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02mar/20

Você tem as competências necessárias para trabalhar com logística?

Mesmo em tempo de recuperação lenta da economia e com muitos profissionais procurando recolocação, as companhias ainda almejam competências específicas para compor seus times

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Seja pela crescente inserção de tecnologias em atividades rotineiras ou pela entrada das novas gerações no mercado de trabalho, escolher o profissional certo para sua equipe pode ser desafiador. Mais de 91% das empresas já apresentaram algum tipo de dificuldade na contratação, segundo estudo da Fundação Dom Cabral.

Mesmo em tempo de recuperação lenta da economia e com muitos profissionais procurando recolocação, as companhias ainda almejam competências específicas para compor seus times.

Na área de logística, que conta com diversas particularidades e que, assim como outros departamentos, está mudando devido à transformação digital no mundo corporativo, algumas características são essenciais para ter sucesso. Além das formações tradicionais e técnicas, ter conhecimento no mercado de forma mais ampla é um grande diferencial, como estudos de economia e administração. Além disso, engenharia e tecnologia da informação são habilidades importantes para compor o currículo, em virtude da crescente automatização das operações. Saiba mais: A Sonda mostra os 7 motivos para a transformação digital impactar no ritmo da inovação Patrocinado 

As oportunidades do setor são muitas, porém é preciso levar em conta as constantes e rápidas mudanças no mercado. Se destacar em logística exige mais do que uma boa formação, é preciso desenvolver competências como flexibilidade e capacidade de adaptar-se a diferentes situações, atualizando-se frequentemente.

Atenção às tendências e inovações tecnológicas

Com recursos e ferramentas lançadas a todo instante, a automação de algumas atividades é iminente. As companhias terão à sua disposição uma série de soluções com potencial de gerar aumentos expressivos na produtividade e diminuição de falhas operacionais, como a troca ou falta de volumes de encomendas, no caso de logística.

Para se destacar nesse cenário, os profissionais devem estar capacitados a incorporar tecnologias e metodologias ágeis para que sua atuação seja ainda mais estratégica. Atente-se à execução do planejamento, é preciso estar engajado para testar e implementar novos processos e ferramentas. A tecnologia pode ser uma grande aliada, afinal o sucesso do funcionário não é apenas julgado por seus resultados, mas também pela maneira como os mesmos foram atingidos.

Perspectivas de mercado

O Brasil caminha lentamente ao encontro de uma melhora na economia, que por sua vez provoca desdobramentos nos demais setores. No último relatório bienal do Banco Mundial, o país subiu mais de dez posições no ranking de logística, porém ainda existe um grande espaço e potencial para crescimento e melhoria no desempenho desse setor no país. A evolução do e-commerce, por exemplo, tem contribuído para esse desenvolvimento, ampliando a aplicação de soluções mais modernas para atender às demandas que o segmento exige.

Os próximos anos da área de logística serão desafiadores e o investimento em novas habilidades e na construção de um time capacitado é um importante diferencial competitivo para as empresas. Com um plano de carreira bem definido é possível formar profissionais qualificados e prontos para adaptar-se a qualquer mudança no cenário e construir uma trajetória de sucesso que beneficia o indivíduo, a companhia e o mercado, como um todo.

Agustín Durán — Sócio-diretor da Nimbi, empresa especializada em tecnologia para gestão da cadeia de suprimentos. http://www.nimbi.com.br

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/voce-tem-as-competencias-necessarias-para-trabalhar-com-logistica/122831/

02mar/20

Crise prolongada provoca ansiedade e depressão em trabalhadores

Transtornos que já são comuns no ambiente de trabalho se agravam em um quadro anômico; saiba o que fazer se você é funcionário, líder ou empresário e lida com o problema

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O sociólogo francês Émile Durkheim, em um dos marcos teóricos mais célebres sobre o suicídio, apontou que os atentados contra a própria vida poderiam ter origem em três fatores, entre eles a anomia — condição social em que normas morais e sociais inexistem ou são pouco claras. Na busca pela satisfação da ordem anterior, a frustração e a ansiedade aumentam, acompanhadas pela desorientação.

Esse quadro se repetiu em vários momentos históricos, como a onda de suicídios que se seguiu à crise de 1929. Não é exagero afirmar que um problema parecido ocorre no Brasil atualmente. Os efeitos da crise política e econômica que se arrasta desde o final de 2014 incluem a ausência de confiança nas instituições e em valores morais. Em consequência, a ansiedade, que já era um problema nas organizações em tempos menos caóticos, se agrava.

Para o psiquiatra Marcello Finardi Peixoto, médico do departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), há estudos que apontam picos de casos de depressão, abuso de álcool e drogas, suicídios e piora da saúde em geral em cenários de crise aguda.

Leia também12 sinais de que você pode estar sofrendo da Síndrome de Burnout

“Chegou-se a achar aumento de 6,5% na taxa de suicídios na Europa na recessão de 2009. Notou-se também aumento de 25% na taxa de absenteísmo e de 40% nos episódios de estresse relacionados ao trabalho, atingindo um em cada quatro trabalhadores”, explica.

Para o psiquiatra, a população que vive e trabalha nas zonas urbanas — em especial nas grandes metrópoles — e convive com problemas típicos dessas regiões tende a sofrer mais.

“Essas taxas [de ansiedade] já são altas mesmo antes de um período de recessão e são piores em ambientes urbanos quando comparados a ambientes rurais”, diz Peixoto. “Fazendo essa comparação, conseguimos medir o papel que problemas urbanos como violência e trânsito, por exemplo, têm no desenvolvimento do estresse. Numa época de instabilidade econômica essas taxas tendem a aumentar mais”, afirma.

O psicólogo Bayard Galvão não aponta estudos específicos, mas alega que existe uma relação perceptível de causalidade. “Com a crise econômica, costumam vir outras crises embutidas, como aumento de pressão na família pela diminuição da condição financeira, levando a menos momentos de prazer; sensação de impotência por ter diminuído o ganho financeiro oú até ter perdido; intensificação do medo do futuro, dívidas e, além de tudo isso, ter que trabalhar mais ganhando menos”, relata.

Ele também lembra que o excesso de trabalho é tão prejudicial ao corpo quanto o excesso de ansiedade, “e ambos costumam caminhar juntos”. Segundo Galvão, a sobrecarga emocional pode levar a uma busca por paliativos, que vão desde ansiolíticos até o consumo abusivo de álcool, cigarro e drogas pesadas.

A diretora de RH da Attend Assessoria Consultoria e Auditoria S/S Dilma Rodrigues afirma que houve um aumento significativo das ausências nos postos de trabalho onde atua por motivos psicológicos. “Nos últimos 8 meses o aumento de ausências passou a ser mais significativo, especialmente para frequentar clínicas de psicologia e psiquiatria”, ressalta.

“Os relatos são semelhantes, de funcionários que se sentem ameaçados com os seus empregos diante de muita pressão e de um cenário político-econômico desfavorável, além de uma sensação de abandono de nosso governo em caso de desemprego e de necessitar abrir mão de sua atual rotina para reduzir gastos e passar a contar com o apoio público nas áreas de educação e saúde. Esses sentimentos têm ocasionado um aumento nos níveis de stress e ansiedade”, considera.

Precedentes

A relação umbilical entre crises econômicas e ansiedade é um fenômeno que tem paralelos bem próximos à realidade brasileira. Enquanto a percepção geral sugere que o país está no fundo do poço, em Portugal a situação não era diferente em 2013, quando o país experimentou altas taxas de desemprego e recessão econômica.

Um estudo realizado pela Universidade de Coimbra, com pesquisadores das áreas de Psicologia e Economia, apontou um aumento no desgaste das relações familiares como efeito direto da crise. Na época, temia-se que Portugal se tornasse uma nova Grécia, nação que sentiu o maior golpe e teve de implementar medidas de austeridade para continuar obtendo crédito.

Em 2001, a taxa de desemprego no país era de 4% e chegou a atingir uma média de 16,3% em 2013, valor mais alto desde a redemocratização. Já os desempregos de longa duração saíram de 40% para 62% do total. Em Portugal, até então o sistema de proteção social aos desempregados era precário, o que aumentava as tensões familiares pela falta de ocupação dos cônjuges, jornadas em empregos mal remunerados e problemas financeiros.

O estudo analisou os fatores endividamento, rendimento familiar, alteração às práticas cotidianas e solidariedade das redes sociais informais. Este último fator foi apontado como necessário para mitigar os impactos psicossociais das crises.

“Os resultados revelam uma dependência entre o impacto psicossocial negativo e a situação profissional dos cônjuges, sendo maior a proporção de respondentes que reportam impacto negativo entre as famílias com cônjuges desempregados. O impacto negativo é especialmente sentido quando ambos estão desempregados ou quando o desemprego é masculino”, revela a pesquisa.

Outra pesquisa — também realizada em Portugal — analisou a base de dados especializada Medline em um recorte que vai de 2000 a 2013 para verificar os estudos que faziam correlações entre crises econômicas e índices de mortalidade. A pesquisa apontou um aumento das taxas de mortalidade infantil e mortalidade relacionada a homicídios e suicídios, enquanto a mortalidade por acidentes rodoviários tende a diminuir. “Os grupos mais vulneráveis são particularmente afetados em épocas de crise económica”, aponta o estudo.

Não é recente o interesse pelo fenômeno. Em 2008, o professor da Universidade de Economia da Universidade de Nova Iorque (CUNY) Ryan Edwards analisou as taxas de mortalidade entre as décadas de 1980 e 1990 nos Estados Unidos. A conclusão indicada pelas evidências foi de que grupos sociais menos privilegiados estão mais expostos às mortalidades por conta de crises cíclicas.

Redes de relacionamento

A professora curitibana Íria de Marco precisou ser aposentada por invalidez após desenvolver burnout, pânico e depressão. Ela ensinava Artes para alinos do sexto ano e era regente de dois corais. A jornada de 40 aulas por semana, além do tempo necessário para preparar lições e corrigir provas, cobrou seu preço a certa altura. “Logo que começaram os sintomas, eu fazia de conta que não era comigo, e eles foram se somando até eu não poder mais nem sair de casa”, relata.

O tratamento só teve início após uma consulta à ginecologista, que identificou o problema como sendo de ordem psiquiátrica. A extensa jornada de trabalho se acumulava com problemas comuns a professores em todo o Brasil: ausência de interesse e despespeito dos alunos, brigas violentas e consumo de drogas em sala de aula, barulho, falta de reconhecimento profissional e exigências burocráticas desnecessárias — como a necessidade de preencher um livro de chamadas à mão.

Sem condições para voltar a trabalhar, Íria resolver abrir um grupo de discussões na rede social Facebook para reunir profissionais do ensino que sofriam de burnout e chegou a publicar um livro sobre o tema. “Todas estas formas de divulgação são muito importantes na minha vida, pois me fazem sentir que tudo que passei e passo teve um sentido, o de ajudar outras”, afirma.

A participação no grupo foi decisiva para que a paulistana Barbara Nascimento conseguisse lidar com as crises. Oito meses após ser contratada como analista junior por uma instituição financeira, ela sofreu assédio sexual e teve que trabalhar de frente para seu assediador durante um ano. Com o peso adicional do excesso de trabalho, da falta de reconhecimento e de um quadro pregresso de depressão, Barbara começou a apresentar sintomas de burnout.

“Diria que foi fundamental [participar do grupo no Facebook], principalmente em crises fortes. Fazemos elos fortes sem nunca ter nos visto. Muitas vezes de madrugada eu precisava falar com alguém, e achava. São muitos sintomas, muitas situações. Todo apoio é bem-vindo e ajuda muito”, conta Barbara.

A funcionária pública Helloá Regina sentiu a pressão da rotina de agente administrativa e passou a ter dores de cabeça, no corpo e a sentir apertos no peito semelhantes a um infarto. “Quando pensava em mudar de emprego, ouvia coisas como ‘cuidado com a crise’, ‘tem gente que queria estar no seu lugar’. Isso dificultou ainda mais”, conta.

Além de buscar ajuda em um grupo do qual se tornou administradora, Helloá sentiu a necessidade de disseminar informações para pessoas que sofrem os sintomas, mas não conhecem a doença. “Certa vez uma das minhas seguidoras falou que depois do consultório, nosso grupo foi o principal instrumento de recuperação. Isso não tem preço. Faz valer a pena”, diz.

Absenteísmo e queda na produtividade

Enquanto pessoas doentes permanecem sem tratamento, o desempenho tende a cair consideravelmente. Uma pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) realizada junto a profissionais de enfermagem mostrou que a queda na produtividade entre os que apresentaram sintomas de burnout foi de 31%.

O administrador de empresas e psicólogo Luiz Fernando Garcia alerta que o Brasil, dentro de uma crise prolongada, tem se tornado uma má referência quando o assunto são doenças psíquicas — em especial quando relacionadas ao trabalho. As mulheres, por suportarem cargas maiores de trabalho e terem menos reconhecimento, acabam sendo mais prejudicadas pela ansiedade.

“Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma pesquisa sobre depressão e distúrbios de ansiedade, e o Brasil ficou no topo da lista de nações com maior percentual de pessoas com algum tipo de transtorno de ansiedade: 9,3%. Outro fator alarmante é que mulheres sofrem mais com o problema, seguindo uma tendência mundial, assim como questões socioeconômicas também têm participação nesse cenário”, detalha.

Rosana Daniele Marques, Gerente de Gestão de Pessoas da Crowe Horwath, conhece a realidade de perto. “Já tive oportunidade de ouvir relatos de profissionais de diversas empresas e áreas que, com o alto nível de ansiedade que eles têm vivenciado com a crise econômica, ficam reféns de sentimentos de angústia, medo do futuro, medo de perder seu emprego, insônia e muitos apresentam queda em sua produtividade”, conta.

A situação pode ganhar contornos trágicos. A educadora especialista em inteligência emocional e liderança colaborativa Semadar Marques conta que já conheceu o caso de um profissional que cometeu suicídio depois de sofrer um corte salarial substancial. “Obviamente que uma pessoa não toma uma decisão dessas unicamente por isso, mas acabou sendo o estopim e foi algo extremamente traumático para toda a instituição”, conta.

O que fazer?

Marques defende que mesmo em um momento de crise, gestores e líderes devem ter sensibilidade para não só manter seus melhores colaboradores, mas garantr que eles deem o melhor de si — evitando exigências absurdas, como esperar que um ótimo funcionário trabalhe por cinco. “Muitas vezes, por conta da própria crise, empresários e gestores acabam perdendo o bom senso por conta da ansiedade por resultados. Bons resultados são fruto de objetivos traçados que possam envolver e engajar a todos”, destaca.

Em casos onde a demissão é inevitável, especialmente para conter gastos, Marques recomenda que a liderança seja transparente e valorize os pontos fortes dos funcionários. “Se tiver a oportunidade de auxiliar de alguma maneira a recolocação do profissional, certamente essa atitude irá retornar para a empresa em algum momento e ampliará o laço com aquele profissional, o que contará pontos para a imagem da empresa interna e externamente”, detalha.

O médico e psicólogo Roberto Debsky recomenda um ambiente organizacional saudável e que promova o reconhecimento. “Os colaboradores precisam se sentir bem em ir para o ambiente de trabalho pois passam ali a maior parte de seu dia e de suas vidas. Dinâmicas breves nas quais cada um seja visto e reconhecido em suas qualidades e importância dentro da empresa criam hábitos positivos entre os colaboradores e podem ser implantadas sem dificuldades pelo RH da empresa”, diz.

E os profissionais? Ricardo Resstel, especialista em liderança e gestão de equipes, lembra que a entrega de resultados deve ser uma constante. “Ter a clareza do que a empresa espera de você e se programar para entregar sempre além do esperado o colocará em uma zona de segurança, o que manterá a ansiedade sob controle”, afirma.

Luiz Fernando Garcia concorda. Para ele, há três atitudes que as empresas devem adotar: comunicar o posicionamento da companhia de forma periódica; entregar feedbacks constantes, tanto negativos quanto positivos e feedbacks autogerados, ou seja, indicadores automáticos que informam a performance ao funcionário e podem colaborar para reduzir a ansiedade.

Para Sergio Dias, consultor do Sebrae, os profissionais devem agir com serenidade e prudência para evitar que a ansiedade atrapalhe seu desempenho profissional. “O profissional deve acreditar em si, em seus valores e em sua competência e com a convicção de que essas crises e turbulências do quadro político-econômico terão um fim, como todas as outras crises. Nenhuma crise é eterna e apesar dos estragos que causam, as crises também oferecem janelas de oportunidades para novos desafios”, explica.

“Há as medidas individuais, direcionadas a cada pessoa, como tratamento médico psiquiátrico e/ou psicológico, atividades físicas, aperfeiçoamento de gerenciamento do tempo, entre outras. Essas podem ser implementadas pelo próprio funcionário que busca diretamente a modalidade que melhor se adapta ou podem ser oferecidas pela empresa num programa de redução de estresse”, recomenda o médico Marcello Finardi.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/crise-prolongada-provoca-ansiedade-e-depressao-em-trabalhadores/119895/

02mar/20

Dialogando com nossas dores

A tendência é fugirmos pra longe de onde há sinais de contato com nossas dores

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Sai da última sessão psicoterápica com uma missão difícil (não impossível) proposta pela minha psicóloga: “converse com suas dores, incluindo aquelas mais profundas”. Pensei comigo: “deveria eu mexer com estas feridas agora? Será que vai doer muito? São tantas. Portanto, por onde começar?”

A tendência é fugirmos pra longe de onde há sinais de contato com nossas dores. É humano, natural. Diria que é quase um instinto de sobrevivência, diante de tantos percalços que atravessamos ao longo de nossa jornada.

Neste movimento de olhar para dentro, me peguei observando minhas feridas, visíveis, trazidas desde a infância. A mais perceptível foi a marca de um corte no lado direito da minha testa, que remonta aos meus sete anos, quando brincava com minha gata Thalita, na sala de casa, onde ainda hoje meus pais vivem. Pude sentir o pulsar da dor e o sangue escorrendo, me fazendo cair em lágrimas, preocupado com o “estrago” que o arranhão faria na minha imagem. Aprendi que, embora amigos, os animas também têm seus limites.

Um pouco abaixo, na mão direita, “mora” outra cicatriz, também dos tempos de menino, quando na fazenda, cai do cavalo, quebrando o braço, rendendo-me meses de gesso e imobilização.

E, assim, fui visitando meus sinais e descortinando as histórias sobre as quais eles foram gerados e, sobretudo, as sensações que, ainda hoje, eles despertam em mim.

O rico de olhar para as nossas cicatrizes – sim, pode ser extremamente enriquecedor, a depender do nosso modo de enxergar – é poder reviver um pouco de algumas experiências que nos constituem no que somos. Nascemos “limpos”, em tese. E, aos poucos, vamos, naturalmente, nos reconstituindo a partir das experiências e escolhas que fazemos ao longo da vida.

Ao mergulhar nesta emocionalidade, descobri que a dor do abandono (do acolhimento que gostaria de ter tido em momentos cruciais da minha vida; dos amores “eternos” desfeitos; da minha sociedade empresarial rompida, entre tantas outras), por vezes, me retalha em pedaços, tornando mais íngreme a minha caminhada.

No meu processo psicoterápico, e nas reflexões com o meu travesseiro, fui entendendo que as sensações eram recortes da realidade. Não, necessariamente, os fatos reais, quando desmembrados das emoções. E, confesso, doeu ainda mais descobrir isso.

Olhar para as feridas, definitivamente, requer coragem, mas também abertura para o novo. Há algumas que se vão com o tempo. Outras exigem parcimônia para que aprendamos a conviver com elas pelo resto da vida.

O fato é que, para mim, o grande aprendizado tem sido me machucar, mas cuidar para não enrijecer o coração. Porque convenhamos: o que vale, de verdade, é andar reconhecendo e experimentando a beleza do caminho. E não, necessariamente, o destino final.

Flávio Resende – Jornalista, empresário e coach ontológico.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/dialogando-com-nossas-dores/119926/

03fev/20

Como Steve Jobs nos ensina a ser um bom comunicador

Steve Jobs além de ser um exemplo de liderança, é conhecido como um comunicador cativante, que vende as suas ideias com talento, capaz de converter prováveis compradores em clientes e clientes em entusiastas

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Comunicação é chave para convencer as pessoas, tanto clientes, funcionários e sócios, a acreditar num novo produto, num novo processo, no rumo da organização. Quando a comunicação é ineficaz, ela desfaz ideias, desafios e interrompe carreiras.

No processo de comunicação, as apresentações tornaram-se uma ferramenta essencial. Através dela é possível comunicar as qualidades de seu produto, serviço ou causa, fazendo com que as pessoas acreditem na ideia que a empresa está vendendo. As apresentações são a peça chave e qualquer erro pode representar prejuízo e levar ao fracasso.

Como, então, elaborar uma apresentação de sucesso? Como ter uma apresentação que possa cativar e convencer quem está assistindo a comprar o produto ou serviço?

Faça como Steve Jobs. Veja abaixo as 11 lições que ele ensina para fazer uma apresentação de sucesso, uma apresentação que seja a diferença, que atraia futuros consumidores e que faça com que os mesmos tornem-se clientes da empresa.

1) Crie uma história

Elabore um enredo para vender as suas ideias com convicção e carisma. Muitos comunicadores criam mensagens e títulos cativantes, fazem uma narrativa leve e fácil de ser acompanhada.

Comece com um esboço da historia, sem ajuda de computador ou Power Point, somente caneta e papel. O Microsoft Power Point é uma excelente ferramenta para as apresentações, permitindo diversos designs, animações, além de agilizar a tarefa. Porém, alguns recursos podem atrapalhar e tornar a apresentação tediosa.

Jobs se envolvia diretamente em cada detalhe da apresentação e seguia a forma como os principais designers de apresentação recomendam: começar no papel. Escrever no papel um esboço, pois ele proporciona mais clareza e resultados criativos e, após isso, apresentar as ideias de forma digital. A preparação de uma apresentação exige tempo para pensar, planejar, esboçar e escrever um roteiro.

É preciso lembrar que: é a história que mobilizará a imaginação e irá reter a atenção da plateia, não os slides.

2) Responda à pergunta mais importante

A plateia quer ser informada sobre o seu produto, ensinada sobre como ele funciona e entretida enquanto aprende sobre ele. As pessoas querem saber a resposta para a seguinte pergunta: “Por que eu devo me interessar?”.

No planejamento da apresentação, considere que ela não é para você, e sim para o público. Responder a pergunta de forma simples e direta chamará a atenção dos ouvintes.

3) Simplicidade

A simplicidade é um conceito muito importante para a Apple. Jobs tornava os produtos fáceis de usar, eliminando recursos. Da mesma forma o faz em suas apresentações. Enquanto muitos apresentadores preenchem os seus slides com bastante conteúdo, Jobs os retira.

Uma apresentação de Steve Jobs é muito simples, objetiva e visual. Ao remover informações irrelevantes dos produtos e apresentações, Steve consegue repassar com clareza todas as informações necessárias.

Os slides simples mantem o foco no que interessa: em você, o palestrante. Se os seus slidestiverem muitas palavras, e palavras que não correspondem ao que você diz, os ouvintes terão dificuldades para se concentrar em você e em seus slides.

O seu discurso também tem que ser simples. Jobs escolhe cuidadosamente as suas palavras para descrever um produto. Ele substitui frases longas por citações, as quais facilmente poderiam ser inseridas em um post do Twitter. Desta forma, as frases são simples e fáceis de serem lembradas.

4) Use imagens

Suas ideias terão maior probabilidade de ser lembradas se forem apresentadas por imagens, em vez de palavras. As imagens funcionam melhor que o texto porque o cérebro enxerga as palavras como inúmeras imagens em miniaturas.

Quando Steve Jobs apresentou o lançamento do Iphone 3G ele utilizou onze slides, sendo que somente um slide continha palavras.

Você precisa ter confiança para expor suas ideias utilizando imagens ao invés de palavras. Você deve, então, transmitir sua mensagem perfeitamente. Jobs transmite suas ideias de maneira simples, clara e confiante, e essa é a diferença entre Steve e milhões de comunicadores comuns.

 5) Use palavras empolgantes

Como foi possível ver até agora, Jobs fala de uma maneira simples, clara e direta, isenta de jargão e complexidade. Ele escolhe palavras que são divertidas, tangíveis e incomuns.

Se as suas apresentações forem lotadas de jargões, enroladas e confusas, você perderá uma oportunidade de empolgar e envolver as pessoas que estão lhe ouvindo. Você deve utilizar palavras que representam verdadeiramente seu produto, serviço ou marca. Não fique com receio de usar palavras simples e adjetivos descritivos. Se você considera o seu produto incrível, siga em frente e diga isso. Se você não ficar empolgado com o seu produto, como espera que os outros fiquem?

Jargão se refere a uma linguagem incompreensível. Evite-a, pois o uso de jargões cria dificuldades para compartilhar ideias. Eles deixarão você menos compreensível e, por consequência, menos persuasivo.

Outra maneira de acrescentar vida a sua linguagem é por meio de analogias, comparando uma ideia ou produto com um conceito ou produto conhecido pela plateia. Quando você encontrar uma analogia que funcione, persista nela. Quanto mais repeti-la, maiores serão as chances de seus clientes se lembrarem.

6) Compartilhe o palco

Nosso cérebro não presta atenção em coisas chatas, ele deseja variedade. Divida o palco com convidados, com pessoas capazes de explicar de forma mais eficaz sobre uma etapa do funcionamento de um produto. Isso somará credibilidade e entusiasmo à apresentação.

Os testemunhos e avais são persuasivos. O boca a boca é a principal influencia nas decisões de compras. Convidar um cliente para dividir o palco, tanto pessoalmente ou em vídeo, é uma importante estratégia. Demonstrar publicações que elogiam o produto também é uma tática que funciona. Essas ações influenciam os ouvintes, dando confiança de que comprando o produto, eles farão uma escolha sensata.

É importante, também, agradecer as pessoas que tornaram o produto possível, como, por exemplo, os funcionários. Isto revelará à plateia sinais de integridade e inspirará seus parceiros e colaboradores a trabalhar com você. Steve Jobs divide o palco com a sua plateia, seus clientes, na maioria das vezes, agradecendo-os. Deste modo, ele cria uma afinidade com os ouvintes, reconhecendo as pessoas que são importantes: as que compram e as que desenvolvem o produto.

 7) Em suas apresentações utilize objetos cênicos

Jobs utilizava objetos cênicos nas demonstrações dos seus produtos. Uma boa demonstração tem o poder de informar a plateia sobre o seu produto, comunicando os seus benefícios e inspirando os ouvintes a compra-lo.

Apesar disto, as demonstrações devem ser:

Curtas: uma demonstração não pode entediar a plateia.

Simples: deve ser compreensível e fácil de acompanhar. Informar somente o que é relevante, despertando nos ouvintes a vontade de adquiri-lo, porem sem desnorteá-los.

Gratificante: através de uma demonstração, apresente o diferencial de seu produto em comparação com o concorrente. Porém, você deve mostrar a funcionalidade real de seu produto.

Substancial: demonstrar claramente a forma como o seu produto oferece uma solução para um problema que seus ouvintes estão enfrentando.

Prazer: ao realizar a apresentação do seu produto, você deve demonstrar prazer com isso. As demonstrações devem ser divertidas, com entusiasmo e atingir todos os presentes. Jobs revelava prazer demonstrando seus novos produtos e, exatamente por isso, suas apresentações faziam sucesso.

Concentração: ao demonstrar um produto, apresente somente um dos muitos benefícios oferecidos por ele. Assim, você não sobrecarregará a plateia.

8) Surpreenda com um momento inesquecível

O primeiro passo para criar um momento inesquecível é identificar um único tema, uma única coisa, que você deseja que a sua plateia lembre depois de deixar o recinto. Os ouvintes esquecerão muitos detalhes da sua apresentação, dos seus slides, mas lembrarão do que sentiram. A apresentação deve ter o proposito de criar uma experiência e provocar uma conexão emocional com o ouvinte.

Quando Jobs apresentou o novo iPod, ele tinha uma única mensagem-chave: ele põe mil musicas em seu bolso.

9) Presença de palco

Steve Jobs possuía uma presença de palco impressionante. Sua voz, seus gestos e sua linguagem corporal comunicavam autoridade, confiança e energia. As palavras que ele empregava para descrever um produto são importantes de se observar, assim como a maneira como se expressava. Ele destacava as palavras-chaves em cada paragrafo, fazia gestos expansivos para complementar sua expressão vocal.

Três técnicas para melhorar a linguagem corporal:

Contato visual: os grandes comunicadores, como Steve Jobs, costumam apresentar contato visual com a plateia. Eles raramente fazem alguma leitura de slides ou de anotações. Jobs costumava dar uma olhada no slide e logo voltava sua atenção novamente para a plateia.

Jobs era capaz de estabelecer um contato visual firme com seus expectadores porque ensaiava suas apresentações. Assim, ele sabia exatamente o que havia em cada slide e o que dizer no momento em que ele aparecia. Quanto mais ensaiava, mais incorporava o conteúdo e, assim, mais fácil e firme ficava a sua conexão com os ouvintes. Outro detalhe para manter o contato visual com a plateia, é elaborar slides visuais, utilizando-se de imagens e poucas palavras. Slides com imagens e poucas palavras fazem o apresentador transmitir as informações oralmente para o público.

Postura aberta: evite estar de braços cruzados em uma apresentação bem como ficar atrás de um púlpito. Jobs, em suas demonstrações, se senta em paralelo ao computador, e assim, nada bloqueia sua visão da plateia e vice-versa. Ele realiza uma atividade no computador e volta-se para os ouvintes explicando o que acabara de fazer, e assim, raramente quebra o contato visual por muito tempo.

Gestos com as mãos: enfatize uma palavra ou frase com algum gesto que as complemente. Evite permanecer com os braços parados ao lado do corpo, pois, desta forma, você parecerá rígido, formal e, até mesmo, um pouco esquisito. Utilizar gestos com a mão enfatiza um pensamento, esclarecendo-o. Utilize gestos com as mãos para enfatizar suas ideias, porém tenha cuidado para que os gestos não pareçam robotizados. Seja espontâneo e autentico, evitando copiar gestos de outros comunicadores.

Expressão verbal: além da linguagem corporal é necessário haver uma boa expressão verbal. Slides incríveis podem significar pouco se você não possuir uma grande expressão verbal. Uma expressão verbal ruim pode arruinar uma historia incrível.

Com a expressão verbal o apresentador pode criar suspense, entusiasmo e emoção na plateia. Procure aplicar duas técnicas que Jobs utilizava para manter seus ouvintes envolvidos:

a) Inflexão:mude sua inflexão aumentando e diminuindo o tom de voz quando julgar necessário. Se todas as palavras forem expressas num mesmo tom, a apresentação e demonstração de um produto irão se tornar monótonos.

b) Pausas:utilize pausas para que não pareça que você está tentando despejar o conteúdo rapidamente na apresentação. Faça pausa para que a sua mensagem seja absorvida pela plateia.

10) Deixe de lado o roteiro

Faça uma apresentação sem recorrer a uma bloco de anotações. Ao invés disto, utilize nos slides uma ideia-chave como incitador. Como já escrito diversas vezes, evite textos longos. Tenha um único tema em cada slide.

11) Não se preocupe com as coisas pequenas

Independente do quanto você se preparar para a apresentação, algo pode ocorrer de forma não desejada, diferente do que havia sido programado. Não se deixe perturbar no palco, reconheça o problema e continue a apresentação. Nesses casos, mantenha a calma e tente resolver o problema com tranquilidade. Não deixe que um empecilho acabe com o seu entusiasmo, e ai sim, acabe com a sua apresentação.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/como-steve-jobs-nos-ensina-a-ser-um-bom-comunicador/92224/

03fev/20

5 dicas para trabalhar bem em equipe

Ser paciente e buscar o diálogo contribuem para a leveza do clima no ambiente corporativo

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Assim como a vida pessoal, o dia a dia corporativo é feito tanto de momentos alegres como também de acontecimentos nem sempre agradáveis. Afinal, não é difícil conhecer alguém que já tenha discutido com um colega de trabalho, se desentendido com algum cliente por falhas na comunicação ou até mesmo ficado ressentido pela falta de comprometimento por parte de pessoas próximas no ambiente organizacional.

Mas, apesar de surgirem alguns obstáculos durante o percurso, nem tudo está perdido. De acordo com o escritor norte-americano Patrick Lencioni, autor do livro “Os 5 desafios das equipes”, o trabalho coletivo nada mais é do que o ato de praticar um pequeno conjunto de princípios durante um longo período de tempo. Mas, como lidar com as adversidades do cotidiano profissional e manter todos confiantes, unidos e focados nos mesmos objetivos?

“O sucesso do trabalho em grupo está diretamente ligado à capacidade humana de se relacionar. Qualquer pessoa pode cometer erros, mas, é justamente ao reconhecê-los que é possível superar os conflitos e caminhar para conquistar o que foi traçado previamente”, responde o diretor da Prepara Cursos, Guilherme Maynard.

Abaixo, o executivo dá cinco dicas para quem deseja trabalhar ainda melhor em conjunto e contribuir para o desenvolvimento individual e coletivo.

1 – Seja paciente e aceite as ideias dos companheiros

Nem sempre é fácil conciliar as opiniões de todas as pessoas que fazem parte de uma equipe e, para que não haja nenhum desentendimento, é preciso praticar a paciência, pensar bem antes de falar o que deseja, ouvir e respeitar o que os demais colegas têm a dizer mesmo que não esteja de acordo com os seus argumentos. Aceitar novas ideias – ou mesmo reconhecer que as dos outros colegas são melhores do que a sua – é uma atitude altruísta em prol do objetivo desejado.

2 – Não destrate os colegas e sempre procure dialogar

Como em qualquer nível de relação interpessoal, conflitos podem surgir devido a alguma divergência. Mas, é importante ter em mente de que, por menores que sejam, eles não devem interferir no resultado do trabalho. Uma coisa é não concordar com a ideia apresentada, outra é destratar quem a sugeriu. E se algo o deixou desconfortável, procure expor o seu ponto de vista sem ofender ninguém. Isso ajudará a buscar a melhor solução para resolver quaisquer problemas.

3 – Planejar e saber dividir não faz mal a ninguém

É natural que, ao trabalhar em grupo, algumas pessoas se dispersem mais do que outras. Por isso, é fundamental seguir um planejamento para que o objetivo seja alcançado de maneira eficaz. Lembre-se: o trabalho é coletivo e não individual. Partilhar responsabilidades e informações fará bem a todos os envolvidos.

4 – Ajude e, se precisar, peça ajuda

Não há problema nenhum em colaborar com os seus colegas de equipe e muito menos pedir auxílio caso seja necessário. Isso não diminuirá o resultado do seu esforço, nem fará com que a outra pessoa se sinta inferior por ser ajudada. O resultado final será sempre melhor do que o esperado!

5 – Procure manter a boa convivência

Trabalhar em equipe é uma boa oportunidade para conhecer melhor as pessoas. É uma grande possibilidade para crescer e se desenvolver e também para contribuir para que outros integrantes do grupo também tenham a mesma chance. Laços serão criados e as relações serão ainda mais solidificadas.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/5-dicas-para-trabalhar-bem-em-equipe/121983/5

02fev/20

Boa vontade não basta é preciso saber liderar uma iniciativa social

Não basta boa vontade para viabilizar projetos sociais, é preciso desenvolvimento de competências e habilidades para lidar com os negócios

É comum vermos muitas OSC’s – Organizações da sociedade Civil ou ONG’s – Organizações não governamentais, com propósitos excelentes e com foco bastante claro no que se refere à contribuição social. Do outro lado, também vejo que há muito para evoluir quando a questão é planejamento e gerenciamento, pois parecem desafios diferentes de outras organizações com fins lucrativos, mas não são.

Podemos observar que de qualquer forma muitas OSC’s e ONG’s precisam que suas lideranças se desenvolvam nos quesitos de gestão, que identifiquem a eficácia da sua organização. Além da gestão, a liderança social precisa de muitas das competências de líderes atuantes no meio organizacional, e até mais, por se tratar de lideranças com colaboradores diretos e às vezes voluntários, que podemos considerar colaboradores indiretos, já que não respondem todo o tempo para estes líderes.

Quando se fala de resultados, as OSC’s e ONG’s imaginam apenas o impacto que causam na sociedade, mas devem também incluir na sua agenda a forma de captação de recursos financeiros, pois são essenciais para tornar o negócio sustentável de tal modo que possam ajudar com precisão a quem necessita, causando um maior e melhor impacto na sociedade.

Não basta boa vontade para viabilizar projetos sociais, é preciso desenvolvimento de competências e habilidades para lidar com os negócios.

Celso Braga é sócio-diretor do Grupo Bridge, Psicológo e Mestre em Educação, pós-graduado em Psicodrama Sócio Educacional e possui 25 anos de experiência em desenvolvimento humano e projetos de conexões entre projetos educacionais e inovação.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/boa-vontade-nao-basta-e-preciso-saber-liderar-uma-iniciativa-social/124964/25

02fev/20

Como usar o aplicativo Zen para aprender a meditar e dormir melhor

Aplicativo conta com sessões de meditação focadas no humor do usuário e outras formas de personalização

Por Raquel Freire, para o TechTudo

11/06/2019 08h00  Atualizado há 6 horas


Zen é um aplicativo de meditação e relaxamento que tem feito sucesso entre os brasileiros – atualmente, ele está entre os 60 apps mais baixados da App Store. O programa é totalmente disponível em português, com áudios narrados por profissionais do nosso país. O serviço é voltado para quem está começando a meditar, trazendo um programa de avanço gradativo na prática.

A plataforma reúne áudios desenvolvidos para diferentes objetivos, como melhorar o sono, controlar a ansiedade, aumentar o foco e concentração etc. Parte dos exercícios está liberada gratuitamente, apesar de o acesso completo ser por meio de assinatura. No tutorial abaixo, o TechTudo ensina como usar os recursos grátis do Zen, que está disponível para Android iPhone (iOS).

Aplicativo de meditação: confira como fazer com o Headspace no celular

Como usar o aplicativo Zen para aprender a meditar e dormir melhor — Foto: Raquel Freire/TechTudo

Como usar o aplicativo Zen para aprender a meditar e dormir melhor — Foto: Raquel Freire/TechTudo

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Passo 1. Faça o download de Zen pelo TechTudo e abra o app. Na primeira tela, pressione “Continuar”. Depois selecione os seus objetivos pessoais com o aplicativo e toque em “Continuar”;

Telas iniciais do app de meditação e relaxamento Zen — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Telas iniciais do app de meditação e relaxamento Zen — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Passo 2. O Zen é um app grátis com recursos pagos inclusos. Para experimentar a versão completa, aperte “Continuar”. Se quiser manter a versão free, toque no “X” no canto superior. O aplicativo será aberto na tela “Reflexões”, que traz uma meditação do dia e várias mensagens positivas embaixo. A dinâmica para ouvir os áudios será explicada no tópico a seguir, a partir da aba “Destaque”;

App Zen abre na aba "Reflexões", que traz meditação do dia e mensagens positivas — Foto: Reprodução/Raquel Freire

App Zen abre na aba “Reflexões”, que traz meditação do dia e mensagens positivas — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Passo 3. Toque na aba “Destaque” para abrir os principais programas de meditação do app. Neste exemplo, selecionamos o programa “21 dias de meditação”. Dê um toque em qualquer lugar do card e então aperte o ícone de “Play” do primeiro dia;

Menu com áudios do programa 21 dias de meditação do app Zen — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Menu com áudios do programa 21 dias de meditação do app Zen — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Passo 4. O áudio vai começar automaticamente. Se quiser interromper a execução, aperte o botão de pausa, no centro da tela. No final, o Zen exibirá uma mensagem de congratulações por você ter concluído uma meditação. Basta apertar o “X” para voltar à tela anterior;

Áudio com meditação do app Zen concluído — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Áudio com meditação do app Zen concluído — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Passo 5. A aba “Meditações” reúne todos os exercícios do aplicativo. Caso tenha optado em usar a versão gratuita, entre nas meditações com o selo “Free”. Há sempre duas opções: uma com música de fundo e outra sem. Selecione a de sua preferência;

Aba "Meditações" do app Zen e versões do áudio com e sem música de fundo  — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Aba “Meditações” do app Zen e versões do áudio com e sem música de fundo — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Passo 6. A mecânica do áudio é a mesma em todas as abas. Note que há um ícone de coração no canto inferior da tela de áudio. Toque nele para marcar a meditação como favorita. Para sair, aperte o “X”. Entre na aba “Terapia” para abrir meditações de acordo com o seu humor;

Marcação de meditação como favorita e abertura da aba "Terapia" no app Zen — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Marcação de meditação como favorita e abertura da aba “Terapia” no app Zen — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Passo 7. Arraste o círculo branco até o ponto que represente seu estado de humor no momento – neste caso, selecionamos “Ansioso”. Então toque no botão de “play” para ouvir a meditação que trata deste problema;

Execução de meditação selecionada a partir do humor do usuário no aplicativo Zen — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Execução de meditação selecionada a partir do humor do usuário no aplicativo Zen — Foto: Reprodução/Raquel Freire00:00/01:11

Como aprender músicas com aulas em vídeo no app Cifra Club

Como aprender músicas com aulas em vídeo no app Cifra Club

fonte:
https://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/2019/06/como-usar-o-aplicativo-zen-para-aprender-a-meditar-e-dormir-melhor.ghtml

02fev/20

Como remover fundo de fotos online: conheça sete opções

Sites removem fundo de imagem sem instalar programas no PC

Por Mariana Coutinho, para o TechTudo

11/06/2019 07h00  Atualizado há 7 horas


Remover fundo de fotos é uma edição simples que pode ser feita online, sem recorrer a programas sofisticados como o Adobe Photoshop. Vários sites “apagadores” de fundo permitem deixar transparente o segundo plano de uma imagem, destacando apenas um elemento à frente. Por isso, a lista a seguir traz sete opções de sites para remover o fundo de fotos. As plataformas funcionam online e não é preciso instalar nada no PC para usá-las. Confira pontos fortes e fracos de cada ferramenta na lista abaixo.

Seis editores de foto online que vão facilitar sua vida

Lista traz sites para remover fundo de foto — Foto: Reprodução/TechTudo

Lista traz sites para remover fundo de foto — Foto: Reprodução/TechTudo

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1. LunaPic (lunapic.com/editor)

O LunaPic é um editor online de fotos completo. Remover o fundo de imagens é apenas uma das várias funções do software. O recurso é recomendado para imagens com um fundo sólido, pois o resultado não é satisfatório quando há muitas cores e sombras em segundo plano.

Para acessar a ferramenta, faça upload de uma imagem salva no computador ou insira URL de um arquivo online. Depois, escolha a opção “edit” e selecione “transparent background”. Em seguida, assinale a cor do fundo da imagem para que todos os elementos daquele tom fiquem transparentes. Então basta salvar a nova foto para o seu computador já sem o fundo com a opção “save”, no canto superior esquerdo.

Imagens sem fundo em segundos com o LunaPic — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

Imagens sem fundo em segundos com o LunaPic — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

2. RemoveBG (remove.bg)

Diferente do editor online LunaPic, o RemoveBG serve especificamente para tirar fundos de imagens. O site promete demorar apenas cinco segundos para fazer a edição, e cumpre a premissa sem dificuldade.

Para usá-lo, faça upload de uma imagem do computador, ou pressione “enter a URL” para inserir uma imagem online. O site tira o fundo da imagem automaticamente, sem que o usuário precise configurar mais nada. Depois de comparar a foto original com a editada, pressione o botão “download” para salvar a imagem.

RemoveBG tira o fundo automaticamente — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

RemoveBG tira o fundo automaticamente — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

3. Online Image Editor (online-image-editor.com)

O Online Image Editor é uma opção para quem deseja remover o fundo de uma imagem que não tenha uma cor sólida. A plataforma permite selecionar o objeto principal da imagem para deixar o resto transparente. Para começar, faça upload da imagem e, depois, acesse a aba “Wizards” e a opção “Transparency”.

Em seguida, selecione “Draw Transparente Line” para ativar a ferramenta de seleção. Você deve pintar todo o fundo de vermelho para que a área fique transparente. Quando terminar a edição, pressione “Save” e faça o download da imagem editada.

Salve sua imagem sem fundo feita no Online Image Editor — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

Salve sua imagem sem fundo feita no Online Image Editor — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

4. Background Burner (burner.bonanza.com)

O Background Burner tem a mesma premissa que o RemoveBG: remover automaticamente o fundo de fotos adicionadas à plataforma. Embora não tenha a mesma precisão o RemoveBG, o Background Burner permite que você ajuste a edição clicando na opção “touch up”.

Na tela seguinte, vê-se de um lado a foto original e, de outro, a imagem editada pela plataforma. Para ajustar, use a ferramenta com o mouse e selecione a área que deve ser mantida. Repare que no topo da tela há dois símbolos de “+” e “-“. Clique no símbolo de “+” para selecionar partes da imagem que devem permanecer, e no símbolo de “-” para selecionar o fundo, ou seja, aquilo que deve ser removido. Suas edições vão aparecendo automaticamente na imagem da direita. Quando terminar, pressione “Done” e, em seguida, faça download da imagem.

Selecione as partes da imagem que devem permanecer no Background Burn — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

Selecione as partes da imagem que devem permanecer no Background Burn — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

5. Photo Scissors (online.photoscissors.com)

O Photo Scissors apaga automaticamente o fundo de fotos, e apresenta uma tela de edição para que o usuário melhore a remoção de elementos da imagem da maneira que desejar. Para fazer a edição, selecione o símbolo de “+” para marcar a área da foto que deve ser mantida, e o símbolo “-” para selecionar o fundo que ficará transparente.

Você pode ajustar o tamanho do pincel na barra de intensidade. Quanto menor o tamanho, mais precisa será sua seleção. Quando acabar, selecione o ícone do disquete para salvar a imagem no computador.

Faça a seleção correta para tirar o fundo no Photo Scissors — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

Faça a seleção correta para tirar o fundo no Photo Scissors — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

6. Clipping Magic (pt.clippingmagic.com)

O Clipping Magic apresenta duas vantagens em relação ao Photo Scissors: a interface é totalmente em português, e a ferramenta é mais precisa. Basta selecionar em verde o que é objeto (no botão “+”), e em vermelho o que é fundo (opção “-“), para que site realize a edição. A desvantagem da plataforma é a necessidade de assinar o serviço para baixar a imagem editada.

Edições no Clipping Magic para tirar fundo de imagens — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

Edições no Clipping Magic para tirar fundo de imagens — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

7. Malabi (malabi.co)

O Malabifaz uma edição automática da foto e permite que o usuário faça retoques na opção “Touch up”. Na sala de edição, deve-se selecionar o objeto com a cor verde e o fundo com a cor vermelha. Para baixar a imagem editada, a plataforma exige a assinatura de uma plano, que é pago.

Selecione o fundo em vermelho na plataforma Malabi — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

Selecione o fundo em vermelho na plataforma Malabi — Foto: Reprodução/Mariana Coutinho

Lembre-se de sempre salvar suas imagens com fundo transparente em formatos compatíveis, como o PNG. Salvar a imagem em JPGE ou outros formatos pode transformar o fundo recortado em preto ou branco e perder o efeito.

Como recuperar fotos do PicLock? Tire dúvidas no Fórum do TechTudo.–:–/–:–

Como editar fotos no computador sem baixar nada

Como editar fotos no computador sem baixar nada

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https://www.techtudo.com.br/listas/2019/06/como-remover-fundo-de-fotos-online-conheca-sete-opcoes.ghtml

02fev/20

WhatsApp que muda de cor? Veja cinco lendas sobre o mensageiro oficial

Criminosos se aproveitam da popularidade do aplicativo para aplicar golpes

WhatsApp é o aplicativo mais popular do mundo, por isso é muito difícil encontrar alguém que não tenha o app instalado no celular. O mensageiro tem diversos recursos que agradam usuários de AndroidiPhone (iOS) e versão web, porém é muito comum surgirem lendas envolvendo recursos fictícios da plataforma. Nos boatos transmitidos por meio de mensagens, funções não disponíveis oficialmente ou informações falsas são divulgadas como verídicas.

Entre as mentiras mais comuns, há a promessa de mudar o WhatsApp de cor ou a informação de que a ferramenta passará a ser paga. Vale lembrar que algumas destas ferramentas estão disponíveis em apps não-oficiais, como o GB WhatsApp ou Yo WhatsApp, que apresentam riscos de privacidade e bloqueio de contas. Para evitar que você seja enganado e clique em links duvidosos, o TechTudo separou cinco lendas sobre o aplicativo a seguir.

O que cada emoji usado no WhatsApp significa? Veja principais explicações–:–/–:–

WhatsApp: cinco dicas para usar o app com segurança

WhatsApp: cinco dicas para usar o app com segurança

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1. WhatsApp muda de cor?

De forma oficial, não é possível alterar a cor do fundo do WhatsApp – apenas o papel de parede das conversas. O desejo de deixar o mensageiro com mais personalidade e usar tons diferentes faz com que muitas pessoas cliquem em convites falsos sobre a liberação desta função.

O golpe que promete mudar a cor do aplicativo já enganou milhões de usuários — Foto: Reprodução/Psafe

O golpe que promete mudar a cor do aplicativo já enganou milhões de usuários — Foto: Reprodução/Psafe

O link direciona o usuário para uma página com uma interface bonita, parecida em alguns aspectos com o WhatsApp. Porém, o site falso orienta a vítima a compartilhar a URL com amigos ou grupos do aplicativo para que as cores fiquem disponíveis. Depois disso, o usuário é levado a instalar apps e extensões suspeitas, que podem conter vírus.

2. WhatsApp com fundo transparente?

O GB WhatsApp é uma versão pirata do aplicativo original, que possibilita a inclusão do fundo transparente  — Foto: Reprodução/Mirella Stivani

O GB WhatsApp é uma versão pirata do aplicativo original, que possibilita a inclusão do fundo transparente — Foto: Reprodução/Mirella Stivani

Ainda na linha de personalização do aplicativo, um golpe promete deixar o fundo do WhatsApp transparente. Na verdade, tratam-se de versões não oficiais do mensageiro, que podem expor os usuários a diversos riscos, como o roubo de dados pessoais e danos financeiros. Além disso, a plataforma anunciou que vai bloquear contas vinculadas às versões ilegais.

Uma alternativa mais segura para quem deseja deixar o celular translúcido é o Transparent Phone Screen — aplicativo disponível para celulares Android e que pode ser aproveitado junto com o WhatsApp.

3. Como saber quem visitou meu perfil?

Cibercriminosos se aproveitam da curiosidade dos usuários para aplicar o golpe — Foto: Divulgação/Kaspersky Lab

Cibercriminosos se aproveitam da curiosidade dos usuários para aplicar o golpe — Foto: Divulgação/Kaspersky Lab

Não é permitido saber quem acessou o seu perfil no WhatsApp, mas criminosos virtuais se aproveitam da curiosidade dos usuários para ganhar dinheiro de forma ilegal. O golpe é aplicado por meio de mensagens que circulam pelo aplicativo.

Como é de costume, a página afirma que é preciso realizar o compartilhamento do conteúdo para os contatos do app para que o recurso seja liberado. Na sequência, o usuário é direcionado para diversas propagandas de assinatura, mas nenhuma fala sobre descobrir quem visualizou o perfil no mensageiro.

4. Como esconder o status online?

O app permite configurar várias opções de privacidade no aplicativo, mas não é possível esconder quando está online  — Foto: (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

O app permite configurar várias opções de privacidade no aplicativo, mas não é possível esconder quando está online — Foto: (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

A única maneira de impedir que alguém consiga visualizar o seu status online é bloquear o contato do WhatsApp. Existem apps que prometem fazer isso, mas não são oficiais e, por isso, potencialmente perigosos.

O mensageiro verdadeiro tem recursos que visam aumentar a privacidade dos usuários. O WhatsApp permite que as pessoas ocultem o horário em que estiveram online pela última vez, a foto, o recado, o status, entre outras opções.

5. WhatsApp será pago?

WhatsApp em meio a moedas — Foto: Luciana Maline/TechTudo

WhatsApp em meio a moedas — Foto: Luciana Maline/TechTudo

“Será que o WhatsApp vai passar a cobrar pelo serviço?”. Este é um boato que deixa muitas pessoas preocupadas. Felizmente, a mensagem que afirma que é necessário repassar o conteúdo para toda a lista de contatos para que o app não seja bloqueado e a cobrança efetivada é falsa. Não existe previsão para a cobrança de assinaturas da versão tradicional do aplicativo. Além disso, caso isso aconteça, a plataforma não pode iniciar as cobranças sem avisar oficialmente aos usuários.

fonte:
https://www.techtudo.com.br/listas/2019/06/whatsapp-que-muda-de-cor-veja-cinco-lendas-sobre-o-mensageiro-oficial.ghtml

02fev/20

O péssimo hábito da procrastinação

Quando é que você pretende se tornar mais organizado e mudar a sua vida para a melhor? Como se livrar do triste hábito da procrastinação? Mude seus hábitos e mude sua vida

iStock

Durante muito tempo eu trabalhei com um colega que utilizava uma técnica interessante para selecionar projetos e se livrar dos problemas relacionados à sua área. Como se tratava do todo-poderoso da área comercial e tudo tinha que passar pelo seu crivo, ele formava sempre três pilhas de documentos devidamente organizadas sobre a mesa de trabalho.

A pilha do lado esquerdo dizia respeito aos documentos ou projetos recebidos durante a semana, ou seja, casos recentes e urgentes. A pilha do meio referia-se aos projetos que foram urgentes um dia, agora nem tanto, já que há mais de uma semana ninguém cobrava nada. Por fim, a pilha do lado direito, com o dobro de documentos contidos na pilha do meio, que estavam estacionados ali há mais de um mês, era sinal de que o nível de urgência havia sido rebaixado para irrelevante. Como ele sempre dizia, “se alguém reclamar, os projetos estão por aqui, caso contrário, não devem muito importantes”.

Eu ficava indignado com tal atitude e considerava aquilo um absurdo, mas o fato é que eu saí da empresa e o indivíduo continuou por lá utilizando a mesma técnica, com um pouco mais de velocidade, em razão da globalização e da competitividade, segundo me dizem os remanescentes da época, mas o fato é que ele resistiu bem mais do que eu praticando a arte de empurrar as coisas com a barriga.

Durante anos eu lutei contra um hábito extremamente nocivo para o desenvolvimento humano, em todos os sentidos: a procrastinação. Em poucas palavras, procrastinação é o hábito de se deixar para depois ou para o dia seguinte ou para algum dia, quando sobrar tempo, o que pode ser realizado imediatamente ou em prazo definido, se houver boa vontade e predisposição para o planejamento.

Tudo o que acontece na vida está diretamente relacionado com os seguintes pontos:

1) A sua capacidade de atrair coisas boas ou coisas ruins, dependendo do seu estado de espírito;

2) A sua capacidade de realizar a contento aquilo que lhe é atribuído em troca de um benefício ou de uma remuneração;

3) A sua capacidade para enfrentar as adversidades que surgem com frequência no seu caminho todas as vezes que você encontra-se devidamente bem instalado na sua zona de conforto pessoal e profissional;

4) A sua capacidade de realizar as coisas de maneira mais rápida e eficiente do que as pessoas ao seu redor.

Imagine que você contemple todas as competências mencionadas anteriormente e, ainda assim, sua vida exiba um verdadeiro cabedal de dificuldades, tais como: acúmulo de dívidas no cartão de crédito, limite inteiramente tomado no cheque especial, pressão familiar para redução da carga horária de trabalho, queda no volume de vendas e, por consequência, não atingimento das metas, e o que é pior, seu chefe vive perguntando quanto tempo falta para você se aposentar apesar de você ter entrado na empresa há pouco tempo.

Embora a maioria dos profissionais não acredite tanto na sua capacidade de realização, por razões de ordem familiar, histórica e cultural, o seu potencial de criatividade para solução de problemas é inesgotável. A dificuldade maior está na falta de disciplina, de organização, de planejamento, na baixa autoestima e, em boa parte dos casos, na sua triste e real capacidade de deixar para amanhã o que se pode fazer hoje.

Em geral, a sociedade recomenda que sejamos fortes, apresentáveis, sorridentes, bem-relacionados e, acima de tudo, bem-sucedidos. Isso nos impõe uma sobrecarga violenta de trabalho, além da emocional, praticamente incompatível com a nossa capacidade de resposta. Resultado: frustração, estresse, pressão alta, cara feia todas as manhãs, dívidas, doenças de todos os tipos, demissão ou afastamento.

A tentação de parecermos o que não somos sempre nos persegue e, no fundo, acabamos dando um jeito para tudo, porém o custo é elevado. Por conta da nossa eterna necessidade de querer ser e de ter sempre mais do que o necessário, sacrificamos a saúde, o relacionamento conjugal, o crescimento dos filhos, enfim, o convívio familiar, e não vivemos a vida plenamente.

O que você precisa para ter qualidade de vida? Por que assume tantos compromissos que não tem condições de cumprir? Quanto vale tomar um bom café da manhã ao lado da família ou fazer aquela viagem que há anos está sendo adiada por conta da pressão da sociedade?

Embora a sociedade imponha uma série de restrições e de obrigações, cabe a você, e mais ninguém, a decisão de aceitar aquilo que não condiz com a sua maneira de ser, pensar e agir. Portanto, ser seletivo não é uma questão de ser prepotente, mas uma questão de sobrevivência.

Por tudo isso, quero compartilhar minha experiência com vocês, pois aprendi, a duras penas, que a melhor forma de avançar mais rápido é estabelecer prioridades de acordo com a importância dos nossos objetivos e metas.

Tentar abraçar o mundo com as pernas e empurrar as coisas com a barriga é um defeito, por vezes irremediável, que não levará você a lugar algum, portanto, as questões a seguir são fundamentais para ajudá-lo a recuperar o foco e manter acesa a esperança de uma vida mais digna, consistente e equilibrada.

1. Uma coisa de cada vez: não existe frustração maior do que várias coisas iniciadas e nenhuma encerrada com sucesso. Vá por partes, mas faça bem feito.

2. Crie metas mensuráveis: o segredo é fracionar a meta principal em pequenas metas seguidas de ações concretas e prazos específicos para conquistá-las.

3. Estabeleça prioridades: acredite no todo, mas dedique-se ao mais importante de acordo com cada momento da sua existência. As coisas mais importantes não devem ficar à mercê das coisas menos importantes, dizia Goethe, escritor alemão.

4. Pare de procrastinar: deixar para amanhã o que se deve fazer hoje é uma excelente maneira de prorrogar os seus sonhos para um dia, talvez quando você nao tiver mais paciência, energia e motivação para nada.

5. Você é totalmente responsável por sua vida: você não pode mudar as circunstâncias nem os acontecimentos ao seu redor, mas pode mudar a si mesmo. Não basta ter competência, é necessário ter atitude.

De acordo com Mark Twain, escritor e conferencista norte-americano, o segredo de ir em frente está em começar e o segredo de começar está em repartir as tarefas complexas e esmagadoras em tarefas pequenas e administráveis e, então, começar pela primeira.

Pense nisso, mude seus hábitos e seja bem mais feliz!

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/o-pessimo-habito-da-procrastinacao/22285/