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07jul/20

UNIVERSIDADE NOS EUA OFERECE MESTRADO EM COMPLIANCE COM AULAS VIA INTERNET

Brasileiros podem conquistar título americano de Master of Science in Compliance da Ambra University

Em um mercado acirrado no qual se busca por profissionais mais atualizados quando se trata de conhecimento, um diploma de mestrado faz toda a diferença tanto no currículo quanto na formação teórica para atuação profissional em alto nível. Para quem já está no mercado, no entanto, muitas vezes, o processo de assistir a aulas presenciais, com horários fixos e necessidade de deslocamentos, mostra-se inviável na rotina. Por isso, instituições com programas de mestrado 100% via internet têm conquistado cada vez mais alunos que precisam ou preferem liberdade de tempo e espaço para estudos.

É o caso da Ambra University, instituição de ensino em Orlando, na Flórida, que oferece um mestrado em Compliance com aulas pela internet, conferindo ainda, ao profissional, um diploma de universidade credenciada nos Estados Unidos da América.

Voltado para profissionais de administração, contabilidade, engenharia, auditoria, direito que queiram ingressar de forma diferenciada na área do Compliance, o programa da Ambra confere o título americano de Master of Science in Compliance.

AULAS, SEMINÁRIOS E CAP METHOD®

mestrado em Compliance da Ambra University tem aulas em português e confere um título de mestrado americano.

O programa compreende:

  • 400 aulas gravadas
  • 120 encontros ao vivo com professores via internet
  • 40 palestras ao vivo

Tudo que é obrigatório no mestrado é realizado via internet e, opcionalmente, o mestrando pode ir até Orlando para workshops complementares, congressos, palestras etc.

Ao final, o mestrando produz uma dissertação de mestrado com supervisão e orientação individualizada de professor doutor usando ferramentas de escrita de documentos na nuvem como o Google Docs e diversas outras soluções tecnológicas. Ademais, cada mestrando realiza diversas reuniões semanais ou quinzenais com seu orientador ao longo da produção da dissertação de mestrado.

Um dos diferenciais do programa são os Compliance Serial Seminars, seminários no estilo americano de ensinar negócios e direito nos quais os mestrandos têm contato com profissionais da área de compliance que são convidados para dar palestras e promover discussões. Ao final do módulo, os mestrandos produzem um livro em conjunto que pode se publicado internacionalmente com ISBN pela editora da universidade, a Ambra University Press.

A Ambra utiliza o CAP Method® que é uma metodologia de ensino-aprendizagem registrada no US Patent and Trademark Office que usa prática deliberada, feedback e avaliação formativa para garantir a entrega de competências de alto nível para cada profissional que cursa o mestrado diferenciando-se significamente do modelo de EaD praticado predominante no ensino superior do Brasil e também em parte das instituições dos EUA e Canadá que atuam na educação a distância.

No fim das contas, o objetivo do mestrado em compliance é dotar o profissional de competências de alto nível transformando o mestre em qualificado profissional para resolver complexos problemas de áreas correlacionadas com compliance.

CONHECIMENTO APROFUNDADO

A área de compliance é naturalmente multidisciplinar e o mestrado em compliance proporciona grande diferencial competitivo para profissionais interessados em compliance, governança corporativa, auditoria, diplomacia corporativa, etc.

Atualmente, existem dezenas de milhares de vagas para profissionais de compliance nos Estados Unidos sendo essa uma ótima área para profissionais que desejam abrir a possibilidade de atuar internacionalmente. Ademais, no Brasil a demanda por profissionais da área de compliance está em amplo crescimento.

Ao final do Mestrado em Compliance, os mestrandos saem com a seguinte produção:

  • 8 artigos acadêmicos
  • 10 apresentações ou debates de caso
  • 1 a 3 capítulos de livros.
  • 1 dissertação de mestrado

Os mestrandos também possuem acesso a mentorias exclusivas, podem participar em banca de trabalho de graduação e também como orientadores de graduandos.

O juiz de direito Marcus Magalhães, que atua no Mato Grosso do Sul, afirma que se surpreendeu com a quantidade de conteúdo e qualidade do ensino. Por ser um mestrado 100% online, ele esperava que o ritmo fosse mais tranquilo. “A Ambra adota um padrão de aulas gravadas e encontros ao vivo com os alunos e professor. É bastante puxado, nós fazemos módulos de um trimestre e o corpo docente é excelente. A bibliografia é bastante extensa, tanto textos avulsos quanto livros, em todas as disciplinas”, afirmou Magalhães.

Outros alunos da universidade também falam sobre a excelência do ensino. “A qualidade é ímpar. Os professores são muito bem preparados”, explicou o mestrando Elizandro Natal Brollo. “O mestrado em compliance da Ambra é um mestrado com um grande conhecimento aprofundado. Ele tem discussões amplas envolvendo questões de governança corporativa, compliance em si, diplomacia corporativa, gestão estratégica, análise econômica do direito. É um conhecimento que realmente faz sentido no mundo prático”, explica Alfredo Freitas, um dos fundadores da Universidade.

INSCRIÇÕES

A Ambra está com processo seletivo aberto para preencher até 10 vagas na próxima turma do mestrado em compliance. Para mais informações sobre o Mestrado em Compliance,acesse a página do programa de mestrado.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/universidade-nos-eua-oferece-mestrado-em-compliance-com-aulas-via-internet

07jul/20

JOVENS ESTÃO ADIANDO SONHOS EM RAZÃO DA PANDEMIA, INDICA PESQUISA

A faculdade é a razão principal de frustrações entre jovens de 16 a 24 anos

No “ano da quarentena”, a Geração Z, conjunto de jovens com idades entre 16 e 24 anos, está sendo obrigada a adiar sonhos e planos. É o que indica a pesquisa “Zners – A Geração Z que Viveu a Quarentena”, realizada pela HSR Specialist Researchers. O estudo mostra que esse público tem se adaptado a muitos novos aspectos durante o isolamento social, mas está pessimista em relação ao futuro próximo, e 59% dos entrevistados acreditam que serão forçados a adiar quase todos os planos que faziam para este ano.

A faculdade é a razão principal de frustrações. Entrar, cursar ou se formar no ensino superior foi apontado por 37% dos entrevistados como o maior projeto de vida a ser adiado em razão da pandemia. Viajar foi citado por 22% deles, trabalhar ou mudar de emprego por 15% e socializar em festas e eventos foi citado por 8%, assim como tirar CNH – carteira de habilitação (7%), entre muitos planos, são apontados por eles como sonhos que demorarão mais do que imaginavam para serem realizados. No geral, os jovens não se sentem à vontade com a quarentena: 61% estão entediados e 59% ansiosos.

APRENDIZADOS

O estudo “Zners – A Geração Z que Viveu a Quarentena” ouviu os jovens para analisar cinco dimensões: ‘Relacionamento Familiar’; ‘Vivendo em um Mundo 100% Online’; ‘Alimentação e Saúde’; ‘Educação e EAD’; e ‘Valores Emergentes e Aprendizados da Pandemia’. Embora existam percepções pessimistas, também foram identificados aspectos positivos nos entrevistados.

A interação com a família cresceu e o compartilhamento das refeições faz parte da rotina. Para 47% deles há mais conversas com as pessoas de casa e 40% estão participando mais das refeições em família. Além disso, 27% também estão conversando mais com familiares que moram em outra casa.

O estudo comprovou que esses jovens estão explorando muito bem todas as possibilidades das plataformas de conversas online nesses tempos de isolamento social. No total, 59% passaram a utilizar mais as ferramentas digitais de comunicação, sendo que 48% buscam esses recursos para “encontrar” os amigos. Além disso, 41% dos entrevistados estão criando mais conteúdo, enquanto 21% aproveitam o tempo para fazer novas amizades virtuais.

A Geração Z também está se aventurando na cozinha e fazendo ainda mais atividade física durante a pandemia. Além disso, 57% deles acreditam que, após o período de isolamento, o público ficará mais sintonizado nas questões de higiene e metade desse conjunto ainda vê preocupação crescente das pessoas no que diz respeito aos cuidados com a mente.

INSATISFAÇÃO COM EAD

Com relação aos estudos, os entrevistados apontaram problemas e insatisfação. O ensino a distância está alcançando 56% dos jovens, porém 67% desse conjunto não estão gostando da prática. Entre as falhas apontadas está a falta de método, conteúdo e dinamismo das aulas. Além disso, a ausência de contato pessoal com os amigos no dia a dia é muito sentida e torna a educação remota chata.

Adicionalmente, a pesquisa indica alguns aprendizados nesse período, bem como o fortalecimento de valores. Para 51% deles ficaremos ainda mais humanos e 50% acreditam que cuidaremos mais uns dos outros. Os resultados também revelam que 43% dos entrevistados pensam que seremos mais colaborativos. E o olhar para o próximo também ganhou importância, pois 75% manifestam medo de contaminar outras pessoas de forma geral e 57% expressam temor de contagiar alguém da própria família. Outro dado sinaliza que 47% pretendem continuar a ajudar amigos, familiares, vizinhos e desconhecidos após a pandemia .

“Essa geração tem uma relação com o tempo bem especial. Esses jovens não se veem projetando a vida em décadas, mas, no máximo, em poucos anos. Quando se percebem em um momento sem muitas perspectivas ou solução aparente em curto prazo – da qual não podem fazer parte – desanimam. Eles são ágeis e, de certa forma, se acham independentes. O cenário faz com que toda essa certeza de vida enfraqueça”, analisa Naira Maneo, sócia-diretora da HSR Specialist Researchers.

METODOLOGIA

A pesquisa realizada na segunda semana de maio ouviu mais de 1,5 mil jovens, entre 16 e 24 anos, das classes sociais A, B e C, nas principais capitais brasileiras, tendo como base questionário estruturado a partir de levantamento qualitativo realizado em abril. O estudo foi estruturado em cinco dimensões para analisar de forma ampla os pensamentos e sentimentos dos jovens.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/jovens-est%C3%A3o-adiando-sonhos-em-raz%C3%A3o-da-pandemia-indica-pesquisa

07jul/20

LIVES: ONDA PASSAGEIRA OU VIERAM PARA FICAR?

As transmissões ao vivo, que faziam sucesso entre os adolescentes, viraram febre e se multiplicaram, atingindo as mais diversas faixas etárias

Nos últimos meses, o mundo passou por mudanças, a pandemia levou a maior parte da população para dentro de casa, a sociedade foi obrigada a se reinventar, os recursos digitais nunca foram tão importantes e o papel das redes sociais ganhou ainda mais significado na vida das pessoas, seja para se comunicar com familiares e amigos ou para entretenimento e informação. Diante do novo cenário, houve a explosão de lives (transmissão ao vivo de vídeos), uma importante ferramenta para se comunicar com os públicos de interesse.

As transmissões ao vivo, que faziam sucesso entre os adolescentes, viraram febre e se multiplicaram, atingindo as mais diversas faixas etárias. Os artistas da música reuniram fãs isolados e conectados na tela do celular ou computador, os shows online viraram um fenômeno, uma alternativa para o mercado musical e um formato interessante para ações de marketing.

Mas será que as lives vieram para ficar ou são só uma onda passageira?

Segundo levantamento realizado pela MindMiners, empresa de tecnologia especializada em pesquisa digital, a pedido da CNN Brasil Business, 76% dos entrevistados afirmaram que querem a continuidade das lives, mesmo após a pandemia. A pesquisa foi realizada com 500 pessoas, de todas as regiões do país e classes sociais distintas.

A audiência das transmissões ao vivo é de dez a vinte vezes maior do que a de vídeos gravados, segundo um estudo da consultoria Forrester e da IBM. O poder e o engajamento das lives também chamaram a atenção de marcas, empresários e profissionais de diversas áreas.

A qualquer hora do dia é possível observar conteúdos dos mais variados tipos, pessoas compartilhando conhecimento, inclusive como forma de promover seus negócios, academias e marcas transmitindo aulas de exercícios em casa, bate-papos sobre diversos temas, entrevistas com profissionais da área da saúde, executivos de segmentos diversificados e especialistas em economia. É uma gama gigantesca de possibilidades e um canal de comunicação interessante para aumentar a conexão com o público desejado, atrair novos seguidores, fidelizar os existentes, divulgar produtos e serviços e fortalecer o nome ou a marca.

Uma das principais características da live é a espontaneidade, mas dependendo da proposta do conteúdo, o preparo para falar sobre o assunto, a escolha de um ambiente adequado, boa conexão com a internet e um bom áudio são importantes para o sucesso da transmissão. Fazer uma live sem interagir com o público não faz muito sentido, então é interessante responder perguntas e comentários, cumprindo mesmo o papel de aproximação proporcionada pelo formato. Estar preparado para não ser apenas mais um no meio de tantas opções, pode fazer a diferença. Avisar com antecedência os seguidores sobre a transmissão ao vivo, informando o tema, data e horário, também é essencial. A divulgação garantirá mais audiência e as pessoas poderão se programar para assistir ao conteúdo.

O fato é que as transmissões ao vivo entraram com força na rotina de muita gente e até conquistaram pessoas que se diziam resistentes à tecnologia. A ferramenta deve continuar sendo muito utilizada pós-pandemia e pensar na responsabilidade do conteúdo a ser transmitido é extremamente importante.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/lives-onda-passageira-ou-vieram-para-ficar

07jul/20

VISÃO SISTÊMICA: SOMOS MUITO MAIS DO QUE APARENTAMOS

A partir de hoje, entenda que, quando você olha alguém inspirador, se interesse também pela jornada, pelo percurso, pela essência desse ser. Somos muito mais do que aparentamos. Somos como as árvores!

Imagine uma árvore. Provavelmente você pensa em tronco, galhos, folhas e frutos. Esses são alguns elementos que são visíveis a olho nu. Se, ao invés disso, eu te perguntar quais os elementos de uma árvore, provavelmente você vai incluir a raiz, que é o elemento “oculto”. E, se eu for além e questionar sobre o que faz uma árvore crescer saudável, provavelmente, você vai mencionar os elementos invisíveis: umidade, luminosidade, temperatura do ar ou velocidade do vento. Em resumo, a árvore é muito mais do que a imagem que vemos, ao entrar em um jardim bem cuidado.

A árvore é a metáfora perfeita para entender a visão sistêmica. Nós somos muito mais do que a nossa presença física. Quando você casa com alguém, por exemplo, você casa com o pacote completo, que pode incluir família, filhos etc. Além disso, quando se olha para alguém, mesmo aquela pessoa que se conhece bem, vão existir muitos e muitos elementos invisíveis que vão influenciar as reações involuntárias, os comportamentos e o estado dela. É complexo.

A visão sistêmica funciona para o ser humano como a árvore na natureza e, dessa forma, considera toda essa rede de relações e influências, entendendo a relação entre esses elementos e a importância da harmonia entre eles. Essa é uma das razões pelas quais, na visão sistêmica, não faz sentido separar as pessoas “por partes”. A vida pessoal e a profissional estão entrelaçadas e, se algo importante acontece em um desses lados, o outro vai sentir.

Não adianta plantar um limoeiro em um solo adequado e não fornecer a quantidade de sol que ele precisa para dar frutos ou não oferecer água. O solo não será suficiente para que ele prospere. Assim também somos nós. O nosso movimento influencia no movimento do todo, e o movimento do todo influencia no nosso movimento. Imagina a quantidade de empresas na nossa cidade que se prepararam para um 2020 de crescimento e tiveram que recuar por conta de um vírus, que surgiu em outro continente. É assim que funcionam os sistemas: Em rede, conectados.

Para finalizar, trago uma reflexão sistêmica sobre plantar e colher: Dificilmente quando se vê uma árvore bela, alguém se questiona sobre a semente dessa árvore. A maioria dos comentários é sobre a beleza dos frutos e nós sabemos que os belos frutos são a última etapa, a etapa da colheita. Nós, humanos, precisamos, assim como as árvores, passar por processos de evolução e desenvolvimento, que envolvem pessoas, elementos invisíveis, conexões e muito mais. A partir de hoje, entenda que, quando você olha alguém inspirador, se interesse também pela jornada, pelo percurso, pela essência desse ser. Somos muito mais do que aparentamos. Somos como as árvores!

fonte: https://administradores.com.br/artigos/visao-sistemica-somos-muito-mais-do-que-aparentamos

07jul/20

ESTAR DISPONÍVEL É PRECISO, DIGITALIZAR NÃO É PRECISO

Será que o digital é a resolução para todos os problemas do negócio na crise?

Estamos hoje entrando na segunda metade do ano. Passados mais de 100 dias desde o início da quarentena na maioria do país, vivemos um contexto impensável e longe de qualquer planejamento que tenha sido iniciado no começo do ano, e pior, com um cenário de segundo semestre, que busca algum otimismo, mas que tem uma dificuldade gigantesca de firmar seu rumo, dado o horizonte ainda não claro de quando a pandemia termina e qual o cenário econômico que será resultado de tudo isso.

Na esfera dos negócios, foi mais do que consolidada a importância de não somente estar, mas de ser cada vez mais digital daqui para frente. Mas será que é só sobre isso? Basta estar ou se tornar digital para resolver os dilemas e demandas da nova sociedade de consumo?

Há anos eu trabalho focado em tecnologia para varejo, com um olhar de entender a tecnologia sempre como meio e não como fim para a resolução dos problemas. O digital, em minha opinião, é similar. A conversa digital não esgota as possibilidades e problemas na relação entre marcas e consumidores.

Há uma diferença gigante entre estar e ser digital. Eu vejo que muitas marcas que só migraram para esse ambiente digital agora na crise, provavelmente só “estão” digitais, usando esses canais como um tapa-buracos, até que as coisas se normalizem e possa voltar ao cotidiano. E há um salto gigantesco entre o que podem oferecer essas empresas e o que as empresas que já começam a ser e pensar na forma digital podem oferecer aos seus clientes hoje.

Para recapitular um termo mais do que batido no varejo, mesmo quando se falava de estratégias omnichannel, embora a visão de canal integrada, muitas marcas na prática acabaram por criar um ou mais canais, alguns sem qualquer integração com o todo ou a loja física. Ainda é possível se encontrar hoje marcas que tenham problemas de preços diferentes de acordo com o canal, ou ainda um problema de integração de estoques entre os canais disponíveis ao cliente (não tem na loja e tem no site, ou vice-e-versa).

Eu penso que a principal descoberta das marcas em meio à crise, é a necessidade de estarem disponíveis aos seus consumidores, onde, como e da maneira que eles desejam comprar, algo que não é novo em conceito, mas que deve ser resgatado, para que não seja esquecido. O digital e todo o seu contexto de canais e possibilidades, como os marketplaces, sites, redes sociais e aplicativos diversos, são apenas mais um meio para isso.

O principal objetivo antes, durante e após essa crise, e não importe o cenário que tivermos pela frente, é que as marcas encontrem seus caminhos para que se tornem disponíveis a seus consumidores, o que vai amplificar não somente os canais de venda, mas os canais de distribuição e logística, em novos formatos, como estamos vendo hoje as lojas autônomas e as dark kitchens (cozinhas sem frente de loja, para atender o delivery), por exemplo, e que tem o fim, o objetivo, de “disponibilidade” ao invés de apenas o contexto digital.

Ainda provando que o digital não é o único caminho, basta ver como o porta-a- porta poderá ganhar força no pós-crise, uma vez que as empresas entenderam que vender ativamente e sem a necessidade de estar em uma loja pode ser um grande negócio, como Via Varejo e Ri Happy, por exemplo, que estão conseguindo recuperar vendas conversando e ativando novos clientes.

E não é só o porta-a-porta. Catálogos, mala direta e até mesmo o bom e velho telefone serão poderosas ferramentas de contato com seus clientes.

Gosto muito de dizer que nunca existiram tantas possibilidades de uma marca se conectar com seus consumidores como nos dias de hoje. Não faltam possibilidades e oportunidades para quem quiser buscar esse contato mais próximo com o seu cliente, não importa o porte ou segmento de seu negócio.

Ao pensar em um título para amarrar esse artigo, me veio a frase que o general Pompeu, há mais de 2000 anos usou para incentivar seus marujos em uma arriscada jornada para salvar o abastecimento de Roma: “Navegar é preciso, viver não é preciso” – frase que depois ficaria famosa também pelos versos de Fernando Pessoa, mas em outro sentido.

Penso que para qualquer marca hoje, estar disponível é mais necessário do que apenas estar no digital. Digital é meio, e não fim.

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo

fonte: https://administradores.com.br/artigos/estar-dispon%C3%ADvel-%C3%A9-preciso-digitalizar-n%C3%A3o-%C3%A9-preciso

07jul/20

COMO SE RECUPERAR QUANDO O MUNDO TE QUEBRA

O mundo é um lugar cruel e duro, e é preciso ter força para lidar com ele

Há uma frase atribuída a Ernest Hemingway – que diz que “o primeiro rascunho de tudo é uma merda” – que, de todas as coisas bonitas que Hemingway escreveu, se aplica mais poderosamente ao final de Adeus às armas. Existem nada menos que 47 finais alternativos no livro. Cada um é uma janela do quanto Hemingway lutou para acertar. As páginas, que agora estão na Coleção Hemingway da Biblioteca John F. Kennedy em Boston, mostram Hemingway escrevendo as mesmas passagens repetidas vezes. Às vezes, o texto era quase idêntico, às vezes seções inteiras eram cortadas. Em um momento de desespero, ele até enviava páginas para seu rival, F. Scott Fitzgerald, para receber comentários.

Uma passagem claramente desafiou Hemingway mais que as outras. Isso acontece no final do livro, quando Catherine morre no parto de seu filho natimorto e Frederic luta para entender a tragédia que acaba de acontecer. “O mundo quebra a todos”, escreveu ele, “e depois muitos se tornam mais fortes, nos lugares quebrados. Mas aos que não se deixam quebrar, o mundo os mata”.

Em diferentes rascunhos, ele experimentou versões mais curtas e mais longas. No rascunho manuscrito em que trabalhou com F. Scott Fitzgerald, por exemplo, Hemingway começa com “Você aprende algumas coisas à medida que avança…” antes de começar com sua observação sobre como o mundo nos quebra. Em duas páginas manuscritas digitadas, Hemingway mudou a parte sobre o que você aprende em outro lugar e, em vez disso, acrescentou algo que chegaria o livro final: “Aos que trazem coragem a este mundo, o mundo precisa quebrá-los para conseguir eliminá-los, e é o que faz”

Meu argumento em mostrar essa parte do processo de Hemingway não é apenas refutar definitivamente o mito – em parte da própria criação de Hemingway – de que a boa escrita é algo que flui intuitivamente do cérebro de um gênio (não, a boa escrita é um processo lento e meticuloso, mesmo para gênios). Meu objetivo é dar uma perspectiva de uma das ideias mais profundas de Hemingway, que ele, considerando seu trágico suicídio cerca de 32 anos depois, lutou para integrar totalmente à sua vida.

O mundo é um lugar cruel e duro. Um que, por pelo menos 4,5 bilhões de anos, ainda não foi derrotado. De espécies inteiras de predadores, de Hércules ao próprio Hemingway, foi o lar de criaturas incrivelmente fortes e poderosas. E onde estão agora? Foram-se. Viraram pó. Como diz o verso da Bíblia que Hemingway usou para abrir outro de seus livros (e que inspirou seu título):

“Uma geração passa, e outra geração vem; mas a terra permanece para sempre … O sol também nasce, e o sol se põe, e se apressa ao lugar onde ele nasceu…”

O mundo está invicto. Então, realmente, para todos nós, a vida não é uma questão de “vencer”, mas de sobreviver da melhor maneira possível – de quebrar e resistir, em vez de dobrar o mundo à nossa vontade da maneira que às vezes suspeitamos que podemos quando somos jovens e arrogantes.

Escrevo sobre estoicismo, uma filosofia de autodisciplina e força. O estoicismo promete nos ajudar a construir uma “cidadela interior”, uma fortaleza de poder e resiliência que nos prepara para as dificuldades do mundo. Mas muitas pessoas interpretam isso da forma errada e presumem que o estoicismo é uma filosofia feita para nos tornar super-humanos – para nos ajudar a eliminar apegos e emoções irritantes e para nos tornar invencíveis.

Isto está errado. Sim, em parte o estoicismo é fazer com que você não se quebre com tanta facilidade – para que você não seja tão frágil que a menor mudança na sorte o destrua. Ao mesmo tempo, não se trata de encher você com tanta coragem e arrogância que você se considera inquebrável. Somente os orgulhosos e os estúpidos pensam que isso é possível.

Em vez disso, o estóico procura desenvolver as habilidades – a verdadeira força – necessárias para lidar com um mundo cruel.

Muito do que acontece está fora de nosso controle: perdemos as pessoas que amamos. Somos arruinados financeiramente por alguém em quem confiamos. Nós nos expomos, colocamos todo o nosso esforço em algo e somos esmagados quando isso falha. Somos convocados a lutar em guerras, a suportar enormes impostos ou encargos familiares. Somos ignorados pelo que queríamos tanto. Isso pode nos derrubar e nos machucar. Sim.

O estoicismo existe para ajudá-lo a se recuperar quando o mundo o quebrar e, na recuperação, para torná-lo mais forte em um nível muito, muito mais profundo. O estóico se cura, concentrando-se no que pode controlar: a resposta. A reparação. A aprendizagem das lições. Preparando para o futuro.

Esta não é uma ideia exclusiva do Ocidente. Existe uma forma de arte japonesa chamada Kintsugi, que remonta ao século XV. Nela, os mestres reparam pratos, xícaras e tigelas quebrados, mas em vez de simplesmente fixá-los de volta ao seu estado original, eles os tornam melhores. As peças quebradas não são coladas, mas fundidas com uma laca especial misturada com ouro ou prata. A lenda é que a forma de arte foi criada depois que uma tigela de chá quebrada foi enviada à China para reparos. Mas a tigela devolvida era feia – a mesma tigela de antes, mas rachada. Kintsugi foi inventado como uma maneira de transformar as cicatrizes de uma ruptura em algo bonito.

Você pode ver nesta tigela de chá, que data do período Edo e agora está na Galeria Freer, como as costuras douradas pegam uma tigela comum e adicionam a ela o que parecem raízes ou até vasos sanguíneos. Esse prato, também do período Edo, era claramente uma obra de arte em sua forma original. Agora ele tem um sutil preenchimento de ouro nas bordas, onde foi claramente lascado e quebrado pelo uso. Esta tigela de chá escuro, que agora está no museu Smithsonian, é acentuada com o que parecem relâmpagos intensamente reais de ouro.

Na cultura zen, a impermanência é um tema constante. Eles teriam concordado com Hemingway que o mundo tenta quebrar os rígidos e os fortes. Somos como xícaras – no segundo em que somos feitos, estamos simplesmente esperando para sermos despedaçados – por acidente, por malícia, por estupidez ou má sorte. A solução zen para essa situação perigosa é abraçá-la, ficar bem com a ruptura, talvez até procurá-la. A ideia de wabi-sabi é precisamente isso. Aceitar nossas imperfeições e fraquezas e encontrar beleza nisso.

Assim, tanto o Oriente quanto o Ocidente – estoicismo e budismo – chegam a ideias semelhantes. Somos frágeis, ambos percebem. Mas dessa fragilidade, uma das filosofias percebe que há uma oportunidade para a beleza. A prosa de Hemingway redescobre essas ideias e as funde em algo que é ao mesmo tempo trágico e de tirar o fôlego, que fortalece e traz humildade. O mundo vai nos quebrar. Ele quebra a todos. Sempre quebrou e sempre quebrará.

No entanto…
O autor lutará com o final do livro e tentará desistir. O reconhecimento que buscamos não chegará. O acordo de seguro de que tanto precisávamos será rejeitado. A apresentação para a qual praticamos começará mal e será afetada por dificuldades técnicas. O amigo que estimamos irá nos trair. A cena assombrosa de Adeus às armas pode acontecer, um filho natimorto e uma esposa perdida em trabalho de parto – e tragicamente ainda acontece com muita frequência, mesmo no mundo desenvolvido.

A questão é, como sempre, o que faremos com isso? Como vamos responder?

Porque isso é tudo que temos. A resposta.

A ideia não é descartar a imensa dificuldade de qualquer uma dessas provações. É estar, de antemão, preparado para elas – consciente, com humildade, de que podem acontecer. Em seguida, está a pergunta: resistiremos à quebra? Ou aceitaremos a vontade do universo e procuraremos nos tornar mais fortes onde estávamos quebrados?

Morte ou Kintsugi? Frágil ou, para usar essa maravilhosa frase de Nassim Taleb, Antifrágil?

Nem inquebrável, nem resistente. Porque aqueles que não podem quebrar, não podem aprender e não podem ser fortalecidos pelo que aconteceu.

Aqueles que não quebram são os que o mundo mata.

Não seja inquebrável. Seja, em vez disso, impossível de ser arruinado.

Texto publicado originalmente no blog do autor.

fonte: https://administradores.com.br/artigos/como-se-recuperar-quando-o-mundo-te-quebra

07jul/20

Como gerenciar a nuvem e garantir a agilidade do seu negócio

Empresas precisarão repensar sua infraestrutura para terem agilidade na entrega de novos serviços

Em 2025, quase 50% das empresas na América Latina serão produtores abundantes de software, de acordo com previsão da IDC. E o mercado de soluções cloud terá um papel fundamental: mais de 90% dos novos aplicativos serão nativos da nuvem.

Neste cenário, as empresas precisarão repensar sua infraestrutura para terem agilidade na entrega de novos serviços, flexibilidade em relação ao consumo, visibilidade de custo e gerenciamento das aplicações, tudo isso com altos padrões de segurança.

“As plataformas tecnológicas são a base da vantagem competitiva do século 21. Elas determinarão a rapidez com que você pode se abrir para novas oportunidades de mercado, quão bem você atende seus clientes, quanto pode escalar e com que rapidez você pode responder a um momento como o que estamos enfrentando hoje”, afirma Arvind Krishna, CEO da IBM.

Para atender as demandas desses negócios, que buscam serviços de nuvem para gerar escalabilidade e eficiência, a IBM transformou seu portfólio de software para ser nativo em nuvem e o otimizou para rodar em Red Hat OpenShift. As empresas no Brasil agora podem criar aplicativos essenciais uma vez e executá-los nas principais nuvens públicas, incluindo IBM Cloud, e em nuvens privadas.

Os novos recursos nativos em nuvem são entregues como soluções pré-integradas chamadas IBM Cloud Paks. Certificados pela IBM, os softwares baseados em contêiner oferecem um modelo operacional e um conjunto comum de serviços – incluindo gerenciamento de identidade, segurança, monitoramento e criação de log – e foi projetado para melhorar a visibilidade e o controle nas nuvens, juntamente com um painel unificado e intuitivo.

Cada IBM Cloud Pak inclui middleware IBM conteinerizado e serviços de software comuns para desenvolvimento e gerenciamento, sobre uma camada de integração comum, projetada para reduzir o tempo de desenvolvimento em até 84% e despesas operacionais em até 75%. O IBM Cloud Paks executa onde quer que o Red Hat OpenShift é executado e são otimizados para produtividade e desempenho em Red Hat OpenShift na IBM Cloud.

Com o IBM Cloud Paks, as empresas podem focar no desenvolvimento e gerenciamento de seus aplicativos de missão crítica, e contam com uma forma aberta, mais rápida e segura de mover os principais aplicativos de negócios para qualquer cloud.

IBM Cloud Tech Week

Para quem deseja saber mais sobre os principais conceitos e tecnologias envolvidos na transformação da operação e infraestrutura das empresas, a IBM está promovendo a IBM Cloud Tech Week, uma semana inteira dedicada à uma série de webinars sobre o assunto.

As apresentações, feitas por especialistas da área, abordarão assuntos como:

  • Gerenciamento de aplicações críticas em um ambiente multicloud;
  • DevOps;
  • Modernização da arquitetura monolítica para microsserviços;
  • IBM Cloud Pak e Open Sources;
  • Transporte de dados e comunicação entre aplicações multicloud.

Participe do IBM Cloud Tech Week e saiba como ganhar agilidade hoje garantindo a eficiência!

FONTE: https://administradores.com.br/noticias/como-gerenciar-a-nuvem-e-garantir-a-agilidade-do-seu-neg%C3%B3cio

07jul/20

Como o comportamento do consumidor de tecnologia mudou com a quarentena?

Pesquisa da IDC indica que consumidores adquiriram novos hábitos como maior volume de compras online e o uso de aplicativos para transações financeiras

Evolução do e-commerce, busca por mais segurança, mais conectividade, aumento do uso de meios digitais de pagamento, consolidação do home office e do homeschooling e popularização dos aplicativos de entretenimento, serviços de streaming e jogos digitais. Essas são algumas das maiores mudanças que o período de quarentena causou no comportamento de consumidores da América Latina, de acordo com um estudo feito pela empresa de inteligência de mercado IDC.

A pesquisa, que ouviu três mil consumidores da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru no mês de maio, verificou que a pandemia mudou os hábitos das pessoas em todos os aspectos, inclusive o modo de usar e consumir tecnologia. De acordo com Reinaldo Sakis, gerente de pesquisa e consultoria em Consumer Devices da IDC Brasil, as mudanças também trouxeram novas preocupações. “Com o usuário fazendo mais movimentações financeiras pelo celular e pelo computador, por exemplo, surgiu a necessidade de maior proteção a esses dispositivos”, disse o gerente da IDC Brasil.

Compras online

Mas o medo com a segurança nas transações digitais não brecou o impulso pelas compras. Para cumprir o distanciamento social, muitos consumidores que ainda resistiam ao e-commerce foram seduzidos pelas facilidades e campanhas dos grandes varejistas. Para se ter ideia, no México, as compras online saltaram de 767 para 877 bilhões de pesos mexicanos. E o movimento deve continuar. No Brasil, segundo a IDC, 52% dos entrevistados pretendem fazer mais compras online e 52% disseram que ficarão online mais horas por dia, mesmo após a pandemia.

Muitos consumidores, inclusive, nem pretendem esperar a retomada das atividades normais para comprar produtos de tecnologia. Dos três mil pesquisados pela IDC nos cinco países, 23% têm a intenção de comprar online – e agora – um smartphone, 19% uma impressora, também 19% uma smart TV, 18% querem um notebook e 16% um jogo digital. Na sequência, nas intenções de compra vem tablet (14%), monitor (12%), videogame (12%), assistente digital (11%), PC (10%) e smart watch (10%)

O gerente da IDC Brasil destaca, no entanto, que as intenções de compra durante a pandemia nas duas maiores economias da América Latina são bem diferentes. “Enquanto o mexicano busca por smartphones, smart TVs e videogames, o brasileiro, com uma visão sempre mais otimista, quer consumir mais e, além desses produtos, também incluiu o notebook em sua lista de compras”, afirma.

Consumo de entretenimento

As quarentenas na América Latina também deram relevância ao PC como ferramenta para assistir a filmes, séries e outros conteúdos de entretenimento. Um estudo da IDC com a Netquest, mostrou que, entre janeiro e abril, no Brasil, houve um aumento de 25% entre os usuários da plataforma Netflix via computador, e apenas 5% via dispositivos móveis. Na Colômbia e no Peru, o crescimento de usuários de PC para acessar o serviço foi ainda maior – de quase 50% -, e entre 15 e 20% via mobile. “Além do aumento no número de usuários, as pessoas também permaneceram mais tem nesses serviços“, afirma Sakis,

Já entre os aplicativos, a preferência dos consumidores latino-americanos durante a pandemia foi pelos de entretenimento (67%), pagamentos (55%), educação (49%), colaboração (38%) e compras (22%).

fonte: https://administradores.com.br/noticias/como-o-comportamento-do-consumidor-de-tecnologia-mudou-com-a-quarentena

 

07jul/20

Apenas 15% das pequenas empresas conseguiram crédito durante pandemia

Levantamento foi feito pelo Sebrae em parceria com a FGV

Entre 7 de abril e 2 de junho, cerca de 6,7 milhões de empresários tentaram obter crédito para manter pequenos negócios, mas apenas 1 milhão (15%) conseguiu os recursos, aponta levantamento elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No início da pandemia de covid-19, 30% dos pequenos empresários buscaram algum tipo de crédito, taxa que subiu para 39% ao final da análise, composta a partir de respostas fornecidas por 7.703 empresários de 26 estados e do Distrito Federal.

A principal razão (19%) para que não tenham tido êxito junto aos bancos foi o CPF negativado,o que indica que uma pessoa está inadimplente. Ter “nome sujo” no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) ou no Serasa foi a justificativa apresentada por 11% das instituições financeiras ao negar crédito, mesma proporção relativa à falta de garantias ou avalistas.

Ainda de acordo com o levantamento, os bancos públicos, como Caixa e Banco do Brasil, foram as instituições mais procuradas pelos empresários. A maioria (41%) dos participantes da sondagem afirmou ter dívidas em aberto e em atraso, enquanto 32% declararam não ter dívidas e 27% disseram estar com o pagamento de débitos em dia.

Na última quinta-feira (25), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, em transmissão online, que as linhas especiais de crédito para empresas de menor porte poderão ter um bônus de adimplência. Na ocasião, ele reconheceu que a economia do país “bateu no fundo do poço”.

No Brasil, os micro e pequenos empreendimentos equivalem a 99% do empresariado e respondem por mais de 52% dos trabalhadores com carteira assinada do setor privado.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/apenas-15-das-pequenas-empresas-conseguiram-cr%C3%A9dito-durante-pandemia

07jul/20

Microinfluenciadores de favelas ganham plataforma digital

Meta é ajudar comunidades de várias cidades

A Favela Holding, entidade com mais de 20 empresas de empreendedorismo cujo braço social é a Central Única das Favelas (CUFA), apresentou nesta segunda-feira (29) o projeto “Digital Favela”. Uma plataforma que pretende ajudar os micro influenciadores comunitários (MICs) das favelas brasileiras.

O diretor executivo da Favela Holding, fundador da CUFA e do Data Favela, Celso Athayde, explicou à Agência Brasil que os empresários já começaram a ficar preocupados diante da perspectiva de uma nova recessão, com queda do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano.

“Quando voltar a economia, um percentual muito grande de favelados vai continuar sem trabalho. Então, ou a gente consegue alternativas para essas pessoas ou elas vão continuar sem recursos.”

Influenciadores

Celso Athayde explica que a nova plataforma digital terá a vantagem de falar diretamente com o público consumidor das favelas brasileiras.

“Quando a gente pensa em um grande artista que vai anunciar coisas para a favela, as favelas, necessariamente, não vão consumir porque aquele artista não fala para a favela com autoridade. É a mesma coisa que ocorre na televisão. Nem todo mundo se identifica com o que é transmitido”, esclareceu Celso Athayde.

Ele deu um exemplo prático. Se um empresário quiser vender panela de pressão nas favelas, descobrir que existem duas mil mulheres moradoras nas favelas, cada uma com dois mil seguidores dentro das favelas, ele vai ver que essas mulheres têm a autoridade de quem fala aquilo que pensa, aquilo que usa.

Athayde observou que ao apresentar a credibilidade das influenciadoras das favelas para grandes empresas, essas, por sua vez, não precisarão pagar um influenciador que tenha dois milhões de seguidores, mas procurar vários micro influenciadores que, no final, vão corresponder aos mesmos dois milhões. Com a diferença de serem dois milhões de pessoas impactando aquele território e com a credibilidade de quem fala para pouca gente, para amigos próximos e para parentes.

“Aí, em vez delas (influenciadoras) receberem R$ 200 mil, como recebem os grandes influenciadores, vão receber R$ 70 a R$ 80. Vai depender de quantas empresas elas têm.”

Três etapas

A plataforma foi montada em parceria com a agência de publicidade Peppery. O funcionamento se dá em três etapas. A primeira foi a organização da empresa, formalização, concepção e montagem do ‘site’; a segunda envolve a captura de micro influenciadores e seu treinamento. A terceira etapa, que terá início no final de julho, promoverá o encontro entre os micro influenciadores e as empresas. O grande foco são as marcas interessadas em ampliar a comunicação com um público não representado e estimado em quase 14 milhões de brasileiros e com uma estimativa de consumo de R$ 120 bilhões por ano, segundo pesquisa dos institutos Data Favela e Locomotiva .

As primeiras marcas a aderir ao projeto foram a PicPay, Facebook e Uber. O aplicativo de ‘carteira digital’ PicPay deve contratar influenciadores do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. O Facebook pretende fomentar seu programa de empreendedorismo, focado em apoiar o pequeno negócio local que, agora mais do que nunca, precisa de suporte para enfrentar a crise do coronavírus. O Uber, por sua vez, também prevê ações para o segundo semestre, programando recrutar para essas ações moradores no Morro do Alemão e Rocinha, no Rio de Janeiro; Paraisópolis e Heliópolis, em São Paulo; e Sol Nascente, no Distrito Federal, por exemplo.

Gerando renda

Serão cadastradas pessoas em todo o país, de modo a facilitar a identificação e contratação dos micro influenciadores para participarem das ações que forem planejadas pelas empresas. Athayde reforçou que a ideia é transformar esses micro influenciadores em profissionais que, mesmo sem muitos seguidores, vão ter renda para ajudá-los nesse momento de pandemia.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/microinfluenciadores-de-favelas-ganham-plataforma-digital