Principais ferramentas de gestão empresarial e seu negócio

As Principais Ferramentas de Gestão Empresarial aumentam a eficiência, identifica concorrentes e permite conhecer melhor seus clientes

Desde que Frederick Taylor lançou a administração científica, muitas estratégias para melhorar resultados e entender o mercado surgiram.

As Principais Ferramentas da Gestão Empresarial estão fundamentadas em Taylor e seus princípios:

– Estude um processo ou tarefa

– Identifique os desperdícios e suas causas

– Proponha um processo mais eficiente

– Implante

Dentre as Principais Ferramentas de Gestão Empresarial estão:

SWOT

Não é exagero dizer que a Análise SWOT é uma das mais conhecidas e Principais Ferramentas de Gestão Empresarial.

Ela tem como objetivo auxiliar e aprimorar o planejamento estratégico empresarial ou em qualquer outro tipo de projeto.

Criadores: Kenneth Andrews e Roland Christensen, professores de Stanford, EUA.

Ano: Décadas 60 e 70

SWOT:

Strengths (forças)

Weaknesses (fraquezas)

Opportunities (oportunidades)

Threats (ameaças)

No Brasil conhecida como FOFA:

Forças;

Oportunidades;

Fraquezas

Ameaças.

A análise SWOT é dividida em ambiente externo e interno. Essa separação busca a otimização e maior eficiência no mercado.

Ambiente Interno:

Pontos Fortes (Strengths) e Fracos (Weaknesses)

O que uma organização tem de pior e de melhor?

É necessário fazer friamente uma análise fria dessas características e analisa-las isoladamente.

Exemplos de Pontos Fortes:

• Diferenciais

• Recursos

• Vantagens competitivas

• Comunicação com seus públicos

• Localização

• Logística

Exemplo de Pontos Fracos:

• Desconhecimento do grau de satisfação dos funcionários

• O orçamento não é bem dividido

• Não investe em tecnologia

• Matéria prima ruim ou perecível

• Logística pouco eficiente

• Não tem plano de comunicação ou marketing

Ambiente Externo:

Ameaças (Threats) e Oportunidades (Opportunities)

A organização realmente conhece seu público externo e as mudanças que tem ocorrido no mercado?

Um planejamento estratégico bem elaborado precisa ter conhecimento do ambiente externo e enfrentar a realidade, por mais desagradável que ela possa parecer.

Exemplo de Ameaças:

• Desaceleração econômica

• Qualidade da concorrência

• Campanhas da concorrência

• Pontos de venda e representantes

• Progresso ou Estagnação da empresa

• Falta de comunicação integrada

Exemplo de Oportunidades:

• Uso estratégico de redes sociais emergentes como Whatsapp, Pinterest…

• Pesquisa de Novos Mercados e Tendências

• Alteração na política econômica do governo

• Acesso a uma nova tecnologia

• Lançamento de um produto complementar ao de sua empresa

• Parceria com a concorrência

Munida dessas informações a empresa consegue fazer uma análise do momento atual e futuro, observar melhor a concorrência e elaborar um plano de ação.

Matriz BCG

Técnica para seleção de estratégias, que se baseia no estudo de participação no mercado, é a análise do portfólio de produtos.

Ponto central: Matriz de crescimento e participação

Classifica as unidades de negócios ou produtos de acordo com sua participação no mercado e a taxa de crescimento de mercado em que atuam.

Criador: Bruce Handerson para a empresa americana de consultoria BCG (Boston Consulting Group)

Ano: 1970

Retrata 4 fontes de lucros ou resultados:

Estrela (stars)

• Negócios com participação elevada no mercado

• Altas taxas de crescimento

• Alto potencial de lucratividade

• Unidades de negócios ou produtos ganhadores de dinheiro

Pontos de Interrogação (question marks)

• Negócios com participação pequena no mercado

• Altas taxas de crescimento

• Pontos de interrogação, precisam de muito investimento

• Retorno incerto

Vacas leiteiras (cash cowns)

• Negócios com alta participação de mercados estabilizados

• Pequenas taxas de crescimento

• Ganham dinheiro e produzem naturalmente (vacas leiteiras)

• Não precisam de grandes investimentos

Vira-latas (dogs) ou abacaxis (pineapple)

• Pequena participação de mercado

• Pequeno crescimento

• Precisam de dinheiro e não produzem o suficiente

• Não possui boa oportunidade de investimento

Muitos produtos e negócios têm um ciclo de vida que passa pelos 4 quadrantes da matriz: começam como pontos de interrogação e tornam-se estrelas.

À medida que surgem novos concorrentes, transformam-se em vacas leiteiras e, posteriormente, em vira-latas.

A matriz BCG é uma das Principais Ferramentas de Gestão Empresarial, quando a empresa precisa administrar carteira de produtos e negócios.

Com base nessa classificação, a empresa pode analisar o desempenho de seus produtos, para planejar uma estratégia.

Matriz de Ansoff

A matriz Ansoff diz respeito aos riscos potenciais para a elaboração de um plano mais adequado para:

• Desenvolvimento de um produto

• Abertura de novos mercados

Criador: Harry Igor Ansoff publicado como “Strategies for Diversification” para Harvard Business Review.

Ano: 1957

Maneira rápida e simples de pensar sobre os riscos de crescimento.

Essa ferramenta divide-se em 4 segmentos:

Penetração de Mercado – Expansão de vendas segura de um produto conhecido em um mercado já existente.

Desenvolvimento de Produtos – Introduzir um novo produto em um mercado já existente.

Desenvolvimento de Mercado – Colocar um produto existente em um mercado novo.

O desafio é identificar um novo uso para o produto ou benefício.

Diversificação – Insere de maneira arriscada, um produto novo e não comprovado em um mercado inexplorado e desconhecido.

Basicamente Ansoff descreve 4 caminhos possíveis para o crescimento que variam em riscos.

E, para cada risco é necessário pensar num plano de contingência e fazer a melhor escolha para a organização.

O método ajuda encontrar novas maneiras de aumentar lucros e alcançar novos clientes.

CANVAS

É uma das Principais Ferramentas de Gestão Empresarial dos últimos anos.

Desenvolve modelos de negócios novos ou existentes.

Descreve o funcionamento de uma empresa em todas as áreas de atuação e seu desenvolvimento.

Compartilha e captura valores de produtos e serviços através de canais e fluxos de informação para um determinado objetivo.

Criador: Alexander Osterwalder

Ano: 2010

O Business Model Canvas é um quadro de modelo de negócios separados em 9 segmentos:

Proposta de valor (Value Propositions) – o que a empresa tem a oferecer para o mercado e se terá valor aos clientes

Segmento de clientes (Customer Segment) – tipos de clientes ou de público que serão o foco da empresa

Os canais (Channels) – como o cliente compra e recebe o produto.

Relacionamento com o cliente (Customer Relationships) – como a empresa se relaciona com cada segmento de cliente.

Atividade chave (Key Activities) – atividades essenciais para a entrega da proposta de valor

Recursos Principais (Key Resources) – recursos imprescindíveis para a realização de atividades chave.

Parceiros Chaves (Key Partners) – atividades chaves terceirizadas com recursos externos

Fonte de Receita (Revenue Streams) – representa o quanto os clientes estarão dispostos a pagar pela proposta de valor oferecida formas de pagamento, prazos…

Estrutura de Custos (Cost Structure) – todos os custos necessários para que a produção e manutenção da estrutura funcionem.

A ferramenta Canvas coloca esses nove tópicos de maneira lógica e integrada, criando, capturando e entregando valores.

É simples de ser construída, mas não quer dizer que a elaboração de um modelo de negócios seja fácil.

Ele não substitui um Plano de Negócios, porque em toda gestão estão envolvidos pesquisa e análise, mediante dados coletados.

Já o Canvas é mais focado nas tomadas de decisões rápidas de uma empresa.

Princípio de PARETO 80/20

É uma técnica que permite selecionar:

• Prioridades quando se enfrenta grande número de problemas

• Localizar as causas mais importantes que geraram o problema

80% dos resultados são produzidos por 20% das causas

Criador: Vilfredo Pareto

Ano: 1892, Universidade de Lausane

A maior quantidade de ocorrências ou efeitos depende de uma quantidade pequena de causas.

A empresa deve levantar as causas de uma única ocorrência e contar quantas vezes cada causa ocorre.

Ex: Por que os clientes reclamam de nossos serviços?

E, em seguida classificar em categorias, como:

– Demora no atendimento

– Falta de atenção

– Solução incorreta

E a causas mais numerosas seriam então a prioridade.

Como estabelecer prioridades:

– Definir as ações (metas) e estabeleça uma data (prazo) para realizá-las;

– Saber exatamente do que cada área é responsável;

– Conhecer a capacidade da equipe;

– Conseguir delegar;

– Analisar o rendimento de cada departamento e fazer ajustes.

Os valores de uma empresa estão relacionados diretamente com a realização de seus objetivos. É o ponto de partida para a tomada de decisão.

Basicamente: Focar em ações que irão gerar resultados.

5 forças de Porter:

O modelo das cinco forças de Porter permite analisar o ambiente competitivo e o seu posicionamento diante dos concorrentes.

Criador: Michael Porter, “As 5 forças competitivas que moldam e estratégia”, publicado em Harvard Business Review

Ano: 1979

Esses 5 fatores não mudam como intervenções do governo ou avanço tecnológico, sempre irão existir.

Elas determinam a posição de qualquer empresa em relação ao mercado.

1- Rivalidade entre concorrentes:

• Conhecer concorrentes diretos

• Marcas consolidadas e admiradas e o por quê?

• Vantagens competitivas dos concorrentes

2- Poder de barganha dos clientes:

• Muitas opções semelhantes, fazem baixar os preços

• Instigam o aumento da qualidade e diferenciais

• Estimulam a renovação

3- Poder de barganha dos fornecedores:

• Dependência de preços, prazos e qualidade

• Não depender de um único fornecedor

• Verificar exclusividade com a empresa

4- Ameaça de novos concorrentes:

• Preocupação com patentes

• Fortalecer a marca

• Contratos revistos

5- Ameaça de novos produtos

• Conhecer bem seu público

• Criar vantagens e promoções

• Agregar valor social a marca

As 5 forças de Porter colaboram para que as empresas percebam a complexidade do mercado, concorrentes e busquem o seu diferencial.

Essas foram as Principais Ferramentas de Gestão Empresarial e as mais conhecidas do mercado.

Algumas muitas semelhantes e outras nem tanto. Porém, todas compartilham de um objetivo em comum:

Colaborar com as organizações visando aumentar sua eficiência.

fonte: https://administradores.com.br/artigos/principais-ferramentas-de-gest%C3%A3o-empresarial-e-seu-neg%C3%B3cio