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05ago/20

Gestão de pessoas não é conversa, é ciência

Minha curiosidade pela gestão de pessoas rendeu um artigo com algumas das considerações sobre o tema, inclusive em tempos de covid-19. Acesse e compartilhe suas visões sobre essa área vasta e necessária.

Sou um curioso da gestão de pessoas. Ao longo desses anos como gestor, aprendi muito com os profissionais espetaculares de recursos humanos com quem tive a grande honra de trabalhar. Reconheço que muitas das conquistas de resultados e transformações que alcancei em minha carreira até aqui são porque consegui ter em prática um modelo prático e humano de gestão de pessoas, graças ao talento desses excelentes profissionais de recursos humanos que me acompanharam. E, com eles, a principal lição que aprendi é que gestão de pessoas não é conversa, é ciência. E não é por acaso que vemos líderes de diferentes áreas assumindo essa tarefa, inclusive engenheiros (justamente a minha origem acadêmica, por sinal).

Para mim, não existe gestão de pessoas sem foco em resultados. Se a princípio isso parece duro, devolvo a bola para você, caro leitor. Na gestão de pessoas, o indivíduo é o centro, certo? E tem resultado mais valioso do que o desenvolvimento individual, combinado com o desempenho coletivo?! Sem desempenho, não há como uma pessoa evoluir em sua vida profissional.

Ciência tem uma base empírica, correto? Logo, ela necessita de dados para definir o que está funcionando e o que precisa ser alterado. Cada vez mais, o dia a dia da gestão de pessoas tem se baseado em modelos de dados e informações concretas, e menos em opiniões e sentimentos.

Digitalização e inovação

A digitalização e a inovação também ajudam nesse sentido. Seja, por exemplo, com ferramentas robôs que ajudam em busca de perfis para seleção de pessoas, com inteligência artificial para cada vez mais alinhar o fit com a empresa, seja por meio de modelos de dados de gestão preditiva de comportamentos por meio das competências, para poder melhor posicionar cada talento nos cenários de desafio da empresa.

Como esses, são muitos os upgrades tecnológicos que os profissionais de recursos humanos têm utilizado para ajudar a guiar a gestão de pessoas de forma menos empírica e mais pragmática.

Porém, como estamos falando de ciência, precisamos de muito estudo e prática até chegar num cenário “ideal”. Alinhar expectativa de liderados é uma tarefa árdua, realmente. Não por acaso, a visão que temos de nós, gestores, nem sempre é compartilhada pelos colaboradores.

Um levantamento da consultoria de gestão Muttare identificou que, enquanto 35,1% dos líderes se veem como um coach capaz de orientar para o desenvolvimento, 19,9% dos empregados não acham o mesmo. Há uma brecha de intenção aqui, mas acredito que a principal falha esteja na comunicação, no alinhamento de expectativas e na confiança mútua.

Pessoas querem se sentir únicas, mesmo em equipes

Sei que alguns gestores não têm afinidade com essa função. Mas acontece que, com o desenvolvimento profissional, esses profissionais caminham para uma posição que exige habilidade de liderança e gestão de pessoas. E ambos podem ser aprendidos.

Desde muito jovem, tive a oportunidade e o desafio de liderar pessoas. Aos 23 anos, assumi meu primeiro cargo num nível de direção em uma empresa de médio porte, com uma equipe de cerca de 70 colaboradores.

Era a primeira vez que gerenciava um time daquele porte, e vendo aquelas pessoas trabalhando e produzindo, me veio uma grande dúvida: como liderar para tirar o melhor de cada um? Como fazer com que elas entreguem o melhor desempenho, com resultados que nem mesmo acreditavam que conseguiriam?

Com humildade, resolvi buscar exemplos e modelos para gerenciar melhor o time, já que eu via que podia fazer melhor. Foi essa curiosidade que me fez começar e nunca mais parar de estudar sobre as técnicas de gestão de pessoas. Sou um admirador dos profissionais dessa área, mas não sou técnico, então, não cabe a mim falar de ferramentas, nem deixar um “como fazer”, mas vou continuar abordando minha visão e meus aprendizados como líder.

Objetivos como foco na gestão de pessoas

O raciocínio que tem me guiado ao longo desses anos é que todos nós temos propósitos de vida que incluem questões pessoais e profissionais. E, como líder, vale alinhar esses propósitos proporcionais com os da equipe. Simples, mas na prática é desafiador.

Quando nos aliamos a uma empresa e aceitamos fazer parte de um objetivo, alcançá-lo de forma individual e coletiva deve ser importante para a nossa evolução profissional. É por isso que acredito na criação de sistemas de gestão de pessoas focados no resultado delas e, consequentemente, da empresa. Isso, para mim, é fundamental para alinhamento da parte prática do propósito.

Pessoas inteligentes e competentes gostam e precisam ser desafiadas e fazer parte de um coletivo que seja eficiente. Em minha experiência executiva, a criação de sistemas focados e desafiadores para todos, em equipes de alto desempenho, é um ponto importante para a retenção de pessoas diferenciadas. Indivíduos competentes querem alcançar resultados competentes com líderes que os fazem ser melhores a cada dia.

O líder deve assumir um papel de dar o norte, de motivar justamente por esse propósito, criar tração e energia para que as pessoas queiram fazer. A entrega tem total relação com o compromisso com resultados, com as metas e, claro, com a soma do ambiente e da confiança transmitida e oferecida por líderes.

Compreensão da profundidade dos negócios

A curiosidade da gestão de pessoas envolve também uma compreensão profunda sobre o negócio e como o fator humano se direciona aos resultados dele. Nessa hora, percebo como turva a visão única de que colaboradores são custos, uma vez que, se alinhados aos propósitos da empresa, são ativos que geram lucratividade.

Como em cada célula da empresa o fator humano afeta a lucratividade da empresa? Como as pessoas podem contribuir mais? Para ser efetiva a gestão de pessoas, é necessário combinar o conhecimento do negócio com a expertise dos colaboradores e suas competências.

É preciso considerar que, se gerenciados de forma proativa, levarão a um maior resultado. Bons profissionais de recursos humanos aportam valor ao corretamente definir e otimizar fatores humanos mais relevantes nos direcionadores de resultados das empresas.

Gestão de pessoas em tempos de covid-19

A função do líder também precisa ser debatida dentro de um contexto em que a gestão de pessoas passa pelo remoto, como consequência da pandemia de covid-19.

São muitas transformações em pouco tempo, e o gestor precisa ter habilidade para dar acolhimento, atenção, tranquilidade e, por outro lado, conseguir que as equipes realizem o necessário, em condições completamente diferentes.

Sentimentos de medo e incerteza, além das restrições de circulação, e mil desafios ao líder, merecem um artigo à parte, e compartilho aqui o que escrevi sobre desafios de liderança.

Gestão de pessoas dentro das muitas transformações

No cenário atual, vale mencionar alguns dos papéis do gestor. O primeiro seria a adequação do ambiente físico, isto é, de ajudar nas adaptações das instalações de trabalho (em casos que não comportam trabalho remoto). Não basta colocar um vidro de álcool em gel na recepção. É preciso avaliar, de forma real, a organização do espaço, de cada estação de trabalho, das distâncias, dos processos, dos fluxos, de forma a garantir que a performance seja fluida e segura.

Por outro lado, entra em cena a gestão de equipes em trabalho remoto. Temos ferramentas digitais que permitem isso, mas adaptação é uma palavra de honra. Não podemos presumir que todos os colaboradores dominam toda e qualquer plataforma. É necessário prestar as devidas formações e gerenciar para garantir um ambiente digital saudável e produtivo.

As pessoas sentem falta do contato, da conversa, da interação. E, como falei acima, cada um quer ser tratado como único, ainda que seja em equipe. Nesse momento, a gestão de pessoas é fundamental e pode orientar os gestores sobre boas práticas para esses encontros. Gestores precisam ser inclusivos, tomar um cuidado extra que todos participem, por exemplo evitando fazer somente perguntas abertas a todos.

Mas o líder que entra numa sala virtual com 30 pessoas e acredita que está tudo bem porque ninguém falou o contrário, está fazendo seu papel pela metade. Manter os encontros 1 a 1, a preocupação genuína, ainda mais nesse momento de apreensão, é primordial para o bem-estar e o desempenho do colaborador.

São muitas tensões e novos sentimentos que surgem com a pandemia. O outro ponto que merece destaque na gestão de pessoas é a preocupação com a saúde mental dos profissionais, pois está claro que a empresa invadiu a vida particular de todos quase por 24 horas. O sentimento de sobrecarga e fadiga mental é grande.

Necessitamos mesma dessa reunião? As pessoas estão conseguindo desligar, desconectar, descansar quando preciso? São novos cuidados nessa nova realidade.

Comunicação e confiança são primordiais

O contato próximo entre líderes e liderados precisa ser uma relação de confiança, algo que só é obtido por meio da comunicação, essa mesmo que eu disse logo acima. Essa compreensão, essa empatia tão poderosa permitida pelas reuniões individuais.

A gestão de pessoas está sempre ligada à comunicação, hoje especialmente. Com essa ferramenta, podemos trabalhar a agilidade, a transparência e a horizontalidade na comunicação corporativa.

E, assim, posso falar sobre a difícil tarefa que é tomar decisões quando o fator humano está envolvido. O papel do líder passa pela tomada de decisões duras, que precisam ser mais objetivas, e menos opinativas. Isso é, quando falamos de embasar escolhas empresariais, não podemos pensar somente em opiniões e achismos. Precisamos de dados e, claro, dos resultados.

Percebo que hoje, cada vez mais, as empresas e os líderes têm repensado o papel na sociedade, com visões de como podem contribuir, no curto e/ou no longo prazo, com pequenas ações ou grandes transformações. Como estamos e estaremos em transformação constante, a gestão de pessoas é uma das principais ferramentas para essa suportar aos líderes nessa transformação.

05ago/20

Como se manter competitivo no mercado?

Se manter no mercado competitivo é um grande desafio para as empresas em tempos de crise. Porém, é possível e muitas delas conseguem ainda se destacar mediante a escassez da demanda no seu segmento

Na verdade, não existe uma fórmula mágica para isso. Mas podemos dizer que há estratégias que permitem a sobrevivência no mundo dos negócios. Abaixo, confira algumas dicas para que você possa dar uma reviravolta na situação e manter o seu negócio competitivo!

Estude o mercado

Você não pode desviar as atenções das tendências do mercado e também da concorrência. Fique atento a tudo o que está sendo feito e busque um direcionamento para a sua empresa.

Em um mundo tão tecnológico as coisas mudam a todo momento, portanto, se você ainda quer fazer parte desse cenário, precisa analisar mudanças de rumo para sua empresa.

Não seja mais aquele profissional generalista, foque uma visão mais centrada no seu negócio para melhorar a receptividade do mercado.

Busque a diferenciação

Olhe ao seu redor e perceba que muitas empresas se mantêm competitivas no mercado usando a criatividade.

Para que seu negócio se destaque, é preciso se diferenciar da concorrência. Você pode começar agregando valor para o seu serviço ou produto que vende, com isso, já pode ir pontuando o que tem de melhor com relação aos outros.

Entenda que você pode vender bananas, mas mesmo assim, pode ser diferente da concorrência. Existem diversas formas de fazer isso, por exemplo:

  • Apostando em uma ou nas diversas variedades de bananas
  • Educar o público com o teor nutricional delas
  • Realizar entregas
  • Investir em uma embalagem diferente

Ou seja, são detalhes que podem fazer a diferença no seu negócio, seja ele qual for.

Tenha uma política voltada para o cliente

Quando uma empresa ouve o mercado através do seu cliente e cria estratégias para ver a sua satisfação, certamente ela conseguirá vencer e se destacar da concorrência.

É fundamental mudar a ideia de que o objetivo da empresa é ” só vender ou prestar um serviço”, mas sim, ter em mente que ele precisa ” entregar o que cliente está buscando”.

Com a satisfação do cliente, é certo que ele voltará, com isso, é possível construir um negócio lucrativo.

Em linhas gerais, é preciso vender mais do que um produto ou serviço, mas sim, proporcionar experiências positivas para quem fechar um negócio com sua empresa.

Foque suas energias no negócio

Você precisa analisar todos os procedimentos internos da sua empresa com o objetivo de detectar o que pode ser melhorado.

Não perca de vista e principalmente, busque entender o que os clientes querem, afinal, são eles que ditam as regras.

Invista tempo na compreensão do mercado, esses esforços certamente farão toda a diferença na hora de criar estratégias para conquistar clientes.

Viabilize novos métodos de gerenciamento para conseguir acompanhar relatórios com informações reais e que realmente te ajudem na tomada de decisão.

Invista em Marketing

Depois de todo o trabalho para gerenciar a sua empresa de melhor forma, é preciso divulgar isso. Seja presente em redes sociais, envie email e forneça informações relevantes sobre seus produtos e serviços para os potenciais clientes.

Jamais deixe a marca da sua empresa ser esquecida, você precisa marcar território e seu cliente deve ter em mente que seu negócio está lá quando ele precisar.

É preciso lembrar que para ser competitivo no mercado é necessário ter em uma gestão empresarial eficiente. Desse modo, cada passo dado será baseado em fundamentos que visam levar a empresa frente ao seu objetivo.

05ago/20

O Papel do RH na Crise

Webinar ICEO Series realizado pela Consultoria Global LHH

Na próxima quarta-feira, 8/07, acontece mais uma edição do ICEO Series, webinars gratuitos que contam com a participação de grandes líderes brasileiros, criado pela Consultoria Global LHH com o objetivo de discutir os rumos da liderança nesse período de pandemia. Dessa vez, para falar sobre o papel do RH na crise e no pós-crise, as participantes serão Claudia Perrone, Diretora de RH na Black & Decker, Luciana Domagala, Diretora de Pessoas e Organização na Ipiranga e a mediação será feita por Irene Azevedoh, ICEO Practice Leader na LHH. Os interessados podem se inscrever no link: https://bit.ly/2ZyNA73 .

04ago/20

‘Administração é para Administrador?’

O destino profissional do bacharel em Administração.

Quando se conclui a faculdade, a expectativa por novas oportunidades é alta. Pra quem tem boas condições financeiras, ainda dá pra esperar, mas em algumas situações (como a minha na época), não há a menor condição. Todas as outras contas esperavam a conclusão da faculdade pra serem pagas, porquê embora consegui alguns estágios, eram no serviço público ou na área Comercial (que eu sou totalmente pacata). O salário dava somente pra pagar a mensalidade. Além disso, não haviam recursos pra aquisição dos materiais exigidos pelos professores. Mas isso não vem ao caso.

Quando se termina, o anseio é de entrar no Mercado de Trabalho e crescer logo. Não é de se esperar menos de uma geração acostumada ao imeatismo, da ‘era da ansiedade’…

Mesmo assim, não é um erro se querer resultado de tantos investimentos em curto prazo. Além da ‘era da ansiedade’, essa também é uma era de muitas diferenças sociais, embora mais camufladas do que antigamente. Todos queremos estar ‘em pé de igualdade’, poder possuir o nosso próprio dinheiro, carro, casa… Queremos poder viajar, investir em novos conhecimentos… São coisas simples, mas que não acontecem sem dinheiro.

Frequentemente me deparo com uma profissional excelente. É formada há mais de 10 anos e ainda espera pela oportunidade dos sonhos. E acredite! A oportunidade dos sonhos pra ela, pode ser apenas uma Vaga de Auxiliar Administrativo, com tendências ao setor trabalho financeiro. Ela iniciou sua vida profissional estagiando no Faturamento de um hospital que entrou em falência. Trabalhou em outro hospital que trocou a Diretoria e a demitiu. E desde então, as oportunidades que surgem são lanhadas da vida, por se tratar de uma pessoa muito analítica, centrada e séria (de aspecto). Trata-se de uma pessoal séria, tanto no aspecto físico o quanto no exercício da sua função. Mas quem contrata alguém por análise do seu perfil?

Além disso, as oportunidades da área Administrativa normalmente não são somente para pessoas da área Administrativa. Sempre me intriguei com isso… Se eu, sem nenhum curso específico, quiser iniciar atividades de atendimento Psicológico, adquirir um consultório e exercer essa profissão, certamente sofrerei as penalidades previstas para os fraudatários. Agora, se sem um curso específico, eu quiser exercer atividades de um Administrador de Empresas, eu posso.

Da mesma forma, não posso chegar perante um tribunal e defender uma pessoa. Existe um profissional preparado pra isso, graduado única e exclusivamente em Direito.

Não posso fazer auditoria. Só alguém formado em Contabilidade.

Não posso desenhar ou arquitetar um projeto. É tarefa para o Arquiteto ou Engenheiro.

Não posso fazer uma cirurgia. Tarefa exclusiva do Médico Cirurgião.

Enfim, essa lista é imensa.

Todos esses profissionais são cotados para administrarem empresas. Seria esse o motivo de as Empresas terem a média de sobrevivência tão baixa?

Na hora da entrevista ou Concurso da área Administrativa, a concorrência é com o nível médio, o Psicólogo, o bacharel em Direito, o Contador, o Arquiteto ou Engenheiro, o Médico… Isso não é injusto com o graduado em Administração?

Todos têm mesmo que apresentar uma performance extraordinária na entrevista pra conseguir se sobressair na área em que lutou, pagou, investiu 4 anos de estudo e concluiu?

Assim, só sobram as oportunidades comerciais, que, acreditem: NÃO SÃO TODAS AS PESSOAS QUE TÊM ESSE PERFIL!!!

Então, quanto àquela profissional mencionada lá em cima, depois de ser muito julgada por “não querer trabalhar, pois quem quer trabalhar aceita qualquer oportunidade”, (e ela dispensava vendas), recebeu uma oportunidade dos sonhos e a abraçou. Alguém, mesmo em dúvida de que seria uma boa profissional por causa da sua seriedade, decidiu arriscar. Até porquê, ele disse que pensava: o setor financeiro precisa de silêncio para que as atividades possam ser bem exercidas. E não deu em outra coisa! Após um tempo da contratação, ele se dizia arrependido por não tê-la contratado antes. Excelente profissional!

Mas… O contrato predominante da empresa era temporário. À medida em que a empresa perdeu o contrato, teve que demitir os funcionários. Não deu em outra coisa: 2 anos de trabalho e fim do contrato.

Novamente em busca de oportunidades, ela enfrentou várias entrevistas, se vendo perder pra pessoas ‘mais espertas’, que falsificavam dados nos Currículos, sabiam sorrir na hora necessária e de fácil comunicação. Poderiam não ser as melhores alternativas para o setor, mas conseguiam e seguiam. Na falta de oportunidade e sobra de competência, essa profissional, que até agora não pôde adquirir a sua própria casa, possui somente o seu veículo, resultado dos anos alternados que conseguiu de trabalho, começou a estudar pra Concursos e, logo de início, foi aprovada pra uma oportunidade de Coordenadora, em 4° lugar. Nesse momento, aguarda convocação. Não era falta de competência. Era falta de oportunidade!

Agora, eu me pergunto: quantos profissionais desses não existem espalhados por aí? Quantas pessoas tiveram que se contentar em uma vaga que não se sente satisfeito por não receber a oportunidade adequada no Mercado de Trabalho? Quais são os critérios pra que se seja recrutador atualmente?

Bom… Ficam aí as colocações de uma pessoa da vida real pra que se reflita.

04ago/20

Na volta ao trabalho, não voltaremos a ser como éramos antes (ainda bem!)

Em vez de recuar, é hora de avançar; em vez de um ‘novo normal’, é hora de abraçar a onda de mudança e, simplesmente, assumir a parte que nos cabe

Quando a pandemia se instalou de vez e entendi que o futuro era absolutamente incerto, adotei a mesma estratégia que a maioria dos empresários que conheço: fui rever as contas da minha empresa para saber quais despesas poderiam ser reduzidas ou cortadas para me prevenir contra uma eventual crise financeira.

Como resultado, acabei tomando uma decisão com a qual já flertava há algum tempo; decidi que estava na hora de dissolver a minha sede e colocar toda a minha equipe em regime de home office. Como eu, tantos outros foram pelo mesmo caminho.

Os bancos, por exemplo, decidiram que uma boa parte de seus funcionários vão continuar neste esquema de trabalho mesmo após a pandemia, como mostra essa matéria; empresas grandes, como Google, Facebook e Twitter, vão deixar os funcionários decidirem como preferem trabalhar.

Na prática, para a surpresa de muita gente que não acreditava nessa possibilidade, trabalhar de casa se mostrou uma realidade possível, viável e, em muitos casos, bastante eficaz (segundo uma pesquisa, 80% dos gestores do país hoje aprovam o trabalho remoto).

Trago esses dados à tona para dizer que a forma como trabalhamos e, também, o nosso entendimento do que é trabalho foram duas das inúmeras realidades profundamente alteradas pelo avanço do coronavírus. Mas há tanto mais que essa pandemia mudou irrevogavelmente!

Sim, há muita, muita coisa que não vai mais voltar. Pelo menos, não como era antes. Minha equipe e eu somos exemplo: nós não vamos voltar ‘ao normal’, porque simbolicamente aquela estrutura física que ocupávamos antes já nem existe mais; mas isso não quer dizer nada, somente que nos transformamos, que abraçamos a mudança em curso. E que, portanto, mais do que não voltar, a nossa decisão é avançar.

Autoliderança como caminho

O que quero dizer é que, apesar da perspectiva de voltar no tempo parecer algo reconfortante para muitos, não temos como fingir que nada aconteceu e simplesmente entrar numa cápsula do tempo. Felizmente para uns, infelizmente para outros, retornar ao passado não será possível! Mas a questão principal que quero colocar aqui é: como vamos construir uma nova realidade depois de transformações tão profundas? E quem comandará essa reconstrução?

Mesmo que você volte para o lugar físico do seu trabalho, ele já não será o mesmo, assim como o seu colega ou o seu chefe não serão mais como eram antigamente. Mas isso também vale para as nossas vidas pessoais e, inclusive, para a forma como gerenciamos as nossas próprias emoções e comportamentos. Tudo isso também mudou.

Ainda que a vida passe sempre como um rio, como já dizia um velho provérbio, as transformações foram enormes e teremos todos de nos ajustar em um ou outro aspecto. Por isso, mais uma vez, reitero a importância do autoconhecimento para a autoliderança: somente se olharmos para dentro e aceitarmos a onda de mudança é que poderemos sair do apego ao passado para empreender, avançar na construção de um futuro diferente.

Isso é liderar a si mesmo. É aceitar que o que passou não volta; aceitar que não há normalidade possível depois de tantas vidas que se perderam (aliás, mesmo antes disso, o conceito de ‘normal’ sempre me pareceu bastante inapropriado, mas isso é papo para outro dia); aceitar, sim, que teremos medo do desconhecido e que ainda não sabemos como vamos fazer, o que vamos fazer ou quais mudanças acontecerão naturalmente e independentemente da nossa vontade.

Aceitação é uma parte essencial da autoliderança porque me permite olhar para os eventos e para mim mesma com neutralidade e tranquilidade. E aí sim, com base nisso, decidir quais rumos posso tomar, quais decisões são realmente possíveis e aonde vislumbro chegar a partir dessas escolhas. Essa é a parte que me cabe.

Tempo de inovação, mas só se houver espaço

Não está nas minhas mãos, nem na de ninguém construir um ‘novo normal’, mas, sim, tomar decisões que resultem num novo futuro, onde teremos efetivamente aprendido com o que deu errado e nos permitido fazer diferente em prol da inovação.

Aliás, para finalizar, acredito que este é um dos tempos mais propícios para a inovação em toda a história da humanidade. Mas isso só se dará concretamente se, reitero, pararmos de desejar a volta da normalidade para empreendermos em direção a novas tentativas e erros, a novos aprendizados e novas soluções criativas, pensadas e implantadas por pessoas emocionalmente inteligentes – capazes de assumir as próprias falhas e de dizer: se este jeito não deu certo, qual outro é possível?

A pandemia veio nos mostrar que o jeito como estávamos vivendo não deu certo (ou, pelo menos, parou de funcionar). Então, eu pergunto: para você, na sua vida, nas suas competências, qual outro jeito é possível? Fazer isso diferente é tudo que lhe cabe e, pode ter certeza, fará imensa diferença.

07jul/20

UNIVERSIDADE NOS EUA OFERECE MESTRADO EM COMPLIANCE COM AULAS VIA INTERNET

Brasileiros podem conquistar título americano de Master of Science in Compliance da Ambra University

Em um mercado acirrado no qual se busca por profissionais mais atualizados quando se trata de conhecimento, um diploma de mestrado faz toda a diferença tanto no currículo quanto na formação teórica para atuação profissional em alto nível. Para quem já está no mercado, no entanto, muitas vezes, o processo de assistir a aulas presenciais, com horários fixos e necessidade de deslocamentos, mostra-se inviável na rotina. Por isso, instituições com programas de mestrado 100% via internet têm conquistado cada vez mais alunos que precisam ou preferem liberdade de tempo e espaço para estudos.

É o caso da Ambra University, instituição de ensino em Orlando, na Flórida, que oferece um mestrado em Compliance com aulas pela internet, conferindo ainda, ao profissional, um diploma de universidade credenciada nos Estados Unidos da América.

Voltado para profissionais de administração, contabilidade, engenharia, auditoria, direito que queiram ingressar de forma diferenciada na área do Compliance, o programa da Ambra confere o título americano de Master of Science in Compliance.

AULAS, SEMINÁRIOS E CAP METHOD®

mestrado em Compliance da Ambra University tem aulas em português e confere um título de mestrado americano.

O programa compreende:

  • 400 aulas gravadas
  • 120 encontros ao vivo com professores via internet
  • 40 palestras ao vivo

Tudo que é obrigatório no mestrado é realizado via internet e, opcionalmente, o mestrando pode ir até Orlando para workshops complementares, congressos, palestras etc.

Ao final, o mestrando produz uma dissertação de mestrado com supervisão e orientação individualizada de professor doutor usando ferramentas de escrita de documentos na nuvem como o Google Docs e diversas outras soluções tecnológicas. Ademais, cada mestrando realiza diversas reuniões semanais ou quinzenais com seu orientador ao longo da produção da dissertação de mestrado.

Um dos diferenciais do programa são os Compliance Serial Seminars, seminários no estilo americano de ensinar negócios e direito nos quais os mestrandos têm contato com profissionais da área de compliance que são convidados para dar palestras e promover discussões. Ao final do módulo, os mestrandos produzem um livro em conjunto que pode se publicado internacionalmente com ISBN pela editora da universidade, a Ambra University Press.

A Ambra utiliza o CAP Method® que é uma metodologia de ensino-aprendizagem registrada no US Patent and Trademark Office que usa prática deliberada, feedback e avaliação formativa para garantir a entrega de competências de alto nível para cada profissional que cursa o mestrado diferenciando-se significamente do modelo de EaD praticado predominante no ensino superior do Brasil e também em parte das instituições dos EUA e Canadá que atuam na educação a distância.

No fim das contas, o objetivo do mestrado em compliance é dotar o profissional de competências de alto nível transformando o mestre em qualificado profissional para resolver complexos problemas de áreas correlacionadas com compliance.

CONHECIMENTO APROFUNDADO

A área de compliance é naturalmente multidisciplinar e o mestrado em compliance proporciona grande diferencial competitivo para profissionais interessados em compliance, governança corporativa, auditoria, diplomacia corporativa, etc.

Atualmente, existem dezenas de milhares de vagas para profissionais de compliance nos Estados Unidos sendo essa uma ótima área para profissionais que desejam abrir a possibilidade de atuar internacionalmente. Ademais, no Brasil a demanda por profissionais da área de compliance está em amplo crescimento.

Ao final do Mestrado em Compliance, os mestrandos saem com a seguinte produção:

  • 8 artigos acadêmicos
  • 10 apresentações ou debates de caso
  • 1 a 3 capítulos de livros.
  • 1 dissertação de mestrado

Os mestrandos também possuem acesso a mentorias exclusivas, podem participar em banca de trabalho de graduação e também como orientadores de graduandos.

O juiz de direito Marcus Magalhães, que atua no Mato Grosso do Sul, afirma que se surpreendeu com a quantidade de conteúdo e qualidade do ensino. Por ser um mestrado 100% online, ele esperava que o ritmo fosse mais tranquilo. “A Ambra adota um padrão de aulas gravadas e encontros ao vivo com os alunos e professor. É bastante puxado, nós fazemos módulos de um trimestre e o corpo docente é excelente. A bibliografia é bastante extensa, tanto textos avulsos quanto livros, em todas as disciplinas”, afirmou Magalhães.

Outros alunos da universidade também falam sobre a excelência do ensino. “A qualidade é ímpar. Os professores são muito bem preparados”, explicou o mestrando Elizandro Natal Brollo. “O mestrado em compliance da Ambra é um mestrado com um grande conhecimento aprofundado. Ele tem discussões amplas envolvendo questões de governança corporativa, compliance em si, diplomacia corporativa, gestão estratégica, análise econômica do direito. É um conhecimento que realmente faz sentido no mundo prático”, explica Alfredo Freitas, um dos fundadores da Universidade.

INSCRIÇÕES

A Ambra está com processo seletivo aberto para preencher até 10 vagas na próxima turma do mestrado em compliance. Para mais informações sobre o Mestrado em Compliance,acesse a página do programa de mestrado.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/universidade-nos-eua-oferece-mestrado-em-compliance-com-aulas-via-internet

07jul/20

JOVENS ESTÃO ADIANDO SONHOS EM RAZÃO DA PANDEMIA, INDICA PESQUISA

A faculdade é a razão principal de frustrações entre jovens de 16 a 24 anos

No “ano da quarentena”, a Geração Z, conjunto de jovens com idades entre 16 e 24 anos, está sendo obrigada a adiar sonhos e planos. É o que indica a pesquisa “Zners – A Geração Z que Viveu a Quarentena”, realizada pela HSR Specialist Researchers. O estudo mostra que esse público tem se adaptado a muitos novos aspectos durante o isolamento social, mas está pessimista em relação ao futuro próximo, e 59% dos entrevistados acreditam que serão forçados a adiar quase todos os planos que faziam para este ano.

A faculdade é a razão principal de frustrações. Entrar, cursar ou se formar no ensino superior foi apontado por 37% dos entrevistados como o maior projeto de vida a ser adiado em razão da pandemia. Viajar foi citado por 22% deles, trabalhar ou mudar de emprego por 15% e socializar em festas e eventos foi citado por 8%, assim como tirar CNH – carteira de habilitação (7%), entre muitos planos, são apontados por eles como sonhos que demorarão mais do que imaginavam para serem realizados. No geral, os jovens não se sentem à vontade com a quarentena: 61% estão entediados e 59% ansiosos.

APRENDIZADOS

O estudo “Zners – A Geração Z que Viveu a Quarentena” ouviu os jovens para analisar cinco dimensões: ‘Relacionamento Familiar’; ‘Vivendo em um Mundo 100% Online’; ‘Alimentação e Saúde’; ‘Educação e EAD’; e ‘Valores Emergentes e Aprendizados da Pandemia’. Embora existam percepções pessimistas, também foram identificados aspectos positivos nos entrevistados.

A interação com a família cresceu e o compartilhamento das refeições faz parte da rotina. Para 47% deles há mais conversas com as pessoas de casa e 40% estão participando mais das refeições em família. Além disso, 27% também estão conversando mais com familiares que moram em outra casa.

O estudo comprovou que esses jovens estão explorando muito bem todas as possibilidades das plataformas de conversas online nesses tempos de isolamento social. No total, 59% passaram a utilizar mais as ferramentas digitais de comunicação, sendo que 48% buscam esses recursos para “encontrar” os amigos. Além disso, 41% dos entrevistados estão criando mais conteúdo, enquanto 21% aproveitam o tempo para fazer novas amizades virtuais.

A Geração Z também está se aventurando na cozinha e fazendo ainda mais atividade física durante a pandemia. Além disso, 57% deles acreditam que, após o período de isolamento, o público ficará mais sintonizado nas questões de higiene e metade desse conjunto ainda vê preocupação crescente das pessoas no que diz respeito aos cuidados com a mente.

INSATISFAÇÃO COM EAD

Com relação aos estudos, os entrevistados apontaram problemas e insatisfação. O ensino a distância está alcançando 56% dos jovens, porém 67% desse conjunto não estão gostando da prática. Entre as falhas apontadas está a falta de método, conteúdo e dinamismo das aulas. Além disso, a ausência de contato pessoal com os amigos no dia a dia é muito sentida e torna a educação remota chata.

Adicionalmente, a pesquisa indica alguns aprendizados nesse período, bem como o fortalecimento de valores. Para 51% deles ficaremos ainda mais humanos e 50% acreditam que cuidaremos mais uns dos outros. Os resultados também revelam que 43% dos entrevistados pensam que seremos mais colaborativos. E o olhar para o próximo também ganhou importância, pois 75% manifestam medo de contaminar outras pessoas de forma geral e 57% expressam temor de contagiar alguém da própria família. Outro dado sinaliza que 47% pretendem continuar a ajudar amigos, familiares, vizinhos e desconhecidos após a pandemia .

“Essa geração tem uma relação com o tempo bem especial. Esses jovens não se veem projetando a vida em décadas, mas, no máximo, em poucos anos. Quando se percebem em um momento sem muitas perspectivas ou solução aparente em curto prazo – da qual não podem fazer parte – desanimam. Eles são ágeis e, de certa forma, se acham independentes. O cenário faz com que toda essa certeza de vida enfraqueça”, analisa Naira Maneo, sócia-diretora da HSR Specialist Researchers.

METODOLOGIA

A pesquisa realizada na segunda semana de maio ouviu mais de 1,5 mil jovens, entre 16 e 24 anos, das classes sociais A, B e C, nas principais capitais brasileiras, tendo como base questionário estruturado a partir de levantamento qualitativo realizado em abril. O estudo foi estruturado em cinco dimensões para analisar de forma ampla os pensamentos e sentimentos dos jovens.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/jovens-est%C3%A3o-adiando-sonhos-em-raz%C3%A3o-da-pandemia-indica-pesquisa

07jul/20

LIVES: ONDA PASSAGEIRA OU VIERAM PARA FICAR?

As transmissões ao vivo, que faziam sucesso entre os adolescentes, viraram febre e se multiplicaram, atingindo as mais diversas faixas etárias

Nos últimos meses, o mundo passou por mudanças, a pandemia levou a maior parte da população para dentro de casa, a sociedade foi obrigada a se reinventar, os recursos digitais nunca foram tão importantes e o papel das redes sociais ganhou ainda mais significado na vida das pessoas, seja para se comunicar com familiares e amigos ou para entretenimento e informação. Diante do novo cenário, houve a explosão de lives (transmissão ao vivo de vídeos), uma importante ferramenta para se comunicar com os públicos de interesse.

As transmissões ao vivo, que faziam sucesso entre os adolescentes, viraram febre e se multiplicaram, atingindo as mais diversas faixas etárias. Os artistas da música reuniram fãs isolados e conectados na tela do celular ou computador, os shows online viraram um fenômeno, uma alternativa para o mercado musical e um formato interessante para ações de marketing.

Mas será que as lives vieram para ficar ou são só uma onda passageira?

Segundo levantamento realizado pela MindMiners, empresa de tecnologia especializada em pesquisa digital, a pedido da CNN Brasil Business, 76% dos entrevistados afirmaram que querem a continuidade das lives, mesmo após a pandemia. A pesquisa foi realizada com 500 pessoas, de todas as regiões do país e classes sociais distintas.

A audiência das transmissões ao vivo é de dez a vinte vezes maior do que a de vídeos gravados, segundo um estudo da consultoria Forrester e da IBM. O poder e o engajamento das lives também chamaram a atenção de marcas, empresários e profissionais de diversas áreas.

A qualquer hora do dia é possível observar conteúdos dos mais variados tipos, pessoas compartilhando conhecimento, inclusive como forma de promover seus negócios, academias e marcas transmitindo aulas de exercícios em casa, bate-papos sobre diversos temas, entrevistas com profissionais da área da saúde, executivos de segmentos diversificados e especialistas em economia. É uma gama gigantesca de possibilidades e um canal de comunicação interessante para aumentar a conexão com o público desejado, atrair novos seguidores, fidelizar os existentes, divulgar produtos e serviços e fortalecer o nome ou a marca.

Uma das principais características da live é a espontaneidade, mas dependendo da proposta do conteúdo, o preparo para falar sobre o assunto, a escolha de um ambiente adequado, boa conexão com a internet e um bom áudio são importantes para o sucesso da transmissão. Fazer uma live sem interagir com o público não faz muito sentido, então é interessante responder perguntas e comentários, cumprindo mesmo o papel de aproximação proporcionada pelo formato. Estar preparado para não ser apenas mais um no meio de tantas opções, pode fazer a diferença. Avisar com antecedência os seguidores sobre a transmissão ao vivo, informando o tema, data e horário, também é essencial. A divulgação garantirá mais audiência e as pessoas poderão se programar para assistir ao conteúdo.

O fato é que as transmissões ao vivo entraram com força na rotina de muita gente e até conquistaram pessoas que se diziam resistentes à tecnologia. A ferramenta deve continuar sendo muito utilizada pós-pandemia e pensar na responsabilidade do conteúdo a ser transmitido é extremamente importante.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/lives-onda-passageira-ou-vieram-para-ficar

07jul/20

VISÃO SISTÊMICA: SOMOS MUITO MAIS DO QUE APARENTAMOS

A partir de hoje, entenda que, quando você olha alguém inspirador, se interesse também pela jornada, pelo percurso, pela essência desse ser. Somos muito mais do que aparentamos. Somos como as árvores!

Imagine uma árvore. Provavelmente você pensa em tronco, galhos, folhas e frutos. Esses são alguns elementos que são visíveis a olho nu. Se, ao invés disso, eu te perguntar quais os elementos de uma árvore, provavelmente você vai incluir a raiz, que é o elemento “oculto”. E, se eu for além e questionar sobre o que faz uma árvore crescer saudável, provavelmente, você vai mencionar os elementos invisíveis: umidade, luminosidade, temperatura do ar ou velocidade do vento. Em resumo, a árvore é muito mais do que a imagem que vemos, ao entrar em um jardim bem cuidado.

A árvore é a metáfora perfeita para entender a visão sistêmica. Nós somos muito mais do que a nossa presença física. Quando você casa com alguém, por exemplo, você casa com o pacote completo, que pode incluir família, filhos etc. Além disso, quando se olha para alguém, mesmo aquela pessoa que se conhece bem, vão existir muitos e muitos elementos invisíveis que vão influenciar as reações involuntárias, os comportamentos e o estado dela. É complexo.

A visão sistêmica funciona para o ser humano como a árvore na natureza e, dessa forma, considera toda essa rede de relações e influências, entendendo a relação entre esses elementos e a importância da harmonia entre eles. Essa é uma das razões pelas quais, na visão sistêmica, não faz sentido separar as pessoas “por partes”. A vida pessoal e a profissional estão entrelaçadas e, se algo importante acontece em um desses lados, o outro vai sentir.

Não adianta plantar um limoeiro em um solo adequado e não fornecer a quantidade de sol que ele precisa para dar frutos ou não oferecer água. O solo não será suficiente para que ele prospere. Assim também somos nós. O nosso movimento influencia no movimento do todo, e o movimento do todo influencia no nosso movimento. Imagina a quantidade de empresas na nossa cidade que se prepararam para um 2020 de crescimento e tiveram que recuar por conta de um vírus, que surgiu em outro continente. É assim que funcionam os sistemas: Em rede, conectados.

Para finalizar, trago uma reflexão sistêmica sobre plantar e colher: Dificilmente quando se vê uma árvore bela, alguém se questiona sobre a semente dessa árvore. A maioria dos comentários é sobre a beleza dos frutos e nós sabemos que os belos frutos são a última etapa, a etapa da colheita. Nós, humanos, precisamos, assim como as árvores, passar por processos de evolução e desenvolvimento, que envolvem pessoas, elementos invisíveis, conexões e muito mais. A partir de hoje, entenda que, quando você olha alguém inspirador, se interesse também pela jornada, pelo percurso, pela essência desse ser. Somos muito mais do que aparentamos. Somos como as árvores!

fonte: https://administradores.com.br/artigos/visao-sistemica-somos-muito-mais-do-que-aparentamos

07jul/20

ESTAR DISPONÍVEL É PRECISO, DIGITALIZAR NÃO É PRECISO

Será que o digital é a resolução para todos os problemas do negócio na crise?

Estamos hoje entrando na segunda metade do ano. Passados mais de 100 dias desde o início da quarentena na maioria do país, vivemos um contexto impensável e longe de qualquer planejamento que tenha sido iniciado no começo do ano, e pior, com um cenário de segundo semestre, que busca algum otimismo, mas que tem uma dificuldade gigantesca de firmar seu rumo, dado o horizonte ainda não claro de quando a pandemia termina e qual o cenário econômico que será resultado de tudo isso.

Na esfera dos negócios, foi mais do que consolidada a importância de não somente estar, mas de ser cada vez mais digital daqui para frente. Mas será que é só sobre isso? Basta estar ou se tornar digital para resolver os dilemas e demandas da nova sociedade de consumo?

Há anos eu trabalho focado em tecnologia para varejo, com um olhar de entender a tecnologia sempre como meio e não como fim para a resolução dos problemas. O digital, em minha opinião, é similar. A conversa digital não esgota as possibilidades e problemas na relação entre marcas e consumidores.

Há uma diferença gigante entre estar e ser digital. Eu vejo que muitas marcas que só migraram para esse ambiente digital agora na crise, provavelmente só “estão” digitais, usando esses canais como um tapa-buracos, até que as coisas se normalizem e possa voltar ao cotidiano. E há um salto gigantesco entre o que podem oferecer essas empresas e o que as empresas que já começam a ser e pensar na forma digital podem oferecer aos seus clientes hoje.

Para recapitular um termo mais do que batido no varejo, mesmo quando se falava de estratégias omnichannel, embora a visão de canal integrada, muitas marcas na prática acabaram por criar um ou mais canais, alguns sem qualquer integração com o todo ou a loja física. Ainda é possível se encontrar hoje marcas que tenham problemas de preços diferentes de acordo com o canal, ou ainda um problema de integração de estoques entre os canais disponíveis ao cliente (não tem na loja e tem no site, ou vice-e-versa).

Eu penso que a principal descoberta das marcas em meio à crise, é a necessidade de estarem disponíveis aos seus consumidores, onde, como e da maneira que eles desejam comprar, algo que não é novo em conceito, mas que deve ser resgatado, para que não seja esquecido. O digital e todo o seu contexto de canais e possibilidades, como os marketplaces, sites, redes sociais e aplicativos diversos, são apenas mais um meio para isso.

O principal objetivo antes, durante e após essa crise, e não importe o cenário que tivermos pela frente, é que as marcas encontrem seus caminhos para que se tornem disponíveis a seus consumidores, o que vai amplificar não somente os canais de venda, mas os canais de distribuição e logística, em novos formatos, como estamos vendo hoje as lojas autônomas e as dark kitchens (cozinhas sem frente de loja, para atender o delivery), por exemplo, e que tem o fim, o objetivo, de “disponibilidade” ao invés de apenas o contexto digital.

Ainda provando que o digital não é o único caminho, basta ver como o porta-a- porta poderá ganhar força no pós-crise, uma vez que as empresas entenderam que vender ativamente e sem a necessidade de estar em uma loja pode ser um grande negócio, como Via Varejo e Ri Happy, por exemplo, que estão conseguindo recuperar vendas conversando e ativando novos clientes.

E não é só o porta-a-porta. Catálogos, mala direta e até mesmo o bom e velho telefone serão poderosas ferramentas de contato com seus clientes.

Gosto muito de dizer que nunca existiram tantas possibilidades de uma marca se conectar com seus consumidores como nos dias de hoje. Não faltam possibilidades e oportunidades para quem quiser buscar esse contato mais próximo com o seu cliente, não importa o porte ou segmento de seu negócio.

Ao pensar em um título para amarrar esse artigo, me veio a frase que o general Pompeu, há mais de 2000 anos usou para incentivar seus marujos em uma arriscada jornada para salvar o abastecimento de Roma: “Navegar é preciso, viver não é preciso” – frase que depois ficaria famosa também pelos versos de Fernando Pessoa, mas em outro sentido.

Penso que para qualquer marca hoje, estar disponível é mais necessário do que apenas estar no digital. Digital é meio, e não fim.

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo

fonte: https://administradores.com.br/artigos/estar-dispon%C3%ADvel-%C3%A9-preciso-digitalizar-n%C3%A3o-%C3%A9-preciso