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09mar/20

7 maneiras para aumentar sua criatividade

Pablo Picasso dizia que “todas as crianças nascem artistas, mas a dificuldade está em continuar a sê-lo quando crescem”. Porque perdemos a criatividade com tempo?

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Pablo Picasso dizia que “todas as crianças nascem artistas, mas a dificuldade está em continuar a sê-lo quando crescem”. Todos nós queremos ser mais criativos, ter a capacidade de inovar e criar soluções mais inteligentes para os problemas e dificuldades que encontramos em nossas vidas, seja na área pessoal ou profissional.

Porque perdemos a criatividade com tempo? Segundo pesquisa realizada por dois professores nos Estados Unidos, George Land e Beth Jarman, em 1968, nosso modelo de ensino e nossas organizações nos fazem perder a criatividade com o tempo, principalmente quando somos expostos às regras e padrões que não nos permitem pensar ou agir de forma diferente.

No estudo, eles analisaram mais de 1.600 crianças aos 5, 10, e, depois, aos 15 anos de idade. Também foram avaliados mais de 200.000 adultos, com idade superior a 25 anos, onde foi aplicado o mesmo teste que a NASA utiliza para contratar novos engenheiros. O objetivo era avaliar a habilidade das crianças e adultos em pensar divergentemente.

Entre as crianças com 5 anos de idade, 98% do grupo apresentava alta capacidade criativa. Quando aos 10 anos de idade, 30% do grupo apresentou alta capacidade criativa. Aos 15 anos de idade, apenas 12% do grupo continuou apresentando alta capacidade criativa. O teste foi aplicado em mais de 200.000 adultos, que para surpresa dos pesquisadores, apenas 2% apresentaram alta capacidade criativa.

Isso nos mostra que, quando nos tornamos adultos e somos obrigados a seguir as normas, regras e processos impostos pela sociedade, família e organizações, temos uma tendência a diminuir nosso potencial criativo. O que fazer para aumentar nossa criatividade? Apresento 7 maneiras que pode ajudar você a ser mais criativo em todas as área da sua vida.

1. Seja “desvio padrão”
Convido você a enxergar e fazer as coisas de uma forma diferente do que está acostumado a fazer. É literalmente sair da sua zona de conforto e mudar constantemente seu MindSet. Os americanos usam o termo Mindset para representar o modo dominante como vemos, compreendemos e julgamos as coisas à nossa volta, o que por sua vez norteia os nossos padrões de comportamentos e nossas atitudes. Profissionais “Desvio Padrão” não seguem a boiada e estão sempre dispostos a aprender e inovar em tudo que fazem.

2. Consumir conteúdo
Hoje em dia, temos uma infinidade de conteúdo disponível. Leia e aprenda coisas que não estão relacionadas com sua área de trabalho ou com leituras que já está acostumado a fazer. Consuma vídeos, artigos, podcast, audiobooks, livros, documentários e palestras. Quero recomendar uma excelente palestra do professor Ken Robinson, “As Escolas Matam a Criatividade?”. Você pode assistir no TED Talk.

3. Mudar seu ambiente
Talvez, para que haja uma mudança de comportamento, primeiro temos que mudar nosso ambiente. Sugiro que você conheça novas pessoas, diferentes culturas, com pensamentos divergentes do seu. A mudança de ambiente nos faz enxergar o mundo de outra maneira e também evoluir como pessoa. Permita-se ir por outros caminhos, mas sem julgamentos.

4. Ficar offline
Desconecte-se das suas redes sociais e internet. Neste momento, não faça nada e aprenda a usar o ócio criativo. Permita-se por alguns instantes ficar sem fazer nada, de certa forma, desconectado do mundo, olhando apenas para dentro de si mesmo.

5. Tenha um propósito
Parece clichê, mas uma vida com propósito nos torna mais feliz e isso aumenta nossa criatividade naturalmente. Costumo dizer que há dois momentos importantes em nossa vida. O primeiro, quando você nasce, o segundo quando você descobre o porquê está aqui. Neste momento, convido você a parar e pensar por alguns minutos: qual é o seu propósito de vida?

6. Amar o que faz
Eu sou extremamente apaixonado pelo que faço e posso afirmar com convicção que isso nos torna muito mais criativos e inovadores. Segundo pesquisa, se estamos feliz no trabalho, feliz com aquilo que fazemos, conseguimos aumentar nossa produtividade em cerca de 30% e aumentar nossa capacidade criativa em mais de 301%. Sendo assim, aprenda a amar o que você faz e terá resultados extraordinários.

7. Desenvolver o autoconhecimento
Eu coloquei autoconhecimento como a sétima maneira de aumentar a criatividade, mas sugiro comece através desta, pois é um dos pilares mais importantes para o sucesso profissional. Sempre falo em minhas aulas da importância de olharmos para dentro de nós, reconhecer nossas fraquezas e procurar melhorar e evoluir constantemente. Na mesma medida que trabalha seus pontos fracos, deve potencializar seus pontos fortes, de acordo com seus objetivos.

Todo processo de Coaching que faço com meus clientes começa através da identificação do perfil comportamental. Desta forma, conseguimos enxergar quais os padrões de comportamento mais tendenciosos que temos e o que fazer para minimizar e sermos mais assertivos. O autoconhecimento nos ajuda a enxergar quem somos na essência e o que devemos fazer para evoluir como seres humanos, afinal de contas, somos nossos principais sabotares. Me lembro de uma frase citada por Buda: “Nem seus piores inimigos podem de causar tanto dano como teus próprios pensamentos”. Permita-se conhecer a ti mesmo e terá o melhor desta terra.

Carlos Maciel é Design Thinkers e especialista em Desenvolvimento Do Potencial Humano.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/7-maneiras-para-aumentar-sua-criatividade/121130/

09mar/20

Qual será o seu legado?

Conhecer o legado pessoal significa medir nosso impacto além do dinheiro, emprego ou autoridade

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Ele era um executivo de alto nível em uma multinacional do ramo de alimentos, e sua coach fez um inquérito desafiador. Sua pergunta era: “qual será o seu legado?”.

É uma conversa que a Dra. Cherre Torok, uma coach executiva com clientela global, teve com todos os CEOs e presidentes com quem trabalha – “cerca de 90% do tempo”, disse-me.

Ela trabalha com executivos de alto nível, capazes de alterar o DNA de uma companhia. Mas qualquer um de nós, em qualquer nível, pode se fazer essa pergunta, não importa o tamanho da nossa esfera de influência.

Como me disse Dalai Lama quando eu estava escrevendo A force for good: the Dalai Lama’s vision for our world (sem edição em português), a ladainha das tragédias que escutamos com frequência todos os dias se resume a “ausência de ética”. E quando se trata de nosso legado pessoal, é o nosso senso de significado e propósito que forma não apenas nosso valor e como nos comportamos, mas também o que vamos deixar para trás.

Se uma criança de seis anos te perguntar o que você faz, sua resposta seria simples, porém autêntica. “Aquela ingenuidade é o que procuramos em qualquer nível”, diz Torok.

Para se manter em contato com seus princípios, ela sugere que você se pergunte uma série de questões. Você pode começar com uma resposta honesta para a seguinte pergunta: o que você diz corresponde ao que você acredita? Você age de acordo com seus valores?

Outra maneira de pensar sobre isso: o que você faz além da descrição do trabalho que demonstram esses valores? Conhecer o legado pessoal significa medir nosso impacto além do dinheiro, emprego ou autoridade.

Para um diálogo interno mais sistemático, considere as seguintes questões:

Por que? Qual é o senso de propósito, valores ou significado que te move?

O que? Dados o seu papel e recursos, como você poderia implementá-los?

Como? Você tem a inteligência emocional necessária para ser efetivo? Você está consciente de como suas palavras e sinais, como tom da voz, impactam as pessoas?

Quem? Quais interessados ou aliados você pode convencer ou mobilizar?

A última questão sempre ocorre com CEOs preocupados com seus próprios legados – e como mantê-lo depois que se forem. Quanto mais alto você subir na organização, maior a questão do legado. Isso por uma razão: seu rastro de influência é maior. Conforme descoberta de Torok, com CEOs, a discussão geralmente se torna apenas sobre a companhia, mas é essencial saber como podem contribuir com o mundo em geral.

Quanto ao executivo do ramo de alimentos, o inquérito acerca do legado fez com que a companhia passasse a investir mais em pesquisa e desenvolvimento para que os alimentos produzidos fossem mais saudáveis. E também outra contribuição para o DNA da companhia: a despeito do corte de custos, ele encontrou maneiras de cobrir o déficit sem demitir as pessoas.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/qual-sera-o-seu-legado/108521/

09mar/20

Saiba como mudar comportamentos nocivos em apenas seis passos

Todos nós adotamos certos padrões de comportamento para obtermos benefícios, algo que nos faça bem, que nos proteja, que nos dê prazer, força e poder

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Se você não é uma pessoa que se acha o último biscoito do pacote de tão perfeita, deve ter alguma coisa que queira mudar em sua aparência ou personalidade. Este texto não é indicado para quem quer modificar algum aspecto físico, como o formato do nariz, tamanho da orelha ou até cor dos olhos, mas para quem deseja mudar comportamentos nocivos que, apesar de proporcionarem resultados (sentimentos) esperados, são danosos em um contexto mais amplo. Desde o comer demais, fumar, beber, até algo relacionado a insegurança, fobias ou depressão.

Todos nós adotamos certos padrões de comportamento para obtermos benefícios, algo que nos faça bem, que nos proteja, que nos dê prazer, força e poder. Isso é uma regra básica. Uma análise bem superficial comprova tal afirmação.

O que leva alguém a comer além do necessário? Posso garantir que não é fome. Podemos enumerar uma série de possibilidades, que vai desde ao simples tédio até a ansiedade mais severa. A necessidade do alimento não tem origem na falta dele, mas de uma condição mental.

É impressionante quanta gente é condicionada a comer muito ou desnecessariamente. Experimente observar, na próxima vez que for ao cinema, que parte das pessoas sai da fila do ingresso e vai direto para a fila da pipoca (e congêneres). Seria por fome? Provavelmente não. Trata-se de uma tradição ir ao cinema e comer pipoca, como se fosse pré-requisito para assistir ao filme.

Assim como é tradicional os encontros familiares dominicais, festas natalinas, aniversários, etc. A comida é a estrela principal e deve ser consumida em excesso, apenas porque o evento assim exige.

Quase todos nós conhecemos alguém que precisa urgentemente perder peso, não pela estética, mas pela manutenção da saúde. Não é incomum ouvirmos argumentos relacionados a incapacidade de reduzir a quantidade de comida, especialmente em datas comemorativas. Com essa análise, é possível deduzir que não é a fome, mas o comportamento de comer muito, um dos principais vilões do excesso de peso.

Ganhando no grito

Um profissional de idade mediana, que exerce um posto de liderança em uma empresa, adota o método old school de administração – ou seja, eu grito e você obedece – com bons resultados durante a maior parte de sua carreira. Muito provavelmente, ele foi subordinado a um gestor que usava a mesma estratégia. Portanto, não precisou pensar duas vezes ao seguir um caminho seguro. Não se mexe em time que está vencendo, certo?

O que aconteceria com esse gestor se a empresa – visando melhorar a performance e fidelidade dos funcionários – resolve abolir os velhos métodos? Duas saídas possíveis: ou ele se adapta ou é descartado. Simples assim. Ele deixou de ser competente? A resposta é não. Mas o seu comportamento para obtenção dos bons indicadores empresariais não é mais eficiente naquele ambiente.

Um natural conflito mental vai martelar a mesma pergunta durante um tempo em sua cabeça: o que aconteceu? Antes, gritar e ameaçar eram eficazes, davam resultados. Diante de tal quadro, ele se vê obrigado a mudar a forma de agir, ou melhor, adequar o comportamento à nova realidade.

No aspecto familiar não é diferente. Pais rigorosos, que batem, castigam e ameaçam os filhos para conseguirem os resultados que desejam – quarto arrumado, boas notas, vegetais no almoço – são obrigados a mudar o comportamento quando os filhos crescem. O cenário mudou. Os velhos métodos não funcionam mais.

Eles vão rir de mim

Outro bom exemplo de comportamento ineficaz está relacionado com a introspeção, também conhecida como timidez. Imagine a agonia de alguém tímido ou inseguro para falar em público ou simplesmente conversar com uma pessoa na qual sinta atração?

O sujeito que adota o comportamento da timidez, também busca obter resultados, assim como o glutão, os pais ditadores e o chefe ogro dos exemplos anteriores. Neste caso, o resultado esperado é a segurança. É preferível não arriscar passos maiores que vão deixá-lo exposto e vulnerável. A timidez lhe protege do mundo onde todos são (supostamente) mais capazes e perfeitos do que ele.

Desesperado por ser mais extrovertido, o tímido resolve tomar umas boas canecas de cerveja na festa de confraternização da empresa e – finalmente – puxar conversa com a funcionária nova, que tira cópia todas as manhãs no RH. Se for bem-sucedido na empreitada, vai fortalecer o comportamento de beber em eventos sociais para obter a coragem que não tem. Não precisa ser gênio das probabilidades para imaginar o ciclo vicioso de tais decisões.

Conforme obtemos os resultados que esperamos, passamos a reforçar o comportamento que nos conduzem a eles. Uma criança que esperneia e chora para ganhar um doce e é recompensada pelos pais que só querem silêncio, percebe a eficácia da estratégia e passa a reforçar comportamento. Gritar dá certo!! Entretanto, no futuro, o pirralho pode se tornar um adolescente ou adulto despreparado, sem argumentos consistentes e relevantes para conseguir o seu “doce”.

O que desejo conseguir com o meu comportamento?

Creio que pelos exemplos apresentados até aqui, foi possível perceber que a maneira pelo qual nos comportamos, sempre tem uma finalidade, seja ela clara ou implícita. Além disso, é importante saber que os comportamentos nocivos que adotamos podem ser substituídos – se assim o desejarmos – por outro que traga os mesmos – ou até melhores – resultados.

A todo momento, estamos à procura de situações que nos proporcionem prazer e nos afaste da dor. É a premissa básica do funcionamento da mente. Ela quer nos proteger. No que diz respeito ao modo de agir, boa parte da humanidade não se importa com os meios, apenas com os resultados.

Para entender melhor: ao fumar um cigarro para relaxar, se concentrar ou clarear as ideias, não se pensa sobre o risco de ter câncer. O prazer que aquele montinho de tabaco enrolado proporciona, não tem preço. Bom, preço tem sim, mas quem pensa nisso enquanto se delicia com uma bela e profunda tragada?

Entretanto, seria possível substituir o cigarro por algo que traga os mesmos efeitos, como um chá de camomila, música suave, massagem, técnicas de respiração, exercícios físicos ou alongamentos? Sim, seria a resposta. São sugestões que proporcionam relaxamento, concentração e oxigenação no cérebro. Mas precisamos nos convencer de que mudar o comportamento é a melhor alternativa.

Esse processo de mudança se chama reestruturação, ou seja, substituir um comportamento por outro, mantendo ou maximizando os resultados. Segundo Anthony Robbins, há muito poucas coisas na vida que não possam ser reestruturadas em alguma coisa melhor. Isso quer dizer que se nós adotamos uma estratégia comportamental prejudicial que – paradoxalmente – nos concede bons resultados, temos o poder de substituí-la por outra mais construtiva, obtendo os mesmos ou até melhores retornos.

Como se muda um comportamento?

Os criadores da programação neurolinguística (PNL) – Richard Bandler e John Grinder – pesquisaram e organizaram uma poderosa programação de seis passos que pode mudar qualquer comportamento indesejável, mantendo os mesmos benefícios que se obtinha até então. Você vai precisar de um pouco de concentração, papel e caneta.

1 – Identifique o padrão de comportamento que quer mudar. É fundamental saber quem é o inimigo.

2 – Examine o seu inconsciente para descobrir o que gera tal comportamento. Trata-se de buscar a causa raiz. Pergunte a si mesmo por que você age desta forma. Observe a reação do seu corpo entanto responde.

Estou comendo muito porque ainda estou com fome ou porque estou chateado ou ansioso? Ou porque tem muita comida à disposição? Ou porque as pessoas que estão na mesa ainda não terminaram? Analise as possibilidades.

3 – Separe a intenção (resultados, objetivos) do comportamento. Anote apenas os benefícios que o comportamento que você deseja mudar trouxe no passado. Satisfação, segurança, relaxamento, poder, concentração, bem-estar, etc.

4 – Voltando ao inconsciente criativo, pergunte-se (e responda) que comportamentos alternativos poderiam ser adotados para conseguir os mesmos resultados. Anote três, pelo menos.

Quando estiver entediado, vou ouvir três músicas que eu gosto ou fazer um exercício de respiração profunda ou caminhar por vinte minutos.

5 – Agora sua imaginação precisa trabalhar. Assuma com seu inconsciente uma espécie de compromisso para que as novas estratégias sejam adotadas nas situações que exigiam o acionamento do antigo padrão. Trata-se de uma forma de treinar a mente.

Escuta aqui, ó mente! Toda vez que eu estiver chateado, não me leva para comer, está bem? Me leva para caminhar, ouvir música, respirar ou ler alguma coisa. Pode fazer essa gentileza ou vou ter que encher de porrada?

6 – Faça um teste drive. Tente visualizar cada uma das novas alternativas em situações práticas. Imagine episódios passados, nos quais você usou o antigo comportamento, e substitua-o pelos novos.

Na última vez que fui ao cinema, em vez de ter comido dois sacos gigantes de pipoca, eu poderia ter feito um lanche saudável antes de entrar na sala (no caso de estar realmente com fome) e concentrar minha atenção no filme, que não entendi quase nada porque estava ocupado comendo e pensando no refil.

Pode parecer um pouco complicado quando se lê, mas se torna simples quando se aplica.

Importante frisar que a mudança de comportamento inteligente e consciente, além de manter os resultados desejados pelo padrão anterior, proporciona novas possibilidades para a vida pessoal e profissional.

Lembre-se: comportamento é um hábito. Hábito nós adquirimos quando praticamos ou perdemos quando deixamos de executar. Então, está tudo em nossas mãos. Ou em nossas mentes.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/saiba-como-mudar-comportamentos-nocivos-em-apenas-seis-passos/103029/

09mar/20

As principais competências mentais a serem desenvolvidas

Vivemos algumas crises de valores em várias esferas da sociedade. Diante disso, que competências desenvolver na escola e na empresa? Howard Gardner nos dá esta resposta

Howard Gardner é internacionalmente conhecido pela sua Teoria das Inteligências Múltiplas. No entanto, uma das consequências do seu estudo relaciona-se ao âmbito mais geral: política e relacionamento humano.

Umas das leituras mais interessantes, dos últimos tempos, para mim é o livro As cinco mentes para o futuro, que enfoca as cinco habilidades cognitivas que todos devem dominar, além de sua importância na sociedade em que vivemos e como podemos fazer para desenvolver essas habilidades.

Vivemos em um mundo cheio de novas necessidades e novos paradigmas, onde as palavras de ordem mudaram (e vêm mudando!) com uma velocidade vertiginosa. Crowdsourcing, colaboração, inovação aberta, cultura digital, mídias sociais, internet das coisas, compartilhamento e livre acesso são apenas alguns termos que modelam a sociedade moderna. E, nesse aspecto, necessitamos de novas ferramentas cognitivas.

Citarei e caracterizarei o que Gardner cita em seu livro, com o objetivo, para quem ainda não o leu, de despertar a curiosidade e descobrir a riqueza de informações propostas por esse autor.

1. MENTE DISCIPLINADA

Você consegue iniciar um projeto e manter o ritmo de trabalho melhorando-o sempre que necessário?

Vivemos em uma sociedade onde o imediatismo predomina e, diante de projetos em que desejamos resultados favoráveis, entender todo o processo em detrimento dos extremos se torna uma necessidade essencial.

Cada projeto deve ser desenvolvido dentro de um arcabouço de informações que contemplam as maneiras mais importantes do pensamento que os seres humanos vêm desenvolvendo nos últimos anos: pensar matematicamente, artisticamente, cientificamente e historicamente. A informação é resultado de um todo complexo – assim, precisa ser analisada de forma muito cuidadosa em cada processo, em cada projeto, em cada situação…

Disciplina é algo que pode ser desenvolvido e, diante do exposto, para quem precisa de resultados pessoais ou profissionais, precisa desenvolver-se com certa urgência.

A disciplina está relacionada, diretamente, à persistência e à resiliência. Apenas um alerta: persistência e teimosia são coisas bem diferentes!

2. MENTE SINTETIZADORA

Todos nós vivemos sobrecarregados de informações! A todo instante, milhares de informações nos chegam com os mais variados níveis de importância. Desde informações sem sentido algum até aquelas que podem nos tornar pessoas melhores.

Dessa forma, devemos decidir no que prestar atenção e o que ignorar, desenvolvendo critérios para fazer essa seleção. Quais os seus objetivos? Qual o seu projeto? Qual o seu foco naquele momento? Qual o seu plano de curto, médio e longo prazo?

Esse é um trabalho que requer habilidade e precisa de treinamento contínuo. Nem toda síntese é boa. Ela deve ser julgada pela nossa razão ou, de outra forma, por alguém que seja nosso mentor, professor… Esse processo, uma vez desenvolvido, pode se tornar uma ferramenta poderosa no que diz respeito à escolha do que nos é primordial em detrimento do que é secundário ou até irrelevante.

Após a seleção, é necessário organizar logicamente esse material no cérebro para que não seja esquecido e dar sentido (significado) para que essa informação possa ser útil pra si mesmo e para o grupo do qual faça parte. Lembre-se que um dos verbos da modernidade é “compartilhar”.

3. MENTE CRIADORA

Uma das expressões mais faladas hoje é “Pensar fora da caixa!”. Mas a grande questão inicial é: você tem uma caixa?

Antes de criar, é necessário conhecer a si mesmo para que, a partir do momento em que buscar a exploração do desconhecido, saiba de onde está partindo, com o intuito de saber por qual trilha pretende caminhar.

O processo de criação requer ousadia e, fundamentalmente, perguntar coisas novas para si mesmo e para o mundo e, dessa forma, propor soluções criativas. Nesse aspecto, é necessário ver algo sobre a Teoria das Inteligências Múltiplas, do mesmo autor.

Não é uma tarefa simples, mas posso assegurar que é uma tarefa que nos leva por caminhos extraordinários.

4. MENTE RESPEITOSA

Acho que não é novidade alguma o fato de comentar aqui que as pessoas são diferentes umas das outras. O problema é que ultimamente vemos, nos noticiários e similares, notícias de pessoas que desrespeitam, de forma cruel e até letal, o direito que outras pessoas têm de ser elas mesmas.

Precisamos respeitar a diversidade de pessoas. Em épocas de compartilhamento e inteligência global, é extremamente arcaica a não compreensão dos gostos e dos anseios das outras pessoas. Sendo assim, têm que se constituir como esforços de todas as áreas (músicas, artes, esportes…) a união e o respeito aos grupos.

5. MENTE ÉTICA

O que você entende por Ética? Devemos ver nossos conceitos e avaliar, diante de um todo tão complexo, o que significa ser ético em nossa sociedade. Ética exige abstração e análise da realidade sob um ponto de vista global.

Pense em si mesmo como cidadão e como profissional. Você acha que está sendo ético em suas atitudes? E quanto aos seus descendentes? Qual a coisa certa a fazer como profissionais e como cidadãos? E estou falando em fazer a coisa certa mesmo quando você acredita que está sozinho.

Somos todos cidadãos do planeta que está em constante evolução. E nós estamos no meio de um processo evolutivo do qual não podemos fugir.

Diante do exposto, gostaria apenas de ratificar a indicação da leitura do livro que, diante da sociedade em que estamos inseridos, é uma leitura essencial.

Forte e fraterno abraço.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/as-principais-competencias-mentais-a-serem-desenvolvidas/93028/

02mar/20

Em um mundo de desconfianças, quanto vale algo em que se pode acreditar?

A Filosofia de Gestão transforma a felicidade das pessoas em uma vantagem competitiva

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O executivo e escritor Márcio Fernandes, ex-CEO da Elektro, anunciou que pela primeira vez realizará um curso completo para certificação em Filosofia de Gestão. Criado e implantado sob seu comando, este conjunto de práticas se tornou um dos mais eficientes e admirados da América Latina e inspirou o bestseller “Felicidade dá lucro” (2015).

Sob seu comando, a distribuidora de energia adotou práticas que priorizavam a humanização dos processos e a satisfação de seus quase 4 mil colaboradores como uma ferramenta de aumento de produtividade. O resultado foi registrado como recorde de rentabilidade e qualidade dos serviços.

“Para isso acontecer, é importante que você acredite nas pessoas em todos os momentos e de todas as formas”, afirma Fernandes, que foi eleito o líder mais admirado do Brasil pela revista Você/SA, em 2016 e, em 2014, com a votação recorde de 98,3%, foi nomeado “Executivo de Valor” pelo Jornal Valor Econômico, em 2016, e obteve 100% da confiança de quase 4 mil colaboradores de acordo com a pesquisa GPTW em 2017. Durante sua gestão, a Elektro ganhou seis Great Places to Work de melhor lugar para trabalhar no Brasil e dois na América Latina.

Atendendo a pedidos, o executivo se uniu com a empresa Thutor para criar o Filosofia de Gestão na Prática, um evento de 2 dias -29 e 30 de outubro -, com certificação, que será realizado em Campinas, SP.

O curso inclui capacitação expositiva, interativa, em módulos temáticos de 4 horas com material didático e aplicação de dinâmicas. Após o curso, o participante poderá realizar uma prova on-line para obter o selo Profissional FG.

“O selo comprova que o profissional conhece as práticas para aplicar e compartilhar a Filosofia de Gestão com outras pessoas e empresas”, diz Fernandes. “A felicidade não pode ser medida. Mas os resultados que ela gera, sim”, completa, lembrando que essas práticas podem aumentar a rentabilidade de uma empresa em até 30%.

Os interessados em participar da certificação em Filosofia de Gestão na Prática com Márcio Fernandes devem se inscrever no site thutor.com/fgnapratica.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/em-um-mundo-de-desconfiancas-quanto-vale-algo-em-que-se-pode-acreditar/125135/

02mar/20

Por onde começar quando se deseja mudar de carreira?

Pesquisa da ISMA Brasil constatou que 72% dos profissionais do Brasil manifestam algum tipo de descontentamento relacionado ao dia a dia nas empresas em que atuam

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Quero mudar de carreira, como escolho? Essa pergunta é mais comum do que imaginamos.

Eu mesmo já passei por isto mais de uma vez, seja por não estar satisfeito com uma carreira ou seu rumo, ou porque eu queria novos desafios, oportunidades, ser promovido, empregabilidade, sair de minha zona de conforto, maiores salários, crescimento profissional, entre outros tantos motivos. Sobram razões para sonhar com um novo projeto de vida.

O fato é que pesquisas relatam, de formas diferentes, a mesma questão sobre a insatisfação com o trabalho, independente o que isto signifique para cada um de nós. A ISMA (International Stress Management Association) Brasil constatou que 72% dos profissionais manifestam algum tipo de descontentamento relacionado ao dia a dia nas empresas em que atuam.

Conforme uma série de mudanças a cada dia mais rápidas, dentre elas disponibilidade de informações de forma fácil, ascensão de classe social, mais anos de estudo, as pessoas cada vez mais tornam-se reflexivas sobre o retorno que um trabalho, carreira, profissão deve dar a cada um, bem como, qual a sua contribuição à sociedade usando o seu talento como ferramenta, isto, ainda conectado com o seu propósito de vida, muitas vezes ainda não muito “claro”, torna o projeto “mudança” ainda mais desafiador .

Separei cinco passos para facilitar a decisão de mudar de carreira

1.Paixão – Reflita com muita calma sobre o que realmente te dá paixão profissional, aquilo que você se pega mesmo sem perceber pensando, sendo curioso, querendo aprender e fazer mais, agregar valor, isto fará uma grande diferença. Também exercite imaginar se daqui um tempo você se vê atuando com esta “paixão”, pois independe de qual for, a dedicação sempre será muito grande;

2. Valor – E importante identificar e validar sua paixão, mas, ela por si só é insuficiente para aumentar suas chances de sucesso neste projeto de mudança de carreira, é necessário que sua paixão gere valor ao mercado e, seja reconhecida por isto. Simplificando, estamos falando em viabilidade econômica, a sua paixão tem “apelo econômico”? Se sim, está de acordo com sua expectativa de ganhos? Sem esta avaliação, as chances da mudança de carreira não darem certo são maiores e, até o risco de retorno à “carreira insatisfatória” e frustração também são grandes.

3. Conhecimento – Se pergunte: ” Quanto você conhece desta nova carreira ou posição? Há necessidade de algum conhecimento formal (como certificados ou diplomas? Possui contato com alguém que já atua onde você quer ir? De que tipo de conhecimento precisa ter para iniciar nesta posição? Seria interessante fazer um plano para atingir tal conhecimento.

4. Comunicação – Interna e externa. — Primeiro a comunicação interna (com você), chegou a uma definição e se convenceu desta decisão? Se não, o que falta? O que te impede de ter a decisão? — Segundo a comunicação externa, como se posicionará no mercado de trabalho, desde curriculum, linkedin e entrevistas, o pode falar a seu favor para esta mudança e para que os outros “comprem” a sua ideia de mudança?

Lembrando que terá concorrentes muitas vezes tão ou mais experientes do que você para esta nova posição.

5. Procure ajuda – Há um ditado relevante que diz: “Se quer ir rápido, vá sozinho, se quer ir longe, vá acompanhado.” Recomendo sempre que possível pedir ajuda seja profissional ou de uma amigo ou conhecido que já trilhou este caminho e, pode com mais assertividade, segurança te apresentar as possíveis armadilhas e aumentar assim suas chances de sucesso no projeto “mudança de carreira”. Lembre-se: “pensando bem, você pode crescer!”.

Alexsandro Nascimento — Mestre em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, especializado em Administração Tecnologia da Informação (FGV-EBAPE), Master Coach pelo Instituto de Neurolinguística Empresarial (INEMP – BH); Master Coach de Carreira pelo Instituto de Coaching de Carreira (IMS – SP); Coach pelo Instituto de Neurolinguística Empresarial (INEMP – BH); Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC – SP); graduado em Ciência da Computação pela Universidade Santa Cecília (UNISANTA) é autor do e-book “Mude a sua Comunicação e cresça na carreira”.Além de palestras, treinamentos e sessões de coach, é idealizador do portal Carreiras e Alta – http://carreirasemalta.com.br, em que oferece mentoria.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/por-onde-comecar-quando-se-deseja-mudar-de-carreira/121797/

02mar/20

8 dicas para se organizar e estudar online

Saiba como aproveitar o melhor do ensino online para vencer no mercado e conseguir destaque entre os profissionais mais qualificados

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A competitividade no mercado de trabalho está cada vez mais acirrada. Para obter sucesso na busca por melhores oportunidades é necessário se manter atualizado e sempre buscar novos conhecimentos para se tornar um profissional qualificado. Neste caso, os cursos online são uma tendência tentadora.

Segundo dados do MEC/Inep, em 2016 o número de novos alunos na modalidade mais tradicional de ensino caiu 3,7% em todo o Brasil. Já no aprendizado on-line, o aumento foi de 21,4%. Há dois anos, 694.559 universitários ingressaram nessa modalidade de ensino. Em 2016, a quantidade de novos estudantes subiu para 843.181.

“Os cursos online têm sido uma ferramenta muito utilizada pelos brasileiros por diversos fatores, como a facilidade de se estudar em qualquer lugar, a qualquer momento, com baixo custo de inscrição e mensalidades, além do fato de que estudar em casa permite evitar problemas como o trânsito nas grandes cidades”, afirma Sérgio Agudo, country manager brasileiro da Udemy, marketplace de aprendizado e ensino online.

O ensino à distância e online, pago ou gratuito, tornou-se um aliado de quem busca aprimoramento contínuo. Segundo Sérgio, ele permite complementar o aprendizado, seja para alcançar novos objetivos ou investir em uma nova carreira, além claro, de ampliar o horizonte de conhecimentos, porque é possível acessar vídeo-aulas do mundo inteiro, conhecer diversos professores e linhas de pensamento. “Contudo, ao escolher essa modalidade de ensino, é preciso se atentar a algumas dicas para manter o ritmo de estudos e aproveitar ao máximo os conhecimentos obtidos nas salas de aula virtuais, sob pena de comprometer o resultado final”, destaca o executivo.

Confira abaixo oito dicas do especialista para aproveitar ao máximo do ensino online:

1. Estabeleça um objetivo

O universo dos cursos online é muito vasto, há diversas opções, das complexas às mais fáceis, de curta e longa duração, o que torna bem provável que o estudante fique confuso e sinta-se perdido ao escolher o curso ideal. Por isso, o ideal é traçar um objetivo claro para o seu aprendizado.

Por exemplo, se o objetivo for se tornar um programador web, o recomendado é que o aluno crie uma trajetória para atingir a excelência. Comece com um curso básico nessa área, caso tenha pouco ou nenhum conhecimento sobre o assunto. Feito isso, passe para um curso mais focado, seja em linguagem de programação ou design.

2. Escolha o curso ideal

A escolha dos cursos é outra tarefa árdua para quem decide estudar online. As opções entre plataformas e conteúdos são diversas e isso pode complicar a construção da sua carreira. No entanto, lembre-se que da primeira dica: se um objetivo foi traçado, então as decisões seguintes devem suportar a ideia principal.

Leia com bastante atenção a matriz curricular de cada curso para que, ao escolher os próximos, você saiba exatamente como irá complementar a sua formação. Procure pesquisar sobre o instrutor para conhecer melhor a experiência dele e como isso pode ajudar na condução das aulas. Além disso, certifique-se que o instrutor do curso oferecerá materiais complementares, como lista de exercícios, livros, vídeos, palestras, entre outros, que podem ajudar bastante no processo de aprendizado.

3. Explore o mundo

Um grande diferencial do ensino online é a possibilidade de se conectar com diferentes professores, de várias nacionalidades. Desta forma você pode conhecer a forma de pensar de outras pessoas sobre um mesmo assunto ao redor do mundo. Por isso, a dica é: explore o mundo.

Em alguns casos, o idioma pode ser uma barreira, mas muitos vídeos já possuem recursos de legendas, o que facilita o entendimento. Outro benefício de se “explorar o mundo” é que isso pode lhe capacitar no sentido de conhecer técnicas pouco exploradas em seu mercado de atuação. Imagine aprender uma ferramenta de marketing digital com um instrutor da Alemanha, que poucos conheçam no Brasil. Isso pode se tornar um diferencial importante na busca por novas oportunidades de emprego.

4. Defina sua rotina de estudos

É evidente que, ao adotar o ensino online, além das vantagens já ditas, é possível escolher o horário mais adequado para estudar. Há pessoas que aprendem melhor à noite, enquanto outras preferem estudar pela manhã. E esse é o grande benefício dessa modalidade de ensino: estudar quando você quiser.

Neste sentido, a grande vantagem dos cursos online é que eles permitem que o estudante flexibilize a sua rotina, definindo horários e frequência das aulas, além de intensificar os estudos quando tiver dúvidas ou assistir várias vezes às aulas que precisar.

5. Escolha o melhor ambiente

Geralmente as pessoas estudam em casa, mas esquecem de adequar os ambientes para obter o melhor resultado com o ensino. Por isso, a dica é escolher um local na casa em que você se sinta mais à vontade. Pode ser no quarto, na cama ou em uma mesa, como também pode ser na varanda ou na sala de jantar.

Ao escolher o cômodo, certifique-se que a conexão à Internet está boa, para que não haja pausas durante as vídeo-aulas; veja se a iluminação está de acordo para assistir as aulas e não danificar a visão; atente-se à ergonomia, escolhendo uma cadeira adequada ou uma posição confortável para evitar problemas de saúde, como dores nas costas.

6. Concentre-se

Apesar de poder assistir às aulas a qualquer momento, os alunos devem sempre se concentrar. Por isso, a orientação é desligar todos os dispositivos eletrônicos e evitar as distrações – como a TV ligada ou as mensagens que não param de chegar no celular. Peça aos familiares e amigos que respeitem seus horários de estudos e dê o máximo de foco ao curso.

7. Não se acanhe, pergunte

Nessa modalidade, um problema bastante recorrente é o aluno se envergonhar de eventualmente procurar o professor para esclarecer as dúvidas sobre o conteúdo lecionado. Por isso, não se sinta mal e abuse do contato pelos canais oferecidos, como e-mails ou chats, para tirar todas as dúvidas e aproveitar ao máximo tudo que for ensinado nas vídeo-aulas.

8. Mas e o networking?

Um ponto muito debatido do ensino à distância é a ausência do networking, mas isso não é um problema quando se aprende online, 100% conectado à Internet. Enquanto o ensino presencial permite o relacionamento com outros estudantes da mesma instituição – com interações quase sempre em português, por exemplo, o ensino online quebra barreiras e proporciona a troca de experiência com profissionais do mundo inteiro.

Ao acessar aulas online, você entra em um universo muito maior e pode se conectar com diferentes linhas de raciocínio e conhecer diversas técnicas, tudo sem sair do seu quarto e com a possibilidade de ampliar, ainda mais, o conhecimento obtido nas salas de aula virtuais.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/8-dicas-para-se-organizar-e-estudar-online/121857/

02mar/20

As 10 qualidades essenciais para o bom líder

Primeira qualidade: comportamento ético

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Montar ou otimizar sua uma equipe para ampliar horizontes é um passo importante rumo ao sucesso que todos os empreendedores almejam. A capacidade de executar com sucesso o crescimento da empresa é o que separa os sonhadores de bons líderes. Aqui estão algumas das principais qualidades que todos os líderes devem possuir e aprender a enfatizar.

Comportamento Ético
Seja qual for o plano ético para o qual você se responsabilizou, quando você é responsável por uma equipe de pessoas, é importante elevar os padrões ainda mais. Seu negócio e seus funcionários são reflexos do seu comportamento e se você fizer com que honestidade e ética sejam valores presentes em seu dia a dia, sua equipe irá seguir o exemplo.
Promova um ambiente interno saudável e incentive sua equipe a cumprir esses padrões. Ao enfatizá-los e exibi-los você mesmo, será mais fácil que todo ambiente de sua empresa seja transformado em um espaço de trabalho amigável e útil.

Boa Distribuição de Funções
Aperfeiçoar sua visão de marca é essencial para que o crescimento de seu negócio aconteça de forma organizada e eficiente. Quando o líder não aprende a confiar na visão de sua equipe, dificilmente avançará seu negócio para o próximo estágio. É importante lembrar que confiar em sua própria equipe é um sinal de força e não de fraqueza, já que delegar tarefas aos departamentos apropriados comprova a boa contratação de funcionários competentes, se tornando uma das habilidades mais importantes que você pode desenvolver à medida que sua empresa cresce. Quando e-mails e tarefas começam a se acumular, e quanto mais você se “esticar”, menor será a qualidade do seu trabalho, e menos você irá produzir.
A chave para a boa distribuição de funções é identificar os pontos fortes de sua equipe, explorá-los individualmente e capacitá-los ainda mais. O ato de delegar tarefas não só provará sua confiança à equipe, mas também liberará seu tempo para se concentrar nas tarefas de nível superior, que não devem ser repassadas. Esta mudança traz um bom equilíbrio, tendo enorme impacto na produtividade do seu negócio.

Comunicação
Para quem não sabe onde está indo, qualquer caminho é válido. Saber o que você deseja realizar pode parecer claro na sua cabeça, mas quando a equipe não compreende as metas da empresa, você terá um problema. Aprimore suas habilidades de comunicação para que você consiga descrever de forma clara e sucinta para onde vão. Relacionar sua visão com a equipe traz os membros para o mesmo objetivo.
Treinar novos membros ou criar um ambiente de trabalho produtivo depende de linhas saudáveis ​​de comunicação. As formas de aperfeiçoar sua comunicação pode ser variada, como uma política de porta aberta para sua sala ou mesmo reuniões diárias ou semanais com sua equipe. É vital que você se torne disponível para discutir questões internas, desta maneira, sua equipe aprenderá a confiar em seu líder, andando com mais força para o mesmo objetivo.

Confiança
Em qualquer negócio, pequeno ou grande, pode haver situações preocupantes, quando as coisas não estão indo de acordo com o plano. O mais importante não é entrar em pânico. Parte do seu trabalho como líder é apagar os incêndios e manter a moral da equipe. Mantenha seu nível de confiança e assegure a todos que os recuos são naturais e o importante é se concentrar no objetivo maior. Como líder, mantendo-se calmo e confiante, você ajudará a manter a equipe sentindo o mesmo. Lembre-se: sua equipe tomará sugestões de você, então, se você exalar um nível de controle de dano calmo, sua equipe irá pegar esse sentimento. O principal objetivo é manter todos trabalhando e avançando.

Comprometimento
Se você espera que seu time trabalhe duro, precisará liderar pelo exemplo. Não há maior motivação do que ver o chefe nas trincheiras trabalhando ao lado de todos os outros, mostrando que o trabalho está sendo feito em todos os níveis. Ao comprovar o seu compromisso e papel com a marca, você não só ganhará o respeito de sua equipe, mas também irá incutir a mesma energia de empenho entre seus funcionários. É importante mostrar seu compromisso não apenas ao trabalho, mas também às suas promessas. Se você se comprometeu com bonificações, benefícios ou mesmo com uma festa de fim de ano, mantenha sua palavra. Para criar uma reputação de comprometimento, não basta apenas trabalhar duro, mas é importante que seja um líder justo. Uma vez que você ganhou o respeito de sua equipe, eles são mais propensos a entregar a quantidade máxima de trabalho de qualidade possível.

Atitude positiva
É importante manter sua equipe motivada para o sucesso contínuo da empresa e manter os níveis de energia elevados. Isso pode significar oferecer palestras, filmes, lanches, café, conselhos de relacionamento ou, até mesmo, um happy hour no escritório. A forma de manter uma atitude positiva da equipe deve ser escolhida pensando no perfil da maioria. Lembre-se de que seus funcionários ou colaboradores são pessoas e não números. Hoje, os horários de trabalho e descanso se misturam, por isso, levante a haste do bom humor do escritório, obviamente mantendo o bom equilíbrio entre produtividade e brincadeira.

Criatividade
Algumas decisões nem sempre serão tão claras. Existem situações em que você pode ser forçado a se desviar do curso antes definido e a tomar uma decisão de mudança imediata. É aqui que sua criatividade se revelará vital. É durante as situações mais críticas que sua equipe deve procurar o líder e a situação o forçará a tomar uma decisão rápida. Como líder, é importante aprender a pensar fora da caixa e escolher qual caminho seguir. Nunca escolha a primeira ou mais fácil possibilidade. Seja criativo e use sua expertise para que o melhor caminho empresarial seja percorrido.

Intuição
Em alguns momentos, você liderará sua equipe por águas inexploradas. Não há um roteiro sobre o que fazer. Quanto maior o risco, maior a pressão. Nesses momentos, sua intuição tem que entrar em campo. Guiar sua equipe através do processo de suas tarefas do dia-a-dia pode ser tranquilo, mas quando ocorre algo inesperado ou mesmo quando você é jogado em um novo cenário, pode ter certeza que sua equipe o procurará para orientação. Intuição não é deixar de agir racionalmente, mas sim usar todo seu conhecimento e suas experiências anteriores para se tornar um bom mentor. Aprender a confiar em si é tão importante quanto à conquista da confiança de sua equipe.

Inspiração
A vida empresarial é feita por metas, planejamento, resultados e previsões. Especialmente nos estágios iniciais de um arranque, a inspiração de sua equipe para ver a visão dos sucessos futuros é vital. Faça com que sua equipe se sinta na atmosfera das realizações da empresa. Se todos possuem possibilidades de crescimento dentro da empresa, seja por meio de bônus, comissionamentos ou outras opções de benefícios, não importa como, desde que você seja capaz de gerar entusiasmo pelo trabalho árduo. A capacidade de inspirar a equipe faz bem para a concentração dos mesmos nos objetivos futuros, mas também é importante para os problemas atuais. Quando você está em uma baixa no trabalho, a moral e os níveis de energia podem desaparecer. É importante que o líder saiba que todos precisam de uma pausa de vez em quando. Reconheça o trabalho que todos dedicaram e elogie sua equipe em cada um de seus esforços. É seu trabalho manter os espíritos elevados e isso começa com uma apreciação pelo trabalho árduo.

Abordagem
Não somos iguais. Um conceito básico que, muitas vezes, é negligenciado. Todos tem perspectivas culturais, barreiras linguísticas, diferentes origens educacionais, traços de personalidade e sistemas de valores com os quais os indivíduos são pré-condicionados que afetam grandemente a forma como a informação é processada e interpretada. Algumas pessoas trabalham bem sob pressão, outras não. Alguns respondem melhor a conversas e outros a metas. É importante entender como extrair o melhor de cada um e isso começa na abordagem. Para otimizar sua eficácia como líder, você deve ter a capacidade de personalizar sua abordagem pessoa a pessoa, com base na situação em questão. Sua capacidade de executar este conceito desempenhará um papel importante no aperfeiçoamento de sua equipe e outros parceiros ao longo da jornada.

Lucas Atanázio Vetorasso é consultor de empresas e CEO do GRUPO ATNZO.

fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/as-10-qualidades-essenciais-para-o-bom-lider/121889/

02mar/20

As 8 fraquezas das quais você precisa se libertar se quiser triunfar

Características e comportamentos são citados por Napoleon Hill no capítulo introdutório de A Lei do Triun

Reprodução
Jim Carrey na animação “Um conto de Natal”

Tenho algumas reservas com a abordagem de Napoleon Hill a respeito do sucesso, pois me parece até aqui tratá-lo unicamente sob a ótica da prosperidade financeira. Eu entendo que é um aspecto bem mais amplo e triunfar está muito mais relacionado com o sentimento de realização do que com a consequência monetária dele. Mas isso que acabei de dizer pode ser uma grande besteira, pelo simples fato de que nunca li de forma integral e contextualizada a obra desse autor diretamente, apenas tive contato com ela de forma fragmentada e através de outros autores. Foi por isso que decidi lê-la e compartilhar aqui com vocês minha própria análise do que está lá, esperando que minhas considerações contribuam para sua própria leitura desses livros futuramente.

Hill tem duas obras principais, pelas quais ficou conhecido: “Quem pensa enriquece” e “A lei do triunfo”. Essa última é fruto de vinte anos de observações e experiências e está organizada com um rigor que, até certo ponto, podemos tratar como científico. Foi por isso que decidi começar a leitura por ela. Nesse livro, Hill se propõe a apresentar 15 leis que, segundo ele, nortearam as vidas de 45 homens bem sucedidos dos EUA, entre os quais estão empresários, políticos, juízes e outras figuras influentes e famosas na história do país, como Henry Ford e Andrew Carnegie.

A lei do triunfo” é uma obra extensa, com mais de 700 páginas. Napoleon Hill levou mais de 20 anos para conclui-la. Portanto, não sou eu que vou tentar resumi-la em um simples artigo. Mas vou buscar conduzir aqui nesta coluna uma rotina de textos sobre o livro, ao passo que eu for progredindo na leitura. E é dessa forma que, nesta publicação de hoje, quero tratar de algo que o autor fala na sua primeira lição, cujo título é “O master mind”. Lá, antes de começar a falar do que se deve fazer para triunfar, ele abordar um aspecto que diz ser crucial: comportamentos dos quais precisamos nos livrar antes de começarmos a caminhada rumo ao destino que escolhermos (essa questão do objetivo é outro ponto importante, mas trataremos dele em outra postagem).

Vamos aos pontos:

Cupidez

O termo é estranho e confesso que fui pesquisar para compreendê-lo. Mas seu significado é bem conhecido e se refere a um tipo de ambição que Napoleon Hill considera desastrosa: a mera cobiça, que leva o indivíduo a abrir mão de qualquer valor moral em nome de alcançar um objetivo qualquer, para satisfação pessoal.

A violência

É outro aspecto que ressalta o compromisso moral de Napoleon Hill na construção de seu manual rumo ao sucesso. Ele entende que nada justifica recorrer à imposição da força – seja física ou de qualquer outra natureza – para impor sua vontade. Mais que indecente, ele considera esse recurso insustentável. Afinal, a verdadeira riqueza não se sustenta em pilares frágeis.

A inveja

Napoleon Hill considera que a inveja não só não ajuda na busca pelo sucesso, como contribui para levar indivíduos à miséria. Por isso, ele considera que esse é outro dos primeiros aspectos dos quais precisamos nos libertar. Querer a vida do outro, achar que o outro tem demais e você de menos, enfim, devotar sua vida em função da de um terceiro pode ser sua grande derrocada.

A desconfiança

Ninguém prospera sozinho – inclusive, Napoleon Hill dedica boas páginas do livro a falar sobre como é importante e de que maneira conseguir engajar outras pessoas em seu propósito e influenciá-las para um bom trabalho. Nesse âmbito, a confiança é fundamental. Se você desconfia até da sombra, dificilmente vai sair do lugar. O principal prejuízo desse comportamento nefasto é este: ele o mantém numa prisão imaginária. Você não vai a lugar nenhum, por não confiar em ninguém.

O espírito de vingança

Esse comportamento e seus prejuízos se aproximação da inveja e da violência. Por um lado, você se devota a provocar um dano a um terceiro. Por outro, coloca sua vida em função desse objetivo. E, como ressalta Napoleon Hill nos capítulos seguintes – inclusive, essa é uma das leis – é preciso ter foco em um objetivo central na vida. Ninguém constrói nada tendo que dividir as atenções com um projeto de vingança.

O egoísmo

Como dissemos, ninguém cresce sozinho. E para conseguir o apoio das outras pessoas você precisa aprender a compartilhar ganhos. Henry Ford muitas vezes é lembrado pelos métodos rígidos de sua linha de montagem, mas – na verdade – ele foi um dos pioneiros na melhoria das condições de trabalho dos operários. Lembre-se de que naquela época as jornadas de trabalho podiam chegar a até 18 horas, não havia férias e até crianças podiam trabalhar legalmente. Os funcionários de Ford recebiam o dobro que os das outras indústrias e trabalhavam apenas as 8 horas que trabalhamos hoje. O resultado foi que sua produção ficou maior e seu faturamento chegou a triplicar. Esse exemplo é a melhor lição para este tópico. Ninguém triunfa querendo tudo para si. Para conquistar é preciso compartilhar.

A tendência para colher onde não se semeou

O chamado “capitalismo de estado”, que conhecemos muito bem aqui no Brasil, pode servir de exemplo para esse ponto. Ninguém precisa de muito esforço, basta uma boa amizade no governo para conseguir faturar alto (quase sempre superfaturando) às custas do dinheiro público. Essa é a lógica dessa prática. Ultimamente, no entanto, temos visto muito adeptos dela na cadeia. Pense bem antes de querer colher onde não semeou. Temos esse exemplo, mas há vários outros. É só você prestar atenção.

O hábito de gastar mais do que se ganha

Hill finaliza esses tópicos introdutórios com esse outro aspecto. Nós brasileiros o conhecemos muito bem. Ganhamos pouco, gastamos muito e vivemos endividados. Gastar menos do que se ganhar, para poupar e prosperar é a lição mais básica, mas muita gente não consegue cumpri-la. Isso de Johnny Depp a você.

O que achei até aqui?

Essas considerações acima são um resumo das minhas primeiras páginas de “A lei do triunfo”. Ainda não li o suficiente para passar um atestado sobre a obra. Mas já tenho algumas primeiras impressões:

  • Napoleon Hill merece pelo menos um voto de confiança. Afinal, dedicou duas décadas a pesquisar pessoas de sucesso antes de publicar o livro.
  • De fato, sua obra tem foco no aspecto financeiro do sucesso. Até aqui, não vejo outros vieses. Portanto, se você busca outras interpretações, visões mais amplas sobre o que é o triunfo, sugiro buscar outras referências, embora – sabendo filtrar – você consiga extrair dessa obra boas lições também.
  • Se você quer ficar rico, esse é o livro que você deve ler. Ele não vai fazer brotar dinheiro na sua conta bancária. Afinal, como dizem por aí, “livros não mudam o mundo. Mas eles mudam pessoas. E pessoas mudam o mundo”. Se essa leitura o ajudar a mudar pelo menos seu próprio mundo, ela já terá sido bastante útil.

Nos encontramos no próximo artigo. Até lá!

P.S.: Para não perderem nenhum texto dessa série sobre “A lei do triunfo”, fique de olho nos canais do Administradores.com. Curta a fanpage do portal e, no botão “Seguindo”, escolha a opção “Ver primeiro”. Assim você dará prioridade às nossas publicações em seu feed. Outra coisa: logo mais abaixo ou lá em cima, perto do meu nome e minha foto, tem um botãozinho verde com o nome “seguir”. Ao clicar nele, você passa a receber uma notificação sempre que eu publicar um novo texto. Para isso, no entanto, você precisa se cadastrar (é rapidinho e gratuito) no Administradores. As notificações vão aparecer em sua área pessoal no portal (sempre que estiver logado) e serão enviadas por e-mail, se você preferir.

Agora sim: até logo!

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/as-8-fraquezas-das-quais-voce-precisa-se-libertar-se-quiser-triunfar/102474/

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02mar/20

Por que ainda vemos tão poucas mulheres no mercado de TI?

O mercado de trabalho, pouco a pouco, está se transformando para alcançar a igualdade de gênero. Há quem acredite que essa igualdade já acontece na maioria das áreas. Mas, a verdade, é que ainda precisamos trilhar um longo caminho em busca da diversidade dentro das empresas, em especial na área de tecnologia e digital, onde o número de mulheres é ainda menor do que vemos em outros setores.

A reduzida presença feminina nas áreas de tecnologia é difícil de ser explicada, uma vez que a diferença técnica e de capacidade não explica a falta de mulheres nesse mercado. Até porque a aptidão para a tecnologia também é uma característica feminina. Uma prova disso é que o primeiro algoritmo da história foi desenvolvido por uma mulher, chamada Ada Lovelace. O protocolo STP, um procedimento que auxilia na melhor performance da rede, é invenção de Radia Perlman. E a tecnologia usada nos telefones celulares e nas redes wi-fi tem como base o trabalho da inventora e atriz Hedy Lamarr, feito na época da Segunda Guerra Mundial.

O fato é que a diferenciação de gênero é uma questão social. Apesar de homens e mulheres serem diferentes, a capacidade técnica e as competências intelectuais não são. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade que diferencia tratamentos na criação de meninos e meninas, impondo condutas diferentes para cada gênero. Portanto, essa disparidade no segmento de tecnologia é um problema cultural que começa muito cedo em nossas vidas, ainda na primeira infância.

Quando o assunto é tecnologia, logo no início da vida, muitas vezes, não estimulamos o interesse das meninas pelo tema e limitamos o contato das mesmas com esse universo tecnológico. Elas acabam sendo muito mais incentivadas a brincar de boneca e a fazer comidinha, enquanto os meninos recebem as multitelas dos celulares, tablets e jogos de vídeo game Dessa maneira não só deixamos de incentiva-las e de introduzi-las a todos os benefícios que a tecnologia oferece em termos de aprendizado,, como simplesmente nem ofertamos essa possibilidade a elas.

Para as meninas que vencem essa barreira e conseguem conhecer e se interessar por TI, a sociedade impõem outros obstáculos que seguem pela adolescência e culminam por se acentuar na faculdade. É no banco das universidades que o preconceito de gênero e o isolamento social se encarrega de deixar claro que “esse lugar não é para mulheres”. De acordo com o INEP/MEC, as mulheres representam apenas 15%do corpo discente nos cursos relacionados à computação. Constantemente atacadas por colegas, e até mesmo por professores, as mulheres sofrem assédio moral e poucas alunas chegam a concluir o ensino superior na área. Outra pesquisa indica ainda que 79% das alunas dos cursos relacionados à TI desistem já no primeiro ano.

As que bravamente sobrevivem aos preconceitos precisam correr para conquistar uma oportunidade no mercado de trabalho. Construir uma carreira, ou mesmo abrir uma empresa, é o grande desafio feminino dentro do mercado de tecnologia. Nas principais empresas de tecnologia, em média, apenas 30% do quadro de funcionários é composto por mulheres. E ainda, um estudo feito pela Harvard Business School aponta que apenas 10% dos aportes financeiros são feitos em startups comandadas por mulheres.

Outro dado que acho extremamente relevante é que o último levantamento do IBGE indicou que no Brasil existem 6,3 milhões de mulheres a mais que homens. Não sei você, mas isso me faz pensar o quanto as empresas ainda desperdiçam talentos. O que quero dizer é que tenho certeza que boa parte dessas mulheres estão mais do que aptas a exercerem uma série de funções e cargos, não só na área de tecnologia, mas em muitas outras áreas, no entanto, por existir barreiras culturais e sociais elas ainda são duramente negligenciadas e excluídas do mercado de trabalho.

Para mim, não se trata de uma exclusão de gênero, mas um desperdício de talentos, independente do gênero.

Se essa realidade lhe parece cruel e parte de uma construção social desigual, será que podemos mudar esse cenário? A resposta é sim! E o primeiro passo deve acontece dentro de casa. É papel da família apresentar a tecnologia para as meninas, e incentivar o interesse delas nas carreiras de exatas. O empoderamento de lutarem por aquilo que desejam será o segundo passo – e o mais importante, visto que precisarão percorrer um longo caminho de resistência contra uma maré inteira as puxando para longe da área TI e as aproximando culturalmente das áreas de humanas.

O terceiro passo, felizmente, já começa a ser dado pelo mercado de tecnologia. Aqui na Yoctoo, consultoria boutique de recrutamento e seleção especializada em TI e digital, já notamos o interesse das empresas em equilibrar as equipes e trazer diversidade para o time. Se aumentarmos a oferta de mulheres participando dos processos seletivos, consequentemente aumentaremos também o número dessas profissionais nesses cargos.

Não é possível afirmar quando e se seremos capazes de chegar ao tão sonhado e falado 50/50 dentro das empresas. Mas, certamente, enquanto sociedade, devemos lutar para criar um ambiente menos agressivo para com as mulheres. Enquanto recrutadora para o mercado de TI, espero ver esse quadro mudando em um futuro próximo e desejo concluir muitos processos seletivos onde as mulheres sejam as escolhidas para muitas das vagas que passam por mim, não por serem mulheres, mas por serem, antes de tudo, excelentes profissionais.

Renata Ambrosini — Formada em Psicologia e tem mais de 9 anos de experiência para na área de seleção de profissionais em TI, Renata é consultora de recrutamento e seleção na Yoctoo.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/por-que-ainda-vemos-tao-poucas-mulheres-no-mercado-de-ti/122835/