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07dez/18

Empregos de fim de ano: sete dicas para aproveitar a época e conquistar uma vaga

Não é só para vagas efetivas que departamentos de RH costumam analisar as redes sociais das pessoas

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A maior sazonalidade empregatícia, no Brasil e no mundo, é o período entre setembro e dezembro. É a famosa época das contratações de fim de ano, que visam atender aos turnos dobrados e triplicados de indústrias, serviços e comércios que funcionam para atender às festas de fim de ano, e aproveitar os gastos com 13º salário.

É uma época de movimentação intensa na economia, o que gera oportunidades. Apesar de nos últimos anos esse ter sido um período bem mais fraco do que o habitual, em 2017 já se espera 374,8 mil contratações em regime temporário. O número é 5,5% maior do que o do mesmo período de 2016. Esse número havia caído muito em 2015 e 2016 devido à recessão que o país enfrenta, porém parece que as coisas tendem a melhorar. O estudo que aponta esses dados é o da Associação Brasileira de Trabalho Temporário, a Asserttem, que reúne 200 agências de emprego.

Há três anos, antes da crise, esses números chegavam a 490 mil vagas. O número ainda está distante de uma época de maior saúde financeira do país, mas está crescendo. A própria melhora da economia, e as mudanças da legislação de trabalhos temporários, que passou a valer em março desse ano, criaram um terreno de confiança para contratações.

De acordo com a nova legislação, há duas grandes mudanças que incentivam a contratação: o aumento no prazo para a contratação de trabalhador temporário; e a autorização para que, na qualidade de tomador de serviços, empresas de qualquer ramo possam contratar, sem vínculo empregatício, trabalhadores terceirizados, mesmo que seja para o exercício de atividades ligadas à sua atividade-fim.

Com o desemprego em níveis elevados, essa tem se mostrado uma excelente hora para se preparar bem e conseguir agarrar aquele emprego que, embora temporário, muitas vezes conta com chances de contratação fixa. Para isso é preciso estar alinhado com as expectativas do mercado e saber lidar bem com entrevistas, preparação de currículos, etc.

Segue algumas dicas do que fazer nesse cenário para conquistar um espaço para você:

Fique de olho no calendário: em outubro, novembro e dezembro começam as altas de busca para o varejo. Em setembro a alta se liga muito à indústria, porém em 2017 essas contratações começaram no fim de julho. Outubro é a época em quem lojas maiores contratam, e em novembro lojas menores tendem a ampliar seu contingente. Estar atento às datas é muito importante, não só para garantir o emprego por mais tempo, mas também para ter mais chances de mostrar serviço e ser contratado como fixo. São de 15% a 20% de pessoas que consegue efetivação. Assim, agora que restam três meses para 2018, foque no varejo.

Olho no contrato: apesar das mudanças da lei, o trabalhador temporário ainda conta com os mesmos direitos do trabalhador efetivo, como férias, hora extra, descanso semanal remunerado. Não é porque é temporário que é bico. Se preocupe com contrato. Em janeiro as oportunidades temporárias tendem a se tornar efetivas, mas faça questão de ter o que é de direito no período do trabalho temporário.

O currículo é a porta de entrada: seja assertivo, curto, objetivo e direto. Cite suas últimas três experiências profissionais, destaque cursos realizados e que tenham a ver com a vaga, além de deixá-lo personalizado à vaga que busca. A NVH Talentos Humanos vai realizar um trabalho de assessoria para construção de currículo no dia 24 de outubro, próximo à estação República da Linha Amarela do metrô de São Paulo. É uma oportunidade gratuita para pegar umas dicas. Há informações no site.

Agências são as melhores para essa época: focar em agências que se especializam em trabalho temporário é útil nessa época do ano. Vale a pena acessar o site do Ministério do Trabalho e verificar o registro da agência para ter certeza de que ela está de acordo com a lei.

O fator humano: para essas vagas geralmente o que mais se busca são requisitos básicos como segundo grau completo, idade entre 18 e 45 anos, simpatia, comunicação clara, trabalho em equipe, e às vezes ter uma indicação é muito bom. Ou seja, o relacionamento interpessoal conta muito. Vale ficar atento e desenvolver essas habilidades, tanto para entrevistas quanto para se destacar nos empregos. As entrevistas contam com muita gente, e são rígidas, então estar atento a tudo e se dedicar a mostrar que consegue desenvolver bem uma venda, por exemplo, é essencial.

Redes sociais também contam: não é só para vagas efetivas que departamentos de RH costumam analisar as redes sociais das pessoas. Ter um perfil que não agrida as pessoas, às marcas, também é importante. Uma loja não vai contratar quem acabou de difamá-la na internet, ou mesmo fez um comentário preconceituoso ou de ódio.

Atenção: olhos atentos são sempre uteis. Andamos o tempo todo por comércios, dos mais simples de bairro até os mais famosos em shoppings. Essa época é fértil. Ficar atento a anúncios de vagas nas portas ajuda a expandir os horizontes de onde deixar currículos conforme se anda pela cidade.

Fernanda Andrade é gerente de R&S, na NVH Talentos Humanos.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/empregos-de-fim-de-ano-sete-dicas-para-aproveitar-a-epoca-e-conquistar-uma-vaga/121755/

06dez/18

Qual será o seu legado?

Conhecer o legado pessoal significa medir nosso impacto além do dinheiro, emprego ou autoridade

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Ele era um executivo de alto nível em uma multinacional do ramo de alimentos, e sua coach fez um inquérito desafiador. Sua pergunta era: “qual será o seu legado?”.

É uma conversa que a Dra. Cherre Torok, uma coach executiva com clientela global, teve com todos os CEOs e presidentes com quem trabalha – “cerca de 90% do tempo”, disse-me.

Ela trabalha com executivos de alto nível, capazes de alterar o DNA de uma companhia. Mas qualquer um de nós, em qualquer nível, pode se fazer essa pergunta, não importa o tamanho da nossa esfera de influência.

Como me disse Dalai Lama quando eu estava escrevendo A force for good: the Dalai Lama’s vision for our world (sem edição em português), a ladainha das tragédias que escutamos com frequência todos os dias se resume a “ausência de ética”. E quando se trata de nosso legado pessoal, é o nosso senso de significado e propósito que forma não apenas nosso valor e como nos comportamos, mas também o que vamos deixar para trás.

Se uma criança de seis anos te perguntar o que você faz, sua resposta seria simples, porém autêntica. “Aquela ingenuidade é o que procuramos em qualquer nível”, diz Torok.

Para se manter em contato com seus princípios, ela sugere que você se pergunte uma série de questões. Você pode começar com uma resposta honesta para a seguinte pergunta: o que você diz corresponde ao que você acredita? Você age de acordo com seus valores?

Outra maneira de pensar sobre isso: o que você faz além da descrição do trabalho que demonstram esses valores? Conhecer o legado pessoal significa medir nosso impacto além do dinheiro, emprego ou autoridade.

Para um diálogo interno mais sistemático, considere as seguintes questões:

Por que? Qual é o senso de propósito, valores ou significado que te move?

O que? Dados o seu papel e recursos, como você poderia implementá-los?

Como? Você tem a inteligência emocional necessária para ser efetivo? Você está consciente de como suas palavras e sinais, como tom da voz, impactam as pessoas?

Quem? Quais interessados ou aliados você pode convencer ou mobilizar?

A última questão sempre ocorre com CEOs preocupados com seus próprios legados – e como mantê-lo depois que se forem. Quanto mais alto você subir na organização, maior a questão do legado. Isso por uma razão: seu rastro de influência é maior. Conforme descoberta de Torok, com CEOs, a discussão geralmente se torna apenas sobre a companhia, mas é essencial saber como podem contribuir com o mundo em geral.

Quanto ao executivo do ramo de alimentos, o inquérito acerca do legado fez com que a companhia passasse a investir mais em pesquisa e desenvolvimento para que os alimentos produzidos fossem mais saudáveis. E também outra contribuição para o DNA da companhia: a despeito do corte de custos, ele encontrou maneiras de cobrir o déficit sem demitir as pessoas.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/qual-sera-o-seu-legado/108521/

05dez/18

O ótimo é inimigo do bom

Não gaste seus esforços para tentar convencer alguém a receber mais do que o solicitado

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Quantas vezes em nossas atividades não somos perfeccionistas em excesso? Vou dizer uma coisa que talvez pareça contraditório, mas a minha experiência diz que não é: esse tipo de atitude não necessariamente gera os resultados esperados. Muito pelo contrário! Pode até atrapalhar.

Vou dar um exemplo. Certa vez, em uma empresa onde eu trabalhava, o presidente pediu para um diretor um slide com uma análise dos preços médios de determinado período. O diretor quis fazer média e já encomendou ao supervisor um estudo completo dos preços médios, com análise de variações tributárias e várias outras informações adicionais. A bomba foi repassada aos analistas, que quase enlouqueceram levantando os dados às pressas para apresentá-los a tempo. O resultado? Ao receber o relatório, o presidente resmungou: “mas eu só queria os preços médios”.

Nessa história, houve uma gigantesca perda de tempo e muito estresse envolvendo vários funcionários para entregar uma coisa que sequer havia sido solicitada. Claro que precisamos nos empenhar para entregar sempre o nosso melhor, seja para um líder ou para um cliente. No entanto, é necessário ter muito cuidado para fornecer sempre o que foi pedido, sem excessos, os quais não necessariamente são relevantes. Se alguém solicita algo na qualidade “normal”, não há motivos de entregarmos um produto “premium”. Afinal, a pessoa não está disposta a pagar a mais por isso e você e sua empresa perderão tempo e dinheiro com essa solução.

Em muitos casos, você pode se enrolar tanto que sequer será capaz de entregar qualquer coisa. Tudo por ficar ainda pior. Sabe como? Gastando seus esforços para tentar convencer alguém a receber mais do que o solicitado. Na minha atividade como palestrante, por exemplo, se um cliente me deixa claro que deseja que uma palestra sobre negociação, eu jamais irei sugerir um conteúdo com horas e horas falando sobre precificação. Não faz sentido.

O cliente já tinha claro o que queria, por que eu deveria gastar tempo tentando convencê-lo do contrário? Por isso digo que o ótimo é inimigo do bom: pois, na tentativa de fazer o ótimo, pode acabar não fazendo nada, enquanto poderia simplesmente ter realizado o que foi solicitado. Ou seja, o bom.

Carlos Titton é palestrante, facilitador em treinamentos e professor nos cursos de MBA e Pós-Graduação da FAAP, Saint Paul e FIA/SP em disciplinas de vendas, estratégia e gestão de negócios.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/o-otimo-e-inimigo-do-bom/125014/

23nov/18

Por que ainda vemos tão poucas mulheres no mercado de TI?

O mercado de trabalho, pouco a pouco, está se transformando para alcançar a igualdade de gênero. Há quem acredite que essa igualdade já acontece na maioria das áreas. Mas, a verdade, é que ainda precisamos trilhar um longo caminho em busca da diversidade dentro das empresas, em especial na área de tecnologia e digital, onde o número de mulheres é ainda menor do que vemos em outros setores.

A reduzida presença feminina nas áreas de tecnologia é difícil de ser explicada, uma vez que a diferença técnica e de capacidade não explica a falta de mulheres nesse mercado. Até porque a aptidão para a tecnologia também é uma característica feminina. Uma prova disso é que o primeiro algoritmo da história foi desenvolvido por uma mulher, chamada Ada Lovelace. O protocolo STP, um procedimento que auxilia na melhor performance da rede, é invenção de Radia Perlman. E a tecnologia usada nos telefones celulares e nas redes wi-fi tem como base o trabalho da inventora e atriz Hedy Lamarr, feito na época da Segunda Guerra Mundial.

O fato é que a diferenciação de gênero é uma questão social. Apesar de homens e mulheres serem diferentes, a capacidade técnica e as competências intelectuais não são. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade que diferencia tratamentos na criação de meninos e meninas, impondo condutas diferentes para cada gênero. Portanto, essa disparidade no segmento de tecnologia é um problema cultural que começa muito cedo em nossas vidas, ainda na primeira infância.

Quando o assunto é tecnologia, logo no início da vida, muitas vezes, não estimulamos o interesse das meninas pelo tema e limitamos o contato das mesmas com esse universo tecnológico. Elas acabam sendo muito mais incentivadas a brincar de boneca e a fazer comidinha, enquanto os meninos recebem as multitelas dos celulares, tablets e jogos de vídeo game Dessa maneira não só deixamos de incentiva-las e de introduzi-las a todos os benefícios que a tecnologia oferece em termos de aprendizado,, como simplesmente nem ofertamos essa possibilidade a elas.

Para as meninas que vencem essa barreira e conseguem conhecer e se interessar por TI, a sociedade impõem outros obstáculos que seguem pela adolescência e culminam por se acentuar na faculdade. É no banco das universidades que o preconceito de gênero e o isolamento social se encarrega de deixar claro que “esse lugar não é para mulheres”. De acordo com o INEP/MEC, as mulheres representam apenas 15%do corpo discente nos cursos relacionados à computação. Constantemente atacadas por colegas, e até mesmo por professores, as mulheres sofrem assédio moral e poucas alunas chegam a concluir o ensino superior na área. Outra pesquisa indica ainda que 79% das alunas dos cursos relacionados à TI desistem já no primeiro ano.

As que bravamente sobrevivem aos preconceitos precisam correr para conquistar uma oportunidade no mercado de trabalho. Construir uma carreira, ou mesmo abrir uma empresa, é o grande desafio feminino dentro do mercado de tecnologia. Nas principais empresas de tecnologia, em média, apenas 30% do quadro de funcionários é composto por mulheres. E ainda, um estudo feito pela Harvard Business School aponta que apenas 10% dos aportes financeiros são feitos em startups comandadas por mulheres.

Outro dado que acho extremamente relevante é que o último levantamento do IBGE indicou que no Brasil existem 6,3 milhões de mulheres a mais que homens. Não sei você, mas isso me faz pensar o quanto as empresas ainda desperdiçam talentos. O que quero dizer é que tenho certeza que boa parte dessas mulheres estão mais do que aptas a exercerem uma série de funções e cargos, não só na área de tecnologia, mas em muitas outras áreas, no entanto, por existir barreiras culturais e sociais elas ainda são duramente negligenciadas e excluídas do mercado de trabalho.

Para mim, não se trata de uma exclusão de gênero, mas um desperdício de talentos, independente do gênero.

Se essa realidade lhe parece cruel e parte de uma construção social desigual, será que podemos mudar esse cenário? A resposta é sim! E o primeiro passo deve acontece dentro de casa. É papel da família apresentar a tecnologia para as meninas, e incentivar o interesse delas nas carreiras de exatas. O empoderamento de lutarem por aquilo que desejam será o segundo passo – e o mais importante, visto que precisarão percorrer um longo caminho de resistência contra uma maré inteira as puxando para longe da área TI e as aproximando culturalmente das áreas de humanas.

O terceiro passo, felizmente, já começa a ser dado pelo mercado de tecnologia. Aqui na Yoctoo, consultoria boutique de recrutamento e seleção especializada em TI e digital, já notamos o interesse das empresas em equilibrar as equipes e trazer diversidade para o time. Se aumentarmos a oferta de mulheres participando dos processos seletivos, consequentemente aumentaremos também o número dessas profissionais nesses cargos.

Não é possível afirmar quando e se seremos capazes de chegar ao tão sonhado e falado 50/50 dentro das empresas. Mas, certamente, enquanto sociedade, devemos lutar para criar um ambiente menos agressivo para com as mulheres. Enquanto recrutadora para o mercado de TI, espero ver esse quadro mudando em um futuro próximo e desejo concluir muitos processos seletivos onde as mulheres sejam as escolhidas para muitas das vagas que passam por mim, não por serem mulheres, mas por serem, antes de tudo, excelentes profissionais.

Renata Ambrosini — Formada em Psicologia e tem mais de 9 anos de experiência para na área de seleção de profissionais em TI, Renata é consultora de recrutamento e seleção na Yoctoo.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/por-que-ainda-vemos-tao-poucas-mulheres-no-mercado-de-ti/122835/

22nov/18

Os três “E”s do século 21

Um artigo sobre Emprego, Empregabilidade e Empreendedorismo

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Não é novidade que o mundo está caminhando para uma era de maiores desigualdades sociais, colapsos econômicos e disrupções em praticamente 90% das indústrias e negócios que conhecemos. Dados recentes demonstram que, ao menos dos Estados Unidos, mais de 65% dos americanos, nos próximos anos, irão perder seus empregos e terão de migrar para os chamados “servicos freelancers”. Mas e no Brasil, o que podemos esperar dessa reviravolta do século 21?

Uma das forças inevitáveis dessas mudanças é a tecnologia aliada a inteligência artificial e a mecanização avançada de praticamente todas as atividades repetitivas e mecânicas desenvolvidas pelo homem. Afinal, um robô pode fazer muito mais e melhor, com menos custo, do que um ser humano. Pode ser cruel, mas é efetivo. E o mercado busca efetividade!

A grande questão surge quando começamos a analisar o impacto dessas mudanças no meio social. A desigualdade ficou escancarada no mais recente estudo feito no Brasil, onde os 6 brasileiros mais ricos concentram a renda dos 100 milhões mais pobres… um choque óbvio! Mas um choque…

Porém, quando você, trabalhador, que está endividado, com bancos participando ativamente do seu orçamento, com a inflação corroendo seu poder de compra, com aumentos recorrentes (desde alimentos a combustíveis), que caminho seguir em um mundo onde o dinheiro está escasso, o desemprego bate a sua porta e o mercado está tão disperso quanto todas as inovações que vemos dia a dia?

Minha teoria está na base de aplicação (ou da falência) dos 3 “es” do século 21: Emprego, Empregabilidade e Empreendedorismo. Explico.

Toda economia de mercado baseia-se fundamentalmente nessa estrutura. Não estou falando dos teóricos econômicos nem acadêmicos. Estou falando do mundo real. Afinal, uma economia sem empregos, sem empregabilidade e sem empreendedores, vai invariavelmente sucumbir.

O primeiro “E” de emprego, retrata o que estamos ficando “sem”. O termo significa o trabalho que precisa ser feito mediante remuneração e subordinação de uma pessoa a outra. A nova economia caminha a passos largos para uma onda de desemprego jamais vista, que vai obrigar governos a criarem mecanismos de suporte social nunca antes imaginados para tantos desempregados. Hoje já somos 14 milhões deles!

O segundo “E” trata da empregabilidade. A empregabilidade é aquilo que possibilita que eu tenha aptidões ou capacidades relevantes para que eu possa atuar em diversas frentes, ou ser “desejado” pelo mercado como profissional. Assim, uma pessoa empregável, dificilmente fica sem emprego. Ser qualificado para tanto nos parece o maior desafio afinal.

Já o terceiro e último “E” do empreendedorismo, fecha o ciclo: é aquela iniciativa que cria oportunidades baseadas nas carências ou deficiências do mercado, e consequentemente busca pessoas empregáveis para os empregos criados pela iniciativa empreendedora. Percebem o ciclo?

Contudo, como estamos enfrentando essa crise institucional de empregos, estamos com muitos trabalhadores que não estão sendo “empregaveis” para o mercado, justamente em função das iniciativas empreendedoras que, por sua vez, estão criando um mercado cada vez mais exigente de profissionais que sejam interessantes, e não meramente executores.

No mundo do século 21, ser empregável significa não ter apenas uma formação em uma área do conhecimento. Significa sim, ser multifuncional, conectado, atualizado, humano e eficiente. Significa voltar para a escola, mas não aquela que conhecemos e fomos formados, mas sim uma nova escola, que vem sendo criada por empreendedores! Mas para isso os trabalhadores precisam de iniciativas que possibilitem a eles se re-capacitarem a cada novo ciclo, para então retornarem ao mercado e assim manter a roda da fortuna girando.

As diferenças sociais tendem a ficar cada vez mais gritantes e escancaradas com as tecnologias. Afinal, quanto mais eficientes, mais iremos perceber o quanto somos injustos e focados em manter um sistema de trocas baseado no seculo 19. Afinal, gerar empregos parece ter se tornado coisa do passado, ja que, para um mercado altamente informatizado, os “empregaveis” teriam seu caminho certo, e os empreendedores vão investir cada vez mais em soluções que necessitem mais e mais de empregáveis.

Nos resta saber se, na ponta final dos resultados, os “não empregaveis” terão sua chance de se “empregabilizar” ou se deverão se sujeitar unicamente a uma distribuição de renda universal mínima, mais conhecido dos brazucas como bolsa-família. Em qual dos “E”s você está agora?

Vinicius Carneiro Maximiliano é advogado corporativo e gestor contábil. Com MBA em Direito Empresarial pela FGV e especialista em Direito Eletrônico pela PUC/MG, é diretor executivo da Etecon Contabilidade e autor do livro “Dinheiro na Multidão” – Oportunidades x Burocracia no Crowdfunding Nacional”.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/os-tres-es-do-seculo-21/121780/

22nov/18

5 passos para profissionalizar seu bico

Especialista explica caminho para garantir o sucesso da fonte de renda extra

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O alto índice de desemprego, aliado à crise econômica duradoura, fez com que muita gente buscasse nos bicos uma maneira de complementar o orçamento. Para ter sucesso nessa empreitada, no entanto, é preciso encará-la com profissionalismo.

“O Bico não é um passatempo ou uma brincadeira, alguns cuidados são essenciais para que seja possível expandir a base de clientes e ter faturamento recorrente com o trabalho”, afirma Kleber Costa, CEO da plataforma Bicos, criada para facilitar o contato entre profissionais autônomos e quem deseja contratar serviços que vão desde reformas domésticas até aulas particulares.

Para garantir sucesso, o especialista destaca cinco passos para profissionalizar um bico:

1 – Delimite suas capacidades
Na ânsia de ampliar o campo de trabalho, muita gente se propõe a fazer um grande número de tarefas – o famoso “faz-tudo”. Independentemente da capacidade de desempenhar essas funções, a impressão é de que quem tudo faz, não faz nada muito bem. Nesse caso, o ideal é se limitar a, no máximo, três tipos de serviços, recomenda Costa. “Não adianta tentar ser um super-herói: é preciso focar em suas melhores habilidades”, diz o CEO do Bicos.

2 – Capriche na apresentação
Fotos bem enquadradas e com boa resolução, descrição sucinta do trabalho e dados atualizados de contato são essenciais ao cadastrar-se em uma plataforma on-line. “No Bicos, por exemplo, instruímos os prestadores a preencherem de forma correta e completa o seu perfil, o que ajuda a se destacar em meio às buscas”, conta Costa.

3 – Burocracias importantes
Orçamentos devem ser detalhados – com discriminação de custos entre mão de obra e material, por exemplo – e enviados em tempo hábil aos clientes interessados. Uma dica importante também é formalizar o bico como MEI (Microempreendedor Individual) ou emitir RPA (Recibo de Pagamento Autônomo). Da mesma forma, é essencial manter um controle financeiro de suas receitas e despesas.

4 – Respeito acima de tudo
Na hora de atender o cliente, é importante se apresentar de maneira adequada. Isso significa tratar os contratantes com polidez – por exemplo, usando “senhor”, “senhora” ou “senhorita” -, vestir-se com seriedade e evitar informalidades. “Para um homem que atenda uma mulher sozinha, essa dica vale em dobro: não faça nada que a coloque em uma situação desconfortável”, indica o especialista.

5 – Peça feedbacks
É importante entender quais são seus pontos fortes e fracos – até para otimizar o trabalho. Para tanto, é necessário pedir feedback aos clientes. “Sempre chamamos a atenção dos usuários da plataforma para a importância de avaliar os profissionais contratados. Isso ajuda a criar uma boa reputação e a ampliar a base de clientes”, diz Costa.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/5-passos-para-profissionalizar-seu-bico/119949/

16nov/18

Insatisfação: o alerta sobre a necessidade de mudanças

Se houver clareza sobre o que realmente almeja tanto no aspecto pessoal quanto no profissional, a insatisfação pode ser transformada em combustível

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A constante insatisfação e busca por coisas novas são sentimentos característicos do ser humano. Em algum momento, todos sentem a necessidade de mudar algo em suas vidas. Ao se questionar sobre o que não está legal, as pessoas certamente encontrarão respostas para questões como: o relacionamento amoroso poderia ter mais cumplicidade, gostaria de ficar mais tempo com seus filhos, ganhar mais dinheiro, trocar de carro, ser admirado profissionalmente e pessoalmente, viajar mais. Diversos são os aspectos nos quais a busca por melhorias é permanente.

No âmbito corporativo ocorre o mesmo. Em alguns casos, empresas de um mesmo segmento, com características e estilo de gestão semelhantes, alcançam resultados divergentes, uma situação que pode apresentar várias explicações. Em primeira análise, por exemplo, é possível indicar diferenças na forma como cada um negocia de acordo com suas expectativas, a maneira como elencam seus objetivos, a qualidade do monitoramento durante as atividades e a definição dos resultados a serem alcançados.

Além disso, será possível identificar discordâncias em relação ao foco, à energia, persistência e a determinação aplicados pelas pessoas durante o processo de execução de qualquer projeto, elencando a desistências delas como um dos motivos da diferença entre resultados de negócios com estilos de gestão parecidos. O segredo para evitar esse tipo de situação é encarar as insatisfações e resultados não tão bons pelo lado positivo. O ideal é que a insatisfação venha sempre atrelada ao desejo de mudança. Ser capaz de identificar o que se quer é o primeiro passo para alcançar os objetivos.

Por instinto, o ser humano tende a enquadrar a insatisfação como algo negativo, o que é bastante compreensível, já que essa emoção é capaz de paralisar, gerar conflitos ou despertar o estado de fuga em relação a situações difíceis. Porém, se houver clareza sobre o que realmente almeja tanto no aspecto pessoal quanto no profissional, a insatisfação poderá ser transformada em combustível, para impulsionar o processo de mudança e aperfeiçoamento. Por meio de autoconhecimento e dedicação, todos são capazes de determinar a qualidade do resultado das suas ações.

*Alessandra Canuto é especialista em gestão estratégica de conflitos e negociação, facilitação e treinamento para potencializar negócios através do desenvolvimento de pessoas. É sócia e palestrante da AlleaoLado, empresa focada em palestras, treinamentos e consultoria.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/insatisfacao-o-alerta-sobre-a-necessidade-de-mudancas/121705/

16nov/18

Por onde começar quando se deseja mudar de carreira?

Pesquisa da ISMA Brasil constatou que 72% dos profissionais do Brasil manifestam algum tipo de descontentamento relacionado ao dia a dia nas empresas em que atuam

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Quero mudar de carreira, como escolho? Essa pergunta é mais comum do que imaginamos.

Eu mesmo já passei por isto mais de uma vez, seja por não estar satisfeito com uma carreira ou seu rumo, ou porque eu queria novos desafios, oportunidades, ser promovido, empregabilidade, sair de minha zona de conforto, maiores salários, crescimento profissional, entre outros tantos motivos. Sobram razões para sonhar com um novo projeto de vida.

O fato é que pesquisas relatam, de formas diferentes, a mesma questão sobre a insatisfação com o trabalho, independente o que isto signifique para cada um de nós. A ISMA (International Stress Management Association) Brasil constatou que 72% dos profissionais manifestam algum tipo de descontentamento relacionado ao dia a dia nas empresas em que atuam.

Conforme uma série de mudanças a cada dia mais rápidas, dentre elas disponibilidade de informações de forma fácil, ascensão de classe social, mais anos de estudo, as pessoas cada vez mais tornam-se reflexivas sobre o retorno que um trabalho, carreira, profissão deve dar a cada um, bem como, qual a sua contribuição à sociedade usando o seu talento como ferramenta, isto, ainda conectado com o seu propósito de vida, muitas vezes ainda não muito “claro”, torna o projeto “mudança” ainda mais desafiador .

Separei cinco passos para facilitar a decisão de mudar de carreira

1.Paixão – Reflita com muita calma sobre o que realmente te dá paixão profissional, aquilo que você se pega mesmo sem perceber pensando, sendo curioso, querendo aprender e fazer mais, agregar valor, isto fará uma grande diferença. Também exercite imaginar se daqui um tempo você se vê atuando com esta “paixão”, pois independe de qual for, a dedicação sempre será muito grande;

2. Valor – E importante identificar e validar sua paixão, mas, ela por si só é insuficiente para aumentar suas chances de sucesso neste projeto de mudança de carreira, é necessário que sua paixão gere valor ao mercado e, seja reconhecida por isto. Simplificando, estamos falando em viabilidade econômica, a sua paixão tem “apelo econômico”? Se sim, está de acordo com sua expectativa de ganhos? Sem esta avaliação, as chances da mudança de carreira não darem certo são maiores e, até o risco de retorno à “carreira insatisfatória” e frustração também são grandes.

3. Conhecimento – Se pergunte: ” Quanto você conhece desta nova carreira ou posição? Há necessidade de algum conhecimento formal (como certificados ou diplomas? Possui contato com alguém que já atua onde você quer ir? De que tipo de conhecimento precisa ter para iniciar nesta posição? Seria interessante fazer um plano para atingir tal conhecimento.

4. Comunicação – Interna e externa. — Primeiro a comunicação interna (com você), chegou a uma definição e se convenceu desta decisão? Se não, o que falta? O que te impede de ter a decisão? — Segundo a comunicação externa, como se posicionará no mercado de trabalho, desde curriculum, linkedin e entrevistas, o pode falar a seu favor para esta mudança e para que os outros “comprem” a sua ideia de mudança?

Lembrando que terá concorrentes muitas vezes tão ou mais experientes do que você para esta nova posição.

5. Procure ajuda – Há um ditado relevante que diz: “Se quer ir rápido, vá sozinho, se quer ir longe, vá acompanhado.” Recomendo sempre que possível pedir ajuda seja profissional ou de uma amigo ou conhecido que já trilhou este caminho e, pode com mais assertividade, segurança te apresentar as possíveis armadilhas e aumentar assim suas chances de sucesso no projeto “mudança de carreira”. Lembre-se: “pensando bem, você pode crescer!”.

Alexsandro Nascimento — Mestre em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, especializado em Administração Tecnologia da Informação (FGV-EBAPE), Master Coach pelo Instituto de Neurolinguística Empresarial (INEMP – BH); Master Coach de Carreira pelo Instituto de Coaching de Carreira (IMS – SP); Coach pelo Instituto de Neurolinguística Empresarial (INEMP – BH); Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC – SP); graduado em Ciência da Computação pela Universidade Santa Cecília (UNISANTA) é autor do e-book “Mude a sua Comunicação e cresça na carreira”.Além de palestras, treinamentos e sessões de coach, é idealizador do portal Carreiras e Alta – http://carreirasemalta.com.br, em que oferece mentoria.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/por-onde-comecar-quando-se-deseja-mudar-de-carreira/121797/

16nov/18

Crise prolongada provoca ansiedade e depressão em trabalhadores

Transtornos que já são comuns no ambiente de trabalho se agravam em um quadro anômico; saiba o que fazer se você é funcionário, líder ou empresário e lida com o problema

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O sociólogo francês Émile Durkheim, em um dos marcos teóricos mais célebres sobre o suicídio, apontou que os atentados contra a própria vida poderiam ter origem em três fatores, entre eles a anomia — condição social em que normas morais e sociais inexistem ou são pouco claras. Na busca pela satisfação da ordem anterior, a frustração e a ansiedade aumentam, acompanhadas pela desorientação.

Esse quadro se repetiu em vários momentos históricos, como a onda de suicídios que se seguiu à crise de 1929. Não é exagero afirmar que um problema parecido ocorre no Brasil atualmente. Os efeitos da crise política e econômica que se arrasta desde o final de 2014 incluem a ausência de confiança nas instituições e em valores morais. Em consequência, a ansiedade, que já era um problema nas organizações em tempos menos caóticos, se agrava.

Para o psiquiatra Marcello Finardi Peixoto, médico do departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), há estudos que apontam picos de casos de depressão, abuso de álcool e drogas, suicídios e piora da saúde em geral em cenários de crise aguda.

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“Chegou-se a achar aumento de 6,5% na taxa de suicídios na Europa na recessão de 2009. Notou-se também aumento de 25% na taxa de absenteísmo e de 40% nos episódios de estresse relacionados ao trabalho, atingindo um em cada quatro trabalhadores”, explica.

Para o psiquiatra, a população que vive e trabalha nas zonas urbanas — em especial nas grandes metrópoles — e convive com problemas típicos dessas regiões tende a sofrer mais.

“Essas taxas [de ansiedade] já são altas mesmo antes de um período de recessão e são piores em ambientes urbanos quando comparados a ambientes rurais”, diz Peixoto. “Fazendo essa comparação, conseguimos medir o papel que problemas urbanos como violência e trânsito, por exemplo, têm no desenvolvimento do estresse. Numa época de instabilidade econômica essas taxas tendem a aumentar mais”, afirma.

O psicólogo Bayard Galvão não aponta estudos específicos, mas alega que existe uma relação perceptível de causalidade. “Com a crise econômica, costumam vir outras crises embutidas, como aumento de pressão na família pela diminuição da condição financeira, levando a menos momentos de prazer; sensação de impotência por ter diminuído o ganho financeiro oú até ter perdido; intensificação do medo do futuro, dívidas e, além de tudo isso, ter que trabalhar mais ganhando menos”, relata.

Ele também lembra que o excesso de trabalho é tão prejudicial ao corpo quanto o excesso de ansiedade, “e ambos costumam caminhar juntos”. Segundo Galvão, a sobrecarga emocional pode levar a uma busca por paliativos, que vão desde ansiolíticos até o consumo abusivo de álcool, cigarro e drogas pesadas.

A diretora de RH da Attend Assessoria Consultoria e Auditoria S/S Dilma Rodrigues afirma que houve um aumento significativo das ausências nos postos de trabalho onde atua por motivos psicológicos. “Nos últimos 8 meses o aumento de ausências passou a ser mais significativo, especialmente para frequentar clínicas de psicologia e psiquiatria”, ressalta.

“Os relatos são semelhantes, de funcionários que se sentem ameaçados com os seus empregos diante de muita pressão e de um cenário político-econômico desfavorável, além de uma sensação de abandono de nosso governo em caso de desemprego e de necessitar abrir mão de sua atual rotina para reduzir gastos e passar a contar com o apoio público nas áreas de educação e saúde. Esses sentimentos têm ocasionado um aumento nos níveis de stress e ansiedade”, considera.

Precedentes

A relação umbilical entre crises econômicas e ansiedade é um fenômeno que tem paralelos bem próximos à realidade brasileira. Enquanto a percepção geral sugere que o país está no fundo do poço, em Portugal a situação não era diferente em 2013, quando o país experimentou altas taxas de desemprego e recessão econômica.

Um estudo realizado pela Universidade de Coimbra, com pesquisadores das áreas de Psicologia e Economia, apontou um aumento no desgaste das relações familiares como efeito direto da crise. Na época, temia-se que Portugal se tornasse uma nova Grécia, nação que sentiu o maior golpe e teve de implementar medidas de austeridade para continuar obtendo crédito.

Em 2001, a taxa de desemprego no país era de 4% e chegou a atingir uma média de 16,3% em 2013, valor mais alto desde a redemocratização. Já os desempregos de longa duração saíram de 40% para 62% do total. Em Portugal, até então o sistema de proteção social aos desempregados era precário, o que aumentava as tensões familiares pela falta de ocupação dos cônjuges, jornadas em empregos mal remunerados e problemas financeiros.

O estudo analisou os fatores endividamento, rendimento familiar, alteração às práticas cotidianas e solidariedade das redes sociais informais. Este último fator foi apontado como necessário para mitigar os impactos psicossociais das crises.

“Os resultados revelam uma dependência entre o impacto psicossocial negativo e a situação profissional dos cônjuges, sendo maior a proporção de respondentes que reportam impacto negativo entre as famílias com cônjuges desempregados. O impacto negativo é especialmente sentido quando ambos estão desempregados ou quando o desemprego é masculino”, revela a pesquisa.

Outra pesquisa — também realizada em Portugal — analisou a base de dados especializada Medline em um recorte que vai de 2000 a 2013 para verificar os estudos que faziam correlações entre crises econômicas e índices de mortalidade. A pesquisa apontou um aumento das taxas de mortalidade infantil e mortalidade relacionada a homicídios e suicídios, enquanto a mortalidade por acidentes rodoviários tende a diminuir. “Os grupos mais vulneráveis são particularmente afetados em épocas de crise económica”, aponta o estudo.

Não é recente o interesse pelo fenômeno. Em 2008, o professor da Universidade de Economia da Universidade de Nova Iorque (CUNY) Ryan Edwards analisou as taxas de mortalidade entre as décadas de 1980 e 1990 nos Estados Unidos. A conclusão indicada pelas evidências foi de que grupos sociais menos privilegiados estão mais expostos às mortalidades por conta de crises cíclicas.

Redes de relacionamento

A professora curitibana Íria de Marco precisou ser aposentada por invalidez após desenvolver burnout, pânico e depressão. Ela ensinava Artes para alinos do sexto ano e era regente de dois corais. A jornada de 40 aulas por semana, além do tempo necessário para preparar lições e corrigir provas, cobrou seu preço a certa altura. “Logo que começaram os sintomas, eu fazia de conta que não era comigo, e eles foram se somando até eu não poder mais nem sair de casa”, relata.

O tratamento só teve início após uma consulta à ginecologista, que identificou o problema como sendo de ordem psiquiátrica. A extensa jornada de trabalho se acumulava com problemas comuns a professores em todo o Brasil: ausência de interesse e despespeito dos alunos, brigas violentas e consumo de drogas em sala de aula, barulho, falta de reconhecimento profissional e exigências burocráticas desnecessárias — como a necessidade de preencher um livro de chamadas à mão.

Sem condições para voltar a trabalhar, Íria resolver abrir um grupo de discussões na rede social Facebook para reunir profissionais do ensino que sofriam de burnout e chegou a publicar um livro sobre o tema. “Todas estas formas de divulgação são muito importantes na minha vida, pois me fazem sentir que tudo que passei e passo teve um sentido, o de ajudar outras”, afirma.

A participação no grupo foi decisiva para que a paulistana Barbara Nascimento conseguisse lidar com as crises. Oito meses após ser contratada como analista junior por uma instituição financeira, ela sofreu assédio sexual e teve que trabalhar de frente para seu assediador durante um ano. Com o peso adicional do excesso de trabalho, da falta de reconhecimento e de um quadro pregresso de depressão, Barbara começou a apresentar sintomas de burnout.

“Diria que foi fundamental [participar do grupo no Facebook], principalmente em crises fortes. Fazemos elos fortes sem nunca ter nos visto. Muitas vezes de madrugada eu precisava falar com alguém, e achava. São muitos sintomas, muitas situações. Todo apoio é bem-vindo e ajuda muito”, conta Barbara.

A funcionária pública Helloá Regina sentiu a pressão da rotina de agente administrativa e passou a ter dores de cabeça, no corpo e a sentir apertos no peito semelhantes a um infarto. “Quando pensava em mudar de emprego, ouvia coisas como ‘cuidado com a crise’, ‘tem gente que queria estar no seu lugar’. Isso dificultou ainda mais”, conta.

Além de buscar ajuda em um grupo do qual se tornou administradora, Helloá sentiu a necessidade de disseminar informações para pessoas que sofrem os sintomas, mas não conhecem a doença. “Certa vez uma das minhas seguidoras falou que depois do consultório, nosso grupo foi o principal instrumento de recuperação. Isso não tem preço. Faz valer a pena”, diz.

Absenteísmo e queda na produtividade

Enquanto pessoas doentes permanecem sem tratamento, o desempenho tende a cair consideravelmente. Uma pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) realizada junto a profissionais de enfermagem mostrou que a queda na produtividade entre os que apresentaram sintomas de burnout foi de 31%.

O administrador de empresas e psicólogo Luiz Fernando Garcia alerta que o Brasil, dentro de uma crise prolongada, tem se tornado uma má referência quando o assunto são doenças psíquicas — em especial quando relacionadas ao trabalho. As mulheres, por suportarem cargas maiores de trabalho e terem menos reconhecimento, acabam sendo mais prejudicadas pela ansiedade.

“Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma pesquisa sobre depressão e distúrbios de ansiedade, e o Brasil ficou no topo da lista de nações com maior percentual de pessoas com algum tipo de transtorno de ansiedade: 9,3%. Outro fator alarmante é que mulheres sofrem mais com o problema, seguindo uma tendência mundial, assim como questões socioeconômicas também têm participação nesse cenário”, detalha.

Rosana Daniele Marques, Gerente de Gestão de Pessoas da Crowe Horwath, conhece a realidade de perto. “Já tive oportunidade de ouvir relatos de profissionais de diversas empresas e áreas que, com o alto nível de ansiedade que eles têm vivenciado com a crise econômica, ficam reféns de sentimentos de angústia, medo do futuro, medo de perder seu emprego, insônia e muitos apresentam queda em sua produtividade”, conta.

A situação pode ganhar contornos trágicos. A educadora especialista em inteligência emocional e liderança colaborativa Semadar Marques conta que já conheceu o caso de um profissional que cometeu suicídio depois de sofrer um corte salarial substancial. “Obviamente que uma pessoa não toma uma decisão dessas unicamente por isso, mas acabou sendo o estopim e foi algo extremamente traumático para toda a instituição”, conta.

O que fazer?

Marques defende que mesmo em um momento de crise, gestores e líderes devem ter sensibilidade para não só manter seus melhores colaboradores, mas garantr que eles deem o melhor de si — evitando exigências absurdas, como esperar que um ótimo funcionário trabalhe por cinco. “Muitas vezes, por conta da própria crise, empresários e gestores acabam perdendo o bom senso por conta da ansiedade por resultados. Bons resultados são fruto de objetivos traçados que possam envolver e engajar a todos”, destaca.

Em casos onde a demissão é inevitável, especialmente para conter gastos, Marques recomenda que a liderança seja transparente e valorize os pontos fortes dos funcionários. “Se tiver a oportunidade de auxiliar de alguma maneira a recolocação do profissional, certamente essa atitude irá retornar para a empresa em algum momento e ampliará o laço com aquele profissional, o que contará pontos para a imagem da empresa interna e externamente”, detalha.

O médico e psicólogo Roberto Debsky recomenda um ambiente organizacional saudável e que promova o reconhecimento. “Os colaboradores precisam se sentir bem em ir para o ambiente de trabalho pois passam ali a maior parte de seu dia e de suas vidas. Dinâmicas breves nas quais cada um seja visto e reconhecido em suas qualidades e importância dentro da empresa criam hábitos positivos entre os colaboradores e podem ser implantadas sem dificuldades pelo RH da empresa”, diz.

E os profissionais? Ricardo Resstel, especialista em liderança e gestão de equipes, lembra que a entrega de resultados deve ser uma constante. “Ter a clareza do que a empresa espera de você e se programar para entregar sempre além do esperado o colocará em uma zona de segurança, o que manterá a ansiedade sob controle”, afirma.

Luiz Fernando Garcia concorda. Para ele, há três atitudes que as empresas devem adotar: comunicar o posicionamento da companhia de forma periódica; entregar feedbacks constantes, tanto negativos quanto positivos e feedbacks autogerados, ou seja, indicadores automáticos que informam a performance ao funcionário e podem colaborar para reduzir a ansiedade.

Para Sergio Dias, consultor do Sebrae, os profissionais devem agir com serenidade e prudência para evitar que a ansiedade atrapalhe seu desempenho profissional. “O profissional deve acreditar em si, em seus valores e em sua competência e com a convicção de que essas crises e turbulências do quadro político-econômico terão um fim, como todas as outras crises. Nenhuma crise é eterna e apesar dos estragos que causam, as crises também oferecem janelas de oportunidades para novos desafios”, explica.

“Há as medidas individuais, direcionadas a cada pessoa, como tratamento médico psiquiátrico e/ou psicológico, atividades físicas, aperfeiçoamento de gerenciamento do tempo, entre outras. Essas podem ser implementadas pelo próprio funcionário que busca diretamente a modalidade que melhor se adapta ou podem ser oferecidas pela empresa num programa de redução de estresse”, recomenda o médico Marcello Finardi.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/crise-prolongada-provoca-ansiedade-e-depressao-em-trabalhadores/119895/

13nov/18

As 10 qualidades essenciais para o bom líder

Primeira qualidade: comportamento ético

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Montar ou otimizar sua uma equipe para ampliar horizontes é um passo importante rumo ao sucesso que todos os empreendedores almejam. A capacidade de executar com sucesso o crescimento da empresa é o que separa os sonhadores de bons líderes. Aqui estão algumas das principais qualidades que todos os líderes devem possuir e aprender a enfatizar.

Comportamento Ético
Seja qual for o plano ético para o qual você se responsabilizou, quando você é responsável por uma equipe de pessoas, é importante elevar os padrões ainda mais. Seu negócio e seus funcionários são reflexos do seu comportamento e se você fizer com que honestidade e ética sejam valores presentes em seu dia a dia, sua equipe irá seguir o exemplo.
Promova um ambiente interno saudável e incentive sua equipe a cumprir esses padrões. Ao enfatizá-los e exibi-los você mesmo, será mais fácil que todo ambiente de sua empresa seja transformado em um espaço de trabalho amigável e útil.

Boa Distribuição de Funções
Aperfeiçoar sua visão de marca é essencial para que o crescimento de seu negócio aconteça de forma organizada e eficiente. Quando o líder não aprende a confiar na visão de sua equipe, dificilmente avançará seu negócio para o próximo estágio. É importante lembrar que confiar em sua própria equipe é um sinal de força e não de fraqueza, já que delegar tarefas aos departamentos apropriados comprova a boa contratação de funcionários competentes, se tornando uma das habilidades mais importantes que você pode desenvolver à medida que sua empresa cresce. Quando e-mails e tarefas começam a se acumular, e quanto mais você se “esticar”, menor será a qualidade do seu trabalho, e menos você irá produzir.
A chave para a boa distribuição de funções é identificar os pontos fortes de sua equipe, explorá-los individualmente e capacitá-los ainda mais. O ato de delegar tarefas não só provará sua confiança à equipe, mas também liberará seu tempo para se concentrar nas tarefas de nível superior, que não devem ser repassadas. Esta mudança traz um bom equilíbrio, tendo enorme impacto na produtividade do seu negócio.

Comunicação
Para quem não sabe onde está indo, qualquer caminho é válido. Saber o que você deseja realizar pode parecer claro na sua cabeça, mas quando a equipe não compreende as metas da empresa, você terá um problema. Aprimore suas habilidades de comunicação para que você consiga descrever de forma clara e sucinta para onde vão. Relacionar sua visão com a equipe traz os membros para o mesmo objetivo.
Treinar novos membros ou criar um ambiente de trabalho produtivo depende de linhas saudáveis ​​de comunicação. As formas de aperfeiçoar sua comunicação pode ser variada, como uma política de porta aberta para sua sala ou mesmo reuniões diárias ou semanais com sua equipe. É vital que você se torne disponível para discutir questões internas, desta maneira, sua equipe aprenderá a confiar em seu líder, andando com mais força para o mesmo objetivo.

Confiança
Em qualquer negócio, pequeno ou grande, pode haver situações preocupantes, quando as coisas não estão indo de acordo com o plano. O mais importante não é entrar em pânico. Parte do seu trabalho como líder é apagar os incêndios e manter a moral da equipe. Mantenha seu nível de confiança e assegure a todos que os recuos são naturais e o importante é se concentrar no objetivo maior. Como líder, mantendo-se calmo e confiante, você ajudará a manter a equipe sentindo o mesmo. Lembre-se: sua equipe tomará sugestões de você, então, se você exalar um nível de controle de dano calmo, sua equipe irá pegar esse sentimento. O principal objetivo é manter todos trabalhando e avançando.

Comprometimento
Se você espera que seu time trabalhe duro, precisará liderar pelo exemplo. Não há maior motivação do que ver o chefe nas trincheiras trabalhando ao lado de todos os outros, mostrando que o trabalho está sendo feito em todos os níveis. Ao comprovar o seu compromisso e papel com a marca, você não só ganhará o respeito de sua equipe, mas também irá incutir a mesma energia de empenho entre seus funcionários. É importante mostrar seu compromisso não apenas ao trabalho, mas também às suas promessas. Se você se comprometeu com bonificações, benefícios ou mesmo com uma festa de fim de ano, mantenha sua palavra. Para criar uma reputação de comprometimento, não basta apenas trabalhar duro, mas é importante que seja um líder justo. Uma vez que você ganhou o respeito de sua equipe, eles são mais propensos a entregar a quantidade máxima de trabalho de qualidade possível.

Atitude positiva
É importante manter sua equipe motivada para o sucesso contínuo da empresa e manter os níveis de energia elevados. Isso pode significar oferecer palestras, filmes, lanches, café, conselhos de relacionamento ou, até mesmo, um happy hour no escritório. A forma de manter uma atitude positiva da equipe deve ser escolhida pensando no perfil da maioria. Lembre-se de que seus funcionários ou colaboradores são pessoas e não números. Hoje, os horários de trabalho e descanso se misturam, por isso, levante a haste do bom humor do escritório, obviamente mantendo o bom equilíbrio entre produtividade e brincadeira.

Criatividade
Algumas decisões nem sempre serão tão claras. Existem situações em que você pode ser forçado a se desviar do curso antes definido e a tomar uma decisão de mudança imediata. É aqui que sua criatividade se revelará vital. É durante as situações mais críticas que sua equipe deve procurar o líder e a situação o forçará a tomar uma decisão rápida. Como líder, é importante aprender a pensar fora da caixa e escolher qual caminho seguir. Nunca escolha a primeira ou mais fácil possibilidade. Seja criativo e use sua expertise para que o melhor caminho empresarial seja percorrido.

Intuição
Em alguns momentos, você liderará sua equipe por águas inexploradas. Não há um roteiro sobre o que fazer. Quanto maior o risco, maior a pressão. Nesses momentos, sua intuição tem que entrar em campo. Guiar sua equipe através do processo de suas tarefas do dia-a-dia pode ser tranquilo, mas quando ocorre algo inesperado ou mesmo quando você é jogado em um novo cenário, pode ter certeza que sua equipe o procurará para orientação. Intuição não é deixar de agir racionalmente, mas sim usar todo seu conhecimento e suas experiências anteriores para se tornar um bom mentor. Aprender a confiar em si é tão importante quanto à conquista da confiança de sua equipe.

Inspiração
A vida empresarial é feita por metas, planejamento, resultados e previsões. Especialmente nos estágios iniciais de um arranque, a inspiração de sua equipe para ver a visão dos sucessos futuros é vital. Faça com que sua equipe se sinta na atmosfera das realizações da empresa. Se todos possuem possibilidades de crescimento dentro da empresa, seja por meio de bônus, comissionamentos ou outras opções de benefícios, não importa como, desde que você seja capaz de gerar entusiasmo pelo trabalho árduo. A capacidade de inspirar a equipe faz bem para a concentração dos mesmos nos objetivos futuros, mas também é importante para os problemas atuais. Quando você está em uma baixa no trabalho, a moral e os níveis de energia podem desaparecer. É importante que o líder saiba que todos precisam de uma pausa de vez em quando. Reconheça o trabalho que todos dedicaram e elogie sua equipe em cada um de seus esforços. É seu trabalho manter os espíritos elevados e isso começa com uma apreciação pelo trabalho árduo.

Abordagem
Não somos iguais. Um conceito básico que, muitas vezes, é negligenciado. Todos tem perspectivas culturais, barreiras linguísticas, diferentes origens educacionais, traços de personalidade e sistemas de valores com os quais os indivíduos são pré-condicionados que afetam grandemente a forma como a informação é processada e interpretada. Algumas pessoas trabalham bem sob pressão, outras não. Alguns respondem melhor a conversas e outros a metas. É importante entender como extrair o melhor de cada um e isso começa na abordagem. Para otimizar sua eficácia como líder, você deve ter a capacidade de personalizar sua abordagem pessoa a pessoa, com base na situação em questão. Sua capacidade de executar este conceito desempenhará um papel importante no aperfeiçoamento de sua equipe e outros parceiros ao longo da jornada.

Lucas Atanázio Vetorasso é consultor de empresas e CEO do GRUPO ATNZO.

fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/as-10-qualidades-essenciais-para-o-bom-lider/121889/