níveis de estresse e desmotivação na carreira.

José Roberto Marques é presidente do Instituto Brasileiro de Coaching – IBC

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/6-passos-simples-para-evitar-a-desmotivacao-na-carreira/121872/

17dez/18

Estagiário após os 30: o que ele pode agregar à sua empresa?

Mercado de trabalho pode se beneficiar de profissionais que reiniciam carreira em busca de sonho ou após onda de demissões

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Em busca de realização, muitas pessoas têm largado carreiras consolidadas para investir em outros rumos. O recomeço com um novo curso faz necessária a volta à fase de estágios, o que traz benefícios às empresas. Daniela Misorelli, CEO da plataforma de recrutamento de estudantes Estagiários Online, aponta cinco razões para apostar no estagiário mais velho:

1. Muita experiência
A atuação anterior em outros trabalhos proporciona ao estagiário conhecimentos que podem ser reaplicados e até calhar de ser a peça que faltava no quebra-cabeça de uma companhia, com sua experiência e habilidades.

2. Motivação para dar e vender
Se o profissional abdicou de uma carreira para ir atrás de fazer o que gosta é sinal de que ele estará empolgado nessa missão. Ele realizará, então, as tarefas com muita satisfação e disposição.

3. Dedicação e vontade de crescer
Há ainda aqueles que só tiveram a oportunidade de começar uma formação superior mais tarde, e que estão determinados a fazer a diferença tanto na própria vida quanto na da família. “Não há idade para iniciar ou retomar os estudos, basta a vontade de adquirir novos conhecimentos e a dedicação”, comenta a CEO do Estagiários Online.

4. Aprendizados da maturidade
Com mais vivência, o estagiário mais velho já passou por situações em que aprendeu o peso das escolhas e das consequências de seus atos. Ele pondera mais antes de agir, não se envolve em conflitos à toa e é, ainda, uma boa influência para os colegas.

5. Benefícios da diversidade
A troca de experiências suscitada pelo convívio entre diferentes gerações soma à equipe e à empresa. O diálogo fica mais rico com a diversidade de opiniões e, assim, pode-se chegar a melhores soluções e resultados.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/estagiario-apos-os-30-o-que-ele-pode-agregar-a-sua-empresa/121886/

17dez/18

Como Steve Jobs nos ensina a ser um bom comunicador

Steve Jobs além de ser um exemplo de liderança, é conhecido como um comunicador cativante, que vende as suas ideias com talento, capaz de converter prováveis compradores em clientes e clientes em entusiastas

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Comunicação é chave para convencer as pessoas, tanto clientes, funcionários e sócios, a acreditar num novo produto, num novo processo, no rumo da organização. Quando a comunicação é ineficaz, ela desfaz ideias, desafios e interrompe carreiras.

No processo de comunicação, as apresentações tornaram-se uma ferramenta essencial. Através dela é possível comunicar as qualidades de seu produto, serviço ou causa, fazendo com que as pessoas acreditem na ideia que a empresa está vendendo. As apresentações são a peça chave e qualquer erro pode representar prejuízo e levar ao fracasso.

Como, então, elaborar uma apresentação de sucesso? Como ter uma apresentação que possa cativar e convencer quem está assistindo a comprar o produto ou serviço?

Faça como Steve Jobs. Veja abaixo as 11 lições que ele ensina para fazer uma apresentação de sucesso, uma apresentação que seja a diferença, que atraia futuros consumidores e que faça com que os mesmos tornem-se clientes da empresa.

1) Crie uma história

Elabore um enredo para vender as suas ideias com convicção e carisma. Muitos comunicadores criam mensagens e títulos cativantes, fazem uma narrativa leve e fácil de ser acompanhada.

Comece com um esboço da historia, sem ajuda de computador ou Power Point, somente caneta e papel. O Microsoft Power Point é uma excelente ferramenta para as apresentações, permitindo diversos designs, animações, além de agilizar a tarefa. Porém, alguns recursos podem atrapalhar e tornar a apresentação tediosa.

Jobs se envolvia diretamente em cada detalhe da apresentação e seguia a forma como os principais designers de apresentação recomendam: começar no papel. Escrever no papel um esboço, pois ele proporciona mais clareza e resultados criativos e, após isso, apresentar as ideias de forma digital. A preparação de uma apresentação exige tempo para pensar, planejar, esboçar e escrever um roteiro.

É preciso lembrar que: é a história que mobilizará a imaginação e irá reter a atenção da plateia, não os slides.

2) Responda à pergunta mais importante

A plateia quer ser informada sobre o seu produto, ensinada sobre como ele funciona e entretida enquanto aprende sobre ele. As pessoas querem saber a resposta para a seguinte pergunta: “Por que eu devo me interessar?”.

No planejamento da apresentação, considere que ela não é para você, e sim para o público. Responder a pergunta de forma simples e direta chamará a atenção dos ouvintes.

3) Simplicidade

A simplicidade é um conceito muito importante para a Apple. Jobs tornava os produtos fáceis de usar, eliminando recursos. Da mesma forma o faz em suas apresentações. Enquanto muitos apresentadores preenchem os seus slides com bastante conteúdo, Jobs os retira.

Uma apresentação de Steve Jobs é muito simples, objetiva e visual. Ao remover informações irrelevantes dos produtos e apresentações, Steve consegue repassar com clareza todas as informações necessárias.

Os slides simples mantem o foco no que interessa: em você, o palestrante. Se os seus slidestiverem muitas palavras, e palavras que não correspondem ao que você diz, os ouvintes terão dificuldades para se concentrar em você e em seus slides.

O seu discurso também tem que ser simples. Jobs escolhe cuidadosamente as suas palavras para descrever um produto. Ele substitui frases longas por citações, as quais facilmente poderiam ser inseridas em um post do Twitter. Desta forma, as frases são simples e fáceis de serem lembradas.

4) Use imagens

Suas ideias terão maior probabilidade de ser lembradas se forem apresentadas por imagens, em vez de palavras. As imagens funcionam melhor que o texto porque o cérebro enxerga as palavras como inúmeras imagens em miniaturas.

Quando Steve Jobs apresentou o lançamento do Iphone 3G ele utilizou onze slides, sendo que somente um slide continha palavras.

Você precisa ter confiança para expor suas ideias utilizando imagens ao invés de palavras. Você deve, então, transmitir sua mensagem perfeitamente. Jobs transmite suas ideias de maneira simples, clara e confiante, e essa é a diferença entre Steve e milhões de comunicadores comuns.

 5) Use palavras empolgantes

Como foi possível ver até agora, Jobs fala de uma maneira simples, clara e direta, isenta de jargão e complexidade. Ele escolhe palavras que são divertidas, tangíveis e incomuns.

Se as suas apresentações forem lotadas de jargões, enroladas e confusas, você perderá uma oportunidade de empolgar e envolver as pessoas que estão lhe ouvindo. Você deve utilizar palavras que representam verdadeiramente seu produto, serviço ou marca. Não fique com receio de usar palavras simples e adjetivos descritivos. Se você considera o seu produto incrível, siga em frente e diga isso. Se você não ficar empolgado com o seu produto, como espera que os outros fiquem?

Jargão se refere a uma linguagem incompreensível. Evite-a, pois o uso de jargões cria dificuldades para compartilhar ideias. Eles deixarão você menos compreensível e, por consequência, menos persuasivo.

Outra maneira de acrescentar vida a sua linguagem é por meio de analogias, comparando uma ideia ou produto com um conceito ou produto conhecido pela plateia. Quando você encontrar uma analogia que funcione, persista nela. Quanto mais repeti-la, maiores serão as chances de seus clientes se lembrarem.

6) Compartilhe o palco

Nosso cérebro não presta atenção em coisas chatas, ele deseja variedade. Divida o palco com convidados, com pessoas capazes de explicar de forma mais eficaz sobre uma etapa do funcionamento de um produto. Isso somará credibilidade e entusiasmo à apresentação.

Os testemunhos e avais são persuasivos. O boca a boca é a principal influencia nas decisões de compras. Convidar um cliente para dividir o palco, tanto pessoalmente ou em vídeo, é uma importante estratégia. Demonstrar publicações que elogiam o produto também é uma tática que funciona. Essas ações influenciam os ouvintes, dando confiança de que comprando o produto, eles farão uma escolha sensata.

É importante, também, agradecer as pessoas que tornaram o produto possível, como, por exemplo, os funcionários. Isto revelará à plateia sinais de integridade e inspirará seus parceiros e colaboradores a trabalhar com você. Steve Jobs divide o palco com a sua plateia, seus clientes, na maioria das vezes, agradecendo-os. Deste modo, ele cria uma afinidade com os ouvintes, reconhecendo as pessoas que são importantes: as que compram e as que desenvolvem o produto.

 7) Em suas apresentações utilize objetos cênicos

Jobs utilizava objetos cênicos nas demonstrações dos seus produtos. Uma boa demonstração tem o poder de informar a plateia sobre o seu produto, comunicando os seus benefícios e inspirando os ouvintes a compra-lo.

Apesar disto, as demonstrações devem ser:

Curtas: uma demonstração não pode entediar a plateia.

Simples: deve ser compreensível e fácil de acompanhar. Informar somente o que é relevante, despertando nos ouvintes a vontade de adquiri-lo, porem sem desnorteá-los.

Gratificante: através de uma demonstração, apresente o diferencial de seu produto em comparação com o concorrente. Porém, você deve mostrar a funcionalidade real de seu produto.

Substancial: demonstrar claramente a forma como o seu produto oferece uma solução para um problema que seus ouvintes estão enfrentando.

Prazer: ao realizar a apresentação do seu produto, você deve demonstrar prazer com isso. As demonstrações devem ser divertidas, com entusiasmo e atingir todos os presentes. Jobs revelava prazer demonstrando seus novos produtos e, exatamente por isso, suas apresentações faziam sucesso.

Concentração: ao demonstrar um produto, apresente somente um dos muitos benefícios oferecidos por ele. Assim, você não sobrecarregará a plateia.

8) Surpreenda com um momento inesquecível

O primeiro passo para criar um momento inesquecível é identificar um único tema, uma única coisa, que você deseja que a sua plateia lembre depois de deixar o recinto. Os ouvintes esquecerão muitos detalhes da sua apresentação, dos seus slides, mas lembrarão do que sentiram. A apresentação deve ter o proposito de criar uma experiência e provocar uma conexão emocional com o ouvinte.

Quando Jobs apresentou o novo iPod, ele tinha uma única mensagem-chave: ele põe mil musicas em seu bolso.

9) Presença de palco

Steve Jobs possuía uma presença de palco impressionante. Sua voz, seus gestos e sua linguagem corporal comunicavam autoridade, confiança e energia. As palavras que ele empregava para descrever um produto são importantes de se observar, assim como a maneira como se expressava. Ele destacava as palavras-chaves em cada paragrafo, fazia gestos expansivos para complementar sua expressão vocal.

Três técnicas para melhorar a linguagem corporal:

Contato visual: os grandes comunicadores, como Steve Jobs, costumam apresentar contato visual com a plateia. Eles raramente fazem alguma leitura de slides ou de anotações. Jobs costumava dar uma olhada no slide e logo voltava sua atenção novamente para a plateia.

Jobs era capaz de estabelecer um contato visual firme com seus expectadores porque ensaiava suas apresentações. Assim, ele sabia exatamente o que havia em cada slide e o que dizer no momento em que ele aparecia. Quanto mais ensaiava, mais incorporava o conteúdo e, assim, mais fácil e firme ficava a sua conexão com os ouvintes. Outro detalhe para manter o contato visual com a plateia, é elaborar slides visuais, utilizando-se de imagens e poucas palavras. Slides com imagens e poucas palavras fazem o apresentador transmitir as informações oralmente para o público.

Postura aberta: evite estar de braços cruzados em uma apresentação bem como ficar atrás de um púlpito. Jobs, em suas demonstrações, se senta em paralelo ao computador, e assim, nada bloqueia sua visão da plateia e vice-versa. Ele realiza uma atividade no computador e volta-se para os ouvintes explicando o que acabara de fazer, e assim, raramente quebra o contato visual por muito tempo.

Gestos com as mãos: enfatize uma palavra ou frase com algum gesto que as complemente. Evite permanecer com os braços parados ao lado do corpo, pois, desta forma, você parecerá rígido, formal e, até mesmo, um pouco esquisito. Utilizar gestos com a mão enfatiza um pensamento, esclarecendo-o. Utilize gestos com as mãos para enfatizar suas ideias, porém tenha cuidado para que os gestos não pareçam robotizados. Seja espontâneo e autentico, evitando copiar gestos de outros comunicadores.

Expressão verbal: além da linguagem corporal é necessário haver uma boa expressão verbal. Slides incríveis podem significar pouco se você não possuir uma grande expressão verbal. Uma expressão verbal ruim pode arruinar uma historia incrível.

Com a expressão verbal o apresentador pode criar suspense, entusiasmo e emoção na plateia. Procure aplicar duas técnicas que Jobs utilizava para manter seus ouvintes envolvidos:

a) Inflexão:mude sua inflexão aumentando e diminuindo o tom de voz quando julgar necessário. Se todas as palavras forem expressas num mesmo tom, a apresentação e demonstração de um produto irão se tornar monótonos.

b) Pausas:utilize pausas para que não pareça que você está tentando despejar o conteúdo rapidamente na apresentação. Faça pausa para que a sua mensagem seja absorvida pela plateia.

10) Deixe de lado o roteiro

Faça uma apresentação sem recorrer a uma bloco de anotações. Ao invés disto, utilize nos slides uma ideia-chave como incitador. Como já escrito diversas vezes, evite textos longos. Tenha um único tema em cada slide.

11) Não se preocupe com as coisas pequenas

Independente do quanto você se preparar para a apresentação, algo pode ocorrer de forma não desejada, diferente do que havia sido programado. Não se deixe perturbar no palco, reconheça o problema e continue a apresentação. Nesses casos, mantenha a calma e tente resolver o problema com tranquilidade. Não deixe que um empecilho acabe com o seu entusiasmo, e ai sim, acabe com a sua apresentação.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/como-steve-jobs-nos-ensina-a-ser-um-bom-comunicador/92224/

14dez/18

Você sabe qual o futuro do trabalho?

Muito se fala sobre a extinção de profissões, mas talvez o mais concreto que temos no presente é a mudança no formato das profissões

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Grandes transformações estão acontecendo, isso não é uma novidade. Previsões quase apocalípticas surgem todos os dias sobre o futuro do trabalho, mas o que efetivamente é verdade até o momento? Muitas especulações podem causar ruídos na comunicação entre empresas e profissionais e criar lendas urbanas sobre o futuro e conceitos sem fundamento.

Muito se fala sobre a extinção de profissões, mas talvez o mais concreto que temos no presente é a mudança no formato das profissões. Talvez esse deva ser o foco de debate entre os profissionais que estão procurando se adequar às mudanças que já estão acontecendo, sem se fixar em previsões sobre um futuro incerto.

E as empresas, estão preparadas para essas mudanças? O certo é que aquelas que não estiverem preparadas, vão perder competitividade e isso já pode estar acontecendo. Empresas e profissionais devem agir rápido para não haver perda de espaço. Algumas profissões serão sim substituídas por tecnologia que será cada vez mais próxima da máxima eficiência o que vai exigir que empresas atualizem o quanto antes seus processos. Horizontalidade e transparência são tendências e isso torna necessário tecnologias para atender as etapas do processo de comunicação entre a equipe e otimização de recursos. Os profissionais estão ganhando cada vez mais autonomia nas empresas e os escritórios já passam por mudanças radicais em seu formato. Escritórios vão ser extintos e espaços de coworking estão ganhando mais força, o que impacta diretamente nas relações no ambiente do trabalho, por exemplo. Criatividade e inovação serão as características que estarão cada vez mais presentes e a busca do conhecimento fará toda a diferença nesse momento de transição.

Empresas gigantes dispensando todos para trabalho em casa ou se mudando para espaços de coworking, novas tecnologias que habilitam a colaboração e melhoram a comunicação, tendências de gestão de pessoas, horizontalidade e transparência, autonomia e busca por um senso de propósito movem pessoas e empresas e o Futuro do Trabalho não é algo distante, já está acontecendo agora.

Sobre essas tendências que estão mudando radicalmente o ambiente de trabalho, amanhã, 18 de outubro, dentro do maior corworking do mundo, a WeWork, na sede Faria Lima, a própria WeWork, junto com a Zehnk e a Deloitte vão abordar o tema Future Workplace.

O evento é gratuito, mas tem poucas vagas. Clique e garanta logo a sua.

Venha ouvir os especialistas da WeWork, Deloitte e Zehnk e debater com eles esse tema. O evento terá a mediação da jornalista Sandra Sinicco, CEO do Grupo CASA.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/voce-sabe-qual-o-futuro-do-trabalho/121800/

14dez/18

Você é muito qualificado para o cargo

Muitos profissionais veem a educação e as experiências extracurriculares como alternativa para manterem-se competitivos. Mas será que ter todo esse repertório ainda é um diferencial?

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Em um mercado global e cada vez mais competitivo, tem sido comum encontrar candidatos muito qualificados para os cargos oferecidos pelas empresas. Atualmente, profissionais com uma pós-graduação ou MBA, inglês avançado, que são voluntários, fizeram intercâmbio, e até que possuem formação em liderança, PNL ou coaching, são cada vez mais comuns. Nos últimos anos, os jovens, principalmente das gerações Y e Z, têm buscado se aprimorar constantemente. Além disso, com a crise no Brasil, muitos profissionais veem a educação e as experiências extracurriculares como alternativa para manterem-se competitivos. Mas será que ter todo esse repertório ainda é um diferencial? Depois de passar por tantas experiências e acumular aprendizados, como fazer valer todo esse esforço?

Esses questionamentos angustiam muita gente em busca de uma recolocação e, diante de uma oportunidade de trabalho, escutam frequentemente do recrutador que são qualificados demais para o cargo. Para esses profissionais, são esses os meus conselhos:

1. Invista no autoconhecimento: muitas pessoas se deixam levar pelas oportunidades que vão surgindo e as agarram sem saber exatamente o porquê. É preciso tomar cuidado para não ser influenciado pelos outros ou por seu próprio piloto automático. Ter clareza de quem você é, saber o que você faz bem e onde se quer chegar são os primeiros passos para reconhecer se você está no lugar certo ou se está buscando oportunidades nos lugares certos.

2. Alinhe expectativas com o mercado de trabalho: conforme vamos nos desenvolvendo e adquirindo novos conhecimentos é comum criarmos altas expectativas sobre nossa profissão e sobre oportunidades melhores. Porém, é importante saber a verdadeira realidade de sua área e do mercado em geral, para não se frustrar na busca por oportunidades e para não fazer investimentos que não tragam retornos no futuro. Por isso, procure conversar com profissionais que atuam há mais tempo na sua área e que você admira, e converse também com profissionais de Recursos Humanos.

3. Permaneça antenado sobre o futuro do seu trabalho: para qual direção a sua área está indo? Ter informações sobre as tendências e sobre o futuro de sua profissão pode ser uma excelente forma de avaliar quais decisões são melhores em sua carreira e se você está investindo no caminho certo. Com isso, você estará melhor preparado para recalcular a sua rota, se for preciso.

4. Demonstre resultados: citar ações concretas e exemplos que comprovem suas competências e habilidades nas entrevistas pode fazer toda a diferença. Por isso, resgate projetos e ações que você realizou nos locais em que passou e que trouxeram resultados significativos. Além disso, comente sobre outras experiências pessoais, por exemplo, relacionadas a estudo ou até dentro de uma prática espiritual ou religiosa, que podem apoiá-lo a mostrar que você quer fazer a diferença no local em que trabalhar.

5. Aplique os seus conhecimentos na prática: estudos comprovam que, quando saímos da universidade, aplicamos menos de 1/4 do conteúdo que aprendemos. Por isso, não adianta ter um currículo robusto se não conseguimos utilizar nossos aprendizados no ambiente de trabalho. Na hora da entrevista, traga ideias e soluções do que você faria nos desafios que o cargo propõe e demonstre exemplos de conhecimentos que você aplicou nas suas experiências anteriores.

6. Movimente-se: ficar parado não irá adiantar, por isso, acredite em si mesmo e em seu potencial, esforce-se para ampliar a sua rede de contatos, vá em busca de oportunidades em locais que você admira, fortaleça as relações que você já tem e converse com quem pode te ajudar a encontrar uma oportunidade de acordo com o seu perfil.

7. Reinvente-se! Com um repertório tão grande de experiências e conhecimentos adquiridos, por que não se arriscar em novas áreas ou em empresas diferentes? É comum focar no que já conhecemos e nos sentimos seguros em fazer, sem perceber que há um horizonte muito maior de possibilidades para a atuação profissional. Por isso, identifique suas potencialidades e crie novas formas de colocar suas competências à serviço das empresas e da sociedade.

8. Planeje-se: organize-se e transforme seus objetivos em pequenas ações. Comece aos poucos. Você irá perceber que, dessa forma, haverá maior consistência e facilidade em realizar o que você busca.

* Livia Antonelli é consultora de Recursos Humanos da Universidade Positivo (UP).

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/voce-e-muito-qualificado-para-o-cargo/121985/

10dez/18

Dialogando com nossas dores

A tendência é fugirmos pra longe de onde há sinais de contato com nossas dores

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Sai da última sessão psicoterápica com uma missão difícil (não impossível) proposta pela minha psicóloga: “converse com suas dores, incluindo aquelas mais profundas”. Pensei comigo: “deveria eu mexer com estas feridas agora? Será que vai doer muito? São tantas. Portanto, por onde começar?”

A tendência é fugirmos pra longe de onde há sinais de contato com nossas dores. É humano, natural. Diria que é quase um instinto de sobrevivência, diante de tantos percalços que atravessamos ao longo de nossa jornada.

Neste movimento de olhar para dentro, me peguei observando minhas feridas, visíveis, trazidas desde a infância. A mais perceptível foi a marca de um corte no lado direito da minha testa, que remonta aos meus sete anos, quando brincava com minha gata Thalita, na sala de casa, onde ainda hoje meus pais vivem. Pude sentir o pulsar da dor e o sangue escorrendo, me fazendo cair em lágrimas, preocupado com o “estrago” que o arranhão faria na minha imagem. Aprendi que, embora amigos, os animas também têm seus limites.

Um pouco abaixo, na mão direita, “mora” outra cicatriz, também dos tempos de menino, quando na fazenda, cai do cavalo, quebrando o braço, rendendo-me meses de gesso e imobilização.

E, assim, fui visitando meus sinais e descortinando as histórias sobre as quais eles foram gerados e, sobretudo, as sensações que, ainda hoje, eles despertam em mim.

O rico de olhar para as nossas cicatrizes – sim, pode ser extremamente enriquecedor, a depender do nosso modo de enxergar – é poder reviver um pouco de algumas experiências que nos constituem no que somos. Nascemos “limpos”, em tese. E, aos poucos, vamos, naturalmente, nos reconstituindo a partir das experiências e escolhas que fazemos ao longo da vida.

Ao mergulhar nesta emocionalidade, descobri que a dor do abandono (do acolhimento que gostaria de ter tido em momentos cruciais da minha vida; dos amores “eternos” desfeitos; da minha sociedade empresarial rompida, entre tantas outras), por vezes, me retalha em pedaços, tornando mais íngreme a minha caminhada.

No meu processo psicoterápico, e nas reflexões com o meu travesseiro, fui entendendo que as sensações eram recortes da realidade. Não, necessariamente, os fatos reais, quando desmembrados das emoções. E, confesso, doeu ainda mais descobrir isso.

Olhar para as feridas, definitivamente, requer coragem, mas também abertura para o novo. Há algumas que se vão com o tempo. Outras exigem parcimônia para que aprendamos a conviver com elas pelo resto da vida.

O fato é que, para mim, o grande aprendizado tem sido me machucar, mas cuidar para não enrijecer o coração. Porque convenhamos: o que vale, de verdade, é andar reconhecendo e experimentando a beleza do caminho. E não, necessariamente, o destino final.

Flávio Resende – Jornalista, empresário e coach ontológico.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/dialogando-com-nossas-dores/119926/

07dez/18

Empregos de fim de ano: sete dicas para aproveitar a época e conquistar uma vaga

Não é só para vagas efetivas que departamentos de RH costumam analisar as redes sociais das pessoas

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A maior sazonalidade empregatícia, no Brasil e no mundo, é o período entre setembro e dezembro. É a famosa época das contratações de fim de ano, que visam atender aos turnos dobrados e triplicados de indústrias, serviços e comércios que funcionam para atender às festas de fim de ano, e aproveitar os gastos com 13º salário.

É uma época de movimentação intensa na economia, o que gera oportunidades. Apesar de nos últimos anos esse ter sido um período bem mais fraco do que o habitual, em 2017 já se espera 374,8 mil contratações em regime temporário. O número é 5,5% maior do que o do mesmo período de 2016. Esse número havia caído muito em 2015 e 2016 devido à recessão que o país enfrenta, porém parece que as coisas tendem a melhorar. O estudo que aponta esses dados é o da Associação Brasileira de Trabalho Temporário, a Asserttem, que reúne 200 agências de emprego.

Há três anos, antes da crise, esses números chegavam a 490 mil vagas. O número ainda está distante de uma época de maior saúde financeira do país, mas está crescendo. A própria melhora da economia, e as mudanças da legislação de trabalhos temporários, que passou a valer em março desse ano, criaram um terreno de confiança para contratações.

De acordo com a nova legislação, há duas grandes mudanças que incentivam a contratação: o aumento no prazo para a contratação de trabalhador temporário; e a autorização para que, na qualidade de tomador de serviços, empresas de qualquer ramo possam contratar, sem vínculo empregatício, trabalhadores terceirizados, mesmo que seja para o exercício de atividades ligadas à sua atividade-fim.

Com o desemprego em níveis elevados, essa tem se mostrado uma excelente hora para se preparar bem e conseguir agarrar aquele emprego que, embora temporário, muitas vezes conta com chances de contratação fixa. Para isso é preciso estar alinhado com as expectativas do mercado e saber lidar bem com entrevistas, preparação de currículos, etc.

Segue algumas dicas do que fazer nesse cenário para conquistar um espaço para você:

Fique de olho no calendário: em outubro, novembro e dezembro começam as altas de busca para o varejo. Em setembro a alta se liga muito à indústria, porém em 2017 essas contratações começaram no fim de julho. Outubro é a época em quem lojas maiores contratam, e em novembro lojas menores tendem a ampliar seu contingente. Estar atento às datas é muito importante, não só para garantir o emprego por mais tempo, mas também para ter mais chances de mostrar serviço e ser contratado como fixo. São de 15% a 20% de pessoas que consegue efetivação. Assim, agora que restam três meses para 2018, foque no varejo.

Olho no contrato: apesar das mudanças da lei, o trabalhador temporário ainda conta com os mesmos direitos do trabalhador efetivo, como férias, hora extra, descanso semanal remunerado. Não é porque é temporário que é bico. Se preocupe com contrato. Em janeiro as oportunidades temporárias tendem a se tornar efetivas, mas faça questão de ter o que é de direito no período do trabalho temporário.

O currículo é a porta de entrada: seja assertivo, curto, objetivo e direto. Cite suas últimas três experiências profissionais, destaque cursos realizados e que tenham a ver com a vaga, além de deixá-lo personalizado à vaga que busca. A NVH Talentos Humanos vai realizar um trabalho de assessoria para construção de currículo no dia 24 de outubro, próximo à estação República da Linha Amarela do metrô de São Paulo. É uma oportunidade gratuita para pegar umas dicas. Há informações no site.

Agências são as melhores para essa época: focar em agências que se especializam em trabalho temporário é útil nessa época do ano. Vale a pena acessar o site do Ministério do Trabalho e verificar o registro da agência para ter certeza de que ela está de acordo com a lei.

O fator humano: para essas vagas geralmente o que mais se busca são requisitos básicos como segundo grau completo, idade entre 18 e 45 anos, simpatia, comunicação clara, trabalho em equipe, e às vezes ter uma indicação é muito bom. Ou seja, o relacionamento interpessoal conta muito. Vale ficar atento e desenvolver essas habilidades, tanto para entrevistas quanto para se destacar nos empregos. As entrevistas contam com muita gente, e são rígidas, então estar atento a tudo e se dedicar a mostrar que consegue desenvolver bem uma venda, por exemplo, é essencial.

Redes sociais também contam: não é só para vagas efetivas que departamentos de RH costumam analisar as redes sociais das pessoas. Ter um perfil que não agrida as pessoas, às marcas, também é importante. Uma loja não vai contratar quem acabou de difamá-la na internet, ou mesmo fez um comentário preconceituoso ou de ódio.

Atenção: olhos atentos são sempre uteis. Andamos o tempo todo por comércios, dos mais simples de bairro até os mais famosos em shoppings. Essa época é fértil. Ficar atento a anúncios de vagas nas portas ajuda a expandir os horizontes de onde deixar currículos conforme se anda pela cidade.

Fernanda Andrade é gerente de R&S, na NVH Talentos Humanos.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/empregos-de-fim-de-ano-sete-dicas-para-aproveitar-a-epoca-e-conquistar-uma-vaga/121755/

06dez/18

Qual será o seu legado?

Conhecer o legado pessoal significa medir nosso impacto além do dinheiro, emprego ou autoridade

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Ele era um executivo de alto nível em uma multinacional do ramo de alimentos, e sua coach fez um inquérito desafiador. Sua pergunta era: “qual será o seu legado?”.

É uma conversa que a Dra. Cherre Torok, uma coach executiva com clientela global, teve com todos os CEOs e presidentes com quem trabalha – “cerca de 90% do tempo”, disse-me.

Ela trabalha com executivos de alto nível, capazes de alterar o DNA de uma companhia. Mas qualquer um de nós, em qualquer nível, pode se fazer essa pergunta, não importa o tamanho da nossa esfera de influência.

Como me disse Dalai Lama quando eu estava escrevendo A force for good: the Dalai Lama’s vision for our world (sem edição em português), a ladainha das tragédias que escutamos com frequência todos os dias se resume a “ausência de ética”. E quando se trata de nosso legado pessoal, é o nosso senso de significado e propósito que forma não apenas nosso valor e como nos comportamos, mas também o que vamos deixar para trás.

Se uma criança de seis anos te perguntar o que você faz, sua resposta seria simples, porém autêntica. “Aquela ingenuidade é o que procuramos em qualquer nível”, diz Torok.

Para se manter em contato com seus princípios, ela sugere que você se pergunte uma série de questões. Você pode começar com uma resposta honesta para a seguinte pergunta: o que você diz corresponde ao que você acredita? Você age de acordo com seus valores?

Outra maneira de pensar sobre isso: o que você faz além da descrição do trabalho que demonstram esses valores? Conhecer o legado pessoal significa medir nosso impacto além do dinheiro, emprego ou autoridade.

Para um diálogo interno mais sistemático, considere as seguintes questões:

Por que? Qual é o senso de propósito, valores ou significado que te move?

O que? Dados o seu papel e recursos, como você poderia implementá-los?

Como? Você tem a inteligência emocional necessária para ser efetivo? Você está consciente de como suas palavras e sinais, como tom da voz, impactam as pessoas?

Quem? Quais interessados ou aliados você pode convencer ou mobilizar?

A última questão sempre ocorre com CEOs preocupados com seus próprios legados – e como mantê-lo depois que se forem. Quanto mais alto você subir na organização, maior a questão do legado. Isso por uma razão: seu rastro de influência é maior. Conforme descoberta de Torok, com CEOs, a discussão geralmente se torna apenas sobre a companhia, mas é essencial saber como podem contribuir com o mundo em geral.

Quanto ao executivo do ramo de alimentos, o inquérito acerca do legado fez com que a companhia passasse a investir mais em pesquisa e desenvolvimento para que os alimentos produzidos fossem mais saudáveis. E também outra contribuição para o DNA da companhia: a despeito do corte de custos, ele encontrou maneiras de cobrir o déficit sem demitir as pessoas.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/qual-sera-o-seu-legado/108521/