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22jul/19

Você é muito qualificado para o cargo

Muitos profissionais veem a educação e as experiências extracurriculares como alternativa para manterem-se competitivos. Mas será que ter todo esse repertório ainda é um diferencial?

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Em um mercado global e cada vez mais competitivo, tem sido comum encontrar candidatos muito qualificados para os cargos oferecidos pelas empresas. Atualmente, profissionais com uma pós-graduação ou MBA, inglês avançado, que são voluntários, fizeram intercâmbio, e até que possuem formação em liderança, PNL ou coaching, são cada vez mais comuns. Nos últimos anos, os jovens, principalmente das gerações Y e Z, têm buscado se aprimorar constantemente. Além disso, com a crise no Brasil, muitos profissionais veem a educação e as experiências extracurriculares como alternativa para manterem-se competitivos. Mas será que ter todo esse repertório ainda é um diferencial? Depois de passar por tantas experiências e acumular aprendizados, como fazer valer todo esse esforço?

Esses questionamentos angustiam muita gente em busca de uma recolocação e, diante de uma oportunidade de trabalho, escutam frequentemente do recrutador que são qualificados demais para o cargo. Para esses profissionais, são esses os meus conselhos:

1. Invista no autoconhecimento: muitas pessoas se deixam levar pelas oportunidades que vão surgindo e as agarram sem saber exatamente o porquê. É preciso tomar cuidado para não ser influenciado pelos outros ou por seu próprio piloto automático. Ter clareza de quem você é, saber o que você faz bem e onde se quer chegar são os primeiros passos para reconhecer se você está no lugar certo ou se está buscando oportunidades nos lugares certos.

2. Alinhe expectativas com o mercado de trabalho: conforme vamos nos desenvolvendo e adquirindo novos conhecimentos é comum criarmos altas expectativas sobre nossa profissão e sobre oportunidades melhores. Porém, é importante saber a verdadeira realidade de sua área e do mercado em geral, para não se frustrar na busca por oportunidades e para não fazer investimentos que não tragam retornos no futuro. Por isso, procure conversar com profissionais que atuam há mais tempo na sua área e que você admira, e converse também com profissionais de Recursos Humanos.

3. Permaneça antenado sobre o futuro do seu trabalho: para qual direção a sua área está indo? Ter informações sobre as tendências e sobre o futuro de sua profissão pode ser uma excelente forma de avaliar quais decisões são melhores em sua carreira e se você está investindo no caminho certo. Com isso, você estará melhor preparado para recalcular a sua rota, se for preciso.

4. Demonstre resultados: citar ações concretas e exemplos que comprovem suas competências e habilidades nas entrevistas pode fazer toda a diferença. Por isso, resgate projetos e ações que você realizou nos locais em que passou e que trouxeram resultados significativos. Além disso, comente sobre outras experiências pessoais, por exemplo, relacionadas a estudo ou até dentro de uma prática espiritual ou religiosa, que podem apoiá-lo a mostrar que você quer fazer a diferença no local em que trabalhar.

5. Aplique os seus conhecimentos na prática: estudos comprovam que, quando saímos da universidade, aplicamos menos de 1/4 do conteúdo que aprendemos. Por isso, não adianta ter um currículo robusto se não conseguimos utilizar nossos aprendizados no ambiente de trabalho. Na hora da entrevista, traga ideias e soluções do que você faria nos desafios que o cargo propõe e demonstre exemplos de conhecimentos que você aplicou nas suas experiências anteriores.

6. Movimente-se: ficar parado não irá adiantar, por isso, acredite em si mesmo e em seu potencial, esforce-se para ampliar a sua rede de contatos, vá em busca de oportunidades em locais que você admira, fortaleça as relações que você já tem e converse com quem pode te ajudar a encontrar uma oportunidade de acordo com o seu perfil.

7. Reinvente-se! Com um repertório tão grande de experiências e conhecimentos adquiridos, por que não se arriscar em novas áreas ou em empresas diferentes? É comum focar no que já conhecemos e nos sentimos seguros em fazer, sem perceber que há um horizonte muito maior de possibilidades para a atuação profissional. Por isso, identifique suas potencialidades e crie novas formas de colocar suas competências à serviço das empresas e da sociedade.

8. Planeje-se: organize-se e transforme seus objetivos em pequenas ações. Comece aos poucos. Você irá perceber que, dessa forma, haverá maior consistência e facilidade em realizar o que você busca.

* Livia Antonelli é consultora de Recursos Humanos da Universidade Positivo (UP).

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/voce-e-muito-qualificado-para-o-cargo/121985/

21jul/19

Insatisfação: o alerta sobre a necessidade de mudanças

Se houver clareza sobre o que realmente almeja tanto no aspecto pessoal quanto no profissional, a insatisfação pode ser transformada em combustível

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A constante insatisfação e busca por coisas novas são sentimentos característicos do ser humano. Em algum momento, todos sentem a necessidade de mudar algo em suas vidas. Ao se questionar sobre o que não está legal, as pessoas certamente encontrarão respostas para questões como: o relacionamento amoroso poderia ter mais cumplicidade, gostaria de ficar mais tempo com seus filhos, ganhar mais dinheiro, trocar de carro, ser admirado profissionalmente e pessoalmente, viajar mais. Diversos são os aspectos nos quais a busca por melhorias é permanente.

No âmbito corporativo ocorre o mesmo. Em alguns casos, empresas de um mesmo segmento, com características e estilo de gestão semelhantes, alcançam resultados divergentes, uma situação que pode apresentar várias explicações. Em primeira análise, por exemplo, é possível indicar diferenças na forma como cada um negocia de acordo com suas expectativas, a maneira como elencam seus objetivos, a qualidade do monitoramento durante as atividades e a definição dos resultados a serem alcançados.

Além disso, será possível identificar discordâncias em relação ao foco, à energia, persistência e a determinação aplicados pelas pessoas durante o processo de execução de qualquer projeto, elencando a desistências delas como um dos motivos da diferença entre resultados de negócios com estilos de gestão parecidos. O segredo para evitar esse tipo de situação é encarar as insatisfações e resultados não tão bons pelo lado positivo. O ideal é que a insatisfação venha sempre atrelada ao desejo de mudança. Ser capaz de identificar o que se quer é o primeiro passo para alcançar os objetivos.

Por instinto, o ser humano tende a enquadrar a insatisfação como algo negativo, o que é bastante compreensível, já que essa emoção é capaz de paralisar, gerar conflitos ou despertar o estado de fuga em relação a situações difíceis. Porém, se houver clareza sobre o que realmente almeja tanto no aspecto pessoal quanto no profissional, a insatisfação poderá ser transformada em combustível, para impulsionar o processo de mudança e aperfeiçoamento. Por meio de autoconhecimento e dedicação, todos são capazes de determinar a qualidade do resultado das suas ações.

*Alessandra Canuto é especialista em gestão estratégica de conflitos e negociação, facilitação e treinamento para potencializar negócios através do desenvolvimento de pessoas. É sócia e palestrante da AlleaoLado, empresa focada em palestras, treinamentos e consultoria.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/insatisfacao-o-alerta-sobre-a-necessidade-de-mudancas/121705/

19jul/19

Estagiário após os 30: o que ele pode agregar à sua empresa?

Mercado de trabalho pode se beneficiar de profissionais que reiniciam carreira em busca de sonho ou após onda de demissões

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Em busca de realização, muitas pessoas têm largado carreiras consolidadas para investir em outros rumos. O recomeço com um novo curso faz necessária a volta à fase de estágios, o que traz benefícios às empresas. Daniela Misorelli, CEO da plataforma de recrutamento de estudantes Estagiários Online, aponta cinco razões para apostar no estagiário mais velho:

1. Muita experiência
A atuação anterior em outros trabalhos proporciona ao estagiário conhecimentos que podem ser reaplicados e até calhar de ser a peça que faltava no quebra-cabeça de uma companhia, com sua experiência e habilidades.

2. Motivação para dar e vender
Se o profissional abdicou de uma carreira para ir atrás de fazer o que gosta é sinal de que ele estará empolgado nessa missão. Ele realizará, então, as tarefas com muita satisfação e disposição.

3. Dedicação e vontade de crescer
Há ainda aqueles que só tiveram a oportunidade de começar uma formação superior mais tarde, e que estão determinados a fazer a diferença tanto na própria vida quanto na da família. “Não há idade para iniciar ou retomar os estudos, basta a vontade de adquirir novos conhecimentos e a dedicação”, comenta a CEO do Estagiários Online.

4. Aprendizados da maturidade
Com mais vivência, o estagiário mais velho já passou por situações em que aprendeu o peso das escolhas e das consequências de seus atos. Ele pondera mais antes de agir, não se envolve em conflitos à toa e é, ainda, uma boa influência para os colegas.

5. Benefícios da diversidade
A troca de experiências suscitada pelo convívio entre diferentes gerações soma à equipe e à empresa. O diálogo fica mais rico com a diversidade de opiniões e, assim, pode-se chegar a melhores soluções e resultados.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/estagiario-apos-os-30-o-que-ele-pode-agregar-a-sua-empresa/121886/

18jul/19

Pós-graduação aumenta a empregabilidade e garante maiores salários

Para potencializar os ganhos futuros, você deve alinhar suas expectativas, bons cursos e a demanda do mercado

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Cursar uma pós-graduação pode representar um ganho duplo para os profissionais: além de aumentar a possibilidade de contratação por empresas de ponta no mercado, pode garantir um aumento salarial em relação aos profissionais que contam apenas com a graduação.

Para potencializar os ganhos futuros, entretanto, você deve alinhar suas expectativas, bons cursos e a demanda do mercado. De acordo com a consultoria PayScale, que realizou uma pesquisa semelhante nos Estados Unidos, “algumas pós dão retorno salarial, mas outras não têm o mesmo potencial de aumentar os ganhos”.

Cursos de MBA, especialização ou a Pós ADM, por exemplo, são capazes de aumentar rendimento salarial em cerca de 50%, dependendo da área. Sua competitividade profissionaltambém cresce exponencialmente: hoje, dificilmente posições de liderança nas empresas são ocupadas por pessoas sem uma pós-graduação. Na medida certa: Competitividade profissional – benefícios e malefícios 

A escolha do curso de pós graduação que melhor irá garantir retorno sobre o investimento deve ser criteriosa: é importante saber se a instituição tem uma marca sólida no mercado, se oferece cursos que atendem às demandas das organizações e se dispõe de uma grade curricular atualizada, para que você realmente possa agregar conhecimentos e tenha um diferencial competitivo. E se você planeja investir em uma pós-graduação, não deixe de conhecer o PÓS ADM DA FGV.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/pos-graduacao-aumenta-a-empregabilidade-e-garante-maiores-salarios/119807/

10jul/19

Papo de empreendedor: 5 conselhos de um para o outro

A realidade é que não existe fórmula mágica para ter um negócio de sucesso e cada um inventa seus caminhos, mas algumas dores são comuns a todos e juntos podemos minimizá-las

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Já faz um tempo que a palavra empreendedorismo não sai da boca do brasileiro. Ser ou não ser, eis a questão! O fato é que o Brasil é um país onde o empreendedorismo pulsa na veia, uma vez que, segundo a UnitFour, o número de empresas abertas em 2016 cresceu 20% em relação ao ano anterior.

Seja por necessidade ou por vontade própria, empreender é uma árdua caminhada e exige muita dedicação. Aos olhos de quem está de fora é bacana, rentável e sinônimo destatus, mas visto de dentro, todo empreendedor sente na pele o real custo de ter o próprio negócio.

Nem uma vida inteira é capaz de nos ensinar tudo o que precisamos para superar as barreiras, adversidades e medos. Cada dia aprendemos um pouco mais e buscamos errar um pouco menos. Se eu pudesse dar alguns conselhos aos meus colegas empreendedores, seriam:

· Divulgação é fundamental: vender o próprio peixe nunca foi tão importante, portanto use todos os canais que estiverem ao seu alcance para divulgar sua marca, seus serviços e sua expertise. Esteja fortemente ativo nas redes sociais, tenha um blog e alimente-o com informação relevante, busque espaço nas revistas, jornais e rádios, faça parcerias com influenciadores do seu meio.

· Você é sua empresa e sua empresa é você: queira ou não, a partir da decisão de empreender, o seu negócio fará parte de quem você é e não há como separar. Além de promover sua empresa, também use do seu marketing pessoal, afinal, você é o cérebro e máquina central do negócio. Esteja sempre orquestrado com os objetivos da sua marca para que você consiga alcançar as metas traçadas.

· Networking é tudo: independentemente da área de atuação, ter uma rede de contatos é fundamental para o crescimento do negócio, uma vez que esse relacionamento propicia troca de informações, experiências, conhecimentos e indicações de forma natural e mútua. A sua dor de hoje pode ter sido de outro empreendedor no passado, trocar conhecimento é combustível para gerir uma crise ou criar novas oportunidades.

· Planejamento é a alma do negócio: pode parecer chato, burocrático e pouco prático, mas o planejamento norteia o crescimento e as decisões da empresa. Abrir mão dessa ferramenta é assumir o risco de que tudo pode dar errado. Ele não é a fórmula mágica para um negócio de sucesso, mas é a bússola.

· Reinvente-se: o mercado muda em uma velocidade surpreendente e, para ter um negócio inovador, é fundamental que o empreendedor se reinvente constantemente. Invista em você, estude muito, esteja sempre em contato com seus clientes e com as tendências da sua área. Amadureça o profissional que está coberto por uma grossa camada de “empreendedor faz tudo”. Não caia na rotina e alimente diariamente sua sede de dar certo.

A realidade é que não existe fórmula mágica para ter um negócio de sucesso e cada um inventa seus caminhos, mas algumas dores são comuns a todos e juntos podemos minimizá-las. Outro fato é que sempre vão dizer que ter o próprio negócio é moleza, não ter chefe é uma maravilha e fazer o próprio horário é um sonho, mas poucos sabem que para dar certo é preciso trabalhar mais do que dormir ou curtir o happy hour com a galera do trabalho na sexta-feira à noite.

Feliz Dia do Empreendedor para quem sabe o que é abdicar de mil coisas em prol da realização de um sonho!

Thamiris Rezende — Jornalista, fundadora da HUG Comunicação Corporativa e empreendedora persistente.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/papo-de-empreendedor-5-conselhos-de-um-para-o-outro/121736/

08jul/19

Por que ainda vemos tão poucas mulheres no mercado de TI?

O mercado de trabalho, pouco a pouco, está se transformando para alcançar a igualdade de gênero. Há quem acredite que essa igualdade já acontece na maioria das áreas. Mas, a verdade, é que ainda precisamos trilhar um longo caminho em busca da diversidade dentro das empresas, em especial na área de tecnologia e digital, onde o número de mulheres é ainda menor do que vemos em outros setores.

A reduzida presença feminina nas áreas de tecnologia é difícil de ser explicada, uma vez que a diferença técnica e de capacidade não explica a falta de mulheres nesse mercado. Até porque a aptidão para a tecnologia também é uma característica feminina. Uma prova disso é que o primeiro algoritmo da história foi desenvolvido por uma mulher, chamada Ada Lovelace. O protocolo STP, um procedimento que auxilia na melhor performance da rede, é invenção de Radia Perlman. E a tecnologia usada nos telefones celulares e nas redes wi-fi tem como base o trabalho da inventora e atriz Hedy Lamarr, feito na época da Segunda Guerra Mundial.

O fato é que a diferenciação de gênero é uma questão social. Apesar de homens e mulheres serem diferentes, a capacidade técnica e as competências intelectuais não são. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade que diferencia tratamentos na criação de meninos e meninas, impondo condutas diferentes para cada gênero. Portanto, essa disparidade no segmento de tecnologia é um problema cultural que começa muito cedo em nossas vidas, ainda na primeira infância.

Quando o assunto é tecnologia, logo no início da vida, muitas vezes, não estimulamos o interesse das meninas pelo tema e limitamos o contato das mesmas com esse universo tecnológico. Elas acabam sendo muito mais incentivadas a brincar de boneca e a fazer comidinha, enquanto os meninos recebem as multitelas dos celulares, tablets e jogos de vídeo game Dessa maneira não só deixamos de incentiva-las e de introduzi-las a todos os benefícios que a tecnologia oferece em termos de aprendizado,, como simplesmente nem ofertamos essa possibilidade a elas.

Para as meninas que vencem essa barreira e conseguem conhecer e se interessar por TI, a sociedade impõem outros obstáculos que seguem pela adolescência e culminam por se acentuar na faculdade. É no banco das universidades que o preconceito de gênero e o isolamento social se encarrega de deixar claro que “esse lugar não é para mulheres”. De acordo com o INEP/MEC, as mulheres representam apenas 15%do corpo discente nos cursos relacionados à computação. Constantemente atacadas por colegas, e até mesmo por professores, as mulheres sofrem assédio moral e poucas alunas chegam a concluir o ensino superior na área. Outra pesquisa indica ainda que 79% das alunas dos cursos relacionados à TI desistem já no primeiro ano.

As que bravamente sobrevivem aos preconceitos precisam correr para conquistar uma oportunidade no mercado de trabalho. Construir uma carreira, ou mesmo abrir uma empresa, é o grande desafio feminino dentro do mercado de tecnologia. Nas principais empresas de tecnologia, em média, apenas 30% do quadro de funcionários é composto por mulheres. E ainda, um estudo feito pela Harvard Business School aponta que apenas 10% dos aportes financeiros são feitos em startups comandadas por mulheres.

Outro dado que acho extremamente relevante é que o último levantamento do IBGE indicou que no Brasil existem 6,3 milhões de mulheres a mais que homens. Não sei você, mas isso me faz pensar o quanto as empresas ainda desperdiçam talentos. O que quero dizer é que tenho certeza que boa parte dessas mulheres estão mais do que aptas a exercerem uma série de funções e cargos, não só na área de tecnologia, mas em muitas outras áreas, no entanto, por existir barreiras culturais e sociais elas ainda são duramente negligenciadas e excluídas do mercado de trabalho.

Para mim, não se trata de uma exclusão de gênero, mas um desperdício de talentos, independente do gênero.

Se essa realidade lhe parece cruel e parte de uma construção social desigual, será que podemos mudar esse cenário? A resposta é sim! E o primeiro passo deve acontece dentro de casa. É papel da família apresentar a tecnologia para as meninas, e incentivar o interesse delas nas carreiras de exatas. O empoderamento de lutarem por aquilo que desejam será o segundo passo – e o mais importante, visto que precisarão percorrer um longo caminho de resistência contra uma maré inteira as puxando para longe da área TI e as aproximando culturalmente das áreas de humanas.

O terceiro passo, felizmente, já começa a ser dado pelo mercado de tecnologia. Aqui na Yoctoo, consultoria boutique de recrutamento e seleção especializada em TI e digital, já notamos o interesse das empresas em equilibrar as equipes e trazer diversidade para o time. Se aumentarmos a oferta de mulheres participando dos processos seletivos, consequentemente aumentaremos também o número dessas profissionais nesses cargos.

Não é possível afirmar quando e se seremos capazes de chegar ao tão sonhado e falado 50/50 dentro das empresas. Mas, certamente, enquanto sociedade, devemos lutar para criar um ambiente menos agressivo para com as mulheres. Enquanto recrutadora para o mercado de TI, espero ver esse quadro mudando em um futuro próximo e desejo concluir muitos processos seletivos onde as mulheres sejam as escolhidas para muitas das vagas que passam por mim, não por serem mulheres, mas por serem, antes de tudo, excelentes profissionais.

Renata Ambrosini — Formada em Psicologia e tem mais de 9 anos de experiência para na área de seleção de profissionais em TI, Renata é consultora de recrutamento e seleção na Yoctoo.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/por-que-ainda-vemos-tao-poucas-mulheres-no-mercado-de-ti/122835/

07jul/19

Você tem as competências necessárias para trabalhar com logística?

Mesmo em tempo de recuperação lenta da economia e com muitos profissionais procurando recolocação, as companhias ainda almejam competências específicas para compor seus times

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Seja pela crescente inserção de tecnologias em atividades rotineiras ou pela entrada das novas gerações no mercado de trabalho, escolher o profissional certo para sua equipe pode ser desafiador. Mais de 91% das empresas já apresentaram algum tipo de dificuldade na contratação, segundo estudo da Fundação Dom Cabral.

Mesmo em tempo de recuperação lenta da economia e com muitos profissionais procurando recolocação, as companhias ainda almejam competências específicas para compor seus times.

Na área de logística, que conta com diversas particularidades e que, assim como outros departamentos, está mudando devido à transformação digital no mundo corporativo, algumas características são essenciais para ter sucesso. Além das formações tradicionais e técnicas, ter conhecimento no mercado de forma mais ampla é um grande diferencial, como estudos de economia e administração. Além disso, engenharia e tecnologia da informação são habilidades importantes para compor o currículo, em virtude da crescente automatização das operações. Saiba mais: A Sonda mostra os 7 motivos para a transformação digital impactar no ritmo da inovação Patrocinado 

As oportunidades do setor são muitas, porém é preciso levar em conta as constantes e rápidas mudanças no mercado. Se destacar em logística exige mais do que uma boa formação, é preciso desenvolver competências como flexibilidade e capacidade de adaptar-se a diferentes situações, atualizando-se frequentemente.

Atenção às tendências e inovações tecnológicas

Com recursos e ferramentas lançadas a todo instante, a automação de algumas atividades é iminente. As companhias terão à sua disposição uma série de soluções com potencial de gerar aumentos expressivos na produtividade e diminuição de falhas operacionais, como a troca ou falta de volumes de encomendas, no caso de logística.

Para se destacar nesse cenário, os profissionais devem estar capacitados a incorporar tecnologias e metodologias ágeis para que sua atuação seja ainda mais estratégica. Atente-se à execução do planejamento, é preciso estar engajado para testar e implementar novos processos e ferramentas. A tecnologia pode ser uma grande aliada, afinal o sucesso do funcionário não é apenas julgado por seus resultados, mas também pela maneira como os mesmos foram atingidos.

Perspectivas de mercado

O Brasil caminha lentamente ao encontro de uma melhora na economia, que por sua vez provoca desdobramentos nos demais setores. No último relatório bienal do Banco Mundial, o país subiu mais de dez posições no ranking de logística, porém ainda existe um grande espaço e potencial para crescimento e melhoria no desempenho desse setor no país. A evolução do e-commerce, por exemplo, tem contribuído para esse desenvolvimento, ampliando a aplicação de soluções mais modernas para atender às demandas que o segmento exige.

Os próximos anos da área de logística serão desafiadores e o investimento em novas habilidades e na construção de um time capacitado é um importante diferencial competitivo para as empresas. Com um plano de carreira bem definido é possível formar profissionais qualificados e prontos para adaptar-se a qualquer mudança no cenário e construir uma trajetória de sucesso que beneficia o indivíduo, a companhia e o mercado, como um todo.

Agustín Durán — Sócio-diretor da Nimbi, empresa especializada em tecnologia para gestão da cadeia de suprimentos. http://www.nimbi.com.br

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/voce-tem-as-competencias-necessarias-para-trabalhar-com-logistica/122831/

06jul/19

Dialogando com nossas dores

A tendência é fugirmos pra longe de onde há sinais de contato com nossas dores

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Sai da última sessão psicoterápica com uma missão difícil (não impossível) proposta pela minha psicóloga: “converse com suas dores, incluindo aquelas mais profundas”. Pensei comigo: “deveria eu mexer com estas feridas agora? Será que vai doer muito? São tantas. Portanto, por onde começar?”

A tendência é fugirmos pra longe de onde há sinais de contato com nossas dores. É humano, natural. Diria que é quase um instinto de sobrevivência, diante de tantos percalços que atravessamos ao longo de nossa jornada.

Neste movimento de olhar para dentro, me peguei observando minhas feridas, visíveis, trazidas desde a infância. A mais perceptível foi a marca de um corte no lado direito da minha testa, que remonta aos meus sete anos, quando brincava com minha gata Thalita, na sala de casa, onde ainda hoje meus pais vivem. Pude sentir o pulsar da dor e o sangue escorrendo, me fazendo cair em lágrimas, preocupado com o “estrago” que o arranhão faria na minha imagem. Aprendi que, embora amigos, os animas também têm seus limites.

Um pouco abaixo, na mão direita, “mora” outra cicatriz, também dos tempos de menino, quando na fazenda, cai do cavalo, quebrando o braço, rendendo-me meses de gesso e imobilização.

E, assim, fui visitando meus sinais e descortinando as histórias sobre as quais eles foram gerados e, sobretudo, as sensações que, ainda hoje, eles despertam em mim.

O rico de olhar para as nossas cicatrizes – sim, pode ser extremamente enriquecedor, a depender do nosso modo de enxergar – é poder reviver um pouco de algumas experiências que nos constituem no que somos. Nascemos “limpos”, em tese. E, aos poucos, vamos, naturalmente, nos reconstituindo a partir das experiências e escolhas que fazemos ao longo da vida.

Ao mergulhar nesta emocionalidade, descobri que a dor do abandono (do acolhimento que gostaria de ter tido em momentos cruciais da minha vida; dos amores “eternos” desfeitos; da minha sociedade empresarial rompida, entre tantas outras), por vezes, me retalha em pedaços, tornando mais íngreme a minha caminhada.

No meu processo psicoterápico, e nas reflexões com o meu travesseiro, fui entendendo que as sensações eram recortes da realidade. Não, necessariamente, os fatos reais, quando desmembrados das emoções. E, confesso, doeu ainda mais descobrir isso.

Olhar para as feridas, definitivamente, requer coragem, mas também abertura para o novo. Há algumas que se vão com o tempo. Outras exigem parcimônia para que aprendamos a conviver com elas pelo resto da vida.

O fato é que, para mim, o grande aprendizado tem sido me machucar, mas cuidar para não enrijecer o coração. Porque convenhamos: o que vale, de verdade, é andar reconhecendo e experimentando a beleza do caminho. E não, necessariamente, o destino final.

Flávio Resende – Jornalista, empresário e coach ontológico.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/dialogando-com-nossas-dores/119926/

05jul/19

Empregos de fim de ano: sete dicas para aproveitar a época e conquistar uma vaga

Não é só para vagas efetivas que departamentos de RH costumam analisar as redes sociais das pessoas

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A maior sazonalidade empregatícia, no Brasil e no mundo, é o período entre setembro e dezembro. É a famosa época das contratações de fim de ano, que visam atender aos turnos dobrados e triplicados de indústrias, serviços e comércios que funcionam para atender às festas de fim de ano, e aproveitar os gastos com 13º salário.

É uma época de movimentação intensa na economia, o que gera oportunidades. Apesar de nos últimos anos esse ter sido um período bem mais fraco do que o habitual, em 2017 já se espera 374,8 mil contratações em regime temporário. O número é 5,5% maior do que o do mesmo período de 2016. Esse número havia caído muito em 2015 e 2016 devido à recessão que o país enfrenta, porém parece que as coisas tendem a melhorar. O estudo que aponta esses dados é o da Associação Brasileira de Trabalho Temporário, a Asserttem, que reúne 200 agências de emprego.

Há três anos, antes da crise, esses números chegavam a 490 mil vagas. O número ainda está distante de uma época de maior saúde financeira do país, mas está crescendo. A própria melhora da economia, e as mudanças da legislação de trabalhos temporários, que passou a valer em março desse ano, criaram um terreno de confiança para contratações.

De acordo com a nova legislação, há duas grandes mudanças que incentivam a contratação: o aumento no prazo para a contratação de trabalhador temporário; e a autorização para que, na qualidade de tomador de serviços, empresas de qualquer ramo possam contratar, sem vínculo empregatício, trabalhadores terceirizados, mesmo que seja para o exercício de atividades ligadas à sua atividade-fim.

Com o desemprego em níveis elevados, essa tem se mostrado uma excelente hora para se preparar bem e conseguir agarrar aquele emprego que, embora temporário, muitas vezes conta com chances de contratação fixa. Para isso é preciso estar alinhado com as expectativas do mercado e saber lidar bem com entrevistas, preparação de currículos, etc.

Segue algumas dicas do que fazer nesse cenário para conquistar um espaço para você:

Fique de olho no calendário: em outubro, novembro e dezembro começam as altas de busca para o varejo. Em setembro a alta se liga muito à indústria, porém em 2017 essas contratações começaram no fim de julho. Outubro é a época em quem lojas maiores contratam, e em novembro lojas menores tendem a ampliar seu contingente. Estar atento às datas é muito importante, não só para garantir o emprego por mais tempo, mas também para ter mais chances de mostrar serviço e ser contratado como fixo. São de 15% a 20% de pessoas que consegue efetivação. Assim, agora que restam três meses para 2018, foque no varejo.

Olho no contrato: apesar das mudanças da lei, o trabalhador temporário ainda conta com os mesmos direitos do trabalhador efetivo, como férias, hora extra, descanso semanal remunerado. Não é porque é temporário que é bico. Se preocupe com contrato. Em janeiro as oportunidades temporárias tendem a se tornar efetivas, mas faça questão de ter o que é de direito no período do trabalho temporário.

O currículo é a porta de entrada: seja assertivo, curto, objetivo e direto. Cite suas últimas três experiências profissionais, destaque cursos realizados e que tenham a ver com a vaga, além de deixá-lo personalizado à vaga que busca. A NVH Talentos Humanos vai realizar um trabalho de assessoria para construção de currículo no dia 24 de outubro, próximo à estação República da Linha Amarela do metrô de São Paulo. É uma oportunidade gratuita para pegar umas dicas. Há informações no site.

Agências são as melhores para essa época: focar em agências que se especializam em trabalho temporário é útil nessa época do ano. Vale a pena acessar o site do Ministério do Trabalho e verificar o registro da agência para ter certeza de que ela está de acordo com a lei.

O fator humano: para essas vagas geralmente o que mais se busca são requisitos básicos como segundo grau completo, idade entre 18 e 45 anos, simpatia, comunicação clara, trabalho em equipe, e às vezes ter uma indicação é muito bom. Ou seja, o relacionamento interpessoal conta muito. Vale ficar atento e desenvolver essas habilidades, tanto para entrevistas quanto para se destacar nos empregos. As entrevistas contam com muita gente, e são rígidas, então estar atento a tudo e se dedicar a mostrar que consegue desenvolver bem uma venda, por exemplo, é essencial.

Redes sociais também contam: não é só para vagas efetivas que departamentos de RH costumam analisar as redes sociais das pessoas. Ter um perfil que não agrida as pessoas, às marcas, também é importante. Uma loja não vai contratar quem acabou de difamá-la na internet, ou mesmo fez um comentário preconceituoso ou de ódio.

Atenção: olhos atentos são sempre uteis. Andamos o tempo todo por comércios, dos mais simples de bairro até os mais famosos em shoppings. Essa época é fértil. Ficar atento a anúncios de vagas nas portas ajuda a expandir os horizontes de onde deixar currículos conforme se anda pela cidade.

Fernanda Andrade é gerente de R&S, na NVH Talentos Humanos.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/empregos-de-fim-de-ano-sete-dicas-para-aproveitar-a-epoca-e-conquistar-uma-vaga/121755/

03jul/19

Boa vontade não basta é preciso saber liderar uma iniciativa social

Não basta boa vontade para viabilizar projetos sociais, é preciso desenvolvimento de competências e habilidades para lidar com os negócios

É comum vermos muitas OSC’s – Organizações da sociedade Civil ou ONG’s – Organizações não governamentais, com propósitos excelentes e com foco bastante claro no que se refere à contribuição social. Do outro lado, também vejo que há muito para evoluir quando a questão é planejamento e gerenciamento, pois parecem desafios diferentes de outras organizações com fins lucrativos, mas não são.

Podemos observar que de qualquer forma muitas OSC’s e ONG’s precisam que suas lideranças se desenvolvam nos quesitos de gestão, que identifiquem a eficácia da sua organização. Além da gestão, a liderança social precisa de muitas das competências de líderes atuantes no meio organizacional, e até mais, por se tratar de lideranças com colaboradores diretos e às vezes voluntários, que podemos considerar colaboradores indiretos, já que não respondem todo o tempo para estes líderes.

Quando se fala de resultados, as OSC’s e ONG’s imaginam apenas o impacto que causam na sociedade, mas devem também incluir na sua agenda a forma de captação de recursos financeiros, pois são essenciais para tornar o negócio sustentável de tal modo que possam ajudar com precisão a quem necessita, causando um maior e melhor impacto na sociedade.

Não basta boa vontade para viabilizar projetos sociais, é preciso desenvolvimento de competências e habilidades para lidar com os negócios.

Celso Braga é sócio-diretor do Grupo Bridge, Psicológo e Mestre em Educação, pós-graduado em Psicodrama Sócio Educacional e possui 25 anos de experiência em desenvolvimento humano e projetos de conexões entre projetos educacionais e inovação.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/boa-vontade-nao-basta-e-preciso-saber-liderar-uma-iniciativa-social/124964/25